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Ativismo pedófilo: uma praga que precisa ser combatida

A segunda-feira amanheceu negra nas Redes Sociais. Um youtuber de 23 anos, acusado de abuso sexual infantil, chamado Mallone Moraes publicou em seu canal um vídeo onde ensina como e porque os pais devem estuprar as próprias filhas. Segundo Mallone, os pais deveriam ter o direito de transar com suas filhas, como uma forma de educá-las, iniciando-as sexualmente. Optei por não reproduzir o famigerado vídeo nessa postagem por se tratar de material de cunho inclassificável.
Toda polêmica gerada pelo citado vídeo, serviu para reacender o debate sobre a legitimidade ou não da pedofilia com prática sexual.
A grande maioria das pessoas nunca leu, ouviu falar ou assistiu nada que expusesse de forma clara e objetiva, o ativismo de grupos organizados, em todo o mundo, que lutam pela legalização da pedofilia.

Entre 1974 e 1984, a Inglaterra foi o palco de um movimento de pedófilos chamado PIE (Pedophile Information Exchange), que entre outras coisas lutava no congresso para diminuir a idade de consentimento para relações sexuais. Eles utilizavam-se de um discurso velado, que propagava a ideia de que que era apenas uma espécie de militância pela “maioridade sexual”. Oculto sob esse ardil, o movimento recebia dinheiro do próprio governo britânico, por meio de verbas do Serviço de Voluntários do Ministério do Interior. Mas, na década de 80, investigações sobre pedofilia acabaram levando aos membros do movimento, que acabou sendo fechado, sob uma tempestade de escândalos e denúncias. 

Entre as ações empreendidas pelo PIE durante sua atividade, esteve a luta pela redução da idade de consentimento para QUATRO anos de idade, isso mesmo, você não leu errado: QUATRO ANOS! Este foi o estopim que levou a sociedade britânica à indignação. Enquanto a sociedade se rebelava contra essas aberrações, o governo resistia em promover qualquer ato de intervenção pois a atividade do movimento estava abrigada pelo Conselho Nacional para Liberdades Civis. Isso mesmo! Liberdade Civil! Como se crianças de QUATRO anos fossem maduras metal, física e emocionalmente estruturadas para praticarem sexo.
Harriot Harmon (esquerda) é hoje vice-líder do
Partido Trabalhista britânico e integrante
 do Conselho Para o Bem Estar da
Criança. Na década de 1970, era
ativista pela pedofilia no movimento PIE.
Na época, ficou claro que nenhuma iniciativa pedófila teria exito enquanto a prática mantivesse um estigma negativo na sociedade, isto é, contrária a valores tradicionais ainda em voga.
Do outro lado do atlântico, o Estados Unidos se tornou palco de outra investida do ativismo pedófilo.
Em 1978, os americanos assistiram o surgimento da NAMBLA (Associação Norte-Americana do Amor entre Homens e Garotos), possuidora dos mesmos objetivos da sua parceira britânica, a PIE. Hoje, a NAMBLA é considerada a organização mais importante do ativismo pedófilo.
Estava plantada a semente da luta pela legalização da pedofilia.
Em 1981, a famosa revista americana “Time” noticiou que argumentos pró-pedofilia estavam ganhando popularidade entre conselheiros sexuais. Larry Constantine, um terapeuta de família, proclamou que as crianças “têm o direito de expressar-se sexualmente, o que significa que podem ter ou não ter contatos sexuais com pessoas mais velhas”
O trabalho do ativismo pedófilo passava a ser visto nas páginas dos grandes veículos de comunicação, ganhando assim voz para sua causa e mais adeptos e simpatizantes.
Aproveitando o espaço e a exposição gerada naquela ocasião, Wardell Pomeroy, um dos autores do famigerado Relatório Kinsey - famoso estudo norte americano sobre sexualidade, declara que: "O incesto pode às vezes ser benéfico".
Em meio a tudo isso, a NAMBLA crescia.
Entre 1984 e 1994, ela era uma das entidades associadas à ILGA (Associação Internacional de Gays e Lésbicas), mas foi expulsa, depois de uma delicada questão envolvendo a ILGA e a ONU. Revoltados por terem sido descredenciados e desligados do movimento LGBT, os ativista pró-pedofilia alegam que a expulsão da ILGA, não passou de um ardil, arquitetado apenas para que o movimento LGBT internacional conseguisse um status consultivo como ONG nas Organização das Nações Unidas. Assim sendo, eles alegam que o rompimento da parceria teria ocorrido apenas por motivos políticos e não por diferenças ideológicas.
Ponto chave em toda essa celeuma, a ONU chegou a conceder o status consultivo à ILGA em 1993, ainda que a NAMBLA fosse associada. Tudo assim, bem quietinho, feito por debaixo dos panos. Mas não demorou muito para que esse segredinho sujo da ONU vazasse. Desmascarada pelos Estados Unidos, a ONU acabou pressionando a ILGA a desvincular-se da NAMBLA, pois o governo norte-americano ameaçou cortar financiamentos às Nações Unidas enquanto ela abrigasse movimentos pedófilos. 
A ILGA é um dos principais promotores da Ideologia de Gênero na ONU, por meio da UNESCO, embora haja hoje centenas de outros movimentos e ONGs LGBTs e feministas empenhadas na causa da educação sexual para idades cada vez menores. 
Ah, você percebeu a palavra FEMINISTA e achou estranho?
Mas é isso mesmo!

Judith Levine
Organizações feministas ajudam a desarmar as crianças contra os pedófilos e armá-las contra a família, divulgando teorias tortuosas e altamente questionáveis. Um bom exemplo disso é a declaração feita pela escritora e jornalista norte-americana Judith Levine em seu mais famoso livro  Harmful to Minors (2002), no qual solicita o reconhecimento dos menores como seres sexuados, a liberalização das leis americanas sobre idade de consentimento, o abrandamento das leis americanas sobre possessão de pornografia infantil e o acesso dos menores ao aborto. De acordo com ela, "Os pedófilos são inofensivos e a relação sexual de um menino com um sacerdote pode ser até uma coisa benéfica." E não para por aí. Perigosos mesmo, diz Levine, são os pais, que projetam seus medos e seu próprio desejo de carne infantil no mítico molestador de crianças”.

Atualmente, no Brasil, por meio do Ministério da Educação e Cultura, rios de dinheiro são investidos na elaboração de programas educacionais que levam a temática da Ideologia de Gênero para ser ensinada em escolas e creches de todo o país. Essa ideologia, a pretexto de combater a discriminação, oferece às crianças um leque de opções sexuais e orientações possíveis, as quais são denominadas de gêneros.

