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Friozinho

A chegada do inverno nos inspira à introspecção, a lembrar de antigas histórias relacionadas a esta estação, a mais fria do ano, apesar de El Niño e La Niña...
Um dos melhores exemplos de histórias de inverno é a fábula da cigarra e a formiga. Esta mágica narrativa nos ensina sobre a sabedoria de guardar e acumular recursos para enfrentarmos adversidades e tempos difíceis. O mais importante é quando atrelamos esta prudência com a real essência de viver a vida, aproveitando cada momento. 
Trabalhar com seriedade, afinco e responsabilidade como a formiguinha, é a base do crescimento e desenvolvimento, mas se incluímos nesta receita uma boa dose de alegria em tudo que fazemos, nossa vida se torna muito mais rica, agradável e isso se potencializa quando aplicamos a responsabilidade social e a cooperação entre as pessoas.
A chegada do inverno também proporciona a caridade. Isso mesmo! Todos acabam envolvidos em boas ações e atos de auxílio ao próximo, como as inúmeras campanhas do agasalho, que ocorrem por todo o país.
O inverno também traz com ele os grandes festejos juninos. Comemorações genuinamente brasileiras. Festas das quais todo brasileiro que se preza deve participar pelo menos uma vez na vida.
Afinal, a história das tradições festivas do Brasil são um verdadeiro tesouro nacional.
De acordo com historiadores, estas festividades foram trazidas para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial. Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha. Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características particulares em cada uma delas. Quer coisa mais brasileira do que isso?
Há quem diga que o inverno é uma estação triste por conta das chuvas, as baixas temperaturas, do tempo instável, das gripes e doenças respiratórias.
Mas não só coisas ruins...
A verdade é que o inverno é a estação mais romântica do ano. 
Isso mesmo! 
Estudos mostram que esta é a estação mais propicia ao inicio de novos relacionamentos amorosos, sérios. Então atenção moças solteiras! Esta é a chance de encontrarem o namorado. Eu garanto que dá certo, pois encontrei o meu único e eterno amor no inverno de 93.
Mesmo tendo demarcado o tempo em estações, o homem deve sempre lembrar que a vida não é rígida como um calendário. Afinal podemos viver interiormente um verão, mesmo estando no inverno. 
Como enxergamos o mundo e a vida, só depende de cada um de nós.
Viu? 
O inverno realmente nos inspira.
Ou será que nós inspiramos a vida?



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Tic Tac

Vivemos um momento histórico.
Histórico não só no papel, não só pela ausência de comodismo.
Histórico sim pela tomada de atitude, de desejo de mudança.
Tentam retratar esta onda de protestos como sendo reflexo do aumento das tarifas dos transportes urbanos.  Ledo engano.
Foto: Fábio Motta - Estadão
Os R$ 0,20 foram a gota d´água.
Como já diziam os Titãs: "A gente não que só comida, a gente quer comida, diversão e arte..." 
E não é só isso!
Queremos escolas, hospitais, segurança pública, moradia, transporte...
Já estamos pagando o preço do desgoverno faz tempo.
Quer ver?
Em junho completamos oito anos de ocupação do exército brasileiro no Haiti. Ninguém fala nisso. Nossos soldados foram para lá em 2004, prestar auxílio e até hoje não voltaram. Financiamos tudo e esta conta já chegou em 2 bilhões de reais. Um número bem distante dos 154 milhões que o governo brasileiro disse que iria gastar.
Aliás, o Haiti não é nem foi o único se beneficiar do dinheiro brasileiro. Cuba, Timor Leste, Venezuela, entre outros, também se beneficiaram do suor dos nosso rosto, da arrecadação cada vez mais voraz dos nossos impostos. 
Orçamento aqui nunca adiantou para nada.
Em 2007, os jogos Pan-americanos foram orçados em menos de 400 milhões de reais. A conta acabou subindo para amargos 4 bilhões.
Salvador espera há 10 anos pelo metrô. A obra baiana foi lançada em 2000 e ia custar 300 milhões de reais. Será? O governo já consumiu mais de 600 milhões e a obra continua inacabada. 
Se a situação já se delineava assim, o que dizer das obras dos estádios da Copa?
Basta dizer que desde o começo do ano para cá, o orçamento já recebeu um acréscimo de quase um bilhão de reais.
De bilhão em bilhão, o brasileiro vai pagando a conta.

