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Crime e Castigo

Assistindo a este ridículo circo midiático armado em torno do Caso Eliza Samudio, advogados sendo destituídos em manobras acintosamente premeditadas, acusados alegando estar passando mal, me pergunto como podemos considerar justiça o que é feito pelo Judiciário Brasileiro.

São situações e situações, casos e casos... tudo sendo resolvido de acordo com interpretações, muitas vezes subjetivas, da lei, de forma mais conveniente e ao bel prazer de sabe-se lá quem.

Vemos o resultado absurdo do julgamento do mensalão. Pessoas que vilipendiaram a nação, sendo condenadas a penas ridículas. Quando ouço os relatos de quantos milhões e milhões de reais foram roubados dos cofres públicos, imagino quantas escolas poderiam ser consertadas ou construídas, quantos hospitais deixaram de ser abastecidos, quantas casas populares não foram construídas, quantos batalhões de Polícia não foram equipados, quantos policiais não receberam coletes a prova de balas... 

A corrupção deveria ser tida como o mais hediondo dos crimes. O desvio de verba pública causa prejuízos não só materiais, causa prejuízos humanos.
No contra-ponto a tudo isso, surgem decisões judiciais muito interessantes (se é que podemos chamá-las assim).
No começo deste mês a Justiça de São José do Rio Preto (438 km de São Paulo) condenou uma mulher a um ano e dez meses de prisão por ter dado um golpe de R$ 40,7 mil contra outra mulher, com quem estabeleceu uma relação amorosa na rede social se fazendo passar por um homem. É isso mesmo que você entendeu. A golpista criou um perfil masculino falso no Orkut e arrancou milhares de reais de uma pobre coitada que imaginava estar se relacionando virtualmente com um homem. Mas a decisão judicial acabou sendo convertida em prestação de serviço a uma entidade social. E pior: a estelionatária nem foi obrigada a devolver o dinheiro que levou da vítima.
Ainda no mês de novembro uma outra decisão judicial me deixou perplexa. A 12ª Câmara Cível do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) condenou por danos morais e materiais um homem acusado de ofender a ex-noiva e o ex-sogro, há oito anos, durante sua própria cerimônia e a festa de casamento. O réu será obrigado a pagar uma indenização de quase R$ 46 mil. De acordo com a ação, o noivo chegou à igreja com sinais de embriaguez e conduta "agressiva". As ofensas também teriam ocorrido após o casamento, que se consumou apesar da suposta postura do acusado. 

Agora cabem as perguntas: 
  • Quem merece mais ser punido: a estelionatária ou ou bêbado casadouro?
  • Depois de ler o primeiro relato, você não sente uma sensação de impunidade? 
É óbvio que são casos distintos, situações bem diferentes.
De igual, apenas as equivocadas decisões.
É lamentável constatar que todo arcabouço jurídico brasileiro é montado para favorecer e até premiar a marginalidade. A Constituição Federal não contém um artigo que ampare a vítima e sua família, enquanto aos criminosos concede várias garantias inclusive, assegura concessão de pensão a sua família. 
A Carta Magna ainda garante “ampla defesa” aos criminosos, que é interpretada como defesa sem limite, priorizando os interesses do marginal em detrimento da segurança da sociedade. Mascarada pelo principio de que o réu não pode contribuir para sua condenação,  acaba-se por permitir que um cidadão que ao dirigir embriagado e ter matado 3 pessoas, se recuse a fazer o teste do bafômetro.  Uma vergonha!
Mas por que tudo isso acontece?
A explicação mais simples é: o homem vem manipulando a lei de acordo com sua conveniência.
O Código Penal de 1940 e o Código de Processo Penal de 1941 previam a prisão preventiva obrigatória daqueles que cometessem determinados crimes, como o de homicídio, até o julgamento do acusado. Ainda seria assim se este ponto não estivesse atingindo nenhum figurão. Foi o que aconteceu. Com a Lei Fleury, votada às pressas pelo Congresso Nacional, por razões políticas do regime militar, eliminaram a prisão preventiva obrigatória instituindo a facultativa para livrar da prisão o Delegado Fleury, chefe da repressão política em São Paulo, respondendo a processo criminal acusado da prática de homicídio no Estado de São Paulo. Os advogados se posicionaram a favor dessa transformação, mas a modificação deixou a desejar porque não estabeleceu salvaguardas à sociedade, para que os bandidos perigosos, que cometem crimes graves, sejam retirados do convívio social para segurança da população. 
Em 1984 surge a Lei de Execução Penal que permitiu aos bandidos o cumprimento de pouquíssima parte da pena em reclusão, passando-os para o regime semi-aberto, onde permanecem em liberdade durante o dia e retornam à prisão durante a noite. E, posteriormente, os meliantes ganham a liberdade condicional.
Como se não bastasse tudo isso, a Constituição Federal garante aos criminosos o direito de manter silêncio e não responder às perguntas das autoridades. Absurdo!!
Ah e ainda tem a confusão entre crime doloso e culposo. Vimos o caso daquele motorista que invadiu em alta velocidade uma manifestação de ciclistas, ferindo diversos deles. Ele pode não ter tido intenção de causar qualquer dano aos ciclistas, mas, assumiu o risco ao dirigir em percusso interditado. Esse não é crime culposo é crime doloso. Da mesma maneira podemos concluir o caso do lutador de jiu jitsu que, numa luta com um segurança na saída de uma boate, aplicou um golpe fatal. Para uma pessoa comum isso poderia ter sido acidental, algo que foi além de sua vontade, mas para um lutador de artes marciais não. Ele conhecia o risco de causar a morte da vítima e sabia das possíveis consequências.
Por último, porém não menos importante: o Estatuto da Criança e do Adolescente. Mesmo tendo sido elaborado com as melhores intenções, a forte influência de organizações estrangeiras totalmente descoladas de nossa realidade social prejudicaram sua constituição. Em virtude da impunidade que garantiu aos menores de dezoito anos, transformou nossa juventude em reserva inesgotável de mão-de-obra para o crime organizado, contribuindo assustadoramente para o aumento e banalização da violência. Resultado: um rapaz de 17 anos, mata, estupra e fere um sem número de pessoas e acaba recolhido a uma instituição para menores até completar a maior idade. É a barbárie institucionalizada!
Com tantos elementos negativos como podemos acreditar que a justiça será feita?

Antes de mais nada, é imprescindível que a lei valha realmente para todos, independentemente da classe social, cor, sexo, convicção política ou religiosa.

