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Gossip You...Gossip Me... Gossip Girl

Todo mundo alguma vez na vida já se imaginou em um seriado, filme ou desejou que sua vida fosse do jeito que vemos na TV, não é?

Afinal sonhar ainda é de graça, ou quase...

Mas vamos falar de seriados, uma das mais, se não a maior invenção, agora pasmem, dos FRANCESES. Peguei vocês!! Tenho certeza que imaginavam que foram os americanos os criadores. Mas não, não e não.

Mas qual a principal magia que os seriados exercem sobre seus expectadores?

Você acredita ter as qualidades ou os defeitos do seu personagem preferido. É apaixonada pelo gatão que aparece só de bermuda em todos os episódios. Ou, na pior das hipóteses odeia tanto um personagem que o mataria com as próprias mãos.

Se você é um voraz telespectador de seriados, acompanhando seus personagens preferidos com a fidelidade de um Pastor Alemão, então com toda certeza já conhece Gossip Girl, uma das séries mais queridas e populares do momento(diga-se de passagem de “um momento” que já dura cinco temporadas).

A série, é sobre um grupo de jovens, que frequentam escolas de elite (Constance Billard e St. Jude’s), no bairro Upper East Side em Manhattan, Nova York. Repleta de cenários fantásticos e figurinos de alta costura, Gossip Girl associa sofisticação a um enredo cheio de reviravoltas, altos e baixos, mistérios e surpresas. Seus personagens e suas histórias de vida deixam os fãs de cabelo em pé. Ah e eu não poderia deixar de falar da própria Gossip Girl, uma personagem misteriosa que posta em seu blog homônimo tudo que acontece com os personagens. Um misto de notícia instantânea e fofoca em alta proporção.

O melhor é que apesar de serem riquinhos, no fundo são iguais a quaisquer mortais. Todos os dias nos deparamos com alguma Serena, Blair, Nate ou Chuck por aí.

Quer saber com qual deles você se parece?

Serena van der Woodsen

É a garota dos sonhos de qualquer rapaz. Linda, loira, de olhos azuis e corpo exuberante, mexe com os desejos de vários dos personagens da série, e, com toda certeza, dos homens da vida real também. Do tipo “arrasa quarteirões”. Apesar disso, não confia nesses atributos e se menospreza. O verdadeiro modelo de garota que todas gostariam de ser. Desperta a inveja das meninas, até mesmo das amigas. Mas por não se dar o devido valor e ter uma auto estima que mais parece uma montanha russa, acaba por se envolver em várias “roubadas”. Poderia descobrir seu grande potencial se refletisse mais sobre seus sentimentos e procurasse compreender melhor suas reações.


Eric van der Woodsen

Irmão caçula da exuberante Serena, ele é o típico adolescente em conflito interno. Inicia a trama internado em uma clínica de reabilitação para jovens. Mas engamam-se aqueles que pensam que isto tem haver com drogas, pois o pequeno Van der Woodsen não é viciado em nada. Seus problemas tem raízes profundas, relacionadas à desestrutura familiar e a vida conturbada que lhe é proporcionada por sua mãe, Lilly. Revela-se homossexual, levando aos telespectadores uma visão complexa e envolvente sobre como pode ser dificil a afirmação sexual na juventude. Meigo, estudioso e sempre disposto a ajudar os outros, ele encontrará na amizade com Jenny Humphrey, carinhos, compreenção e uma rivalidade latente e explosiva.

Blair Waldorf

A Bonequinha. A garota se inspira, realmente, na atriz Audrey Hapburn no dia a dia, principalmente no filme Breakfast Tiffany’s(em português, Bonequinha de Luxo). Clássica e estilosa. Super inteligente e determinada, Blair usa seus pontos fortes para conseguir o que quer, mesmo que tenha de usar artimanhas ardilosas e expedientes duvidosos para conquistar seus objetivos. É uma romântica em potencial, apesar de seus relacionamentos não serem muito bem resolvidos. É amiga de Serena, mas guarda suas ressalvas quanto a essa amizade, pois se sente ameaçada pela exuberância da loira. É uma eterna sonhadora, em busca do príncipe encantado, mas nessa busca não se faz de rogada e se tiver que virar bruxa pra conseguir o que quer...então que assim seja. Apesar de toda esta inteligência para armações e conchavos é no fundo medrosa e insegura, buscando nos relacionamentos suprir algumas carências de sua infância, principalmente em relação aos pais.

