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Gossip You...Gossip Me... Gossip Girl

Todo mundo alguma vez na vida já se imaginou em um seriado, filme ou desejou que sua vida fosse do jeito que vemos na TV, não é?

Afinal sonhar ainda é de graça, ou quase...

Mas vamos falar de seriados, uma das mais, se não a maior invenção, agora pasmem, dos FRANCESES. Peguei vocês!! Tenho certeza que imaginavam que foram os americanos os criadores. Mas não, não e não.

Mas qual a principal magia que os seriados exercem sobre seus expectadores?

Você acredita ter as qualidades ou os defeitos do seu personagem preferido. É apaixonada pelo gatão que aparece só de bermuda em todos os episódios. Ou, na pior das hipóteses odeia tanto um personagem que o mataria com as próprias mãos.

Se você é um voraz telespectador de seriados, acompanhando seus personagens preferidos com a fidelidade de um Pastor Alemão, então com toda certeza já conhece Gossip Girl, uma das séries mais queridas e populares do momento(diga-se de passagem de “um momento” que já dura cinco temporadas).

A série, é sobre um grupo de jovens, que frequentam escolas de elite (Constance Billard e St. Jude’s), no bairro Upper East Side em Manhattan, Nova York. Repleta de cenários fantásticos e figurinos de alta costura, Gossip Girl associa sofisticação a um enredo cheio de reviravoltas, altos e baixos, mistérios e surpresas. Seus personagens e suas histórias de vida deixam os fãs de cabelo em pé. Ah e eu não poderia deixar de falar da própria Gossip Girl, uma personagem misteriosa que posta em seu blog homônimo tudo que acontece com os personagens. Um misto de notícia instantânea e fofoca em alta proporção.

O melhor é que apesar de serem riquinhos, no fundo são iguais a quaisquer mortais. Todos os dias nos deparamos com alguma Serena, Blair, Nate ou Chuck por aí.

Quer saber com qual deles você se parece?

Serena van der Woodsen

É a garota dos sonhos de qualquer rapaz. Linda, loira, de olhos azuis e corpo exuberante, mexe com os desejos de vários dos personagens da série, e, com toda certeza, dos homens da vida real também. Do tipo “arrasa quarteirões”. Apesar disso, não confia nesses atributos e se menospreza. O verdadeiro modelo de garota que todas gostariam de ser. Desperta a inveja das meninas, até mesmo das amigas. Mas por não se dar o devido valor e ter uma auto estima que mais parece uma montanha russa, acaba por se envolver em várias “roubadas”. Poderia descobrir seu grande potencial se refletisse mais sobre seus sentimentos e procurasse compreender melhor suas reações.


Eric van der Woodsen

Irmão caçula da exuberante Serena, ele é o típico adolescente em conflito interno. Inicia a trama internado em uma clínica de reabilitação para jovens. Mas engamam-se aqueles que pensam que isto tem haver com drogas, pois o pequeno Van der Woodsen não é viciado em nada. Seus problemas tem raízes profundas, relacionadas à desestrutura familiar e a vida conturbada que lhe é proporcionada por sua mãe, Lilly. Revela-se homossexual, levando aos telespectadores uma visão complexa e envolvente sobre como pode ser dificil a afirmação sexual na juventude. Meigo, estudioso e sempre disposto a ajudar os outros, ele encontrará na amizade com Jenny Humphrey, carinhos, compreenção e uma rivalidade latente e explosiva.