Esse foi o pulo do gato. Ou melhor dizendo, o grande pulo do gato. A maneira mais inteligente e sagaz para sanar um problema a muito enxergado pelos pedófilos: como superar o estigma negativo que a pedofilia representa para a sociedade. 

A mudança de estratégia surtiu efeito. Em 2013, um anúncio chocante feito pela APA - Associação de Psicologia Americana em sua mais recente edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais causou muita revolta: a pedofilia deixou se ser desordem mental para se tornar orientação ou preferência sexual. Isso mesmo! De um transtorno, passou a ser uma orientação ou preferência sexual.
Na 5ª edição (DSM-V) - do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - a pedofilia é definida como “uma orientação sexual ou preferência sexual desprovido de consumação", enquanto o ‘distúrbio pedófilo’ é definido como uma compulsão e usado para caracterizar os indivíduos que usam assim a sua sexualidade”. O referencial são crianças com menos de 13 anos de idade.

Mas engana-se quem pensa que essa foi a primeira vez que a APA publicou em seus anais algo em defesa do ativismo pedófilo. Em seu boletim 124, publicado em 1998, a entidade reproduziu um artigo, originalmente publicado em 1997 no The Journal of Sex Research, o qual trazia os resultados de uma pesquisa feita por dois estudiosos: o psicólogo Bruce Rind, da Universidade de Temple e o doutorando Philip Tromovitch, da Universidade da Pensilvânia. De acordo com eles, os abusos sexuais na infância “não causam dano intenso de maneira pervasiva”, e ainda recomendam que o termo pedofilia, “carregado de conotações negativas”, seja trocado para “intimidade intergeracional”. Essa pesquisa foi no mínimo interessante, para não dizer tendenciosa e proposital. Pressionada e massacrada pela opinião pública, a APA voltou atrás. Em um comunicado oficial à impressa, a entidade afirmou que o abuso sexual de crianças era prejudicial e errado, mas ainda assim não descartou totalmente o estudo em questão, afirmando que ele não era uma forma de endosso à pedofilia. Não foi suficiente. Aproveitando a onda e o burburinho criado pela mídia, várias entidades de defesa da pedofilia propagaram aos quatro ventos a legitimidade do estudo, utilizando-o como ferramenta da causa. O episódio provocou a reação de vários congressistas americanos. Mas somente em 1999, a APA decidiu rever sua posição sobre o assunto e implementou uma série de ações para que o estudo não fosse utilizado como instrumento de defesa forense em casos de pedofilia.
Mas o mal já havia sido feito.

Retornando a 2013, um Tribunal Federal da Holanda aprovou a existência da Associação Martijn, defensora do sexo consensual entre crianças e adultos. O veredito oficial reconhece que o trabalho da associação é “contrário à ordem pública, mas não há uma ameaça de desintegração da sociedade”.

A pedofilia ascendeu como articuladora da quebra de mais um tabu social, que segundo seus defensores é algo moralmente constituído e retrógrado. 
Outro argumento muito escorregadio utilizado na defesa do ativismo pedófilo é a utilização de caracterização distinta para pedófilos e abusadores sexuais. Explicando melhor. Os caros ativistas propagam a arbitrária ideia de que existe o pedófilo inofensivo, que somente sente atração sexual por crianças, mas não a pratica e, do outro lado dessa macabra equação, estariam aos abusadores sexuais, esses sim passiveis de condenação penal. Ao pobre e inofensivo pedófilo caberia tratamento, ajuda e toda a compreensão, incluindo quem sabe, uma campanha de combate à discriminação contra ele.
Depois de tudo que vimos, não é de se admirar que o novo movimento pedófilo esteja hoje infiltrado nos movimentos LGBT por meio de algo que conhecemos por “combate ao preconceito nas escolas”. Esbarramos aqui em algo defendido com unhas e dentes por aqueles que rezam a cartilha do politicamente correto: a ideologia de gênero.
Judith Butler
A mais conhecida teórica da Ideologia de Gênero, Judith Butler, afirma que “gênero é o seu comportamento”, ou indo um pouco mais além, "Biologia não é determinação, gênero resulta de uma combinação única em cada um de nós”. Acabando por fazer do gênero um tipo de cultura, revolução comportamental ou, de uma maneira mais simplista, uma peça de roupa que você tira ou bota ao seu bel prazer. Ora, segundo ela, não há homens ou mulheres, mas simplesmente pessoas. A consequência lógica deste pensamento impõe que não exista nem mesmo preconceito, pois nos tornamos todos iguais. É este o conceito que vem sendo utilizado como justificativa para ensinar as crianças, a partir dos 4 anos, a explorarem seus corpos e os de seus colegas em busca de prazeres sexuais para, assim, definirem seu “gênero”.
A conceituação de Butler, se bem compreendida, demonstra que não é o problema do preconceito que desejam resolver. A coisa vai muito mais além. É muito mais séria. Se você acha que a ideologia de gênero tem por objetivo apenas combater o preconceito, está redondamente enganado. Mas não se desespere, 99% das pessoas que defendem essa ideologia também pensam assim.
A mudança da mentalidade é o alvo principal, fazendo de crianças e adolescentes militantes eficientes pela destruição de todos os padrões morais, familiares, emotivos, legitimando, por tabela, estigmas negativos como a pedofilia, a zoofilia e o incesto. O real objetivo da ideologia de gênero é transformar todas as crianças e adolescentes em órfãos, ao destruir o conceito de família, tornando-os incapazes de perceber a realidade justamente porque ela lhes é apresentada de forma fluída, sempre adequada às ideologias imperantes do momento.

Levando adiante a causa pedófila, ativistas continuam a batalhar para mudar o foco de toda a discussão a respeito do tema, saindo do “não é permitido” para “quando isto pode ser permitido.”, através do simples artificio de alteração da faixa etária para consentimento de relações sexuais. Tal alteração seria a porta de entrada para a legalização. Uma verdadeira jogada de mestre colocada em prática a décadas e que possui defensores até mesmo na suprema corte americana.
Ruth Bader Ginsberg

Em 1977, a então advogada e ativista dos direitos das mulheres, Ruth Bader Ginsberg escreveu o Sex Bias in the U.S. Code: a report to United States, um relatório para a Comissão dos Direitos Civis Norte Americana. Em seu texto, Ginsberg defendeu a redução da idade de consentimento de 16 para 12 anos de idade. Ela escreve:

“Elimine a frase “conhecimento carnal de qualquer mulher, com exceção da esposa, que não completou os 16 anos de idade” e substitua a definição federal da ofensa por uma definição sexual neutra. (…) Uma pessoa é culpada por uma ofensa se ela consumar ato sexual com outra pessoa. (…) [e] a outra pessoa tem, de fato, menos de 12 anos de idade.”