Chuck Bass


Poderia ser o vilão da turma, aquele que todos odeiam, invejam ou apenas suportam. Mas que ninguém tem coragem de desafiar. Bilionário, herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo, é um Don Juan do século XXI. Ele mente, é controlador, manipulador e sempre tem uma estratégia para chantagear alguém e conseguir o que quer. Totalmente sem limites. Mesmo assim, é o queridinho dos fãs da série! Tem sempre uma frase de efeito para as mais diversas situações e um pensamento bem rápido. Tem um relacionamento mal resolvido com Blair, algo que no fundo, no fundo tem como resposta o fato de ambos serem bem parecidos. Aparentando uma segurança fora do comum, Chuck “se acha”. Pensa que o mundo deve girar ao seu redor. Impulsivo, imprevisível porém extremamente leal aos seus amigos, ele nunca deixa transparecer suas reais fraquezas.


Nate Archibald

É um garoto elegante, rico e esportista. Nate é filho de uma socialite e um ex-capitão da marinha. Durante a série se envolve em vários relacionamentos, mas o maior e mais verdadeiro foi com Blair. Sua família foi envolvida em escandalos em Wall Street, mas isso não o impediu de dar a volta por cima e seguir adiante! Cobiçado, admirado e desejado pelas garotas(dentro e fora da telinha), encanta com seu charme e seu jeitinho simples de ser. Fica inseguro e um pouco inibido com receio de não corresponder às expectativas em especial àquelas que lhe são impostas por sua família. Mas o que falta ao Nate? Tomar as decisões a partir das suas reais necessidades, mesmo que nem sempre correspondam ao que os outros esperam dele.


Dan Humphrey

É conhecido como “o garoto solitário”, por ser sensível e romântico e por seus relacionamentos facilmente frustrados, é o pé rapado da trama. Típico adolescente tímido e inibido mas nerd até a raiz dos cabelos. É apaixonado por Serena, mas nunca foi o melhor namorado para a moça. Antes da loira, o rapaz viveu uma relação platônica por Vanessa Abrams. É um escritor e já teve seus textos publicados por algumas revistas importantes. Sentimental, muito mais que racional, Dan se chateia facilmente e leva as coisas sempre para o lado pessoal. Com receio de se expor acaba por viver mais amores platônicos do que outra coisa. E o que Dan Humphrey necessita? Ser mais racional! Isso com certeza irá ajudar a tomar decisões a partir da análise dos prós e contras. Ah e outra coisinha, o garoto solitário também precisa saber que é mais interessante do que imagina.

Jenny Humphrey

Irmã de Dan Humprey, ela é a “It Girl” do seriado. Seu sonho é ser popular, famosa. A linda mocinha de 14 anos, começa o seriado de forma bem modesta, sujeitando-se a ser lacaia de Blair. No começo ela não tem muito ideia do seu valor e acaba por desqualificar e desvalorizar seus verdadeiros talentos, supervalorizando o que os outros são ou têm. Mas enganam-se aqueles que pensam que esta posição agradará para sempre a pequena “J”. Manipuladora, engenhosamente inteligente, ela coloca em prática desde cedo seu plano de ascensão social. E nessa escalada saia da frente quem estiver em seu caminho, seja pai, mãe, irmão, amigos...Jenny passa por cima de todos como um rolo compressor, deixando um rastro de destruição e exalando inocência. Sendo um meteoro como este, o que poderia estar faltando a nossa It Girl? Talvez uma revisão nos seus valores pessoais e uma profunda reflexão sobre as consequências de suas atitudes tanto para si quanto para os que a cercam.