Blair Waldorf

A Bonequinha. A garota se inspira, realmente, na atriz Audrey Hapburn no dia a dia, principalmente no filme Breakfast Tiffany’s(em português, Bonequinha de Luxo). Clássica e estilosa. Super inteligente e determinada, Blair usa seus pontos fortes para conseguir o que quer, mesmo que tenha de usar artimanhas ardilosas e expedientes duvidosos para conquistar seus objetivos. É uma romântica em potencial, apesar de seus relacionamentos não serem muito bem resolvidos. É amiga de Serena, mas guarda suas ressalvas quanto a essa amizade, pois se sente ameaçada pela exuberância da loira. É uma eterna sonhadora, em busca do príncipe encantado, mas nessa busca não se faz de rogada e se tiver que virar bruxa pra conseguir o que quer...então que assim seja. Apesar de toda esta inteligência para armações e conchavos é no fundo medrosa e insegura, buscando nos relacionamentos suprir algumas carências de sua infância, principalmente em relação aos pais.

Chuck Bass


Poderia ser o vilão da turma, aquele que todos odeiam, invejam ou apenas suportam. Mas que ninguém tem coragem de desafiar. Bilionário, herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo, é um Don Juan do século XXI. Ele mente, é controlador, manipulador e sempre tem uma estratégia para chantagear alguém e conseguir o que quer. Totalmente sem limites. Mesmo assim, é o queridinho dos fãs da série! Tem sempre uma frase de efeito para as mais diversas situações e um pensamento bem rápido. Tem um relacionamento mal resolvido com Blair, algo que no fundo, no fundo tem como resposta o fato de ambos serem bem parecidos. Aparentando uma segurança fora do comum, Chuck “se acha”. Pensa que o mundo deve girar ao seu redor. Impulsivo, imprevisível porém extremamente leal aos seus amigos, ele nunca deixa transparecer suas reais fraquezas.


Nate Archibald

É um garoto elegante, rico e esportista. Nate é filho de uma socialite e um ex-capitão da marinha. Durante a série se envolve em vários relacionamentos, mas o maior e mais verdadeiro foi com Blair. Sua família foi envolvida em escandalos em Wall Street, mas isso não o impediu de dar a volta por cima e seguir adiante! Cobiçado, admirado e desejado pelas garotas(dentro e fora da telinha), encanta com seu charme e seu jeitinho simples de ser. Fica inseguro e um pouco inibido com receio de não corresponder às expectativas em especial àquelas que lhe são impostas por sua família. Mas o que falta ao Nate? Tomar as decisões a partir das suas reais necessidades, mesmo que nem sempre correspondam ao que os outros esperam dele.


Dan Humphrey

É conhecido como “o garoto solitário”, por ser sensível e romântico e por seus relacionamentos facilmente frustrados, é o pé rapado da trama. Típico adolescente tímido e inibido mas nerd até a raiz dos cabelos. É apaixonado por Serena, mas nunca foi o melhor namorado para a moça. Antes da loira, o rapaz viveu uma relação platônica por Vanessa Abrams. É um escritor e já teve seus textos publicados por algumas revistas importantes. Sentimental, muito mais que racional, Dan se chateia facilmente e leva as coisas sempre para o lado pessoal. Com receio de se expor acaba por viver mais amores platônicos do que outra coisa. E o que Dan Humphrey necessita? Ser mais racional! Isso com certeza irá ajudar a tomar decisões a partir da análise dos prós e contras. Ah e outra coisinha, o garoto solitário também precisa saber que é mais interessante do que imagina.

Jenny Humphrey

Irmã de Dan Humprey, ela é a “It Girl” do seriado. Seu sonho é ser popular, famosa. A linda mocinha de 14 anos, começa o seriado de forma bem modesta, sujeitando-se a ser lacaia de Blair. No começo ela não tem muito ideia do seu valor e acaba por desqualificar e desvalorizar seus verdadeiros talentos, supervalorizando o que os outros são ou têm. Mas enganam-se aqueles que pensam que esta posição agradará para sempre a pequena “J”. Manipuladora, engenhosamente inteligente, ela coloca em prática desde cedo seu plano de ascensão social. E nessa escalada saia da frente quem estiver em seu caminho, seja pai, mãe, irmão, amigos...Jenny passa por cima de todos como um rolo compressor, deixando um rastro de destruição e exalando inocência. Sendo um meteoro como este, o que poderia estar faltando a nossa It Girl? Talvez uma revisão nos seus valores pessoais e uma profunda reflexão sobre as consequências de suas atitudes tanto para si quanto para os que a cercam.


