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Feminismo: breves considerações

Esse texto não tem a pretensão de realizar um apurado estudo evolutivo do movimento feminista e suas ondas características, até porque o cyberspace está cheio de artigos fantásticos sobre isso.

O que se pretende aqui é elucidar alguns pontos e aspectos da inferência feminista.

O século XXI viu a ascensão meteórica do feminismo. Com origens no Iluminismo e evolução durante os últimos 200 anos, o movimento feminista propaga a ideia de que é preciso estender às mulheres as mesmas “bençãos de liberdade” tipicamente desfrutadas pelos homens livres.

Humm…

Colocado de forma bem simplória, seu objetivo declarado seria acabar com o domínio masculino e atingir a igualdade de liberdades para as mulheres nas arenas econômicas, social, sexual, educacional, legal e política. 
Porém, ao final do século XX, a própria evolução da sociedade, das leis e das normas de convívio e relacionamento haviam garantido às mulheres inúmeras conquistas. 
No domínio político, o direito de voto de uma mulher é agora universal nas democracias ocidentais e muitos cargos políticos altos são ocupados por mulheres. Nas arenas sociais, cresce o número de mulheres que têm se tornado importantes, estimadas e altamente influentes por méritos próprios. No local de trabalho, as mulheres desfrutam de oportunidades bastante expandidas de contratação, aumentos de salários e promoções, além é claro de direitos trabalhistas específicos como a licença maternidade e aposentadoria com menos tempo de trabalho e contribuição. Em praticamente todas as profissões, há mulheres de sucesso, bem recebidas e respeitadas por seus colegas de trabalho. Na arena educacional, são proeminentes em todos os níveis, sendo maioria absoluta em determinados cursos superiores. Nas décadas recentes, as leis contra discriminação de gênero e assédio sexual no local de trabalho reduziram a vulnerabilidade das mulheres à exclusão injusta e à atenção indesejada pelos homens. 
Todas essas conquistas não são mérito único e exclusivo de uma ideologia ou movimento social. Não foram alcançadas por queimarem sutiãs, profanarem templos religiosos ou praticarem atos lascivos com crucifixos. Elas são frutos dos esforços de equidade de toda a humanidade.
O movimento feminista declara ser comprometido com a expansão dos direitos essenciais de liberdade das mulheres, mas uma dinâmica bem diferente tem caracterizado as ações perpetradas pelas feministas. Nas mentes dessas mulheres, o objetivo feminista não é alcançar a igualdade com os homens em assuntos críticos à liberdade. O movimento é dedicado, em vez disso, a um ataque virulento a tudo o que define os homens, somado a uma investida política agressiva sobre o que define a liberdade. Essa postura extremamente odiosa e essencialmente paranoica culpa os homens por todos os males do mundo em geral, e por todas as desgraças das mulheres em particular (aquele famoso lero-lero sobre o patriarcalismo). Isso por si só nega colericamente o ideal de laço duradouro em que as qualidades complementares de um homem e uma mulher permitem uma divisão harmoniosa dos trabalhos da vida, propagando a ideia de que seres diferentes são incapazes de estabelecerem convívio saudável.
O mecanismo de defesa primitivo por trás dessa postura projeta na masculinidade tudo que é ruim na natureza humana, e então divide o mundo em dois polos antagônicos: machos vilões e fêmeas vítimas. Qualquer ideia de que uma mulher deva assumir alguma responsabilidade por seus próprios problemas é repelida com ira. Na verdade, a ira é tão central no feminismo quanto no esquerdismo. Ela é o fogo alimentador do vitimismo e da cultura do minoritarismo privilegioso. Por isso mesmo que o feminismo tal qual conhecemos pode ser descrito suscitante, como um dos filhos do Marxismo, do socialismo.
De acordo com os ditames feministas, casamento, família, religião, direitos de liberdade, livre mercado e capitalismo, dentre outras instituições alegadamente dominadas por homens, devem ser abolidas porque “afligem” uma agonia intolerável às mulheres. E não adianta tentar argumentar porque a realidade é irrelevante: as feministas ignoram rotineiramente o fato de que grandes quantidades de mulheres com perfis raciais, étnicos, sociais, culturais e econômicos variados são capazes de fazer suas próprias escolhas, realizar seus próprios sonhos e viver suas vidas de forma plena. 
Ostensivamente, as feministas defendem que toda mulher cresça assimilando e praticando várias facetas da independência masculina, deixando de lado sua própria feminilidade, seus próprios atributos inerentes e naturais, numa busca desenfreada não pela evolução de seu próprio gênero mas pela transformação deste em outro gênero amorfo, distorcido e andrógeno. O que elas promovem na verdade é a dependência do paradigma vilão/vítima, retratando metade da população como demônios e a outra metade como escravos. 
A independência completa não pode ser baseada na convicção de que as mulheres são fantoches dominados por homens manipuladores. A autoconfiança e a responsabilidade não são alcançadas quando a única visão de mundo é culpar os homens. 
O feminismo amplamente propagado nos dias de hoje, substitui as fantasias das meninas por unicórnios e contos de fadas por um outro conceito igualmente mitológico: o conceito de patriarcado.