Vanessa Abrams

É a moça fora dos padrões. Cineasta, filha de pais artistas hippies, irmã de uma musicista lésbica. No passado, teve uma relação mal definida com Dan, algo que mesclou uma amizade profunda à uma falta de intimidade física. Tem um estilo próprios, usa roupas diferentes e penteados desleixados. Rebelde, ela sente prazer em ser diferente, pois adora chamar atenção por não se enquadrar, e não querer se enquadrar, nos padrões da sociedade conservadora e elitista. No fundo, no fundo tem uma enorme necessidade de auto-afirmação, o que acaba por levá-la a correr riscos desnecessários. Do que Vanessa precisa se conscientizar? A moça precisa acreditar que ser importante e ter a atenção não necessariamente implica em criar situações bizarras ou constrangedoras. Além é claro, de se lembrar o quanto é altamente chato ficar tirando onda de “salvadora da pátria” ou de mocinha não alienada politicamente.

Bom, até aqui vocês conheceram os personagens principais. Mas o seriado é tão bom que até os personagens secundários dão show. Que o digam Georgina Sparks, Carter Baizen, Agnes Andrews, Bree Buckley e Damien Dalgaard.

Agora um conselho: Se você nunca assistiu, tadinho(a)...

Mas nem tudo está perdido!

Visite um site ou blog sobre Gossip Girl e se atualize.

O Ideias indica o Gossip Girl Forever pois lá você encontra todos os episódios para download free. Um presentão!



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O Preço do Amanhã

Sabe aqueles momentos em que algo meramente sem propósito parece detonar o estopim de uma verdadeira “Teoria da Conspiração”?

Pois é no meu caso foi o comercial de “O preço do amanhã”. O filme se passa em um futuro não muito distante, onde a ciência descobre um processo que interrompe o envelhecimento aos 25 anos. Porém esta mágica possui efeitos colaterais: a pessoa Que usufrui deste recurso fica com apenas mais um ano de vida, a não ser que tenha dinheiro para pagar pelo tempo extra. Na busca por poder e tempo de vida, um homem (Justin Timberlake) é acusado injustamente de homicídio e se vê obrigado a sequestrar uma bela jovem (Amanda Seyfried ) para conseguir ganhar mais tempo e provar sua inocência.

Ao assistir ao trailer tive um déjà vu e quebrei minha cabeça até que conseguir fazer a ligação: o tema remete ao apocalipse, literalmente. Sabe aquela passagem em que a bíblia diz que todos seremos marcados com sinais ou números?

E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.” (Apocalipse 13, versículos 16 e 17)

Vamos abrir um parenteses ( ), bem aberto: Não sou nenhuma fanática religiosa ou crente bitolada, pelo amor de Deus!! Quem não leu ainda pode conferir na postagem Maria Madalena.

Tá, tudo bem, voltemos!

Uma pessoa especial (Baby é você!) me relatou algo interessante: uma pesquisa que prevê a falta de pessoas talentosas no futuro, sabe por quê?

Porque a humanidade encontra-se em um ritmo frenético de invenções e remodelamentos. E eis que talvez chegamos ao ponto em que já tenhamos inventado tudo que fosse possível. Que o diga o falecido Steve Jobs, que supostamente, teria deixado invenções suficientes para os próximos 5 anos da Apple.

Então fazendo uma reflexão breve, pensemos em coisas comuns, coisas que aparentemente são novidades, mas não passam de releituras maquiadas de algo que já existia.

É a antiga Pirâmide que hoje chamamos de Marketing Multi-nível.

É a toalhinha higiênica que se tornou modess ou absorvente.

A coca-cola que deixou de ser remédio para ser bebida

em todo mundo...

E por aí vai...

Aceitamos de bom grado “novidades” antigas. Mas o que dizer então das coisas que aceitamos por acreditarmos que estamos no lucro, que somos modernos ou que temos que ter?

Já sabe onde quero chegar?

É justamente lá, onde a cultura de massa plantou e continua semeando suas necessidades e desejos.

Você caro (a) leitor(a) já parou para pensar porque precisa ter perfis em redes sociais?

