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O "make-up" chamado índice de desemprego

Já se tornou comum assistirmos, lermos e ouvirmos notícias sobre o aumento do índice de desemprego no Brasil. Esse indicador econômico, até então considerado um “ente” um tanto quanto obscuro, passou a ser notadamente alardeado nos últimos meses. Órgãos oficiais do governo e instituições ligadas a sindicatos, leia-se IBGE e DIEESE, indicam um percentual que varia entre, aproximadamente, 11% e 14% de desempregados no Brasil, o que significaria dizer que mais de 11 milhões de pessoas estão fora do mercado de trabalho. 

Um número espantoso, com toda certeza.

Mas será que esses dados refletem realmente a atual situação do mercado de vagas empregatícias do Brasil?
Começaremos por entender como é que se calcula esse índice.
Para o IBGE, pessoas ocupadas e/ou economicamente ativas, são empregados que trabalham para um ou mais empregadores, com carteira de trabalho ou não, cumprindo jornada de trabalho estipulada, recebendo dinheiro ou outra forma de pagamento. Também são considerados ocupados e/ou economicamente ativos os autônomos, que trabalham por conta própria, incluindo o trabalho informal e esporádico, desde que trabalhe 15 horas por semana, incluindo aqui ambulantes, artistas de rua, etc. Além disso, empregadores e não remunerados, como aprendizes, estagiários, voluntários e até mesmo aqueles que fazem “bicos”, em troca de pagamento, que não envolva necessariamente dinheiro, também são considerados empregados.
Estranho?
Espere que tem mais.
As pessoas que não tem emprego, mas estão procurando por um, enviando currículos, lendo classificados, se cadastrando em sites de recrutamento, fazendo entrevistas e participando de seleções também são computadas no total de ocupadas e/ou economicamente ativas.

Essa por si só já seria uma grande contradição deste indicador.
Um detalhe muito importante é que esse índice de desemprego atualmente divulgado, foi conceituado e elaborado durante o governo do então presidente Lula. Em 2003, o IBGE modificou todo o mecanismo e conjunto de conceitos em que se baseava o cálculo do desemprego, ampliando fiticiamente o número de empregados, ao utilizar a conceituação que citamos acima. Porém, o novo índice de desemprego passou a ser mais amplamente divulgado em 2012, num momento crucial para a contenção de um possível vazamento sobre a real profundidade da crise econômica, já grave àquela época.

Muitos economistas já se manifestaram contrários a essa metodologia de cálculo. Eles a consideram incorreta e parcial pois subestima o desemprego real no Brasil. A mudança dos parâmetros do IBGE tem suscitado dúvidas quanto a confiabilidade dos dados. Considerar trabalhadores não remunerados como empregados e aqueles que desistiram de procurar um emprego como "desalentados" modifica as variáveis do índice para baixo. Parte dos beneficiários do Bolsa Família que decidem viver exclusivamente do beneficio são classificados como "Pessoas não Economicamente Ativas" não entrando na conta do desemprego. E pessoas que recebem o seguro desemprego não são consideradas pelo IBGE desempregadas, mas "desalentadas".
Com base nesses dados  o analista Leandro Roque chegou ao resultado de um desemprego real no Brasil de 20,8% frente aos 5,3% medidos pelo IBGE e aos 10,5% do DIEESE todos medidos em outubro de 2012.

Uma real discrepância entre o que é divulgado e o que seria a realidade verdadeira.
Agora imaginemos qual é a real taxa de desemprego atualmente...
Mas voltemos a um outro problema citado como responsável por essa indução ao erro no cálculo do índice de desemprego: A geração nem-nem.
Depois de mais de 12 anos de governo do PT, vimos surgir uma nova e intrigante geração de brasileiros: a geração nem-nem. Uma geração de jovens que não trabalha, nem estuda, por opção e não por falta de oportunidade, escolaridade ou problemas sócio-econômicos. Uma verdadeira aberração social criada pela “fabulosa” era PT. Dentre esses desalentados, boa parte é beneficiada pelo Bolsa Família. Em todo o país, aproximadamente, 14 milhões de famílias recebem ajuda financeira desse programa social, perfazendo um total de 50 milhões de pessoas alcançadas. Isso significa que 1 em cada 4 brasileiros recebe Bolsa Família.
Aqui encontramos mais um grande paradoxo dentro de toda essa celeuma chamada índice de desemprego. Como é possível que 25% da população receba o auxílio do Bolsa Família e apenas 11% sejam considerados desempregados? 
Essa conta não fecha de jeito algum.
O que estaria por trás dessa desesperada tentativa de mascarar mais essa variável da economia?
A artificialidade dos métodos de aferição da taxa de desemprego, serve para mascarar o desaceleramento da economia, a quebra total do mercado de trabalho, em vista da atual conjuntura pública e politica do Brasil. Admitir os verdadeiros números do desemprego no país, seria o mesmo que assinar o atestado de incompetência administrativa, de negligência econômica. Revelar a quantidade de pais e mães de família que se encontram à margem do mercado de trabalho assustaria as grandes massas, afastaria os eleitores, os cegos partidários, os fiéis seguidores e os fanáticos esquerdistas.
O governo manipulador precisava, e ainda precisa, manter o povo otimista, fazer com que acredite que a crise não é nada grave, só mais uma “marolinha”, como disse outrora o ex-presidente Lula.
Olhe ao seu redor. Quantas pessoas desempregadas você conhece?
Agora que entendemos como é calculado o índice de desemprego no Brasil, fica claro que a ilusão de um país recheado de inclusão social e oportunidades iguais, sempre foi uma utopia, apresentada pelo governo como realidade palpável. 
As verdadeiras estatísticas sempre são maquiadas.
O que nos resta, além de lutar pela verdade e por um país melhor, é a esperança que hoje se inicia o fim do país da propaganda do PT.

"A falta do saber e a falta de informações, são os princípios da manipulação"


Link para notas metodologicas e conceitos do IBGE para cálculo do índice de desemprego
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme/pmemet2.shtm

Link para artigo do analista Leandro Roque
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1471




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©2007 '' Por Elke di Barros