A lei deve ser encarada como um abismo. Quem ousa ultrapassá-lo deve arcar com todas as consequências.
Consequências que não se amparem em uma legislação morna, dúbia e flexível. Mas que se consolidem em uma verdadeira normatização de conduta social. 
Usamos como referências para assuntos políticos, culturais, educativos, estratégias e leis de países do primeiro mundo, porque não tomamos seus exemplos na área jurídica e legislativa. Por que levantamos bandeiras contra a pena de morte para crimes hediondos quando pais e mães de família são mortos cruelmente todos os dias pelas ruas do país? 
Por que permitimos a prescrição de crimes como homicídio?  
Por que consideramos um adolescente de 16 anos apto para eleger os dirigentes do país e irresponsável para assumir seus crimes? 
Por que semeamos a ideia de que o usuário não é responsável pelo aumento e violência gerada pelo tráfico de drogas?
Estas são apenas algumas perguntas que realmente merecem respostas.



"A Justiça é cega, sua balança desregulada e sua espada sem fio."
Millôr Fernandes

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Mec divulga Ranking das Escolas no Enem



Acaba de sair a divulgação da lista com as notas do Enem 2011 por escola.
Confira os resultados de Ilhéus!

Notas - Média Geral

1º Piedade - 606
2º Vitória - 602
3º São Jorge - 587
4º Fenix - 553
5º Joana D'arc - 499
6º Status - 511
7º Impacto - 506
8º Colégio Militar - 505
9º Ideal - 499
10º Colégio Paulo Américo - 467
11º Colégio Estadual P. Luiz Palmeira - 449
12º Colégio estadual do Salobrinho - 434

A Maior Média em redação ficou para o Colégio São Jorge dos Ilhéus com resultado final igual a 694.

Para ver mais Click Aqui

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Click!

Nada mais pitoresco do que falar de uma situação atual, cotidiana.

Dentro desse universo cotidiano não poderia faltar a COMIDA.
É, ela mesma!
Falar em comida é só a ponta do iceberg. 
Afinal almoçar, jantar ou simplesmente compartilhar uma refeição é um ato ancestralmente ritualístico. Uma cerimônia que acompanha a própria evolução do homem.
Apesar do carácter anteriormente coletivo, cada individuo estabelece uma relação particular com a comida.
Gordos, magros, cheinhos ou esbeltos.
Tem para todos os tipos e gostos.
O ponto chave é saber identificar o momento em que a comida, ou melhor, o uso que fazemos ou não dela, passa a ser fator impactante em várias esferas.
Nossa cultura, que combate vorazmente lípidos e seus parentes, constituiu um doentia distorção da imagem física. 
Como?
Com certeza você conhece um gordo que se acha magro ou um magro que se sente gordo.
Nessa irônica dualidade é unanimidade o fato de que todos acabam por se verem "distorcidos".
Resultado: Obesidade, Bulimia, Anorexia...
Todo obeso declarou, um dia, guerra à balança. Isso é fato inconteste.
Mas há aí um pequeno " porém".
Para emagrecer é preciso “fazer as pazes” com essa indesejada inimiga. Pois no final, será sempre ela que controlará nossos excessos.
Falando em excessos, fico me perguntando o que nos leva a consumir alimentos que são sabidamente prejudiciais. Advogando em causa própria, afinal aqui vos fala uma ex-viciada em Coca-cola, o consumo desse tipo de item chega mesmo a ser irracional. Você lê em revistas, assiste na TV, recebe por e-mail, conhece todos os pontos negativos, mas ainda assim, saí para comprar um litro de refrigerante ou um pacote de biscoito recheado. 
Uma loucura.
E não adianta 300 pessoas falarem o quanto é ruim comer isso ou beber aquilo.
A ficha só cai quando tem que cair mesmo.
Esse é o ponto que muita gente não entende. 
Então pare e leia com atenção o próximo parágrafo!
Se você tem uma esposa, namorada, amiga, mãe ou irmã gordinha, não adianta nada ficar falando toda hora do quanto ela está fora de forma. Isso é super chato, além é claro de ser indelicado. Toda gordinha tem consciência do seu estado físico. Afinal, elas são gordas e não cegas!
Ah e tem outra coisa. Sabe aquele papo que todo gordinho ou gordinha usa quando se senti magoado, dizendo que está super contente com o corpo que tem? 
Bom, é a maior mentira do mundo!
Não por conta apenas da estética. O excesso de peso priva o ser humano de muitas coisas, prejudica a saúde, causa depressão...
A ciência ainda não sabe explicar totalmente por que as pessoas engordam a ponto de ficarem obesas. E também não encontrou a fórmula ideal de perder peso com saúde. Afinal, o que é bom para você, pode ser ineficiente para mim. então tudo se torna muito personalístico.
É mais do que comum fazermos uma simplificação grosseira: engorda quem come mais do que gasta de calorias. Mas essa não é uma conta exata e qualquer um sabe que apenas dieta e exercícios não resolvem todos os problemas. Existem milhares de dietas por aí, mas o número de gordos no mundo só aumenta. 
Hoje já podemos dizer que não é só o excesso de comida que deixa alguém obeso. São considerados diversos fatores, como a genética, que influencia o metabolismo. Dormir pouco engorda, até ar-condicionado engorda! (com menores variações de temperatura, o corpo acaba gastando menos energia).
A grande sacada, a mágica para combater o excesso de peso está dentro de cada um. Basta que você descubra o seu "gatilho", o "click", o impulso que falta para sair da letárgica sensação de que está tudo bem, tudo ótimo. E não adianta ninguém tentar detonar essa explosão. Ela vai surgir quando você menos esperar. O mais importante: Não a deixe passar despercebida! 

Arregace as mangas e parta para luta! 
Com certeza você será outra pessoa!

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SAT-irizados

Hipocrisia. 
Essa é a primeira palavra que me veio à mente quando tive a oportunidade de ter em mãos a prova do Enem 2012.
A indignação quase me paralisou.


Fique realmente atônita.

O que era aquilo?
Questões sobre a história da independência de países africanos?
Elementos visuais suscetíveis a diversas interpretações?
E o tema da redação?
Pelo amor de Deus!
Tivemos fatos marcantes em todo o ano de 2012: Rio+20, o julgamento do mensalão, a CPI que investiga o tráfico de pessoas, o assustador aumento da violência nos grandes centros urbanos...
Nada disso foi explorado.
O que o MEC vem fazendo através da aplicação desta prova é um verdadeiro crime contra a educação brasileira.

É isto: trata-se de um exame intelectualmente criminoso, que soma inépcia e pretensão, patrulha ideológica e proselitismo pseudo-libertário, simplismo e pernosticismo, além de valorização exacerbada da história de determinadas regiões do país, mais especificamente o sudeste.

Como o Enem quer ser "o" vestibular nacional, se o que ele faz é desorganizar o que eventualmente pode haver de sólido no ensino médio?