Advogada da ACLU - American Civil Liberties Union (União Americana pelas Liberdades Civis) na época, e mais tarde indicada para a Suprema Corte pelo presidente Bill Clinton, Ruth Bader Ginsberg permanece no mais alto carga da magistratura norte americana até hoje.
E por falar em ACLU, este não foi o único e último episódio em que essa entidade esteve ligada ao ativismo pedófilo.
Em 1982, a American Civil Liberties Union chocou a opinião pública ao defender na Suprema Corte a legalização da venda e distribuição de pornografia infantil. No processo judicial, conhecido como Nova York vs Ferber (processo no qual Paul Ira Ferber, proprietário de uma livraria, era acusado de vender filmes que envolviam crianças em atividade sexual a dois agentes secretos do governo americano) a ACLU lutou para tornar a venda e distribuição de pornografia infantil protegida pela Primeira Emenda. 
Como conselheiro jurídico da ACLU, em 1985, Barry Lynn declarou na Comissão Americana sobre Pornografia, que a pornografia infantil foi protegida pela Primeira Emenda. Enquanto a produção de pornografia infantil pode ser prevenida por lei, segundo ele, a sua distribuição não poderia ser. Alguns anos mais tarde (1988), Lynn disse ao Comitê Judiciário do Senado, que era absurdo e inadmissível até mesmo exigir dos produtores de pornografia a guarda dos registros de idade de seus artistas. E emendou:
"Se não houver nenhuma exigência federal de manutenção de registros para as pessoas retratadas em Road and Track ou Star Wars, não pode haver tal exigência para Hustler ou Debbie Does Dallas."
Uma declaração tão estapafúrdia quanto os argumentos usados pelos pedófilos para defesa de seus objetivos.
Tendo em vista todo esse aparato, movido em prol da legalização da pedofilia, entendemos de maneira mais clara, o comportamento de elementos como Mallone Morais, personagem real citado no inicio do texto, que ao ser preso, debochou dos policiais e do nosso sistema judiciário. Com tantos  defensores ocultos, os pedófilos que chegam a ser identificados, acusados, julgados e condenados, sentem-se como mártires da própria causa. Passam a ser cultuados por seus asseclas, como ícones de uma ideologia que um dia poderá vir a ser uma coisa normal, algo banal. Por isso, antes de reproduzir mecanicamente ideais e conceitos supostamente libertários, revolucionários e modernos, reflita sobre todos os aspectos que podem estar envolvidos por trás de tudo aquilo que se autodenomina POLITICAMENTE CORRETO.
Agendas como a legalização da pedofilia, da zoofilia e do incesto estão intimamente ligadas.
Fique atento a legalização de leis sobre  estes temas.
A perda de sentimentos e instintos protetores em relação às crianças e aos animais é o começo da perda da nossa própria humanidade. É o inicio do fim.



Link para Rind et al. controversy - artigo defensor da ideia de que abuso sexual na infância não causa danos
https://en.wikipedia.org/wiki/Rind_et_al._controversy



Link para Boletim 124, de 1998 da APA - American Psychological Association
http://psycnet.apa.org/journals/bul/124/1/



Link para reportagem da BBC sobre a PIE - Pedophile Information Exchange
Este link também disponibiliza um vídeo onde o jornalista John Tusa entrevista dois membros da PIE em 1983
http://www.bbc.com/news/magazine-26352378 

Link para lista de organizações do ativismo pedófilo em todo o mundo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_organiza%C3%A7%C3%B5es_do_ativismo_ped%C3%B3filo

Link para história de Mallone Morais
http://noticias.r7.com/balanco-geral-manha/fotos/pedofilo-debocha-de-autoridades-e-diz-que-nao-vai-ser-preso-13012016

Link para Sex Bias in the U.S. Code: a report to United States
https://www.law.umaryland.edu/marshall/usccr/documents/cr12se9.pdf

Link sobre o caso Nova York vs Ferber
http://www.nytimes.com/1981/11/17/nyregion/supreme-court-to-rule-on-films-showing-sexual-activity-of-children.html

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Pelo corporativismo dos Bombeiros Militares

É praxe para grande maioria das instituições profissionais a prática do corporativismo - defesa dos interesses profissionais por parte de uma categoria funcional. Sindicatos e Associações protegem e defendem suas áreas laborais de atuação. Tudo muito bem aceito socialmente, quando aplicado a entidades civis. Quando o assunto é a categoria militar, a coisa é bem diferente. Qualquer ação de defesa de interesses da corporação militar é vista como tentativa de acobertamento de má conduta, desvio de finalidade ou ato criminoso. Este ainda é um enorme obstáculo a ser superado, ainda que a democracia estabeleça como base, a igualdade de direitos entre todos os brasileiros.

Já faz algum tempo, séculos para ser mais precisa, que os militares vão tendo suas atribuições e funções laborais reduzidas, perdendo espaço para novas instituições civis criadas exclusivamente para desempenhar papéis antes exercidos pelas forças armadas ou forças auxiliares.

Foi exatamente isso que aconteceu com a Polícia Militar quando do surgimento da Policia Civil. 

O termo "civil" origina-se do Decreto Imperial nº 3 598, de 27 de janeiro de 1866, que criou a Guarda Urbana no Município da Corte e que dividiu a polícia em civil e militar. O ramo militar passou a ser constituído pelo Corpo Militar de Polícia da Corte, atual Polícia Militar, enquanto o ramo civil era constituído pela Guarda Urbana, subordinada aos delegados do chefe de polícia da corte.

Antes da publicação de tal decreto, todas as atribuições relativas à ordem pública investigações, diligências, prisões e afins eram de competência militar.