Sacrificando a possibilidade de uma vida com condições dignas em prol da corrupção desenfreada.
Não temos hospitais descentes, escolas adequadas, professores suficientes, policiamento necessário...
Teremos eventos de cunho mundial, os quais a grande maioria dos brasileiros assistirá pela TV por conta dos exorbitantes preços dos ingressos. A Copa das Confederações já está aí, mostrando como a FIFA quartelizou tudo. Beber um copo de cerveja durante um jogo num estádio custa R$ 12,00. Absurdo!
Privatização de aeroportos, obras ferroviárias que nunca acabam, mensalão, Celso Daniel, Bingos, Renan Calheiros, BNDS, Escândalo da Renascer em Cristo, Brasil Telecom, Daniel Dantas...
Engolimos um sapo atrás do outro durante todos estes anos.
Vimos figuras públicas antes bastiões da verdade e honestidade acima de tudo, amargarem uma derrocada funesta rumo ao fundo do negro poço da incredibilidade.
Assistimos perplexos o mar de lama e corrupção que assolou ou país.
Ah e ainda tem a questão da Rede Globo... Dizer que ela é culpada de tudo é muito comodo, simplista, superficial. Antes de mais nada, a culpa é nossa por termos permitido que ela seja a emissora de TV aberta com maior capacidade de alcance. Isso mesmo. Se ela tem o poder de mascarar a verdade e manipular as massas foi porque expandiu silenciosamente seus tentáculos para todas as aldeias do país, sem que ninguém fizesse nada a respeito. Os "riquinhos" tem de lembrar que o povão não tem Sky, NET, GVT...
Vamos deixar de demagogia e dessa mania pseudo-altruísta de impingir culpas.
Vamos assumir a parcela dos nossos enganos e desacertos.
Certos de que para entramos nos trilhos de um futuro melhor, temos primeiro que alinhar as engrenagens e restabelecer a rota.
O despertar já começou.
Tic-Tac-Tic-Tac-Tic-Tac-Tic-Tac-Tic-Tac-Tic-Tac...
Acerte o seu relógio!

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Totalmente Gossip

Tá bom, vou confessar...
Comecei esse texto umas vinte vezes, todas de formas diferentes.
Mas o fato é que estou me sentindo totalmente Gossip Girl. Click aqui para saber mais.
Hoje, veneno é o meu nome.
Preparados?
A vida é sempre repleta de fatos incontestáveis.
Muitas pessoas nunca crescem, nem ficam mais altas como nos trocadilhos engraçadinhos. Apenas ficam mais gordas.
Tem gente que sempre vai achar que o dinheiro compra tudo e resolve qualquer coisa. Humm... resolve até que muito mas... nem todo o dinheiro do mundo pode fazer uma pessoa se aceitar como é.
Você conhece alguém e a pessoa no dia seguinte já acha que é sua amiga de infância e quer viver enfiada na sua casa? Pule fora, grude nunca acaba em boa coisa.
Aprenda que existem coisas que nunca devemos emprestar: livros, sapatos, cartão de crédito e marido.
Quem te critica ou te difama no twitter é porque tem medo de você na vida real.
Todas as pessoas tem habilidades. Algumas são capazes de grandes feitos como escrever um livro ou descobrir uma fórmula para recarregar baterias de celular em 20 segundos. Outras apenas sabem levantar um copo de vodka ou uma garrafa de cerveja... é a vida!

Sonhos. Todos têm. Alguns bons, outros ruins. Alguns tentam realizá-los, outros, tentam esquecê-los, ou simplesmente fingem que eles não existem. Você escolhe.
Em qualquer circunstância, não importa qual seja a verdade. As pessoas vêem o que que querem ver. 

Nem todos os começos são para se celebrar. Muitas coisas ruins começam: brigas, gripe, período de provas, TPM...
Ah, você tem um amigo(a) que sempre tem a vida repleta de problemas, nunca consegue fazer os trabalhos da faculdade sozinho, pede sua ajuda para mentir para o chefe, nunca tem dinheiro para rachar a conta do restaurante e usa seu nome para conseguir favores? Isso não é um amigo. É um encosto!
Quando o assunto é família, no fundo ainda somos crianças. Não importa o quão velhos ficamos sempre precisamos de um lugar para chamar de lar. Porque sem as pessoas que mais amamos, não podemos evitar nos sentirmos sozinhos no mundo.

Os inimigos mais perigosos são aqueles que nós nem imaginamos ter.
Muita gente se esforça tanto em provar para os outros que são felizes que acabam por esquecer de serem felizes de verdade.
O tempo é implacável. Não importa o quão caro for seu creme anti-rugas.
Não é porque uma coisa está na moda que quer dizer que ela é o máximo!
Atenção meninos, essa é para vocês. Sabe aquele momento em que uma mulher diz: O quê? Não é porque ela não te ouviu, ela só está te dando uma chance de mudar o que falou.
Porém, a lição mais importante é essa: Precisamos olhar para o futuro e saber que, mesmo quando achamos que vimos de tudo, a vida ainda pode nos surpreender, e ainda podemos surpreender a nós mesmos.

