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Vermelhos jamais!

Ontem surgiu na internet mais uma notícia que serve para despertar reflexões profundas sobre a doutrinação ideológica e os rumos da educação no Brasil: 


Aluno de doutorado é impedido de dar aulas em universidade da Alemanha por ser comunista
Kerem Schamberger

A reportagem contava, de maneira sucinta o "drama", se é que pode ser chamado assim,  de Kerem Schamberger, 30 anos, formado em comunicação e aluno de doutorado na Universidade Ludwig-Maximilian (LMU, sigla em alemão), em Munique (Alemanha), que está sendo impedido de lecionar na mesma instituição por ser comunista.
Interessante. Vamos aos fatos.
De acordo com um decreto de 1972, todos os funcionários do serviço público alemão devem passar por uma averiguação do Estado para evitar 'radicalismos', de modo que, para trabalhar no setor, membros de partidos precisam apresentar um pedido de aprovação para o serviço secreto alemão.
Shamberger, além de filiado, é o porta-voz em Munique do Partido Comunista Alemão, o DKP. Ele também já foi porta-voz da Juventude Trabalhadora Socialista Alemã, apoiou o grupo Juventude Vermelha e a Associação das Vítimas do Regime Nazista – Federação dos Antifascistas e das Antifascistas, todos vigiados pelo Departamento Federal de Proteção da Constituição, que os classifica como extremistas.
A LMU pediu em julho autorização para que Shamberger pudesse lecionar — exigência para todos os alunos de doutorado —, mas ainda não obteve resposta.
Vamos abrir aqui um parenteses para esclarecermos melhor do que se trata toda essa celeuma.
No dia 19 de setembro de 1950, o governo alemão decidiu remover do serviço público membros de organizações consideradas anticonstitucionais.
"O Cavalo de Troia está entre nós e precisamos nos defender." Esta foi a frase pronunciada pelo então ministro do Interior da Alemanha, Thomas Dehler, ao comentar a situação no país em 1950. A jovem República Federal da Alemanha sentia-se ameaçada pelos comunistas.
Foice e martelo: mais famoso símbolo comunista
Afinal, os russos já controlavam a outra parte do país dividido e cada um dos sistemas políticos imperantes, garantia ser o mais democrático.
O primeiro chanceler do pós-guerra, Konrad Adenauer, estava preocupado com o que chamou de "intensa campanha para desintegrar a Alemanha Ocidental". A fim de acabar com a ameaça de corrosão do sistema, em setembro de 1950 foi lançado o "Decreto contra os Inimigos da Constituição" que proibia o apoio e a filiação de funcionários e servidores públicos ao Partido Comunista e outras organizações de orientação socialista e esquerdista. No total, dez organizações da gama esquerdista e duas neonazistas foram declaradas inconstitucionais.
Na época, eram poucos os comunistas ligados ao serviço público. Por isso, o decreto teve, acima de tudo, um efeito simbólico. Um ano mais tarde, foi aprovada nova legislação pelo Parlamento alemão. Desta vez, quase todas as atividades dos comunistas passaram a ser puníveis. Em 1956, então, o Partido Comunista foi proibido.
O chamado “Decreto contra os Radicais” foi criado em 1972 durante o governo do chanceler Willy Brandt (1969 – 1974) e especifica que a fidelidade à ordem constitucional deve ser um requisito para trabalhar no setor público. A intenção, porém, quando o decreto foi criado, era principalmente acabar com a influência do comunismo na então Alemanha Ocidental.
Desde que a lei foi criada até 1991, cerca de 1,4 milhão de pessoas passaram pelo processo pelo qual Shamberger está passando agora. Só este ano, entre janeiro e agosto, 537 candidatos passaram por esta checagem.
O centro de toda essa polemica é barrar a doutrinação ideológica em escolas, universidades e órgãos públicos, uma vez é claramente evidente a influência que pessoas, executoras de determinadas funções, como professores por exemplo, exercem sobre aqueles aos quais estão ligados direitamente ao exercício de sua função laboral, alunos, por exemplo. No Brasil, observamos muito evidentemente o que a doutrinação ideológica pode causar, especialmente em jovens e crianças, vide os casos de ocupação de escolas por todo território nacional. Vários professores e funcionários públicos da área de educação são militantes comunistas, sendo muitos deles filiados a partidos ou entidades que defendem a ideologia socialista. Desta forma, fica transparente a parcialidade desses e como os mesmos se utilizam dos cargos que ocupam para propagar suas convicções pessoais. Lutar contra essa parcialidade é imperativo. 
O comunismo não é uma ideologia proibida apenas na Alemanha. Outros países também entenderam o quanto tal linha política é perigosa, destrutiva e amoral, sendo responsável por mais de 100 milhões de mortes em todo o mundo (de acordo com dados do Museu Global do Comunismo).

Polônia – Na Polônia não é mais possível os jovens andarem com camisetas de Che Guevara, pois em 8 de junho de 2010 entrou em vigor a lei que proíbe a exibição dos símbolos comunistas. O país foi um dos que mais sofreu com o Comunismo. Os historiadores Andrzej Paczkowski e Karel Bartosek afirmam que entre 1948 e 1956, a etapa mais dura da repressão comunista, dezenas de milhares de pessoas perderam a vida, foram presas, enviadas a campos de trabalho, ou para a URSS. A Polônia recuperou sua independência no ano de 1991.