As feministas vivem em um mundo sombrio e terrível, onde um patriarcado maléfico e poderoso controla todas as jogadas das mulheres e mantém-nas em trabalhos de baixa remuneração, oprimidas e escravizadas. Neste mundo distópico, as mulheres e as meninas são retratadas como fracas e incapazes de dirigirem suas próprias vidas sem o auxílio e superproteção do feminismo.
Segundo as feministas o patriarcado é responsável por incutir nas mentes femininas ideias como: "Você não é nada sem nós". No entanto, no mundo real, são as próprias feministas que tentam oprimir outras mulheres, ao fazerem uso da mesma máxima: "Você não é nada sem nós".
O feminismo celebra um tipo de mulher cujos sentimentos básicos para com os homens estão centrados no medo, na ira, na beligerância, na autopiedade, na vulgaridade e no desprezo. Prega a dominação dos homens e até mesmo, a sua extinção completa. O mais assustador em toda essa logística é que o movimento feminista é bem-sucedido ao desumanizar as mulheres, retratando-as como fantoches desamparados, controlados por instituições masculinas. Assim sendo, de acordo com esse pensamento, as mulheres são seres desprovidos de poderes de escolha, ação, iniciativa e autonomia que lhes permitam tocar as próprias vidas. Porém, essa interpretação da cartilha feminista passa amplamente despercebida uma vez não é interessante para os planos de dominação e doutrinação feminista.
Mas será que apenas os homens são tidos como inimigos?
Não, não, não.
As feministas ficam perplexas e indignadas quando confrontadas com uma mulher que não é feminista. Com o que julgam ser um apurado senso de auto-justiça, elas manterão sua cartilha e dirão que a definição de feminismo busca a igualdade entre os sexos e que é absurdo existirem mulheres que não comunguem desse mesmo “dogma” inconteste.
As mulheres não-feministas tem sido o verdadeiro Calcanhar de Aquiles para o movimento feminista e, graças a elas podemos ver a ascensão do movimento antifeminista.
Uma pesquisa realizada em 2015 nos EUA, mostrou que apenas 18% dos americanos se consideram feministas. Porém, 85% acredita na igualdade entre os sexos.
Como podemos ver, ou o feminismo tem um sério problema de marketing, ou a falácia sobre defesa da igualdade está sendo pouco a pouco desmascarada.
Aposto minhas fichas na última alternativa.
Um outro fato curioso sobre os dogmas do feminismo diz respeito a sua rejeição desdenhosa dos homens como objetos de amor e sentimentos de uma mulher. Sabe aquela coisa de “Meu corpo minhas regras” ? Pois é… A rejeição aos homens evoluiu na mesma proporção que as mulheres se tornaram mais obcecadas com sua atratividade e práticas sexuais que envolvem especialmente os homens. Uma dicotomia bem esquisita. Para as feministas, seduzir homens é o caminho para a autoestima, autoconhecimento e autocontrole. Ter um grande número de parceiros sexuais, estabelecendo relações ocasionais e descompromissadas tornou-se sinônimo de liberdade ao invés de ser encarado como violência ao seu próprio eu ou degradação da sua auto-imagem. As feministas não estão convencidas de que as escalas já estão inclinadas a favor da mulher. Elas querem um controle total sobre relacionamentos românticos. Esse é o impulso por trás das tentativas feministas de ampliar as definições de agressão sexual e assédio, culminando na tão propagada “Cultura do Estupro”, que francamente falando, só encontra praticantes convictos em países muçulmanos.
Os efeitos negativos do feminismo estendem-se muito além do campo sexual ou do domínio das escolhas pessoais. A rejeição do movimento à maternidade, o apoio à liberação e legalização do aborto e a campanha pró ideologia de gênero são pontos que ameaçam não só a estrutura social como a própria preservação da espécie humana. As taxas de natalidade estão em colapso. Em determinados países ocidentais, se retirarmos as comunidades imigrantes, que tendem ter taxas de natalidade mais elevadas, os números seriam muito próximos aos índices registrados em países como o Japão.

Fazendo uma breve análise do tempo, podemos dizer que as mulheres ficaram muito mais infelizes nos últimos 35 anos. Não é coincidência que isso corresponda à mensagem feminista, onde a auto-indulgência, o hedonismo desenfreado, a falta de filhos e a escravidão laboral em um cubículo são vistos como o caminho para a utopia e liberdade.
O movimento que afirma ser sobre o empoderamento feminino agora demonstra sua real face: a extinção da essência feminina.
Cabe a todos nós garantirmos que isso não aconteça.
Juntos, estamos ganhando a guerra contra o feminismo.
Estamos divulgando seus truques, expondo suas mentiras e provando que as mulheres não precisam de harpias estridentes chamando-as de fracas vítimas de um patriarcado composto.
Eu admiro muito aqueles, que como eu, lutam contra o feminismo nas trincheiras das instituições educacionais e acadêmicas. 
Continuem resistindo! 
Continue indicando os fatos e, principalmente, continue rindo. 
Juntos, com fatos e risos, podemos combater essa doença, mostrando como o homem e a  mulher, com todas as suas saudáveis e necessárias diferenças, são as metades de uma única coisa: o ser humano.

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©2007 '' Por Elke di Barros