Deveria ser o principal elemento a forçar a definição de um currículo mínimo nacional se desse ao menos pistas do que pretende.

Não é o que acontece.

O que se vislumbra nessa prova é um artificio, uma maquiagem malfeita, um engodo com pretensões de afirmar um suposto conceito honroso sobre educação, especialmente a pública, em nosso Brasil.
Elaborar questões que testam a capacidade interpretativa dos estudantes não tem nada de errado. O errado é fazer isso sabendo que, de acordo com pesquisas, mais de 60% da população é de analfabetos funcionais. (leia mais sobre isso clicando AQUI)
O principal problema na estrutura educacional brasileira está no fato de não sermos capazes de elaborar um consistente currículo nacional, pautado em nossa realidade social, política, econômica e cultural.
Ficamos macaqueando, tentando fazer funcionar métodos empregados em outros países, mas que não se adequam a nossa realidade.
Nossos "especialistas" criaram esse novo Enem baseado no SAT americano.
O resultado que obtiveram foi um SAT capenga, pois o nosso maravilhoso Enem emprega como ferramenta de seleção apenas uma das partes utilizadas pelo primo rico americano.
Explicando melhor...
O SAT é usado pela maioria das universidades dos Estados Unidos como um dos critérios para o ingresso de estudantes. Existente desde a década de 40 (isso mesmo!), o SAT é aplicado sete vezes ao ano nos EUA e seis vezes no exterior por uma instituição chamada College Board . Só este último fato já demarca uma grande diferença quando comparado com a única aplicação anual do ENEM.
Tem mais...
Na verdade, a exigência do SAT é uma parte do processo de seleção para o ingresso nas faculdades, são avaliados também o histórico escolar do aluno, o envolvimento em atividades voluntárias e cartas de referência de professores.
Agora já deu para se ter noção do quanto ainda falta para que o Enem reflita verdadeiramente a realidade educacional brasileira.
Fui professora de escola pública e particular. 
Sei muito bem que entre elas existe um verdadeiro abismo, consequência principal do sucateamento da educação pública brasileira. Que como disse Cazuza: "Já vem malhada antes de eu nascer".
E como nossos magníficos governantes idealizam corrigir isso?
Criando cotas? 
Obrigando as universidades a adotarem o Enem como ferramenta de seleção? 
O que se pretende fazer com o Enem? 
Transformá-lo em instrumento equitativo e nivelador da educação brasileira? 
Ou torná-lo mais um engendrado e mal ensaiado instrumento segregador?
Onde as questões do Enem refletem a realidade da educação pública brasileira ou quiçá particular?
Perfazer caminhos para a construção de uma sólida educação parte da observação da realidade e não de uma pseudo realidade.
Acredito que esse exame, elaborado por "mestres" e "doutores" que copiam modelos do século passado, nunca preocupou-se realmente com a qualidade do ensino oferecido.
Como elaborar uma prova igualitária sem levar em conta as distorcidas realidades da educação em cada região do país?
Sim, porque não se pode esquecer que somos um pais de dimensões continentais. 
Abrigamos os mais diversificados resultados da miscigenação de povos, raças e culturas.
Entrincheirar o acesso à universidade pública no Brasil com uma prova tão desproporcional  , é tão aviltante ou pior do que cotizar algumas vagas para estudantes que notadamente não tiveram oportunidade de acesso às ferramentas adequadas para concorrência.
Reconhecer o direito de minorias vai muito além disso.
Reconhecer o direito de minorias é tratar com zelo, dignidade e respeito suas dificuldades, suas necessidades.

Vamos deixar a hipocrisia de lado!
Vamos encarar a verdade de frente!
Vamos parar de tentar nos enganar achando que a educação de hoje é melhor do que a de ontem!
A mudança tem que começar por nós!
Expresse sua indignação!
Não se cale ante a essa aberração chamada ENEM.


"Todo futuro é a criação que se faz pela transformação do presente."
Paulo  Freire



p.s:  Dedico este texto a  todos os estudantes que corajosamente  prestaram Enem em 2012!

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Poema Musicado II

Orientação - entenda melhor:
Parte feminina em ROSA
Parte masculina em AZUL

Thum Thum... 
Quem é? 
Sou eu... 
O que é que você quer? 

Você!
É tarde... 
Por que?
Porque hoje sou eu que não quero mais você! 


MAS 


Tenho, um mundo de sensações,
Um mundo de vibrações que posso te oferecer
Tenho, ternura para brindar-te
Carícias para empregar-te, meu corpo pra te aquecer



NÃO CAIO NESSA...

Safado, cachorro, sem-vergonha
Eu dou duro o dia inteiro
E você colchão e fronha 


JURO... 

Quando a gente ama
E não vive junto da mulher amada
Qualquer coisa à toa
É um bom motivo pra gente chorar


É...

Bem que se quis
Depois de tudo ainda ser feliz
Mas já não há caminhos pra voltar
O quê que a vida fez da nossa vida
O quê que a gente não faz por amor 


AINDA... 

Quero vê-la sorrir
Quero vê-la cantar
Quero ver o teu corpo dançar sem parar
(...) O seu olhar desperta em mim uma vontade
de enlouquecer de me perder de me entregar


EU SEI... 

Você não vale nada,
Mas eu gosto de você!
Você não vale nada,
Mas eu gosto de você!
Tudo que eu queria
era saber Porquê?!? 


SABE POR QUÊ? 

Por você eu bebo o mar de Canudinho,
E atravesso o Pólo Norte de Shortinho
Entro descalço num vulcão em Erupção,
Faço de tudo pra ganhar seu Coração. 


A VERDADE É QUE... 

Se um dia a gente briga, no outro a gente chora
Com a força do amor, a raiva vai embora.
Se um dia a gente xinga, no outro a gente ofende
Com a força do amor, a gente se arrepende.