Lituânia – Em 2008 a antiga república soviética da Lituânia, hoje membro da União Europeia, criminalizou a exibição pública de símbolos comunistas e nazistas. Em 1939, a Lituânia foi vítima do pacto Molotov-Ribbentrop, entre a Rússia Soviética e a Alemanha nazista, levando a ocupação e sua incorporação à União Soviética em 1940. A Lituânia perdeu 780 mil cidadãos como resultado da ocupação comunista, incluindo 275,697 deportados ou condenados aos gulags. O país restaurou a sua independência em 11 de Março de 1990.

Geórgia – O parlamento da Geórgia baniu em 2011 o uso de símbolos nazistas e comunistas no país. Durante o domínio soviético, 1500 igrejas foram destruídas, milhares de inocentes foram mortos na Geórgia ou enviados para os gulags, onde a maioria morreu. Entre essas pessoas estavam notáveis representantes da cultura georgiana, como o escritor M. Javakhishvili, os poetas T. Tabidze e P. Iashvili e o cientista-filólogo Gr. Tsereteli. A independência da Geórgia foi proclamada em 9 de abril de 1991, porém a data nacional é 26 de maio, quando foi eleito o primeiro presidente.

Moldávia – A Moldávia condenou em 2012 os crimes do regime que governou o país na época em que o território fazia parte da URSS e proibiu o uso de símbolos do comunismo. Em 1991 a Moldávia tornou-se um Estado independente, o que desencadeou conflitos militares. Na primeira metade, em 1992, fizeram mil mortos e 130 mil deslocados e refugiados, envolvendo as tropas russas que intervieram sob o pretexto de estarem a proteger a minoria russa. No ano seguinte, os moldavos recusam a proposta de reunificação com a Romênia.


Ucrânia - No ano passado, O governo da Ucrânia proibiu toda a atividade dos três partidos comunistas do país e sua participação nos processos eleitorais, uma vez que nem sua atividade, seu nome, seus símbolos, seu programa e estatutos cumpriam as exigências da lei sobre a condenação dos regimes totalitários comunistas e nacional-socialistas e a proibição de sua propaganda e sua simbologia. Além disso, todos os monumentos que glorificam os líderes soviéticos, incluídas as estátuas de Lênin, devem ser desmontados. As autoridades ucranianas também irão rebatizar cidades, ruas e entidades cujos nomes tenham referências soviéticas.


Deputado Eduardo Bolsonaro
Como se pode ver existe todo um movimento global contrário à prática do comunismo, por haver o entendimento sobre o quão danoso à humanidade ele o é. Aqui no Brasil, um deputado já propôs projeto de lei que prevê a criminalização da apologia ao comunismo. Pela proposta do deputado Eduardo Bolsonaro, os partidos que utilizam simbologias comunistas seriam proibidos de estampar o ícone em bandeiras, publicações e propagandas. Além disso, partidos que se declaram comunistas, como PCdoB por exemplo, seriam extintos. Uma causa mais do que coerente, se levarmos em conta a proibição de outra ideologia extremamente perigosa: o nazismo.
É certo proibir o nazismo  e permitir o comunismo?
Não, claro que não!
O Nazismo é um regime que executou cerca de 6 milhões de inocentes no Holocausto. O comunismo, só na União Soviética, matou cerca de 5 milhões de inocentes de fome em um cerco à Ucrânia. Na China, do ditador Mao Tse Tung, mais de 60 milhões morreram de fome ou foram executados. Na revolução cubana 3 mil pessoas foram executadas em paredões de fuzilamento. O ditador Pol Pot, no Camboja, praticou um dos maiores genocídios da humanidade. Isso tudo sem falar dos ditadores comunistas Africanos e sul-americanos. Até os dias de hoje, a Coreia do Norte põe em risco a paz mundial e comete graves agressões aos direitos humanos. Como um regime que matou centenas de milhões de inocentes, muito mais do que o nazismo, não é proibido no Brasil, enquanto o nazismo é? É algo totalmente discrepante, um erro que deve ser corrigido o mais rápido possível.
Agora fica mais compreensível a postura do governo alemão ao proibir comunistas de exercerem funções públicas, exatamente como o caso do rapaz exposto na reportagem no começo desse artigo. Devemos aprender com os países que sofreram com as atrocidades comunistas e nos juntarmos à vanguarda das nações que combatem essa brutal ideologia. 
A nossa bandeira jamais será vermelha!


Link para notícia Aluno de doutorado impedido de dar aulas
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/geral/45558/aluno+de+doutorado+e+impedido+de+dar+aulas+em+universidade+da+alemanha+por+ser+comunista.shtml

Link para notícia sobre a proibição dos partidos comunistas na Ucrânia
http://exame.abril.com.br/geral/ucrania-proibe-partidos-comunistas-no-pais/

Link para Museu Global do Comunismo
http://www.museumoncommunism.org/

Link para assinar a petição online que pede a criminalização da apologia ao comunismo no Brasil
https://secure.avaaz.org/po/petition/Senado_Federal_Criminalizar_apologia_ao_Comunismo/?pv=5

Link para Projeto de Lei que criminaliza a apologia ao comunismo no Brasil
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2085411



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