Atualmente, as Polícias Civis continuam integradas por servidores públicos com estatuto civil, com funções instituídas no artigo 144 parágrafo 4º da Constituição Federal, a elas incumbindo as funções de polícia judiciária e a apuração das infrações penais, enquanto, pelo parágrafo 5º do mesmo artigo, cabe, às Polícias Militares estaduais, o policiamento ostensivo e a preservação da ordem pública bem como infrações penais militares no âmbito estaduais e, na condição de milícias, são consideradas, nos termos do parágrafo 6º, forças reservas e auxiliares do Exército Brasileiro.
Porém, apesar de ter visto sua área de atuação ser diluída entre novos órgãos, todos eles são partes integrantes do estado. Talvez por isso, não se tenha chegado à necessidade de discutir a nomenclatura profissional. Tudo é policia e ponto final.
Mas enganam-se aqueles que pensam que a perda de poder funcional é coisa do século passado.
A bola da vez é o Corpo de Bombeiros Militar. 
No Brasil, a história do Corpo de Bombeiros começa em 1856, no dia 2 de Julho. O Decreto, assinado pelo Imperador Dom Pedro II, instituiu o Corpo Provisório de Bombeiros da Corte, no Rio de Janeiro. Foram reunidas as seções de Bombeiros que existiam para o serviço de extinção de incêndios na Casa do Trem (Arsenal de Guerra). 
Em 1880, a Corporação passou a ter organização militar e, foram concedidos postos e insígnias aos seus componentes. Com o passar dos anos, equipamentos mais sofisticados foram fornecidos e viaturas mecânicas passaram a ser utilizadas. Atualmente, nossos bombeiros não só apagam incêndios, mas se responsabilizam por atendimentos pré-hospitalares em caso de trauma, salvamentos em altura e em meio líquido, além das atividades de busca e defesa civil. 
Mas, em 2009, a Lei Federal 11.901 de 12 de janeiro regulamentou a profissão de bombeiro civil. Preste bem atenção a essa palavrinha: CIVIL.
De olho nesse mercado emergente, surgem aqueles a quem podemos denominar de "Traidores da própria causa", militares que abrem cursos e escolas de formação de bombeiros civis, copiam uniformes, brevês, manicacas, insignias e trajes exclusivos das forças auxiliares, publicizam códigos e jargões inerentes à categoria militar, além de banalizarem o uso nomenclatural das patentes. Enfim, colocam seus interesses financeiros pessoais à frente das questões de interesse coletivo, segurança e representatividade de toda a corporação. 
Começava aqui uma batalha silenciosa pela preservação dos direitos do Corpo de Bombeiros Militar. Digo silenciosa porque este não foi um assunto amplamente divulgado ou discutido pela mídia ou mesmo dentro da própria corporação militar. 
A perda de poderes advinda da criação de instituições como a Policia Civil, Policia Federal, Guarda Municipal, Secretarias de Trânsito, é algo distante e esquecido. A corporação militar parecia estar anestesiada ante esse novo embuste criado e fomentado pelo governo esquerdista, que diga-se de passagem tem total ojeriza por tudo que é relativo aos militares.
Levada ao Congresso e ao Senado Federal, a questão continua ainda num impasse.
Em 2011, o ex-deputado Laerte Bessa apresentou o Projeto de Lei Complementar - PLC 7/11 - que tinha por objetivo a alteração da denominação do termo BOMBEIRO CIVIL para BRIGADISTA PARTICULAR.  Porém, apesar de ter sido aprovado em carácter terminativo pela CAS - Comissão de Assuntos Sociais, não necessitando ir a Plenário, o projeto foi vetado pela então presidente Dilma Rousseff.

Mas o debate não parou por aí.
Além da nomenclatura, temos também uma outra questão muito interessante: a supervisão. Em alguns estados, há indicativos que os Corpos de Bombeiros Militares buscaram tomar a frente desta normatização, regulando e impondo limites às atividades dos bombeiros civis, tomando por base a própria legislação vigente e sua condição institucional. Nada mais justo e adequado, tendo em vista as atribuições  pertinentes aos militares. 


Em 2014, a Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia aprovou o Projeto de Lei 7085/10 que regulamentaria a profissão de brigadista civil (profissional que atua na prevenção e combate a incêndios). O substitutivo aprovado foi o mesmo apresentado em 2011 na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.
O texto original do projeto, do deputado Roberto Santiago (PSD-SP) e do ex-deputado Edmilson Valentim (RJ), alterava a Lei 11.901/09, que regulamenta a profissão de bombeiro civil. Já o substitutivo revogava essa lei e substituía a denominação “bombeiro civil” por “brigadista civil” e “brigadista particular”.
A proposta definia o brigadista civil como o profissional que exerce em caráter habitual, função remunerada e exclusiva de prevenção e combate a incêndio, como empregado contratado diretamente por empresas privadas ou públicas, sociedades de economia mista, ou empresas especializadas em prestação de serviços de prevenção e combate a incêndio. Já o brigadista particular era definido pelo projeto com um brigadista civil sem vínculo de emprego.
O substitutivo estabelecia regulamentação para a atividade privada de combate aos incêndios; assegurava direitos trabalhistas aos brigadistas, como uso de uniforme fornecido pelo empregador e adicional de periculosidade de 30% do salário mensal; e previa gradação das penas administrativas aplicadas às empresas que não cumprissem as disposições legais.
O texto determinava que o Corpo de Bombeiros Militares fosse responsável pela autorização e pela fiscalização das empresas especializadas.
A proposta previa ainda que essas empresas, para terem seu funcionamento autorizado e serem homologadas, deveriam ter: o objetivo no contrato social como empresa de formação de brigadista civil e brigadista particular; a comprovada capacidade de fornecimento de serviços de brigadista civil e brigadista particular; o registro nos Corpos de Bombeiros; e o registro no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea).
O texto permitia, mediante convenção ou acordo coletivo, a compensação da jornada de trabalho por meio de banco de horas para serviços prestados em horário administrativo.
Tudo muito bem estruturado, atendendo a todas as questões necessárias para a regulação laboral da nova profissão de Brigadista Civil, sem que isso acarretasse nenhum dano ou usurpação de atribuições aos Bombeiros Militares.
Mas a corporação militar toma novamente outra rasteira: findo o ano de 2015, o projeto é arquivado com base nos termos do Artigo 105 do RICD - Regimento Interno da Câmara dos Deputados, segundo o qual, ao término de uma legislatura, isso quer dizer, ao final de um mandato parlamentar, são arquivadas as propostas que se encontravam em tramitação. 
Para os políticos que foram reeleitos, manter um projeto na Câmara é simples. Basta protocolar um documento com a seguinte frase: "nos termos do art. 105, parágrafo único, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, requeiro a Vossa Excelência o desarquivamento de todas as proposições de minha autoria".
No caso do PL 7085/2010, o que aconteceu foi que os deputados autores do PL 7085/2010, Edmilson Valentim (PCdo B/RJ) e Roberto Santiago (PV/SP) não foram reeleitos. A única maneira do PL 7085/2010 voltar a tramitar é se for reapresentado por um parlamentar que integre a nova legislatura.

Paralelo a tudo isso, um outro PL tramitava no Congresso. O PL 2639/2011 tratava da obrigatoriedade de contratação de Bombeiros Civis por toda e qualquer edificação ou conjunto de edificações públicas e particulares, comerciais ou assemelhadas. O que acabaria por cravar mais um prego na fragilizada atuação corporativa do Bombeiro Militar. Mas no dia 11 de agosto de 2016, este PL acabou sendo arquivado, bem como todos os seus apensados(PL 5405/2013, PL 6937/2013 e PL 626/2015nos termos do art. 133 do RICD, por parecer contrário na Comissão de mérito.