Com certeza sim e com esta mesma convicção afirmo

que tens a crença de que possui Facebook, Orkut, My Space...para entrar em contato com parentes e amigos, compartilhar informações, conhecer pessoas, articular contatos profissionais. É isso ou não é?

Viu?

Você pensa assim e sei que ingenuamente acredita que usufrui de todas essas ferramentas de graça.

Não, não, não.

De graça?
Nem pensar!!!

Somos nós usuários que agregamos valor às redes sociais.

Somos nós que fazemos com que ganhem dinheiro com propagandas em nossos perfis.

Somos nós que colocamos lá no alto o valor das ações de empresas como Facebook.

Ah e por falar nele, a coisa é muito mais abrangente.

Normalmente as pessoas nem chegam a cogitar quanto poder encontra-se mas mãos de alguém como Mark Zuckerberg, o criador(que segundo o filme A Rede Social, não foi bem assim..) do Facebook.

Que poder é esse?

Um gigantesco banco de dados, com informações pessoais, profissionais e sociais de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Uma ferramenta que dispõem de um mecanismo de reconhecimento facial (visto nas marcação de fotos) e localizador. Não fosse maquiada por seus assessórios(chat, aplicativos, jogos...) poderia ser um mecanismo utilizado por qualquer órgão secreto de inteligência.

E quem sabe se não é?!...

Inocentemente postamos fotos, vídeos, opiniões pessoais, crenças e idiossincrasias, na perspectiva apenas de sermos “modernos" e estarmos "In”.

Ledo engado...

Somos usados.

Usados induzidos e alienados.

Usados que nos vangloriamos do número de amigos que dispomos em nosso perfil.

Usados que arregimentam outros para também serem usados.

Usados, que mesmo tendo a mínima ideia do todo, ainda nos permitimos sermos engolidos pelas redes, arrastados por suas sedutoras promessas de velocidade, conectividade e

instantaneidade.

Aff... quanta DADE!!

Porém o mais intrigante em tudo isso não é o lado capitalista da coisa. É o lado psíquico.

Isso mesmo!

É como foi possível plantar e enraizar a ideia da necessidade de estarmos na net. De sermos internautas competentes, de acessarmos tudo quanto pudermos.
Foi uma ideia detonada e impulsionada pela indústria da informática mas que acabou caminhando tão bem, que hoje tornou-se uma espécie de AI.

Nós mesmos procuramos sites, nos inscrevemos, aceitamos contratos que nem sequer lemos.

E a grande mágica está no fato de acharmos que somos os “espertos”... ahahahahahaha.

E não fica só nisso.

Certa vez ouvi alguém, explanar uma ideia intrigante: “No futuro a educação se tornará um grande Google, com todos acessando e sendo autodidatas.”

Primeiro julguei a máxima como algo impregnado de um ceticismo gigantesco. Uma utopia desprovida de humanidade.

Mas posteriormente vi que o autor estava apenas expressando sua inconformidade com o "correr do rio", com o rumo das coisas.

Pode realmente ser este o nosso futuro, principalmente andando na passada atual.

Vamos deixar nossas comodas visões. Aprender a usar aquilo que nos usa.

Faça parte das redes, utilize seus recursos, explore ao máximo. Porém tenha sempre em mente que não é nenhum favor o que elas nos oferecem.

Nós somos o seu sustentáculo.

Pensem nisso!



"O perigo do passado era que os homens se tornassem escravos. O perigo do futuro é que os homens se tornem autómatos."

Erich Fromm



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A calçinha da Gisele

O que significa isso?