Músicas Usadas
Pimpinela – Siga seu rumo
Sidney Magal – Tenho
Babado Novo – Safado, cachorro, sem vergonha
Chitãozinho e Xororó – Fio de Cabelo
Marisa Monte – Bem que se quis
Sidney Magal – Sandra Rosa Madalena
Aviões do Forró – Você não vale nada
Garota Safada - Coração sem noção
Aviões do Forró – Com a força do Amor

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Presente da Vida

Todo mundo em algum momento da vida pensa em coisas que gostaria de dizer ou ter dito a alguém. Pode ser aos pais, irmãos, filhos, amigos, esposo ou esposa, namorado ou namorada, tio, primo...
Pode ser que você não diga por não saber como começar, que tenha vergonha ou que simplesmente ache que pode ficar para depois.
Bem, hoje resolvi escrever sobre alguém especial, alguém que amo: minha filha do coração Jádila.
Não posso falar do que sinto por ela, sem contar antes como nossas vidas estavam realmente fadadas a se cruzarem.
Não me tornei mãe de Jádila  de uma hora para outra, nem por ausência de sua mãe verdadeira Maria Lúcia, que devo dizer é uma pessoa maravilhosa, uma mulher de fibra. Fui me transformando aos poucos, como na história do pequeno príncipe e raposa.
A primeira vez que a vi, ela era bem pequena, tinha cerca de 7 anos. Morávamos no mesmo prédio, ela  descia uma pequena escada que dava acesso ao edifício. Magrinha, branquinha, com uma enorme cabeleira loira, me deu um sorriso iluminado. Naquele momento eu nunca imaginaria que um dia seríamos tão próximas. 
O tempo passou. Jádila se mudou e não a vi mais. 
Um dia minha sogra me diz que está tomando conta de uma menina, que está morando com ela por conta da mãe ter que trabalhar. Quando chego à casa da minha sogra descubro que essa menina é ninguém menos do que Jádila.
 Sempre meiga e carinhosa, ela conquistou o coração de toda família e encontrou em Diandra, minha filha, uma irmã mais nova. 
Passei a acompanhá-la, vê-la crescer. Compartilhávamos muitos momentos. Vi quando seus dentes de leite caíram, quando ganhou uma boneca que era quase maior que ela, quando cortou a testa, quando chorava por medo de alguma coisa, quando acordava cedo e ficava horas no banheiro se maquiando para ir à escola... já era sua mãe. 
Hoje tenho orgulho de dizer que ela é minha filha. A filha que não nasceu de mim mas que Deus em sua infinita sabedoria colocou no meu colo, no meu caminho. Uma verdadeira benção.
Todos os dias faço uma prece silenciosa, agradecendo pelos meus 4 tesouros: Diandra, Jádila, Sol e Kauê.
Então, se você leu este post e se lembrou de alguém que ama e ainda não expressou a dimensão dos seus sentimentos, corra! Não deixe para depois!
E para Jádila, que será sempre dona de uma pedaçinho do meu coração, deixo aqui o trecho do livro O Pequeno Príncipe que sempre me fará lembrar dela.


- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda. 

- Ah! Desculpa, disse o principezinho. 
Após uma reflexão, acrescentou: 
- O que quer dizer cativar ? 
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras? 
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar? 
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa criar laços... 
- Criar laços? 
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...



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Um fantasma funcional

Há algum tempo escrevi sobre minha experiência pessoal como professora.
No texto Cuspe e  Giz (click aqui para ler) abordei o caos na educação pública no Brasil.
Hoje vamos falar de algo que vai além de um mero conceito: Analfabetismo Funcional.
A primeira vista essa dupla de palavras pode nos passar uma imagem errada, algo que podemos primariamente considerar desconexo, se tonarmos apenas seus significados ao pé da letra.
Vamos entender...
A UNESCO define o analfabeto funcional como uma pessoa que sabe escrever seu próprio nome, assim como lê e escreve frases simples, efetua cálculos básicos, porém é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas, impossibilitando seu desenvolvimento pessoal e profissional. Ou seja, o analfabeto funcional não consegue extrair o sentido das palavras, colocar idéias no papel por meio da escrita, nem fazer operações matemáticas mais elaboradas.
Preste bem atenção! 
É algo bem diferente de analfabeto ou semi-analfabeto. 
É muito mais grave.
No rastro de uma analfabeto funcional sempre está um histórico escolar ou um certificado de conclusão de uma ou mais etapas de formação educacional (ensino fundamental , ensino médio e ensino superior!)

No Brasil, o índice de analfabetismo funcional é medido entre as pessoas com mais de 20 anos que não completaram quatro anos de estudo formal. Mas este conceito varia de país para país. Na Polônia e no Canadá, por exemplo, é considerado analfabeto funcional a pessoa que possui menos de 8 anos de escolaridade(veja bem que não são 8 anos de idade!).
Segundo a Declaração Mundial sobre Educação para Todos (Click aqui para visualizá-la na integra), mais de 960 milhões de pessoas em idade adulta em todo o mundo são analfabetos, sendo que mais de 1/3 dos adultos não têm acesso ao conhecimento impresso e às novas tecnologias que poderiam melhorar a qualidade de vida e ajudá-los a adaptar-se às mudanças sociais e culturais.
De acordo com esta declaração, o analfabetismo funcional é um problema significativo em todos os países industrializados e em desenvolvimento. 
No Brasil, 75% das pessoas entre 15 e 64 anos não conseguem ler, escrever e calcular plenamente. Esse número inclui os 68% considerados analfabetos funcionais e os 7% considerados analfabetos absolutos, sem qualquer habilidade de leitura ou escrita. 
E assim chegamos a algo verdadeiramente alarmante: Apenas 1 entre 4 brasileiros consegue ler, escrever e utilizar essas habilidades para continuar aprendendo.

  • Mas por que isso acontece?
  • Como resolver essa situação? 
  • Como reduzir esses números alarmantes? 
Sem dúvida nenhuma que a educação é o caminho. 
Alfabetizar mais pessoas com verdeira qualidade.
Essa é a questão: qualidade e não quantidade.
Infelizmente, hoje vemos que o Brasil optou pela quantidade a qualquer custo. O mais importante é maquiar essa dura realidade e esconder do povo a péssima formação que a eles é oferecida como um favor magicamente concedido, como a grande massa está sempre fadada a acreditar. Educação é um direito de fato, conforme preceitua a nossa constituição.
No fim desse caminho não é surpreendente que encontremos uma enorme quantidade de analfabetos funcionais com diploma até de nível superior! São médicos incapazes de receitar medicamentos através de seus princípios ativos, advogados que mal sabem elaborar uma petição, engenheiros que não conseguem articular cálculos estruturais, assistentes sociais que desconhecem em plenitude os direitos sociais, professores que não conseguem transmitir conteúdos didáticos aos alunos. 
Mas onde está a raiz disso?
Lá atrás...
O nosso país deveria se esforçar em alfabetizar com qualidade. 
Não é aumentando para 9 anos o Ensino Fundamental que a qualidade do ensino irá melhorar. Isso é apenas um golpe, um subterfúgio encontrado pelos detentores do poder para mascarar a realidade da edução brasileira.
Também não é ampliando o horário escolar que teremos o problema resolvido.
Os famosos programas de "Zerar a repetência" e " Classes de Aceleração" ainda não foram capazes de mostrar para que vieram, qual a sua verdadeira eficácia. 

