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Tudo começa em casa

Uma vez ouvi uma frase que dizia mais ou menos isso: Um desconhecido não pode te surpreender tanto quanto um conhecido.
A mais pura verdade.
Hoje com o avanço tecnológico, em especial o referente à velocidade de propagação de informações, podemos interagir mundialmente em segundos.
Redes sociais e sites de relacionamento acabaram por tornarem-se vitrines de pensamentos, ideias e reflexões.
E foi justamente em uma rede social, que me deparei estes dias com uma das declarações mais individualistas e mesquinhas que já vi na vida. Uma pessoa criticava outras pessoas que postaram fotos dos ataques com agentes químicos na Síria. Mas sabe qual era o principal motivo das criticas? Ele(a) se preocupava com a possibilidade de que a filha visse as fotos.
É isso mesmo.
Num primeiro momento (confesso que tive que ler duas vezes para entender), cheguei a pensar que o post pudesse ser algo bem intencionado.
Mas como algo tão egoísta poderia ter boas intenções?
Vamos detalhar os fatos.
Em primeiro lugar: Por que a filha acessa redes sociais?
Com certeza o faz com a permissão dos pais.

Mas será que esses pais nunca mensuraram a que tipo de coisas a filha poderia estar exposta em uma rede social de amplitude tão abrangente?
Ou será que pensaram que ela acessaria apenas para jogar aqueles aplicativos on-line?
Que tipo de criação é essa em que os pais não conversam com os filhos sobre a vida, os atos humanos, as maldades existentes, o preconceito, as drogas...?
Será mesmo que colocando sua filha numa redoma, ela será um ser humano melhor? Ou se tornará um reflexo individualista e egocentrista dos próprios pais?
Esse é o cerne de todos os nossos problemas sociais, o individualismo voraz cada vez mais alimentado pelo capitalismo. É o que corrói toda a estrutura base de qualquer sociedade: a família. É o que gera o preconceito, a discriminação, a xenofobia, a homofobia... Tudo isso nasce na família, na criação, na convivência, no exemplo. Cria raízes e se reproduz continuamente.
O que aconteceu na Síria foi um ato cruel e desumano. Uma atrocidade sem tamanho.
De acordo com vários sites de notícias, na tentativa de expulsar forças rebeldes de uma área próxima ao leste da capital Damasco, as forças do governo iniciaram um intenso bombardeio na manhã de 21 de agosto. Grupos de oposição dizem que, durante esse ataque, foguetes com agentes tóxicos foram lançados em áreas civis na região de Ghouta. Mais de 300 pessoas morreram, muitas delas mulheres e crianças. Organizações independentes, como os Médicos Sem Fronteiras (MSF), divulgaram números semelhantes. Ativistas da oposição dizem que as mortes podem ser ainda mais numerosas. Segundo eles, foram registradas vítimas nas áreas de Irbin, Duma e Muadhamiya, a oeste, entre outros lugares.
Crianças refugiadas da Síria
Tenho certeza absoluta de que as pessoas que compartilharam fotos, videos e imagens da Síria, tiveram a intenção de mostrar ao mundo o alarmante absurdo cometido contra pessoas indefesas. Não foi, em momento algum, uma atitude pautada em qualquer tipo de falta de respeito às famílias sírias. Não teve conotação maldosa, difamatória ou mórbida.
Eu mostrei as imagens aos meus filhos, inclusive o vídeo deste link, onde um pai sírio reencontra o filhinho: CLICK AQUI. Expliquei a eles o que aconteceu, como seres humanos são capazes de cometer atos tão cruéis.
Por que fiz isso?
Porque desejo que eles sejam homens íntegros, que repudiem qualquer tipo de ação violenta ou agressão desumana, seja ela em uma guerra ou em qualquer outra situação. Quero que sejam seres humanos que se compadeçam com o sofrimento alheio, que façam a diferença lutando por um mundo melhor.
E como eles poderiam desejar melhorar o mundo se pensassem que ele já é perfeito? Ou que ele se resume ao ambiente caloroso e aconchegante que os cerca?
Acredito que as palavras convencem, porém os exemplos arrastam.
E os exemplos com toda certeza começam em casa.
Por esse motivo, os levei a asilos, orfanatos, abrigos de crianças sexualmente abusadas, casas de apoio a crianças com câncer, instituições que assistem portadores de síndrome de down. Mostrei a eles que todos são humanos, todos somos iguais. E como seres humanos temos a obrigação de nos ajudarmos.
Confesso que me sinto muito feliz porque apesar da pouca idade, eles aprendem a cada dia uma lição.
Madre Teresa de Calcutá
Eles brincam com Beyblade, jogam plastation 3, disputam torneios de futebol, vão ao cinema, acessam redes sociais e assistem televisão, tudo que crianças da idade deles fazem. Mas nada disso os impede de que enxerguem o mundo real, onde as diferenças existem mas não são muros intransponíveis.
Meus pequenos tornaram-se colaboradores do Abrigo São Vicente de Paula (para idosos) e doam parte da mesada deles, de forma espontânea. Sentem-se orgulhosos de ajudarem os velhinhos. Também ficam imensamente felizes por doarem roupas e brinquedos para os orfanatos e abrigos de crianças que visitamos regularmente. E ainda contam aos coleguinhas como os pais ajudam uma instituição que cuida de crianças com câncer.
É claro que não sou a Madre Teresa de Calcutá, mas acredito que isso seja o mínimo que os pais devam oferecer aos filhos.
Não é só vestir, calçar, dar brinquedos, alimentar e fornecer acesso a conhecimentos intelectuais.
Pais tem que ensinar seus filhos a serem gente.
Gente de bem, gente descente.
Gente que acredita que o mundo pode ser transformado, mesmo com pequenas ações.



