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Arrivederci 2013...

Pois é, ainda estamos em 2013...

Foi um ano ímpar, no mais profundo trocadilho.
Vivenciamos grandes momentos sociais: as manifestações por todo o país, o julgamento do mensalão...
Nos deixamos levar pela euforia da Copa das Confederações e pelos festivais de música.
Nos emocionamos com o Papa e a JMJ nas areias de Copacabana.
Mas com tudo isso, se podemos escolher uma palavra para definir 2013, com certeza esta palavra é descoberta.
Não uma descoberta cientifica ou arqueológica, mas sim, descoberta interior.
2013 foi o ano de nos voltarmos para nós mesmos, de exercitarmos aos limites do auto-conhecimento, de estendermos ao outro nosso próprio eu.
Aprendi muito.
Cresci e vislumbrei ângulos e outros lados de pessoas e fatos.
Compreendi que nem sempre dá para entender tudo, mas sempre se pode aprender algo. 
Porque, como dizia o poeta: "a vida tem sempre razão." Ou não.
Aliás, entendi também o quanto é profunda uma frase que ouvi pela primeira vez da minha linda amiga Elisa: "Você quer ser feliz ou quer ter razão?"
Pode até parecer bobagem, mas creio que compreender esse aforismo é essencial para nós seres humanos.
Vivemos sempre preocupados com nosso restrito mundinho, com um universo paralelo criado por nós mesmos.
E tenho que dizer que retirar os antolhos e enxergar o resto do mundo é imperativo em  nossa evolução, seja ela pessoal ou social.
Aqui entra a questão das escolhas que fazemos. 
Isso mesmo.
Nossa vida é feita de escolhas. Milhares delas. Desde a pasta de dentes que compramos até os laços de amizade que desenvolvemos ou a profissão que escolhemos. 
Mas vale lembrar que nenhuma escolha é definitiva, apenas suas consequências. É justamente isso que devemos sempre ter em mente. 
Aproveitar esta visão para realizar uma revisão de conceitos, valores, defeitos, regras, acordos... 
Questionar as verdades absolutas e as vaidades absurdas.
Jogá-las na lata do lixo, sem dó nem piedade.
Foi, já era.
Então, em 2013 arranquei máscaras de muita gente. Muitas delas já calcificadas pelo tempo e pelas atitudes erradas. Outras usadas por conveniência, vantagem. E outras que de tão disfarçadas pareciam até nem existir. Porém mais importante do que desnudar moralmente o outro, é ter coragem de sair da posição cômoda que nos encontramos. 
É árdua a tarefa de ter coragem para enxergar.
Olhei 2013 meio atravessado... um ano com um jeitinho de azarado.
Mas fui enfrente, aguardando o que ele me mostraria.
E ele surpreendeu.
Vivi momentos mágicos ao lado do meu amor e minha família.
Fiz novos amigos e tive a felicidade de reencontrar vários antigos.
Ampliei os horizontes da minha maternidade acolhendo e amando filhos que não vieram de mim mas que se tornaram parte da minha jornada.
Concretizei projetos e elaborei outros.
Fui feliz em 2013.
E aí vem 2014...
Mais um ano que se inicia e com ele temos mais 364 dias para colocar em prática tudo que aprendemos. Reestruturar ideias e sonhos, novos ou antigos.
Viver...
Afinal, como dizia Walt Disney: 

“Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade.” 

Mas esperem... ainda não acabei!
Afinal, este não seria um post de fim de ano se não tivesse os meus desejos para 2014!
Não vamos falar de desejos óbvios como a paz mundial, a erradicação da pobreza, um melhor sistema de saúde, melhores escolas, respeito aos idosos, políticos honestos... Esses já são desejos permanentes.
Vou falar apenas daqueles pitorescos:

1-Abaixo a ditadura da renda nas roupas. O que é isso minha gente? O povo surtou? Toda roupa agora tem que ter pedaços, detalhes e frufrus com renda! Não pelo amor de Deus!
2- Chega de gente aproveitadora! Isso mesmo! Em 2014 vou distribuir chá de semancol para todos os oportunistas que surgirem. Se tiver algum lendo este post, sinta-se avisado(a)!
3- Vamos acabar também com essa palhaçada de Blackfriday no Brasil! Quanta hipocrisia! O que é isso, o Dia da mentira parte 2?
4- Desejo infinitamente mais livrarias em todos os lugares no Brasil!! Ahh, isso sim!
5- Mais estilistas mulheres, que entendam realmente o que nós mulheres desejamos em uma roupa. Me desculpe os outros sexos mas, nós mulheres realmente nos entendemos.
6- Melhores sinais de celular! Vamos e venhamos, os sinais são péssimos, para não dizer pior... 3G é uma piada e 4G não existe!
7- Médicos que prescrevam remédios mais baratos, sem se curvarem aos lobistas da indústria farmacêutica.
8- Menos celebridades instantâneas. Nem preciso dizer porquê...
9- Mercados de artesanatos com produtos verdadeiramente artesanais.
10- Fim das propagandas de shampoo cheias de gente produzida ao extremo e "photoshopada". Esta é verdadeira propaganda enganosa.

Essa listinha e mais os desejos permanentes que falei antes, já tornariam o mundo perfeito.
Então...

Feliz ano Novo!
Beijos em todos!

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©2007 '' Por Elke di Barros