Percebemos que em nosso contexto sócio-político, de pobreza e desigualdade, amplia-se a percepção da inexistência real de oportunidades iguais para todos, especialmente de oportunidades educacionais universais em termos de uma boa educação que permita ao aluno aprender e desenvolver-se como cidadão crítico e ativo. Até que ponto estas políticas de aceleramento em nível dos projetos educacionais públicos, são capazes de sugerir à população que a noção de direitos é cega, a ponto de propor a educação como um benefício concedido e não mais como um direito garantido, amparado por lei.

Se os alunos não forem incentivados à leitura, a atividades que trabalhem com inteligência, pensamento lógico e capacidade de relacionar temas diferentes, nenhum esforço do governo será válido. Continuaremos despejando, todos os anos, milhares de cidadãos "podados" intelectualmente, vilipendiados de seu direito ao saber.
Também não devemos nos esquecer dos professores. Eles são a engrenagem mais importante de todo esse processo. Melhoria nos cursos de formação dos docentes, remuneração adequada, capacitação continuada, estas são apenas algumas sugestões de como proceder, valorizando o professor. Porém é importantíssimo frisarmos o papel fundamental que o comprometimento e a ética profissional devem ter no exercício da docência. Não é possível oferecer educação de qualidade dissociada desses dois elementos norteadores. 
Dá trabalho, é verdade, mas o investimento na educação de qualidade é a única forma capaz de reverter esse caótico quadro social brasileiro!

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O primeiro século do resto de nossas vidas

Entre os anos 60 e 70 do século passado, a revolução sexual transgrediu costumes, deslocou pudores e desnudou conceitos. A pílula anticoncepcional surge com eloquente subsídio.
Nos anos 80 e 90, com o surto da AIDS, a revolução deu uma freada. O medo do desconhecido transformou a desabalada revolução em praticamente celibato forçado.
De certa forma, tornou o ser humano mais careta do que antes. Mas como veremos logo adiante, durou pouco...
Sempre houve uma disputa corrente no mundo, entre conservadores e liberais, de tempos em tempos vozes se elevam proclamando slogans e demarcando território. Porém, apesar desse antagonismo, ambos os lados comungam atualmente de uma vertente: estão todos descontentes com as coisas como estão.
Por que será?
Isso mesmo!
Ainda que uns vençam em alguns assuntos, outros vencem em outros.
Não é essa a questão.Sempre será assim.
O que seria então?
O cinema pornográfico atingiu o ápice de consumo. Nunca se vendeu e comercializou tanto esta vertente. Porém apesar de expor o sexo como nunca, continua incapaz de contar uma história.Talvez o X da questão não seja apenas um, mas toda uma conjunção.
Suas produções não passam de ridículos folhetins dantescos. No rastro do cinema pornô vem o cinema tradicional, com suas grandes produções, repletas de efeitos especiais, 3D e animações, explorando cada vez mais a nudez, abrindo espaço para o sexo literalmente explicito, que também acabará concretamente por infiltrar-se nesta modalidade. Aqui e ali, no cinema independente, esta tendência já dá suas caras. Em alguns anos, uma grande estrela de Hollywood vai fazer cenas de sexo, como as mais renomadas estrelas pornôs.
De país em país, a partir da Europa, o casamento entre homossexuais será gradativamente institucionalizado. Canadá, Portugal, Argentina, Espanha, África do Sul, Islândia, Noruega, Suécia... Já começou. Alguns lugares ainda demorarão bem mais para legalizar a prática. Mas em uma ou duas décadas serão minoria, como os países onde mulheres não votam.
Surgiram novos fetiches, novos produtos químicos que resolvem vários problemas e estimulam vocês sabem o que...
O aperfeiçoamento das técnicas de mudança de sexo.
O aborto já é legal nuns cantos, em outros não.
Todas essas novidades já haviam sido previstas de certa forma.
O que não foi mensurado era a proporção de tempo de que necessitaríamos para interagirmos positivamente ou negativamente com tudo isso.
Onde tudo isso nos levaria...
Chegamos a um novo século carregando a mesma pesada bagagem.
Uma mala com cara de nova, mas que sempre contem os mesmos itens, sendo apenas uma variante sobre os mesmos tópicos. Pagando pela alienação sobre aquilo que julgamos ser libertador.
É impossível falar de uma nova era sem delinear quem serão ou já são as pessoas deste novo/velho momento.
Os adolescentes de hoje são convidados a uma maturidade cada vez mais precoce. Eles assumem responsabilidade com relação ao próprio corpo cada vez mais rápido. Estão transando cada vez mais cedo porque o “ficar” é cada vez mais precoce. Não raro encontramos meninas de 14 anos com problemas sexuais que muitas mulheres de 40 anos nunca experienciaram.
Eles não definem muito bem o que é público e privado. No Facebook publicam tudo o que é privado. Mas é engraçado porque alguns deles, quando estabelecem vínculos, mesmo que não com tanta responsabilidade, colocam gigantescos anéis de compromisso, modificam estado civil em perfis sociais e começam a vigiar o Facebook um do outro.
A verdade é que o hedonismo é quem dá as cartas para a juventude deste século. Tudo tem que dar prazer. As regras ainda existem, mas vêm sempre a reboque das sensações, da satisfação estética, do deslumbre com uma novidade, do que pede a epiderme e do que manda a paixão.
Essa turma beija um monte de gente na boca pela farra, sem compromisso. E a promiscuidade passa a ser sinônimo de liberdade.
Especialistas culpam o excesso de estímulos do meio, as redes sociais, a desestruturação familiar... Um verdadeiro turbilhão.
E dentro desse furacão está a turminha dos 15. Muito imatura psicologicamente, mas com um know-how que espanta muito veterano. Uma turma que de acordo com pesquisas recentes se torna cada vez mais adepta da Bissexualidade.
Estamos caminhando para uma sociedade com tendências à androgenia. Homens e mulheres estão perdendo suas características específicas e se transformando em indivíduos sexualmente ambíguos.
Vivemos numa sociedade onde tudo é permitido, e as pessoas não estão sabendo se comportar dentro desse contexto.
Fica então a pergunta: Por que será?

