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Como o PT destruiu a lavoura cacaueira: A verdade sobre a vassoura-de-bruxa

Durante anos, a região cacaueira do sul da Bahia vem lutando contra uma praga que devastou toda a lavoura: a vassoura-de-bruxa.
Uma doença não endêmica da região, que destrói completamente os frutos do cacaueiro, introduzida com o vil propósito de devastar toda estrutura econômica imperante.

Pilar econômico do estado, o cacau foi o principal gerador de divisas do estado da Bahia, responsável por quase 60% de toda a sua arrecadação. Só para se ter ideia, o preço da tonelada chegou a ser negociada a 4 mil dólares no final dos anos 70. Milhares de empregos diretos e indiretos, fábricas, exportadores, comércio, bancos, lojas. Tudo girava em torno dessa lavoura. Estima-se que cerca de 2,5 milhões de habitantes, em 96 municípios da Bahia, estavam envolvidos direta ou indiretamente com o plantio, produção, manufatura, processamento e comercialização do cacau.
Fruto saudável 

A derrocada do cacau na Bahia, iniciou-se na segunda metade dos anos 80, quando a vassoura-de-bruxa foi introduzida na região, porém seus efeitos mais nefastos foram intensificados e sentidos durante os anos 90. A cotação do produto atingiu o fundo do poço na primeira metade da década de 90, chegando a custar 800 dólares a tonelada. Em 1992, a lavoura representava apenas 13% do PIB do estado, caindo para 5,4% em 2000.
O impacto econômico foi devastador. Estima-se que a perda de mais de 200 mil postos de trabalho diretos e incontáveis empregos indiretos, em decorrência da mais cruel das crises enfrentadas pela cacauicultura baiana. Além do previsível êxodo rural, nos últimos anos também se observou uma crescente organização dos movimentos de luta pela terra, o crescimento desordenado de cidades, a favelização e o aumento dos índices de criminalidade.
À esquerda: Amêndoas sadias de cacau
À direita: Amêndoas contaminadas pela vassoura-de-bruxa
Até hoje, os responsáveis por esse ato abominável, um terrorismo biológico sem precedentes, não foram punidos. Estão soltos, gozando de cargos em órgãos governamentais e, até mesmo, cadeiras na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa do Estado. O mais chocante em tudo isso, é que mesmo após a confissão de um dos responsáveis, nada foi feito. Sabem por quê? Porque tudo isso foi um golpe articulado pelo PT. Isso mesmo! Lideranças, membros e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores foram os engendradores desse plano maligno, que destruiu a economia do estado, levando milhares de pessoas ao desemprego, à miséria e à fome. O mesmo PT que hoje vangloria de ter tirado milhões de pessoas da linha de pobreza através de seus programas sociais.
Mas por que o PT fez tudo isso?
Leia o depoimento de Luiz Henrique Franco Timóteo, um dos criminosos que participaram de toda essa trama, e descubra.