Vanessa Abrams

É a moça fora dos padrões. Cineasta, filha de pais artistas hippies, irmã de uma musicista lésbica. No passado, teve uma relação mal definida com Dan, algo que mesclou uma amizade profunda à uma falta de intimidade física. Tem um estilo próprios, usa roupas diferentes e penteados desleixados. Rebelde, ela sente prazer em ser diferente, pois adora chamar atenção por não se enquadrar, e não querer se enquadrar, nos padrões da sociedade conservadora e elitista. No fundo, no fundo tem uma enorme necessidade de auto-afirmação, o que acaba por levá-la a correr riscos desnecessários. Do que Vanessa precisa se conscientizar? A moça precisa acreditar que ser importante e ter a atenção não necessariamente implica em criar situações bizarras ou constrangedoras. Além é claro, de se lembrar o quanto é altamente chato ficar tirando onda de “salvadora da pátria” ou de mocinha não alienada politicamente.

Bom, até aqui vocês conheceram os personagens principais. Mas o seriado é tão bom que até os personagens secundários dão show. Que o digam Georgina Sparks, Carter Baizen, Agnes Andrews, Bree Buckley e Damien Dalgaard.

Agora um conselho: Se você nunca assistiu, tadinho(a)...

Mas nem tudo está perdido!

Visite um site ou blog sobre Gossip Girl e se atualize.

O Ideias indica o Gossip Girl Forever pois lá você encontra todos os episódios para download free. Um presentão!



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O Preço do Amanhã

Sabe aqueles momentos em que algo meramente sem propósito parece detonar o estopim de uma verdadeira “Teoria da Conspiração”?

Pois é no meu caso foi o comercial de “O preço do amanhã”. O filme se passa em um futuro não muito distante, onde a ciência descobre um processo que interrompe o envelhecimento aos 25 anos. Porém esta mágica possui efeitos colaterais: a pessoa Que usufrui deste recurso fica com apenas mais um ano de vida, a não ser que tenha dinheiro para pagar pelo tempo extra. Na busca por poder e tempo de vida, um homem (Justin Timberlake) é acusado injustamente de homicídio e se vê obrigado a sequestrar uma bela jovem (Amanda Seyfried ) para conseguir ganhar mais tempo e provar sua inocência.

Ao assistir ao trailer tive um déjà vu e quebrei minha cabeça até que conseguir fazer a ligação: o tema remete ao apocalipse, literalmente. Sabe aquela passagem em que a bíblia diz que todos seremos marcados com sinais ou números?

E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.” (Apocalipse 13, versículos 16 e 17)

Vamos abrir um parenteses ( ), bem aberto: Não sou nenhuma fanática religiosa ou crente bitolada, pelo amor de Deus!! Quem não leu ainda pode conferir na postagem Maria Madalena.

Tá, tudo bem, voltemos!

Uma pessoa especial (Baby é você!) me relatou algo interessante: uma pesquisa que prevê a falta de pessoas talentosas no futuro, sabe por quê?

Porque a humanidade encontra-se em um ritmo frenético de invenções e remodelamentos. E eis que talvez chegamos ao ponto em que já tenhamos inventado tudo que fosse possível. Que o diga o falecido Steve Jobs, que supostamente, teria deixado invenções suficientes para os próximos 5 anos da Apple.

Então fazendo uma reflexão breve, pensemos em coisas comuns, coisas que aparentemente são novidades, mas não passam de releituras maquiadas de algo que já existia.

É a antiga Pirâmide que hoje chamamos de Marketing Multi-nível.

É a toalhinha higiênica que se tornou modess ou absorvente.

A coca-cola que deixou de ser remédio para ser bebida

em todo mundo...

E por aí vai...