"O teste de moralidade de uma sociedade, é o que ela faz com suas crianças."
Dietrich Bonhoeffer*

* Teólogo, pastor luterano, membro da resistência alemã anti-nazista

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Caleidoscópio

Existem momentos em que de simples coisas surgem grandes reflexões. Momentos de que nos lembramos pouco, ou que nada evidenciam de singular. Talvez porque estejamos acostumados a marcar as transições na vida com grandes acontecimentos: aniversários, formaturas, casamentos.
Na maioria das vezes estamos preparados para essas enormes mudanças e é justamente por isso que elas, apesar de emblemáticas, não são surpreendentes. As grandes transições realmente surgem de pequenos momentos, quando paramos e vemos quem somos. Porque quando vemos o quão longe chegamos, também vemos o quanto ainda temos que caminhar...
A vida é um calidoscópio: mutante a cada movimento.
Sempre que olho nos olhos de quem amo (This is for you, Baby!) vejo uma cascata de pequenas coisas. São mimos, gestos, ações, versos e palavras. Verdadeiros tesouros que muito comumente deixamos passar despercebidos pelos atropelos da vida. Todos deveriam garimpar tais jóias, com a ânsia inerente à grandiosidade.
Aqueles que não são capazes de enxergar, ainda não deram nem o primeiro passo na longa jornada da vida. Geralmente estão apegados ao “preço” (aqui descrito como não sendo apenas algo monetário). Esquecem-se do “valor” das coisas. Pois pérolas nos são presenteadas a todos os momentos. Basta ter olhos e ouvidos.
Compartilho aqui uma pérola: um trecho de diálogo do seriado Gossip Girl, referente a um episódio da quarta temporada, onde os marcantes personagens Blair e Chuck se reencontram após o misterioso desaparecimento do rapaz.
Blair- Só porque você está mal vestido, não significa que não seja Chuck Bass.
Chuck- Por que eu iria querer ser ele?
Blair- Deveria ter me contado que foi baleado.
Chuck- Estou surpreso por você não ter feito isso.
Blair- Eu fiz. Várias vezes, nos meus sonhos. Nos bons. Mas se você estivesse seriamente ferido, eu não iria querer saber.
Chuck- Quando acordei, minha identidade havia sumido, ninguém sabia quem eu era, ninguém vinha me procurar. E eu percebi que eu posso estar vivo, mas Chuck Bass não precisa estar.
Blair- Mudar seu nome não muda quem você é.
Chuck- É um bom começo. Uma chance de ter uma vida simples, ganhar o respeito das pessoas, talvez, tornar-se uma pessoa que alguém poderia amar.
Blair- Alguém amou você. E… Você deve a ela, e a todos a que deu as costas, não fugir, que é o que você está fazendo. E eu não acho que o grande homem que você está falando em querer ser, seja um covarde. Eu acho que ele iria encarar de frente o que fez.
Chuck- Eu destruí a única coisa que eu já amei.
Blair- Eu não te amo mais. Mas é necessário mais do que você para destruir Blair Waldorff.
Chuck- Seu mundo seria mais fácil se eu não voltasse.
Blair- É verdade. Mas não seria meu mundo, sem você nele.

Então abra os olhos!
Aproveite a vida!
Se quiser assistir a cena de Gossip Girl click aqui.

p.s. Dedico este texto a todos que vislumbram o caleidoscópio da vida: Sérgio Rogério, Carol Moura, Hérica Pinheiro, Bonnie, Marianna F., Paloma Santos, Giovano Santos, Manu Nunes, Ana Gabriela, Karoline Nogueira, Sandra Dib, Roberta Paiva, Helena Chasteen, Janine Araújo, Lisa Souza, Euller Sá, Verena e Yasmin Barroso.

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Pedras que ferem a alma


A cada ano centenas de mulheres enfrentam uma morte lenta e impiedosa por apedrejamento no Oriente Médio e África. Já foram feitos relatados no Irã, Nigéria, Somália, Sudão, Iraque, Emirados Árabes, Afeganistão e Paquistão. Isso não é mistério algum, aparece nos noticiários de TV e nas editorias internacionais dos demais veículos de comunicação.Entre lermos uma notícia tão brutal e vermos desfilar diante de nossos olhos imagens de um ato extremamente violento há certa distância.
Agora imaginemos: Uma mulher iraniana é condenada injustamente por adultério, amarrada, amordaçada e enterrada na terra até a cintura, para então ser morta a pedradas numa sequência sangrenta e chocante.
Estou falando do filme O APEDREJAMENTO DE SORAYA M. (THE STONING OF SORAYA M.), uma história real que leva qualquer expectador a sentir-se chocado, a indagar como é possível que seres humanos cometam tais atrocidades.Baseado no livro do jornalista franco-iraniano Freidoune Sahebjam, publicado em 1994, o filme que traz a peculiaridade de ser falado em persa, conta a trágica história de Soraya Manutchehri, mãe de sete filhos, que, foi apedrejada até a morte num vilarejo do Irã, em 1986. O motivo? Uma falsa acusação de adultério levantada pelo marido, que, basicamente, queria se livrar da “esposa inconveniente” para se casar com uma jovem de 14 anos – sem ter que sustentar duas famílias ou devolver o dote de Soraya.
A ardilosa trama que levou Soraya à morte traz como ingredientes a fúria desencadeada pela turba incontrolada da comunidade de um vilarejo, bem como a participação ostensiva dos lideres corruptos da aldeia que se aproveitam do medo e do falho sistema judicial para fazerem a sua vontade: O apedrejamento de Soraya M., simplesmente porque ela é mulher. Simplesmente porque ela é velha.
Vencedor do prêmio de público em Toronto 2008, o filme lembra a todos que, em vastas áreas do mundo, mulheres ainda são consideradas menos que nada, e que apedrejamentos como o exibido na tela ocorrem ainda hoje, agora mesmo.
Um filme que merece ser visto por todos aqueles que acreditam num mundo mais justo, mais digno, mais humano. Uma lição de vida.

Assista o Trailer clicando no link abaixo:

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A força mais poderosa da natureza