Eu, Luiz Henrique Franco Timóteo, 55 anos de idade, brasileiro, solteiro, administrador de empresas, CPF nº 135.724.745-15, RG nº 761.597 SSP/BA, declaro para os devidos fins e efeitos legais que se fizerem convenientes: Que presto as seguintes declarações de livre e espontânea vontade, consciente da responsabilidade, sem nenhuma coação e premiação, motivada pelo desejo de fazer justiça e responsabilizar os culpados por um ato terrorista cometido contra a Região Cacaueira do Sul da Bahia.
Que participei em 1987 de uma reunião no antigo bar e churrascaria Caçuá localizada na Praça Camacan em Itabuna, na qual a cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) planejou a introdução e disseminação na Região Cacaueira da Bahia de uma devastadora doença do cacaueiro conhecida como vassoura-de-bruxa (VB).
Que desta reunião participaram cerca de oito a dez pessoas entre as quais estavam presentes: Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna e atual presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), Wellington Duarte, apelidado de Gamelão, atual titular da Superintendência para Bahia e Espírito santo, da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Subes/Ceplac), Elieser Corrêa, conhecido como Catatau, atual chefe do Centro de Extensão e Educação - Cenex/Ceplac, Everaldo Anunciação ex-coordenador geral da Ceplac, Jonas Nascimento, conhecido como Jonas Babão, atualmente, encarregado de Assuntos Pedagógicos do Cenex/Ceplac, Josias Gomes atual deputado federal, entre outros.
Que nesta reunião Jonas Nascimento, da cúpula do PT, propôs ao grupo a introdução e disseminação da vassoura-de-bruxa na região cacaueira do Sul da Bahia, devido a que eles eram petistas e revolucionários.
Que outras razões dadas pelo grupo do PT para a introdução e disseminação da vassoura-de-bruxa na região cacaueira do sul da Bahia foram:
"Que eles não eram cacauicultores e que eles dependiam de emprego e de política revolucionária na região".
"Que a única forma de tomar o poder na região cacaueira era enfraquecer economicamente os produtores de cacau".
"Que a melhor forma de enfraquecer e quebrar o poder econômico dos produtores de cacau era a introdução e disseminação da vassoura-de-bruxa na região para o PT tomar conta".
Fruto contaminado pela vassoura-de-bruxa
Que, de acordo com o plano traçado por este grupo, o material infectado pela vassoura-de-bruxa foi trazido em 1987 de Ouro Preto do Oeste, Rondônia, em carro oficial por Jonas Nascimento e, posteriormente, de ônibus pelo declarante.
Que inicialmente ramos e frutos de cacau, infectados com vassoura-de-bruxa, e sementes germinadas de cupuaçu (como hospedeiros alternativo da vassoura-de-bruxa) foram colocadas sigilosamente numa roça de cacau da fazenda Boa Esperança de Selerino de Almeida, na estrada Buerarema/Sururu, a mais ou menos 8km de distância da cidade de Buerarema.
Que a vassoura-de-bruxa multiplicada nessa roça de cacau em Buerarema serviu de base para disseminações posteriores da região.
Que o critério estabelecido pelo grupo do PT para a dispersão da vassoura-de-bruxa foi disseminá-la primeiramente no centro da região cacaueira, em pontos estratégicos, com clima propício para a multiplicação rápida da doença e, posteriormente, nas outras localidades e em diferentes etapas de acordo com o material disponível. Desse modo, a natureza se encarregaria pela disseminação nos outros cacaueiros da região.
Que a escolha de fazendas para disseminação da doença seria em grandes fazendas com maior poder econômico.
Que esta operação era conhecida dentro do PT como Operação Cruzeiro do Sul com a estrela de quatro pontas significando que a vassoura-de-bruxa seria disseminada nos quatro pontos cardeais.
A doença foi disseminada no sul, na fazenda Santo Antônio de Luciano Santana em Camacan; ao norte, em Ibirapitanga, na fazenda Serra de Areia de Manoel Joaquim de Carvalho, em Travessão, na fazenda Monte Alegre de propriedade de Armindo Figueiredo conhecido como "Minduca" e numa fazenda pertencente à família Thiara em Ipiaú; no centro na Fazenda Conjunto Santana da Família de Francisco Lima no Catolé (Uruçuca) e ao leste na fazenda Pancada Formosa de propriedade de Aristides Torre e na fazenda Santa Lúcia de Victor Maron, ambas em Ibicaraí.
Que durante 1988 a 1991, numa segunda e terceira etapas da operação, o declarante trouxe, de ônibus, mais material vegetativo infectado pela vassoura-de-bruxa das áreas de Jarú, Cacoal e Ariquemes, cidades localizadas no estado de Rondônia.
Que posteriormente e em várias ocasiões recolheram ramos de cacau infectados com vassoura-de-bruxa de diferentes fazendas que foram utilizados para a disseminação da doença em outras áreas da região.
Que na segunda e terceira etapas, a vassoura-de-bruxa foi disseminada nas principais fazendas localizadas aos dois lados de BR 101 e nas estradas transversais iniciando-se na fazenda de Ozéias Gomes em Buerarema; na fazenda dos Riela ao lado direito da BR 101 depois do Posto Cacau, fazenda Puaias, na Fazenda Porto Híbrido do ex-governador Roberto Santos, fazenda Monte Alto, fazenda Itacomcal de Valtério Teixeira; na estrada de Pratas/Jussarí na fazenda Alto da Graça, e mais adiante numa fazenda antes da fazenda Potumujú; na fazenda Contrato de Lauro Astolfo no entroncamento de Arataca; fazenda de Rogério Vargens depois da Serra Boa, fazenda Rainha do Sul de Mario Pinto; fazenda da família Moura e na fazenda de Gilberto situadas na antiga estrada Panelinha/Camacan; em alguma fazenda no ramal do Biscol; fazenda Santa Úrsula de Antônio Benjamin no entroncamento de Mascote; fazenda São Paulo na estrada de Camacan/Jacareci; em Pau Brasil na fazenda de Domingos Galvão; e também na fazenda de Marcelo Gedeon e na fazenda de Eolo Kamei, ambas localizadas na estrada Arataca/Una.
Que na mesma época de segunda e terceira etapas, a vassoura-de-bruxa foi disseminada na estrada Itabuna/Ilhéus na fazenda Primavera e na fazenda Alegrias ao lado da Universidade Estadual de Santa Cruz - Uesc. Na estrada de Uruçuca/Ilhéus na fazenda Convenção, na fazenda de Badaró e na fazenda Lagoa Pequena de Mendonça, localizada na região de Castelo Novo, na fazenda Bomfim de Otávio Muniz na região de Rio do Braço, Ilhéus e também na fazenda Boa Sentença de Ângelo Calmon localizada perto de Ferradas, na fazenda do juiz Élson Gottchalk em Inema e na fazenda Guanabara ao lado da fazenda Progresso em Itabuna.
Que apesar da decisão de infectar essas fazendas, ramos infectados com vassoura-de-bruxa eram pendurados nas árvores de cacau em várias fazendas por onde o grupo do PT passava, sempre pelo no final da tarde, em locais longe da sede das fazendas ou fora de moradias dos trabalhadores.
Que sempre tomavam todos os cuidados para que ninguém desconfiasse, assim, uma pessoa do grupo simulava urinar e outras pulavam cercas das fazendas, pendurando ou jogando ramos infectados com vassoura-de-bruxa nas copas dos cacaueiros, principalmente os localizados nas beiras das rodagens.
Que devido à rigorosa vigilância da sua administração, a única fazenda de grande porte que escapou da disseminação da doença foi a Unacau no município de São José de Vitória.
Que se dividiam em grupos de 4-5 pessoas, duas ou três vezes por semana, e utilizavam veículos particulares para disseminar a vassoura-de-bruxa em diferentes áreas da região.
Que o declarante Luiz Henrique, Jonas Nascimento e Elieser Correa levaram um saco contendo material infectado com vassoura-de-bruxa para que a doença também fosse disseminada nas plantações do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec/Ceplac). Isto tinha como objetivo dizer que a Ceplac tinha trazido a vassoura-de-bruxa para estudo e que da Ceplac tinha-se disseminado por toda a região cacaueira. Contudo, no momento que o saco com os ramos infectados pela vassoura-de-bruxa foi retirado do carro particular no final do expediente, apareceu de repente em vigilante e, com medo de serem flagrados e não havendo mais jeito para colocá-lo novamente no carro, este acabou sendo abandonado. Portanto, o saco encontrado no Cepec com vassoura-de-bruxa foi deixado no local, no final de 1989 ou início de 1990.
A ocorrência do saco com vassoura-de-bruxa encontrado no Cepec poderá ser confirmada nos arquivos da Ceplac, nos da Polícia Federal de Ilhéus e possivelmente no CNPN daquela época.(...)