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8 ou 1980

Há quem ame e quem odeie a década de 1980. Fato é que aqueles 10 anos foram essenciais para chegarmos onde estamos hoje.

Lembramos dos penteados carregados de laquê e das roupas com ombreiras. 
Madonna nos anos 1980

Madonna e Wham! tocavam nas rádios.
Na televisão, o Alf era o herói para crianças e todos os adolescentes queriam ser da turma de 90210 (mais conhecidos no Brasil como Barrados no Baile).
Atores como Tom Cruiser, Matt Dillon, Ralph Macchio e Rob Lowe povoavam as telas do cinema.
Michael Jackson ainda era negro.
O Menudo era uma epidemia.
Boy George era o camaleão do momento.
Xuxa usava maria-chiquinhas e tinha uma nave cor-de-rosa.
Barbie e Ken tinham casa, carro, roupas glamourosas e edições especiais.
Todo adolescente sonhava em ser Ferris Bueller, personagem imortalizado pelo ator Matthew Broderick, no filme Curtindo a vida adoidado.
O celular começava a ser uma realidade, mesmo que muito elementar e limitada.
Tudo muito fofo.
Mas muitas coisas ruins também começaram nos anos 80.

A primeira e mais impressionante foi a ascensão descontrolada do consumismo. Foi justamente nesse período que as pessoas começaram a alimentar assustadoramente o vício de comprar por impulso, por compulsão, por influência da mídia. A moda tornou-se mais volátil do que nunca. Os modelitos usados pelas atrizes do seriado Dinastia dominavam o mercado.
Elenco de Dinastia
Aliás vamos abrir um grande parenteses para falar em Dinastia. Este seriado não foi apenas uma soap opera, foi um verdadeiro marco na TV mundial. Seu enredo, estilo novelão dramático, conquistou em primeiro lugar os americanos e depois o mundo todo. Dinastia é considerada a primeira série de TV a criar sua própria linha de roupas, acessórios e perfumes. Todas as mulheres queriam ser Alexis Carrington, personagem interpretado pela atriz Joan Collins. Nascia então o consumismo como o conhecemos agora. 
Agências de publicidade acreditavam que podiam vender qualquer coisa a qualquer pessoa. Impulsionadas pela guerra comercial entre a Pepsi e a Coca-cola, elas premiavam os espectadores com fabulosos comerciais de televisão e engenhosas campanhas de marketing. Astros do rock e estrelas da tv davam o recado. E por mais incrível que pareça, a Pepsi conseguiu alcançar a Coca. Desesperados, os fabricantes da Coca resolveram tomar uma medida drástica: Mudar a fórmula do refrigerante. Foi um fracasso absoluto. Pessoas compravam Coca só para jogar fora em protesto. Resultado: Voltaram para antiga fórmula.
Michael Douglas e Charlie
Seen no filme Wall Street
Mas se consumismo estava em alta, a especulação na bolsa de valores também. Yuppies espalharam seu estilo de vida pelos quatro cantos do mundo: retração das ideologias de cunho coletivista e ascensão de uma ideologia focada no indivíduo. Em 1986, a bolsa de valores americana despencou, resultado das ações de vários especuladores e do "inchaço" da bolha formada pelo "sonho americano". Quem assistiu o filme Wall Street sabe...
Não era só isso. As drogas também começam a tomar a forma globalizada que tem hoje. A maconha já era grande conhecida dos americanos (eles sempre foram o maior mercado consumidor do mundo). Os traficantes então introduziram a cocaína no mercado americano e ela se propagou rapidamente. Primeiro usando Miami como porta de entrada, depois o México e sua enorme fronteira. Jovens e adultos dos frenéticos anos 80, cheiravam em festas e boates. Era a grande onda: Cocaína estava associada ao poder financeiro, a status social. Como era um droga mais cara, logo um "gênio" imaginou uma forma de baratear os custos e oferecer aos menos afortunados: o Crack. É minha gente, isso mesmo, foram os americanos que inventaram o crack. Bastou misturar uma parte de cocaína com duas de bicarbonato de sódio e cozinhar até transformar essa mistura em cristais. O crack ganhou os Estados Unidos e o mundo. Hoje vivenciamos o reflexo de tudo isso.
Por tudo isso que eu digo: Há quem ame e quem odeie os anos 80. 
Mas como podemos ver, ninguém pode negar que chegamos até aqui por conta deles.
Como disse Renato Russo, na música Índios:
"O futuro não é mais como era antigamente."




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©2007 '' Por Elke di Barros