Acabei de assisti um documentário chamado “The Last Lions”. Este filme que conta a história real de uma leoa, chamada de Ma Di Tau (“Mãe dos Leões”), determinada a passar por todos os riscos para salvar seus filhotes.
Tudo começa quando dois leões decidem invadir o território onde MA DI TAU vive com seu parceiro e três filhotes. Quando o parceiro dela é derrotado e morre por causa da luta com o leão invasor, Ma Di Tau não se rende à nova liderança. Permanecendo fiel ao seu companheiro morto, ela consegue escapar da morte e depois de lutar com as leoas foge para salvar sua vida e de seus filhotes. Antes de fugir, cega uma das leoas que a cercavam. Em desespero, pega nas suas crias e começa uma fuga arriscada que inclui a travessia, a nado, de um rio, onde uma dos filhotes acaba na boca de um crocodilo. Chega então em uma ilha, cheia de búfalos, que são inimigos perigosos dos leões. Ma Di Tau começa mais uma luta desesperada pela sobrevivência.
Por um lado o grupo de leoas lideradas pela temível “olho de prata”, a mesma que Ma di Tau havia cegado.
Por outro, ela tem de caçar para alimentar os dois filhotes que lhe restam. O único alimento em vista são os búfalos, inimigos temíveis, sem falar das hienas, sempre prontas esperando uma oportunidade para lhe roubar o alimento ou mesmo devorar seus filhotes enquanto ela caça.
Num em que Ma Di Tau caçava búfalos, o líder da manada decide vingar-se nos filhotes. Ao regressar de uma cansativa caçada em que abateu um filhote de búfalo, mas acabou perdendo sua caça para um grupo de hienas, a leoa percebe que algo terrível ocorreu: as duas crias não respondem aos chamados. Horas depois, descobre uma delas num estado agonizante com a coluna quebrada. A filhotinha foi pisada pelos búfalos e não consegue caminhar.
Nesse momento, Ma Di Tau se afasta da cria. Ela compreende que devido à gravidade do ferimento, que a filhotinha não tem salvação, não poderá sobreviver no ambiente selvagem. A leoa caminha até a margem do rio. A filhote se arrasta chorando tentando seguir a mãe de maneira dramática e comovente. Nessa hora ela deixa a filhote para trás e geme dando um brado, um rugindo sofrido como que expressando sua dor. É tão comovente, que nós temos a nítida impressão de que a leoa chora sentada à beira do rio.
Já sem nada a perder, Ma Di Tau resolve deixar de fugir e resolve enfrentar os búfalos num duelo sangrento. Ela ataca decidida, nada mais nada menos do que o líder da manada, um búfalo que comanda seu grupo há 10 anos. A corajosa Ma Di Tau enfrenta também a leoa “olho de prata”.
No final a heroína não só vence a oponente como passa a liderar o grupo de leoas em ataques às manadas de búfalos. É impressionante ver como ela se supera, fazendo da adversidade uma oportunidade de mudar sua vida completamente.
O filme termina com um final feliz. O último filhote, que acreditávamos ter sido morto pelos búfalos, aparece do nada, após vários dias sumido. Ma Di Tau enche-o de carinho. Afinal os sacrifícios valeram a pena. A corajosa mãe leoa não só protegeu o filhote como ainda se tornou a líder do bando. E o filme termina com o filhote adulto assumindo o seu papel do novo “rei leão”.
Talvez você se pergunte se a história é mesmo real. A verdade é que os realizadores não interferiram em nada na história. Eles viveram durante os últimos sete anos no delta do Okavango, apenas registrando as cenas usando as mais modernas tecnologias colocadas à disposição pela National Geographic.
No momento mais dramático do filme - ou seja, quando se julgava que as duas últimas crias tinham morrido - os realizadores temeram que isso significasse anos de trabalho perdido e que fosse necessário mudar o ângulo da história. A Natureza, afinal, foi generosa e o filme teve um final digno dos melhores de Hollywood.
O resultado é um filme emocionante e intenso, com uma fotografia fabulosa, que comove o mais insensível dos espectadores.
A corajosa história da leoa Ma Di Tau prova que “o amor de uma mãe é a força mais poderosa da Natureza”.
Vale muito assistir!
Dedico este post a todas as mães maravilhosas que conheço!

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Pare e repare

A vida é cheia de reparos.
Isso mesmo, vivemos fazendo reparos.
Não só aqueles reparos, interpretados ao pé da letra como consertos.
Mas sim, tudo aquilo que " reparamos"...
Quer ver?
Você já reparou...
* Que na maioria das cidades os acessos principais de entrada são locais visualmente feios?
* Que é muito estranho vislumbrar uma mata não devastada e imaginar que ela pode ter um dono?
* Que muita gente adiciona pessoas estranhas em redes Sociais só para ter um perfil com muitos "amigos"?
* Que passamos cerca de um terço de nossas vidas dormindo, "desperdiçando tempo" como preferem alguns? Mas o fato é que ninguém normal vive sem dormir.
* Ah, outra coisa estranha é beijar. Já parou para pensar nisso? Trocar saliva com outra pessoa nos permite apreciar um ou outro, quimicamente falando.
* Sabe aquela sensação de milhares de alfinetes te furando, estranhíssima? Isso acontece quando pressionamos excessivamente um nervo, inibindo sua função temporariamente.
* Outro mistério é como o frango assado de padaria e similares é melhor do que aquele que foi feito em casa.
* Ah você já reparou como a vida é bem melhor quando se está apaixonado(a)?
* E as pessoas que falam sem abrir a boca! Isso mesmo!! Você já reparou quantos gestos uma pessoa é capaz de fazer? São eles que, involuntariamente, nos dizem o que o outro pensa, sem necessitar de palavras.
* E a política, você já percebeu que isto só se torna assunto de conversa em ano eleitoral?
* Hum e ainda tem as palavras antipáticas. Isso, isso. Em nossa digníssima Língua Portuguesa não é difícil encontrarmos as tais palavrinhas chatas, quer ver? Uma das piores é cônjuge. Meu Deus onde isso dá a longínqua ideia de relacionamento afetivo?
* Também tem a fama. É, hoje em dia não é primordial ter algum talento para ser famoso. Eu poderia até citar alguns famosos sem talento mas, deixa pra lá...
* Já reparou que muitas mulheres que calçam acima de 38 compram sapatos pequenos por terem complexo de pé-grande?
* E gente que entra em liquidação para comprar o que não precisa? Tem sim!
* Depois da 6 série, nunca nos obrigam a ler livros interessantes?
E você, em que já reparou em que?
Conte que eu quero saber...

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Quantos sorrisos você tem?


Sorrir...

Um hábito saudável que nos traz benefícios como:

  • Ajuda a relaxar. Dizem que cada minuto de riso diário equivale a 45 minutos de relaxamento.
  • Desenvolve uma atitude positiva perante a vida.
  • Cura problemas como a depressão, a angústia e a falta de auto-estima.
  • Ajuda a combater a insônia.
  • Fortalece o coração.
  • Facilita a digestão. Ao fazer vibrar o fígado melhora-se o seu funcionamento e também a eliminação da bílis.
  • Aumenta os níveis de criatividade e imaginação.
Mas você já reparou quantos sorrisos diferentes podemos ter?
Não?

Então vamos lá...
  • Sorriso Sonolento - Aquele que aparece de manhã, logo que você acorda ainda cheio de sono;
  • Sorriso Triste - É aquele que a gente dá no meio de uma verdadeira cascata de lágrimas, quando queremos dizer: 'Vou ficar bem , não se preocupe..."
  • Sorriso Companheiro - Aquele que te contagia, te fazendo sorrir junto;
  • Sorriso Pensativo - Aquele que damos quando lembramos de algo bom;
  • Sorriso Envergonhado - Desse todo mundo já foi vítima pelo menos uma vez na vida. É aquele que escapa dos nossos lábios quando percebemos que somos o motivo da risada alheia. Isso mesmo aquele que damos quando pagamos os micos da vida;
  • Sorriso Educado - Aquele que você dá com classe, bem comedido;
  • Sorriso Irônico - Esse é bem simples. É aquele que damos quando não queremos matar o outro com verdades e etc;
  • Sorriso Zangado - É aquele que surge no meio de uma discussão ou em uma situação pública, em que a vontade da gente é mesmo esganar a outra pessoa;
  • Sorriso Bobo - É o mais importante!! Porque esse a gente só dá quando nos descobrimos apaixonados! 
E agora, quantos sorrisos você tem?