Outra tentativa de normatização adequada para essa questão é a PEC 19/2013. Uma proposta de emenda à Constituição que rege sobre a possibilidade de formação de brigada civil(e não um Corpo de Bombeiros Civis) em municípios sem contingente de bombeiros militares. Explicação da ementa:


Altera o art. 42 da Constituição Federal para dispor que o Município em que não houver contingente de bombeiros militares poderá constituir brigada de incêndio, de caráter civil, formada por voluntários ou por servidores, nos termos de lei municipal, para atuação exclusiva em operações de salvamento e combate a incêndio.


Porém, essa PEC também esbarra em um empecilho: ela tramita em conjunto com outras PECs: PEC 102/2011(Unificação da Polícia), PEC 40/2012 (PEC da Guarda Municipal), PEC 51/2013(Desmilitarização da Polícia) e PEC 73/2013(PEC que torna a Polícia Federal um órgão de carreira única). Debater todas essas matérias em conjunto poderá acarretar enorme demora na definição da questão relativa ao Bombeiro.

Nesse entrave, muitas coisas encontram-se em jogo. Não só as funções laborais dos Bombeiros Militares ou suas áreas de atuação especificas mas, acima de tudo, a imagem de uma corporação com histórico de serviços centenários prestados à sociedade.

Dentre todas as justificativas encontradas por mim para o estabelecimento de limites e parâmetros bem claros de atuação para a profissão de brigadista civil, reproduzo aqui as palavras do ilustríssimo deputado Jair Bolsonaro:


“(...) a denominação “bombeiro civil” vem causando embaraços para as Corporações Militares e principalmente para a sociedade que confunde à área de atuação das duas profissões: Bombeiro Militar e “bombeiro civil”.
Os “bombeiros civis” tiveram sua profissão reconhecida recentemente, são ligados a grupos particulares, prestam serviços a empresas, tem o seu emprego terceirizado e a sua atuação depende de pagamento prévio aos empresários que administram tais serviços. É importante ressaltar que o trabalho dessa classe se limite às primeiras ações empreendidas em pequenos incêndios e até que os Corpos de Bombeiros Militares cheguem ao local do sinistro, conforme versa a lei que regula esta profissão, portanto seu emprego é limitado e restrito.
Já os Corpos de Bombeiros Militares, que tem sua história moldada ao longo de 155 anos, são instituições regulares, permanentes e definidas na Constituição Federal, componentes dos órgãos da Segurança Pública elencados na Carta Magna e são forças auxiliares e reserva do Exército, tendo suas atribuições definidas em lei federal. As instituições militares são entidades públicas e não estão limitadas a apenas um tipo de atendimento. Não escolhem a quem irão atender e nem localidade, isto demonstra diferenças fundamentais entre as duas categorias.
Vale ressaltar, que os Corpos de Bombeiros Militares vêm desempenhando um trabalho sério e respeitado pela nossa sociedade, isto pode ser devidamente comprovado por quaisquer pesquisas, que apontam sempre estas Corporações como líderes absolutos no ranque de profissões com maior credibilidade no País."

O que se busca nada mais é do que definição.
A mesma limitação que estabelece as diferenças entre médicos e enfermeiros, enfermeiros e técnicos de enfermagem, dentistas e protéticos, engenheiros e técnicos em edificações, psiquiatras e psicólogos. O mesmo respeito e direito à proteção de uma categoria profissional.
É necessário que as associações de Bombeiros Militares de todo o país entrem nessa luta e defendam, com unhas e dentes, os direitos de seus representados. Cobrem dos legisladores eleitos com o voto da categoria o empenho na resolução desse impasse. Afinal, ser militar não torna nenhum cidadão menos merecedor de direitos ou menos cidadão do que qualquer outro individuo.


Link para História do Corpo de Bombeiros no Brasil
http://www.bombeiros.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=2

Link para artigo 144 da Constituição Federal
http://www.senado.gov.br/atividade/const/con1988/CON1988_05.10.1988/art_144_.asp

Link para Lei 11.901, de 12 de janeiro de 2009
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L11901.htm

Link para PEC 19/2013
http://www.senado.leg.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=125945&tp=1

Link para situação atual da PEC 19/2013
http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/112262

Link para PEC 102/2011 - Trata da Unificação das Polícias
http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/102919

Link para PEC 40/2012 - Dispõe sobre competências da Guarda Municipal
http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/106514

Link para PEC 51/2013 - Propõe a desmilitarização do modelo policial
http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/114516

Link para PEC 73/2013 - Altera a redação do § 1º do art. 144 da Constituição Federal, para determinar que a Polícia Federal é órgão estruturado em carreira única.
http://www25.senado.leg.br/web/atividade/materias/-/materia/115636

Link para PL 7085/2010
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=472415

Link para esclarecimentos sobre o PL 7085/2010
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/TRABALHO-E-PREVIDENCIA/146994-PROJETO-EXIGE-REGISTRO-NACIONAL-DE-EMPRESA-DE-FORMACAO-DE-BOMBEIRO.html

Link para PL 2639/2011 - Obriga toda e qualquer edificação ou conjunto de edificações públicas e particulares, comerciais ou assemelhadas, a contratar bombeiro civil
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=7D45D410481FB83F008D50BFE13DE13D.proposicoesWeb2?codteor=1468800&filename=Tramitacao-PL+2639/2011

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Continências aos nossos atletas

Os Jogos Olímpicos chegaram e trouxeram com eles várias medalhas para o Brasil.
E assim, fica impossível não mencionar o fato de que a esmagadora maioria dos atletas campeões são militares. São homens e mulheres que competem pela nossa Pátria, pelo orgulho da nossa Nação.
Mas, a palavra militar não passou despercebida por aqueles que ainda fazem das Forças Armadas, o bicho papão da democracia. Sem medir esforços, ao empreenderem ações levianas, chegaram ao disparate de comparar as continências prestadas pelo nossos desportistas à bandeira nacional durante a cerimônia de entrega de medalhas a atos da extinta URSS e da Coréia do Norte.
Um descabimento que serve apenas para demostrar a total insanidade por trás da ideologia falida que essa corja defende.
Ao redigirem notas e matérias, "coleguinhas" omitem informações fundamentais sobre o programa de incentivo ao esporte das Forças Armadas e evidenciam as críticas daqueles que atacam o programa, como foi o caso do técnico do ginasta Arthur Zanetti, Marcos Goto, que presenteou o povo com a seguinte pérola: 

"Pegar atleta pronto é muito fácil. Quero ver apoiar até a criança chegar lá. O dia em que os militares fizerem escolinhas e apoiarem iniciação esportiva, apoiarem treinadores, aí vou tirar o chapéu. Por enquanto, não."

