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Amar se aprende namorando

"Mas se tu me cativas,
minha vida será como
que cheia de sol”
 
(Saint Exupery)

Fazemos muitas escolhas em nossa vida: escola, amigos, profissão... nosso companheiro! Essa última é, talvez a mais importante escolha que fazemos.
Escolher com quem compartilharemos nossa vida não é tarefa simples. 
E como garantir que seremos bem sucedidos em tão importante tarefa?
NAMORANDO!
Namorar é o melhor caminho para descobrir o amor. Namorar é uma espécie de ensaio, um pré-treinamento para um vida a dois.
Somos todos diferentes, uns dos outros, portanto, somos existencialmente únicos, pois não haverá ninguém no mundo que pense exatamente como nós, que tenha espelhados em si nossos mesmos gostos e que tenha tido a mesma experiência de vida do que nós. 
O casal ganha força não nos aspectos onde os dois são parecidos, e sim nas possibilidades de serem diferentes. O que quero dizer é que, na vida a dois, podemos nos dar muito bem quando trata-se de assunto em que o casal concorda, mas que o complicado é justamente quando há um assunto para o qual não há consenso entre os dois. 
É a capacidade de compreender o modo de pensar do outro e aprender a lidar com isso que faz a diferença entre um casal feliz e um infeliz.
Surge então a velha questão: Os opostos se atraem?
As resposta podem variar.
De fato, é difícil ficar com alguém que tem crenças e objetivos de vida opostos aos nossos ou simplesmente que apontem para um estilo de vida no qual não nos vemos. Por outro lado, isto pode nos trazer ideias novas, maneiras diferentes de ver o mundo que podem abrir nossos horizontes e serem muito úteis em nosso desenvolvimento pessoal.
Ao mesmo tempo, ficar com alguém parecido conosco pode nos deixar em uma zona de conforto, que apesar de não nos abrir para novas ideias, facilita algumas buscas e decisões a serem tomadas em direção ao futuro. Pessoas muito parecidas conosco também podem assustar por potencializar nosso próprio modo de ser ou refletir nossos defeitos, espelhando para nós mesmos os modos de agir que não necessariamente conseguimos ou gostamos de aceitar.
E é justamente esta diferença de modos de ser ou esta denúncia que vemos escancarada no outro, o lugar mais propício para as brigas e desentendimentos. Isto porque, em grande parte, as brigas internas de um casal estão ligadas a manutenção do poder interno. Ninguém gosta de ceder ou de se retirar de uma discussão de forma geral. Isto é visto em nossa cultura como ato de fraqueza, de submissão, de falta de amor próprio, etc. Quando se trata de um casal, isto é ainda mais intenso. Há muitas vezes a crença de que aceitar uma posição do outro que é diferente da nossa, é parecer fraco, e que ao aceitar tal posição se abrirá as portas para que o outro faça o que quiser, desconsiderando os sentimentos do casal.
O que vai reger a relação, o que dirá se é uma relação boa ou ruim para ambos os envolvidos não está ligado ao formato que o casal dá para o namoro, mas ao que ambos têm a oferecer um ao outro.
Assim, não importa se moram juntos ou namoram virtualmente, se são muito parecidos ou totalmente diferentes. O casal deve estar sempre em sintonia, cada um com si mesmo e os dois com esta unidade que formam. O casal deve entender o que rege seus sentimentos e comportamentos, entender as brigas, entender os planos, entender o sentido que rege o “estar junto”.
Depois, é só curtir o dia dos namorados.
Afinal, Amar se aprende namorando.
Feliz Dia dos Namorados!

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©2007 '' Por Elke di Barros