É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada.
William Shakespeare

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Azar o seu...

O cúmulo do azar é ser atropelado pelo carro da funerária.
Será mesmo? 
Humm é isso mesmo, vamos falar de .... 


Ops...não posso falar... 

Desde dos primórdios da humanidade esse fantasma assombra as pessoas: o AZAR
Tem gente que nem sequer fala essa palavra, pois acredita que só a menção já é capaz de trazer coisas ruins. 
É entendido como o oposto da sorte ou associado à má sorte e, assim, o azar se aplica como crença de que situações, pessoas e objetos possam produzir resultados reiteradamente negativos, catastróficos ou desastrosos. 
Situações são qualificadas como azaradas, azar ou "de azar" quando ocorrem de modo contrário à expectativa, ou quando provocam uma surpresa que resulta em um desastre, prejuízo, perda ou catástrofe. 
Pessoas podem ser azaradas ou ter azar. Pessoas azaradas são as que com frequência se envolvem em situações azaradas. Quando o azar ocorre ocasionalmente, diz-se que a pessoa "teve azar". 
E foi justamente pensando em como essa coisinha acontece com a gente que o Ideias de Barbara resolveu pesquisar casos pitorescos de má sorte!! 
Elegemos 5 situações inacreditáveis. Querem ver? 

Quinto lugar 
Vamos começar apresentando a família Cairns Lawrence. 
O casal inglês Jason e Jenny Cairns Lawrence adoram viajar durante as férias. E foi justamente por isso que conseguiram a façanha de serem surpeendidos por 3 ataques terroristas!!! Isso mesmo, três!! 
O casal inglês esteve presente: 
· Nova York 2001 – 11 de setembro ataque às Torres Gêmeas. Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, chamados também de atentados de 11 de setembro de 2001, foram uma série de ataques suicidas coordenados pela Al-Qaeda aos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. Na manhã daquele dia, 19 terroristas da Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais a jato de passageiros. Os sequestradores intencionalmente bateram dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque, matando todos a bordo e muitos dos que trabalhavam nos edifícios, passantes e posteriormente, diversos membros do Corpo de Bombeiros e equipes de resgate. 
· Londres 2005 – Durante o ataque terrorista que matou 52 pessoas e feriu mais de 700, no Metrô. Esse triste episódio refere-se a uma série de explosões que atingiram o sistema de transporte público da capital britânica, na manhã de quinta-feira, 7 de julho de 2005, em plena hora do rush. No centro de Londres, aconteceram quatro explosões em menos de uma hora, atingindo três trens do metrô (London Underground) e um ônibus de dois andares da London Buses. 
· Munbai, Índia 2008 – No ataque que matou 173 pessoas e feriu pelo menos 308. Na verdade, foram uma série de ataques coordenados que atingiram regiões nobres de Mumbai, onde ficam dois de seus mais luxuosos hotéis, o Taj Mahal e o Oberoi Trident, o aeroporto internacional e o Café Leopold, frequentado por gente de Bollywood (a gigante indústria cinematográfica indiana). Explosões também foram registradas em outros pontos, como a estação de trem Chhatrapati Shivaji, uma das mais movimentadas da Índia, delegacias e um hospital. 
Azaradinhos, né? 

Quarto Lugar
O nosso quarto lugar fica com o patrulheiro florestal Roy Sullivan.
Ele conseguiu a façanha de ser atingido por um raio nada mais, nada menos, do que 7 vezes.
O patrulheiro do Shenandoah National Park, em Virginia, EUA abusou da quebra do ditado: Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar....




Terceiro Lugar
No terceiro lugar colocamos uma história muito triste de azar. A medalha de bronze do azar vai para o japonês Tsutomu Yamaguchi.


Esse cidadão conseguiu estar presente na duas únicas cidades da história atingidas por uma bomba atômica!!! Tsutomu morava em Hiroshima quando a bomba de 6 de Agosto de 1945 devastou a cidade.

Com os inúmeros ferimentos e queimaduras ele resolveu abandonar a cidade na mesma noite tentando esquecer aquele pesadelo

Mr Yamaguchi escolheu então a cidade de Nagasaki e apenas 3 dias depois ele passava pela péssima experiência novamente. 
Triste... 

Segundo Lugar
O segundo lugar dos mais azarados no ranking do Ideias fica com a americana Ann Hodges. 
Mas o que teria feito a Senhorita Hodges para superar a história acima???
Ann é até hoje a única pessoa da história a ser atingida por um meteorito.

Em 30 de Novembro de 1954, Ann Hodges estava na sala de sua casa, tirando um maravilhoso cochilo quando de repente um meteorito de 3,8Kgs, atingiu o telhado de sua casa, atravessou o forro, destruiu o rádio e acertou Ann na cintura. O meteorito se encontra hoje no Museu de História do Alabama!!!

Primeiro Lugar
Foi bem difícil, mas a medalha de ouro do Azar, com certeza é merecida por Henry Ziegland. 

Agora vamos com calma que é uma história até difícil de explicar... 

Vamos lá... 

Henry foi morto por uma bala alojada em uma árvore, 20 anos depois de ter sido atingido pela bala mesmo em um tiroteio.
Muito doido? Aposto que você não entendeu. 
Mas explico: 
Em 1883, Henry terminou um namoro de anos. A namorada; inconsolável, cometeu suicídio. O ex-cunhado de Henry, tentando bancar o herói, atirou em Henry e depois também se matou. Porém o falecido ex-cunhado tinha má pontaria, a bala apenas atingiu Henry de raspão e se alojou em uma árvore atrás dele. 
Vinte anos após ter se sentido o homem mais sortudo do Mundo; Mr Ziegland resolveu apagar aquela péssima memória e derrubar a árvore que ficava no terreno da sua propriedade. Sem habilidade alguma para tal feito, Henry resolveu eliminar os vestígios de seu infortúnio colocando dinamite no pé da árvore. Na explosão, a bala alojada (aquela que o ex-cunhado errou) se desprendeu e atingiu Henry direto na cabeça matando-o instantaneamente.
Agora pergunto: 

 Depois disso vocês se consideram azados ou sortudos por estarem vivos? 

Ahahahahahahhahah 

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©2007 '' Por Elke di Barros