Muitos veículos foram bastante ágeis em reproduzir a declaração acima. 
Mas poucos foram aqueles que, humildemente, publicaram a retratação do mesmo técnico:

"De jeito nenhum foi uma crítica ao que os militares fazem. Hoje fiquei sabendo que existem projetos que fomentam o esporte. Para mim é uma alegria saber."

Assim como Marcos Goto, muitos brasileiros não sabem como surgiu e nem como funciona o Programa das Forças Armadas para Atletas de Alto Desempenho.
Criado em 2008 e desenvolvido pelas Forças Armadas Brasileiras, a iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Defesa e o Ministério do Esporte, onde são investidos recursos financeiros para o pagamento de salários e compra de equipamentos.

O foco inicial do projeto foram os Jogos Militares de 2011, também realizados no Rio de Janeiro, e não os Jogos Olímpicos de 2016, como muito jornalista inescrupuloso tem divulgado. De lá pra cá, só tem rendido bons frutos. Conseguimos o primeiro lugar no quadro de medalhas na Olimpíada Militar em 2011. Depois, nos Jogos Militares seguintes, em Pequim, alcançamos o segundo lugar, com um total de 84 medalhas, ficando atrás apenas da Rússia.
Os atletas que fazem parte do programa são voluntários e entram nas Forças Armadas por meio de um edital público. Depois de aceitos, precisam apresentar anualmente resultados de alto nível para permanecer no projeto por um período máximo de oito anos. Esse é o grande diferencial entre um atleta civil e um atleta militar: compromisso. Eles recebem a patente de 3º Sargento, além de todos os benefícios de militares: soldo (Salário), 13° salário, plano de saúde, férias, assistência médica e todas as condições e equipamentos necessários para treinamento. Em troca, assumem a responsabilidade de honrar o investimento que a nação está fazendo neles.
145 dos 465 atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 são militares, e já há um plano para que o projeto se estenda até as Olimpíadas de Tóquio em 2020, além de incluir os Jogos Mundiais Militares de 2019.

Outro ponto chave em toda essa celeuma criada por alguns profissionais de comunicação foi a questão da formação de atletas de base. Vários jornalistas e colunistas omitiram, ou pior tiveram preguiça de pesquisar, a verdadeira informação: as forças armadas tem sim um programa de incentivo ao esporte de base. No "Forças do Esporte" são atendidos 21 mil crianças e adolescentes de 6 a 16 anos, em mais de 80 cidades do país. 
Atualmente, incluindo os atletas olímpicos da Rio 2016, o Programa Atletas de Alto Rendimento apoia 670 esportistas, com um investimento que, este ano, deve girar em torno de R$ 43 milhões. Um valor bem aquém dos R$ 122 milhões recebidos pela Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, para financiar esportistas de apenas cinco modalidades: natação, polo aquático, maratona aquática, nado sincronizado e salto ornamental. 90% deste valor foi fornecido pelos Correios, um valor astronômico levando-se em conta o rombo gigantesco nas finanças dessa estatal. Com tamanho investimento, a expectativa era de pelo menos repetir o desempenho de Pequim ou Londres, quando o país recebeu duas medalhas em cada um dos Jogos. Mas nenhum dos atletas patrocinados pela Federação Aquática recebeu medalha na Rio 2016.
Quanto à constante aparição de atletas prestando continência em pódios olímpicos, vale ressaltar que todo militar é obrigado, pela disciplina e normatização militar, a prestar continência ao pavilhão nacional (bandeira) em eventos e cerimônias públicas. 
Isso consta no Decreto Presidencial nº 2243, de 03 de junho de 1997, publicado durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, que dispõe sobre o Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar das Forças Armadas. O capítulo III esclarece tudo o que diz respeito às continências, determinando expressamente em quais situações elas são cabíveis e imprescindíveis. Destacamos abaixo, aquelas que tem lugar na cerimônia de entrega de medalhas olímpicas.



Art . 15. Têm direito à continência:



I - a Bandeira Nacional:



a) ao ser hasteada ou arriada diariamente em cerimônia militar ou cívica; (...)

II - o Hino Nacional, quando executado em solenidade militar ou cívica; (...)


Surpreendentemente, um deputado federal do PT, Luiz Paulo Oliveira Nunes entrou com uma ação no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva pedindo a exclusão do quadro de medalhas brasileiras dos atletas que prestarem continência durante a execução do hino na cerimônia de entrega de medalhas. 
Isso mesmo, você não leu errado. 
Thiago Braz
Ouro no Salto com Vara
Um deputado quer que o COI - Comitê Olímpico Internacional - retire as medalhas dos atletas militares. Caso a denúncia seja acatada, o Brasil terá o pior desempenho em uma Olimpíada. Um vexame pior do que o 7X1 da partida semifinal da Copa do Mundo contra a seleção alemã, em 2014.
A famigerada atitude desse deputado só serve para endossar os argumentos esdrúxulos e ridículos, segundo os quais os atletas estariam fazendo apologia ao regime militar. Fala sério! Todo atleta que é patrocinado civilmente, agradece, faz menção sempre que pode ao seu patrocinador e faz uso de uniformes e acessórios com a logomarca do "Mecenas". Caixa, Banco do Brasil, Correios, BNDS. Todos são órgãos que patrocinam atletas e utilizam-se dessa ferramenta para publicizarem positivamente suas imagens. Não vi nenhum atleta militar utilizar quaisquer símbolos das forças armadas em seus uniformes. Não os vi declarem-se favoráveis a ditadura ou tortura. O que vi, antes de mais nada, foram brasileiros orgulhosos de sua Pátria. Atletas que representaram toda a nação, fazendo de todos nós uma só vibração, um só coração.
A todos eles, nossas mais sinceras referências e agradecimentos.
Robson Conceição
Medalha de Ouro no Box

Arthur Zanetti (Prata) - Argolas

Arthur Nory (Bronze) - Ginástica de solo

Rafael Baby Silva (Bronze) - Judô

Rafaela Silva (Ouro) - Judô


Mayra Aguiar (Bronze) - Judô


Felipe Wu (Prata) - Tiro

Poliana Okimoto (Bronze) - Maratona Aquática

Thiago Braz (Ouro) - Salto com vara

Robson Conceição (Ouro) - Boxe

Barbara e Agatha (Prata) - Volei de praia

Martine Grael e Kahena Kunze (Ouro) - Vela feminina

Alison e Bruno Schmidt (Ouro) - Volei de Praia




Link para notícia sobre denúncia de deputado
http://afolhabrasil.com.br/escandalos/atletas-que-bateram-continencia-no-podio-podem-perder-medalha/