Diante de tal depoimento, torna-se praticamente inconteste, a autoria desse maligno atentado biológico.

Restringir o dano desse crime apenas a Ilhéus e as outras 95 cidades que compunham a região cacaueira é no mínimo um erro catastrófico, uma vez que a decadência da lavoura causou extensos prejuízos financeiros, humanos e materiais ao estado e a nação.
A receita da lavoura despencou alucinantemente. Antes da vassoura-de-bruxa, o cultivo do cacau nos garantia um patamar de exportação em torno de um bilhão de dólares ao ano. Depois da instalação da praga, passou para aproximadamente de 100 milhões de dólares. 
Fazendo um rápido cálculo, sem levarmos em conta índices de correção e tarifários, seria certo dizer que a Bahia e o Brasil foram lesados em mais de 23 bilhões de dólares.
Isso sem falar do prejuízo indireto causado pela quebra do comércio local e da queda da arrecadação de impostos pelos municípios atingidos.
Que medida seria capaz de ressarcir tal montante aos cofres públicos?
Combater a praga mostrou-se ser tarefa praticamente impossível, pois quem deveria zelar pelo bom desenvolvimento da lavoura, segundo depoimento acima, eram os responsáveis pela disseminação da mesma.
Deixamos de ser o maior produtor mundial de cacau.
Amargamos um êxodo rural gigantesco. Cerca de oitocentas mil pessoas migraram para as cidades em busca de emprego. A favelização e a criminalidade alcançaram índices alarmantes.
Nenhum tipo de punição será suficiente para atenuar essa sangria. Mas não é por este motivo que os culpados deveriam ficar impunes.
Esse crime nunca poderia ser julgado como um crime comum. Nunca poderia "caducar".

Foi um sociocídio - conceito criado pelo matemático e sociólogo norueguês Johan Galtung nos anos 80, que tipifica a ação criminosa de anular a capacidade de uma sociedade para sobreviver e reproduzir-se. Um crime que se define pela aniquilação de uma sociedade através da destruição de sua estrutura ou de sua cultura. Um crime marcado pela destruição intencional dos requisitos: segurança, estabilidade econômica, identidade cultural e autonomia política.

Esse é o crime de que a Bahia foi vítima.

Nada menos do que isso é suficiente para descrever a devastação causada aos que da lavoura cacaueira dependiam.

"A Mata Atlântica chora pela cabruca* que não mais a protegerá.
A sociedade chora pela lavoura que não mais a sustentará.
O povo brasileiro chora pela produção do cacau que não mais existirá."




*Cabruca - São áreas de cultivo onde o cacau foi implantado sob a sombra da floresta nativa

Cópias do depoimento original divulgado neste post podem ser visualizadas nos seguintes links:




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©2007 '' Por Elke di Barros