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Verdades veladas

Imaginamos saber das coisas.
Pois é, o nosso erro é IMAGINAR.
Tendemos a acreditar no que vemos na mídia.
Mas esse não é o maior problema. A grande questão é o que não vemos na mídia.
Uma das maiores verdades veladas que andam por aí é sobre Fukushima.

O acidente nuclear de Fukushima, no Japão, aconteceu em março de 2011, após a instalação ter sido atingida por uma tsunami, depois de um tremor sísmico. O evento catastrófico causou uma série de falhas nos equipamentos da Central Nuclear de Fukushima I e lançou materiais radioativos no meio ambiente.
Seria Fukushima o maior desastre ambiental de todos os tempos?
A cada dia, 300 toneladas de água radioativa oriunda de Fukushima entra no Oceano Pacífico. O material radioativo que está sendo lançado vai sobreviver a todos nós por uma grande margem de tempo, sendo constantemente acumulando na cadeia alimentar. Ninguém sabe ao certo quantas pessoas irão eventualmente desenvolver câncer e outros problemas de saúde como resultado deste desastre nuclear, mas alguns especialistas não têm medo de usar a palavra "bilhões".
Em seu novo romance, lançado recentemente sob o título "The Beginning Of The End", o ex-advogado norte-americano Michel Snyder, fala com propriedade sobre a verdadeira aberração que é Fukushima.
Segundo ele, o que aconteceu é um pesadelo de proporções inimagináveis, e não há em todo o hemisfério norte quem seja capaz de se esconder dele. 
Por que?
  • Estima-se que existam 1331 barras de combustível nuclear usadas ​​que precisam ser removidas de Fukushima. Por conta de todos os danos, a remoção guiada eletronicamente por robôs, não será possível. A remoção manual é muito arriscada, pois um único erro pode levar a uma reação em cadeia.
  • De acordo com a Reuters, a quantidade combinada de césio-137 contida nessas barras de combustível nuclear é 14 mil vezes maior do que a que foi lançada quando os EUA lançaram uma bomba atômica sobre Hiroshima no final da II Guerra Mundial.
  • Autoridades do Japão admitem que 300 toneladas de água radioativa de Fukushima entram no Oceano Pacífico a cada 24 horas.
  • Foram encontrados ao longo da costa oeste do Canadá, peixes que apresentavam sangramento nas brânquias, barrigas e olhos. Fukushima seria responsável?
  • 150 ex-marinheiros e fuzileiros navais declararam ter doenças provenientes da radiação, como resultado de servir em navios da Marinha dos EUA perto de Fukushima e estão processando o governo americano por danos.
  • O iodo-131, césio-137 e estrôncio-90, que estão constantemente vindo de Fukushima vão afetar a saúde das pessoas que vivem no hemisfério norte por muito, muito tempo. O iodo-131, por exemplo, pode ser absorvido pela tireóide, onde emite partículas beta que causam danos aos tecidos. Distúrbios na tireóide já foram relatados em pelo menos 40% das crianças na área de Fukushima. Esse percentual pode ser mais alto ainda. Em jovens em desenvolvimento, os danos na tireóide, podem prejudicar o crescimento físico e mental. Entre os adultos, provoca uma gama muito ampla de doenças, incluindo o câncer. O Césio-137  foi encontrado em peixes capturados em locais bem distantes como a Califórnia. Este elemento se espalha por todo o corpo, mas tende a acumular-se nos músculos.  O estrôncio-90 imita cálcio e vai para os nossos ossos.
  • Acredita-se que a instalação nuclear de Fukushima originalmente continha 1.760 toneladas de material nuclear.
  • Existem previsões que estimam, em breve,  níveis de césio, de 5 a 10 vezes maior do que os encontrados durante a era dos testes de bomba atômica, no Pacífico há muitas décadas.
  • De acordo com o Wall Street Journal,  a limpeza de Fukushima pode levar até 40 anos para ser concluída. 
Infelizmente, o verdadeiro horror do desastre só está começando a ser entendido agora e a maioria das pessoas não tem absolutamente nenhuma ideia de quão sério tudo isso é.
A área imediatamente em torno de Fukushima já é permanentemente inabitável, e a verdade é que uma área muito maior do norte do Japão provavelmente deve ser declarada fora dos limites para a habitação humana.
Mas isto não é apenas sobre o Japão. 
A realidade fria e dura da questão é que este é verdadeiramente um desastre âmbito planetário. 
O material nuclear de Fukushima vai ser espalhado por todo o hemisfério norte e um número incontável de pessoas vai acabar gravemente doente.
E lembrem-se: este é um desastre que não está nem perto de ser contido ainda. 
Centenas de toneladas de água radioativa continuam a entrar no Oceano Pacífico a cada dia, tornando o desastre que estamos enfrentando ainda pior.
É o homem demonstrando porque pode ser considerado o maior predador de sua própria espécie. O maior devastador da vida global.