Aceitamos de bom grado “novidades” antigas. Mas o que dizer então das coisas que aceitamos por acreditarmos que estamos no lucro, que somos modernos ou que temos que ter?

Já sabe onde quero chegar?

É justamente lá, onde a cultura de massa plantou e continua semeando suas necessidades e desejos.

Você caro (a) leitor(a) já parou para pensar porque precisa ter perfis em redes sociais?

Com certeza sim e com esta mesma convicção afirmo

que tens a crença de que possui Facebook, Orkut, My Space...para entrar em contato com parentes e amigos, compartilhar informações, conhecer pessoas, articular contatos profissionais. É isso ou não é?

Viu?

Você pensa assim e sei que ingenuamente acredita que usufrui de todas essas ferramentas de graça.

Não, não, não.

De graça?
Nem pensar!!!

Somos nós usuários que agregamos valor às redes sociais.

Somos nós que fazemos com que ganhem dinheiro com propagandas em nossos perfis.

Somos nós que colocamos lá no alto o valor das ações de empresas como Facebook.

Ah e por falar nele, a coisa é muito mais abrangente.

Normalmente as pessoas nem chegam a cogitar quanto poder encontra-se mas mãos de alguém como Mark Zuckerberg, o criador(que segundo o filme A Rede Social, não foi bem assim..) do Facebook.

Que poder é esse?

Um gigantesco banco de dados, com informações pessoais, profissionais e sociais de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Uma ferramenta que dispõem de um mecanismo de reconhecimento facial (visto nas marcação de fotos) e localizador. Não fosse maquiada por seus assessórios(chat, aplicativos, jogos...) poderia ser um mecanismo utilizado por qualquer órgão secreto de inteligência.

E quem sabe se não é?!...

Inocentemente postamos fotos, vídeos, opiniões pessoais, crenças e idiossincrasias, na perspectiva apenas de sermos “modernos" e estarmos "In”.

Ledo engado...

Somos usados.

Usados induzidos e alienados.

Usados que nos vangloriamos do número de amigos que dispomos em nosso perfil.

Usados que arregimentam outros para também serem usados.

Usados, que mesmo tendo a mínima ideia do todo, ainda nos permitimos sermos engolidos pelas redes, arrastados por suas sedutoras promessas de velocidade, conectividade e

instantaneidade.

Aff... quanta DADE!!

Porém o mais intrigante em tudo isso não é o lado capitalista da coisa. É o lado psíquico.

Isso mesmo!

É como foi possível plantar e enraizar a ideia da necessidade de estarmos na net. De sermos internautas competentes, de acessarmos tudo quanto pudermos.
Foi uma ideia detonada e impulsionada pela indústria da informática mas que acabou caminhando tão bem, que hoje tornou-se uma espécie de AI.

Nós mesmos procuramos sites, nos inscrevemos, aceitamos contratos que nem sequer lemos.

E a grande mágica está no fato de acharmos que somos os “espertos”... ahahahahahaha.

E não fica só nisso.

Certa vez ouvi alguém, explanar uma ideia intrigante: “No futuro a educação se tornará um grande Google, com todos acessando e sendo autodidatas.”

Primeiro julguei a máxima como algo impregnado de um ceticismo gigantesco. Uma utopia desprovida de humanidade.

Mas posteriormente vi que o autor estava apenas expressando sua inconformidade com o "correr do rio", com o rumo das coisas.

Pode realmente ser este o nosso futuro, principalmente andando na passada atual.

Vamos deixar nossas comodas visões. Aprender a usar aquilo que nos usa.

Faça parte das redes, utilize seus recursos, explore ao máximo. Porém tenha sempre em mente que não é nenhum favor o que elas nos oferecem.

Nós somos o seu sustentáculo.

Pensem nisso!



"O perigo do passado era que os homens se tornassem escravos. O perigo do futuro é que os homens se tornem autómatos."

Erich Fromm



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©2007 '' Por Elke di Barros