Link para notícia sobre a extensão do projeto das forças armadas para atletas de alto rendimento - Tóquio 2020
http://zh.clicrbs.com.br/rs/esportes/olimpiada/noticia/2016/08/forcas-armadas-planejam-manter-programa-com-atletas-para-olimpiada-de-2020-7287084.html

Link para Decreto 2243 de 03 de junho de 1997
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2243.htm

Link para notícia sobre Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos
http://espn.uol.com.br/noticia/622140_com-mais-de-r-122-mi-de-investimento-brasil-deixa-rio-2016-sem-medalhas-na-natacao

Link para vídeo sobre o assunto - Canal Conservadorismo e Verdade
https://www.youtube.com/watch?v=KDnjg7Nt7us

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Incesto: uma ferida aberta

O rebuliço da semana na internet é por conta de uma notícia sobre uma mãe que vive maritalmente com o próprio filho.
O caso, que acontece no México, abre uma nova discussão a respeito do incesto, da ideologia de gênero e até que ponto o governo deve se intrometer em questões desse tipo.
Mas este está longe de ser o primeiro caso publicizado envolvendo incesto. 
Em 2009, uma irlandesa de 40 anos de idade foi condenada a sete anos de prisão por incesto, ataques sexuais, maus tratos e negligência aos seus filhos, no primeiro caso do tipo na República da Irlanda.

Já em 2010, Pearl Carter, de 72 anos e Phil Baile, de 26 anos, respectivamente avó e neto, assumiram um relacionamento afetivo nos Estados Unidos. O mais incrível nesse caso: o casal pagou 54 mil dólares para ter um filho através de uma barriga de aluguel.

Em 2013 a Austrália chocou o mundo com a revelação do caso envolvendo a família Colt. Eles chegaram a quatro gerações mantendo relações sexuais entre si. Descendentes de tataravós que eram irmãos e durante anos, irmãos e irmãs, tios, sobrinhos, pais e filhas, perpetuaram a tradição de manter esse tipo de relação. Emigraram de um estado australiano para outro, presumivelmente para evitar que essas práticas fossem descobertas. Quase todas as crianças da família apresentavam problemas de saúde decorrentes da má formação ocasionada por componentes genéticos.

O caso mais chocante de incesto foi o do austríaco Josef Fritzl, o psicopata que prendeu a própria filha em um porão por 24 anos e teve sete filhos com ela.

Aqui no Brasil, um dos casos mais famosos de incesto foi o que envolveu o empresário mineiro Antônio Luciano Pereira Filho, morto em 1990. Ele deixou um patrimônio de 3 bilhões de reais para ser dividido entre seus 30 filhos de 28 mães diferentes já reconhecidos. Em 2012, a dona de casa Sueli dos Reis Brandão, de 54 anos, entrou com uma ação de investigação de paternidade na Justiça de Minas Gerais para requerer sua parte na herança. Ela alega ser filha de um das filhas do bilionário, e também ter sido uma das amantes do pai-avô - que já teve um filho-neto reconhecido na justiça antes de Sueli.
Ah mas você deve estar pensando: "Isso é uma minoria"
O grande X desta questão está justamente nessa palavrinha: MINORIA.
Esse é o mesmo argumento utilizado por pedófilos e zoófilos em todo o mundo.
E eles não estão sozinhos.
O incesto já conquistou defensores até mesmo dentro do feminismo, tornando-se uma de suas pautas, um dos "tabus" que segundo eles, precisa ser quebrado.
Shumamith Firestone

Shulamith Firestone, uma das mais famosas líderes mundiais do movimento feminista afirma: 



“O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas” (trecho retirado do livro A Dialética do Sexo)



Repugnante, para não dizer outra coisa...
Se estes novos conceitos forem introduzidos na legislação e no cotidiano, estarão comprometendo todo o edifício social e legal que tinha seu sustento sobre a instituição da família. Os princípios legais para a construção de uma nova sociedade, baseada na total permissividade sexual, terão sido lançados.

A estratégia para fazer com que a sociedade passe a aceitar isso como normalidade é bem simples: de tempos em tempos, a mídia vincula notícias sobre casos de incesto. Pai e filha, irmão e irmã, tio e sobrinha, avó e neto, mãe e filho. Tudo muito bem alinhavado, com o inexorável viés do "Toda forma de amor vale a pena". Relatos comoventes sobre como uma força maior acabou por fazer com que essas pessoas se envolvessem sexualmente. Assim, você leitor ou telespectador acabará se acostumando, por osmose, a algo tão chocante.
No mês passado, divulgamos aqui a notícia sobre a legalização da zoofilia no Canadá. Naquela ocasião, aproveitei para ressaltar como tudo está interligado: zoofilia, pedofilia, abuso sexual, incesto, ideologia de gênero. Tudo corroborando para um só objetivo: a destruição da família e dos laços consanguíneos e afins. Click aqui e saiba mais.
O incesto é condenado por muitas sociedades. 
Alemanha, Austrália, Áustria, Canadá, Inglaterra, País de Gales, Finlândia, Irlanda, China, Nova Zelândia, Polônia, Suécia, Suíça, Taiwan, Turquia, Estados Unidos, Noruega, Dinamarca e Itália. Em todos esses países o incesto é tipificado como crime passível de penas que chegam até a prisão perpétua.
No Brasil, sob o ponto de vista jurídico, o incesto não é conduta típica, ou seja, um filho manter relações sexuais com sua mãe, ou um pai com sua filha, não constitui crime em nosso país, se estes envolvidos forem maiores de idade. Aquela velha máxima, segundo a qual se algo não é proibido, é permitido. Desta forma o incesto pode ser praticado no Brasil sem reprimenda penal alguma. 
E pasmem: nem o novo Código Penal criminaliza o incesto. Ele é considerado apenas agravante em casos de abuso sexual e estupro.
Se por um lado ele não é criminalizado, por outro, a lei não permite que seja capaz de gerar uma união estável, ainda que os envolvidos assim o desejem. Isso porque, ainda que a conduta não seja delituosa, ela é rechaçada do ponto de vista cível, que não quer que pais e filhos, através de um relacionamento sexual entre si, constituam famílias ou relações similares à família (união estável). Essa normatização faz parte da Lei 10.406, de 2002. O Artigo 1521 define quem não pode contrair casamento. Os cinco primeiros tópicos do artigo tipificam a proibição por incesto.

