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Perseguição Cibernética

Na era virtual, compartilhar ideias e pensamentos tornou-se algo instantâneo.
Fruto do inegável e rápido avanço da tecnologia, a informação está disponível a todos, pelo menos nos países onde há razoável nível econômico, liberdade de expressão e liberdade de conexão (que não é o caso por exemplo da China, onde a internet é totalmente patrulhada e censurada pelo governo. Lá o Google não funciona e Facebook e Twitter nem pensar).
Neste contexto, as redes sociais ganham destaque, garantem a troca de informações entre cidadãos comuns que, através delas, expõem seus pensamentos sobre tudo e todos.

De um tempo para cá tornou-se evidente a intolerância na rede, a perseguição cibernética a todos aqueles que defendem pontos de vista contrários.

Hoje, muitas pessoas pensam duas vezes antes de curtirem ou compartilharem alguma coisa, pois é realmente muito fácil ser execrado publicamente, xingado e humilhado por um simples LIKE ou SHARE.

Já vi vários amigos fazendo declarações, dizendo em simples palavras, que deixarão de expor seus posicionamentos pessoais, políticos ou religiosos por conta da violência verbal e escrita que já sofreram em redes sociais.

Uma pesquisa americana, feita pela PEW Reseach Center - Organização Não-governamental Americana que desenvolve pesquisas sociais, políticas e econômicas -comprovou que pessoas que declaram-se esquerdistas são muito menos preocupadas com a tolerância e a diversidade quando se trata de pontos de vista diferentes. Segundo essa pesquisa, 28% dos esquerdistas declararam ser extremamente propensos a desmanchar amizades ou bloquear pessoas que defendam posicionamentos opostos aos seus. Por outro lado, apenas 16% dos direitistas declararam fazer algo semelhante. Os dados da pesquisa apontam também que os direitistas são mais propensos a fazerem novas amizades com pessoas que comungam de suas ideias.

Além disso, a pesquisa também demonstra que 28% dos usuários de redes sociais evitam fazer comentários sobre política ou compartilharem links sobre esses assunto por temerem reações de alguém.

Já, já você vai entender porque evidenciei esses dados.
Pessoalmente, não gosto de antolhos, de fanatismo político ou cegueira social.
Acredito que devemos aproveitar tudo que existe de bom nos mais variados movimentos.
Mas não posso ignorar a violência com que são tratados aqueles que divergem da ideologia imperante no momento, seja ela esquerdista, feminista, socialista...
Não costumo apagar ou omitir comentários feitos em matérias, links ou notícias que posto na minha timeline. Mas hoje, confesso que cedi a essa tentação.
Ontem, compartilhei um vídeo feito por estudantes venezuelanos, onde é relatada a cruel situação que estão sendo obrigados a suportar em seu país: fome, miséria, censura...



Acredito que nenhum governo, seja ele de direita ou de esquerda, tem o direito de oprimir o seu povo. Nenhuma ditadura é boa e não tenho bandido de estimação.
Acompanhado ao vídeo, escrevi o seguinte comentário (quem quiser pode ver lá no meu perfil): 

Chorei ao ver essas imagens!
É esse o lixo de governo da Venezuela q é financiado com o nosso dinheiro!
Nosso dinheiro que o PT distribui para estas bestas socialistas da América Latina!
Vergonha saber q usam nosso dinheiro para oprimir o povo!
‪#‎forapt‬




Como podem ver, em nenhum momento disse que apoio ditaduras, nem de direita e nem de esquerda, que defendo a tortura ou que sou a favor de que matemos nossos opositores políticos. Apenas manifestei minha indignação quanto ao que considero uma atrocidade: financiarmos um governo que massacra seu povo.
Pois bem, para minha total surpresa, recebi um comentário, que entre outras coisas, me classificava como idiota e mandava que eu estudasse mais, antes de falar sobre o que eu não sabia.
Fiquei olhando para aquilo por um bom tempo, mensurando se deveria ou não responder.
Pensei em dizer ao autor que sua posição política não lhe dá o direito de xingar ninguém. Mas, cheguei a conclusão de que não adiantaria nada tentar dialogar. Radicais não são abertos ao diálogo, apenas se ocultam por trás de um pseudo véu de democracia, para execrar quem tem coragem de se opor a eles. 
Simplesmente apaguei o comentário, pois suas palavras de nada acrescentariam a um saudável debate de ideias.
Quem defende partidarismo tem que acabar com essa mania de censura seletiva.
Tem abandonar esse paradigma de bastiões da verdade suprema.
Nós temos liberdade de pensamento, manifestação, expressão, e mudar de opinião é sinônimo de humildade. 
Ninguém precisa ficar cimentado num passado ideológico, estagnado no tempo em razão de ideologias velhas, arcaicas e ultrapassadas.
Respeito profundamente e entendo a posição dos 28% que utilizam redes sociais e se abstêm de postarem seus pontos de vista. 
Mas nunca serei parte dessa estatística.
Nunca me curvarei diante da opressão.
Nunca me calarei perante à violência.
Nunca deixarei de ter pontos de vista.



Link para pesquisa da Pew
http://www.pewinternet.org/2012/03/12/social-networking-sites-and-politics/

Link para  artigo sobre pesquisa da Pew
http://www.science20.com/science_20/social_media_intolerance_liberals_far_more_likely_unfriend_opposing_views-88007

Link para artigo sobre financiamento de ditaduras pelo PT
http://spotniks.com/7-ditaduras-financiadas-pelo-governo-brasileiro-nos-ultimos-anos/

Link para notícia sobre financiamento ao metro da Venezuela
http://www.diariodopoder.com.br/noticia.php?i=29330886894

Link para notícia sobre como o BNDES impulsionou a Odebrecht na Venezuela
http://oglobo.globo.com/brasil/bndes-impulsionou-odebrecht-na-venezuela-16681792

Link para Notícia sobre milhões dados pelo Brasil à ditadura Venezuelana
http://www.alvarodias.com.br/2014/02/a-conta-dos-bilhoes-transferidos-pelo-governo-do-pt-a-venezuela-chavista-continua-subindo/

Link para artigo sobre 20 obras que o BNDES financiou em outros países durante o governo do PT
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1985


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