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Do alto do salto

Há muito tempo que os sapatos fazem parte do sonhos de consumo de mulheres no mundo todo.
A ideia dos sapatos como objetos de desejo remota à antiguidade clássica, à Grécia, onde atores de teatro usavam sapatos de salto para tornar evidente a importância de seus personagens nas tramas.
Ferragamo
Enganam-se aqueles que julgam o sapato como um elemento ligado apenas à moda, pura e simplesmente.
O sapato é um objeto arraigado de substância psicológica. São elementos capazes de transmitir mensagens com diferentes conotações, que vão desde um mero ativismo ambiental  a um exacerbante apelo sexual.
Diferentemente da roupa, que ainda é um código social bastante forte e inflexível, o sapato pode ser o toque subversivo do visual. Afinal, um simples sapatinho com salto agulha pode transformar uma freira em uma possível pecadora.
O sapato também reflete um outro aspecto do mundo feminino: a luta das mulheres por mais liberdade e mobilidade em seus papéis sociais.
Como a maioria das mulheres já sabe, amarrar um par de Converse transmite uma mensagem totalmente diferente do que, entrar em um lugar arrastando um par das abomináveis Crocs ou se caminhar na calçada com um Louboutin.
Hoje cabe a cada uma escolher qual a mensagem que seus pés transmitem.
Se perguntarmos a uma mulher porque ela ama sapatos (eu sou uma dessas!), a resposta básica sempre será: Porque eles me fazem me sentir bem.
Essa é a mais pura verdade. Afinal, até mesmo as mais cheinhas são dominadas pela paixonite por sapatos.
A Couture ainda não esteriotipou  a ferro e fogo que tipo de pé pode calçar o que, como faz com as roupas (Só para matar a curiosidade, Paris Hilton calça 43).
Jimmy Choo
Atualmente, quando uma mulher escolhe seus sapatos, está de maneira consciente, demonstrando todas as suas opções e escolhas, sejam elas sociais, familiares ou pessoais.
Transformado  em ícone do desejo consumista pelas mais variadas marcas - Jimmy Choo, Manolo Blahnik, Louboutin e Ferragamo - os sapatos são capazes de despertar nas mulheres a compulsão por comprar pares e mais pares, não importando preço, cor ou tamanho do sacrifício a se fazer para adquiri-los.
Os saltos são um caso realmente à parte quando o assunto é sapato.
É a altura do salto que dá a mulher aquele ritmo sexy quando ela anda, aquele reboladinho lento e cheio de cadência. Ainda tem mais: eles projetam os seios para frente, alongam as pernas e destacam os glúteos.  É isso que os homens mais amam... mesmo que ainda não tenham se dado conta conscientemente.
Louboutin
A influência de artistas na moda dos pés sempre marcou época, desde os saltos de Marilyn Monroe, Judy Garland e seus sapatilhos vermelhos, os calçados de salto cubano de John Travolta em Os embalos de sábado à noite e a revolução dos tênis feita por Jane Fonda e a Ginástica Aeróbica nos anos 1980. Audrey Hepburn, Nancy Sinatra, Gwen Stefani, Sarah Jessica Parker, a lista vai longe...
Ninguém se beneficiou mais da ascensão da cultura das celebridades do que Christian Louboutin. Seus sapatos surgiram como os calçados mais cobiçados, com plataformas altíssimas e a sola vermelha, que é a marca registrada da grife.
Diferentemente das décadas de 1940 e 1950, quando dois estilo de sapatos eram suficientes para serem considerados tendências, hoje em dia vemos um incrível número de modelos. Isto explica-se pelo desejo das mulheres de sentirem-se poderosas, sofisticadas, românticas, modernas, destemidas, ousadas e fundamentadas. É preciso segmentar para agradar a todas.
Bom para as meninas que amam sapatos!
Eu amo e vocês?
Manolo Blahnik

"Não importa se você caiu do salto, desde que ele seja o mais caro e deslumbrante da festa."
Gossip Girl

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©2007 '' Por Elke di Barros