CAPÍTULO III

Dos Impedimentos



Art. 1.521. Não podem casar:



I - os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;


II - os afins em linha reta;

III - o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;

IV - os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive;

V - o adotado com o filho do adotante;

VI - as pessoas casadas;

VII - o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.


Tal proibição se deu, porque esse tipo de relacionamento criaria uma enorme instabilidade jurídica. Por exemplo, no caso de uma relação incestuosa entre pai e filha, se o homem morrer, a filha herdaria seus bens como filha ou como parceira? Os seus filhos seriam tratados como netos ou filhos dele? Para evitar essa confusão, a lei civil é clara: eles jamais podem criar uma união estável, e ela sempre permanecerá na posição de filha. 
Deixando de lado os melindres jurídicos, vamos nos ater ao ponto mais frágil dessa equação: as crianças.
De acordo com uma pesquisa realizada pelo CONANDA - Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Criança e Adolescente - cerca de 300 mil crianças são vítimas de incesto por ano no Brasil. Esses dados por si só são alarmantes mas, são apenas os dados conhecidos. Muito provavelmente, a incidência do incesto é bem maior do que os dados registrados. Ainda assim, os números apresentados pelo CONANDA já refletem a gravidade e magnitude do problema.
A criança vítima de incesto pode ser duplamente vitimizada: primeiro pela violência sexual sofrida e, segundo, pela incredulidade dos adultos quando ela se queixa dessa violência. A negligência da família sobre as queixas de incesto da criança agredida agrava, definitiva e permanentemente, as sequelas dessa dupla violência. A maioria delas apresenta intensos sentimentos de desamparo, vergonha e culpa que persistem por muitos anos e, não raro, para sempre. Muitas desenvolvem, geralmente a partir da adolescência, transtornos fóbicos e ansiosos em suas mais variadas manifestações.Os diagnósticos psiquiátricos mais freqüentemente relacionados ao incesto são, ainda nas crianças, quadros derivados da ansiedade patológica, como por exemplo, o TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), tiques, Síndrome de Tourette, quadros fóbico-ansiosos, depressão infantil, ansiedade de separação na infância. Os mesmos quadros se apresentam também na adolescência, acrescidos de alterações comportamentais, tais como, rebeldia, isolamento social, agressividade, impulsividade, ideação suicida. Em adultos prevalecem quadros da ansiedade patológica e transtornos da sexualidade.
Uma marca que a pessoa acaba por levar por toda a vida.
Agora que já mencionamos os aspectos jurídicos e psicológicos que envolvem o incesto, vamos falar sobre suas implicações biológicas.
A procriação entre parentes próximos (inbreeding) tende a aumentar o número de homozigotos (padrões de genes idênticos por parte dos progenitores) de determinada população, reduzindo, portanto, a variabilidade genética da mesma. Quanto mais próximos geneticamente os dois parentes que tem um filho, mais o número de homozigotos aumenta. A chance de uma deficiência hereditária ocorrer quando os pais são irmãos é de 50% em média.
Na luta contra o incesto através dos tempos, várias culturas entenderam que o mais importante, era incentivar a exogamia - cruzamento de indivíduos não aparentados ou com grau de parentesco distante - pois ela é uma maneira de ampliar as relações positivas e sobretudo comerciais entre grupos sociais distintos. Do contrário, não haveria a sociedade como a conhecemos, pois as famílias fechariam-se, eventualmente tornando-se um povo, uma etnia, à parte.
Voltando ao Brasil.
A questão do incesto deve ser tratada pelo nosso código penal, mas não apenas como é considerada atualmente, como um agravante de um crime sexual. 
O incesto não é apenas um tipo de variação de um crime contra os costumes, é uma violência contra o indivíduo e contra a família, pois a relação incestuosa não permite que o indivíduo se estruture, além de desestruturar a família. O incesto deve ser considerado um crime autônomo, pois é um crime com características próprias. Mas, além de caracterizá-lo como um crime autônomo, deveríamos inseri-lo em nosso código penal no capítulo dos crimes contra a família. Não é admissível que uma conduta incestuosa seja aceita. Não ajudem a propagar a ideia de normalidade que tanto querem impingir ao incesto, só por conta de outra ideologia que você apoie. O incesto é um dos pontos que a ideologia de gênero quer nos empurrar goela abaixo. Não aceitem o imbróglio de que ele é apenas um tabu. Incesto não é uma "modinha" modernista. Não é uma conduta "cosmopolita". Tipificá-la como crime não é apenas uma questão moral, jurídica ou religiosa. É, antes de mais nada, uma questão de preservação da espécie. 



Link para Lei 10.406 de 10 de janeiro de 2002
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406compilada.htm

Link para notícia sobre caso entre mãe e filho no México
http://m.redetv.uol.com.br/jornalismo/da-para-acreditar/mae-e-filho-se-apaixonam-e-lutam-na-justica-para-manter-relacionamento

Link sobre legislação - Incesto
http://direito.folha.uol.com.br/blog/incesto

Link para pesquisa do CONANDA
https://books.google.com.br/books?id=j60pMrNANuYC&pg=PA28&lpg=PA28&dq=300+mil+crian%C3%A7as+vitimas+de+incesto&source=bl&ots=00agcoh6I-&sig=bAEdVAmMAo3a_5HrqhTf1Rr0oj4&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwiugebJ8bfOAhWHkZAKHTTmDkAQ6AEIHDAA#v=onepage&q=300%20mil%20crian%C3%A7as%20vitimas%20de%20incesto&f=false

Link para relação de países que criminalizam o incesto juridicamente
http://www.recriaprojetos.com.br/wp-content/uploads/2014/05/Leis-sobre-incesto.pdf

Link para a história da idosa e neto
http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2010/04/idosa-namora-neto-biologico-e-sera-mae-aos-72-anos.html

Link para caso de mãe condenada por incesto na Irlanda
http://oglobo.globo.com/mundo/mae-condenada-sete-anos-por-incesto-na-irlanda-3176629

Link sobre caso Josef Fritzl
https://pt.wikipedia.org/wiki/Josef_Fritzl

Link sobre o caso da família Colt
http://www.tvi24.iol.pt/internacional/nova-gales-do-sul/familia-incestuosa-de-40-pessoas-descoberta-na-australia

Link sobre Síndrome de Tourette
http://drauziovarella.com.br/crianca-2/sindrome-de-tourette-2/

Link para artigo sobre legalização da zoofilia no Canadá
http://ideiasdebarbara.blogspot.com.br/2016/06/sinal-verde-para-zooflia-sinal-amarelo.html

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