Você não significa nada!
Ter dinheiro não significa ser rico!
Significa: a mesma palavra, em conotações diferentes.
A carga representativa que atrelamos às palavras, símbolos e signos nos atropela diariamente. Está presente em tudo que vemos, ouvimos, falamos, ou na pior da hipóteses: naquilo que não foi dito.
Outro dia deparei-me com a notícia de que a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) da Presidência da República enviou ofício ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) pedindo a suspensão de uma campanha da fabricante de roupas íntimas Hope, estrelada pela modelo Gisele Bündchen.
Na campanha publicitária em questão, a Top ensina a forma correta de se contar ao marido que estourou o limite do cartão de crédito ou bateu o carro. Mas o diabo está nos detalhes: primeiro a moça aparece totalmente vestida (o que lhe rende um sonoro ERRADO), para em seguida aparecer apenas de calcinha e sutiã.
Segundo a secretaria a peça publicitária deprecia a imagem feminina, atrelando-a ao estereótipo de objeto sexual.
Bom, se por um lado, aparentemente, a postura ministerial “parece” correta, por outro é no mínimo contraditória.
Sabe por quê?
Paradinha!
Vamos agora falar de um outro assunto que pode até parecer não ter relação com este anterior: A marcha das Vadias.
Em janeiro de 2011, ocorreram diversos casos de abuso sexual contra mulheres na Universidade de Toronto, no Canadá. Nesta ocasião, o policial Michael Sanguinetti fez uma observação totalmente estapafúrdia: "as mulheres devem evitar se vestirem como putas, para não serem vítimas".
Foi o bastante para dar inicio à Marcha das Vadias ou Marcha das Vagabundas (em inglês: slutwalk). No 3 de abril de 2011, mais de 3 mil pessoas tomaram as ruas de Toronto, no Canadá e desde então o levante tornou-se um movimento internacional realizado por diversas pessoas em todo o mundo. São manifestantes protestando contra a crença de que as mulheres que são vítimas de estupro pediram por isso devido as suas vestimentas. Trocando em miúdos: as mulheres teriam pedido para serem estupradas por utilizarem roupas menos recatadas. Durante a marcha, as mulheres usam roupas provocantes: como blusinhas transparentes, lingerie, saias, salto alto ou apenas o sutiã. O evento já se multiplicou mundo afora: Los Angeles, Chicago, Buenos Aires e Amsterdã. No Brasil já ocorreu São Paulo, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Brasília.
Voltando ao caso da lingerie.
Em várias partes do mundo, nós mulheres estamos nas ruas para garantir os direitos femininos, expressos por uma mínima evidência, um código social: a roupa.
Como então vislumbramos a postura ministerial como algo imbuído do significado ao qual se propõe: a defesa dos direitos da mulher?
Até que ponto o comercial da Hope realmente objetiva a mulher como elemento meramente sexual ou mostra a mulher como um ser ciente de suas possibilidades, opções e escolhas?
De mais a mais, a questão também perpassa e levanta um outro ponto: a intimidade conjugal.
Como o aparato governamental pode interferir na relação cotidiana homem-mulher?
É claro que o foco da secretaria deveria ser garantir direitos, mas não esquecendo que qualquer cidadão, independentemente do sexo, religião, raça, classe social ou concepção política, tem direito à privacidade.
Assim sendo, por que não focar seus esforços em pontos realmente relevantes para as mulheres?
· As mulheres lideram as estatísticas dos diagnósticos de hipertensão no Brasil.
· Segundo o INCA, o câncer de mama é responsável por 6,6% de todas as mortes por câncer em nosso país.
· 40% das mulheres dos países em desenvolvimento são anêmicas e encontram-se abaixo do peso.
· 4 mulheres são espancadas a cada minuto no Brasil.
· 10% das mulheres no mundo são alvo de estupro.
· Segundo o IBGE (pesquisas de 2003 e 2008), as mulheres recebem 70% do salário dos homens em todas as regiões do País.
· A cada dois minutos 5 mulheres são estupradas no Brasil.
· Entre 1996 e 2006, o percentual de mulheres responsáveis pelos domicílios aumentou de 10,3 milhões para 18,5 milhões.
O que acaba parecendo é que a “calcinha” da Gisele serviu apenas de plataforma de mera politicagem ou, em uma remota hipótese, de lobby promocional da lingerie.
O que significa tudo isso?
A consciência é sua, a interpretação também...

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Nocautes do cotidiano

A vida nem sempre nos massacra com a mesmice do cotidiano.

Existem aqueles momentos em que o tempo parece parar e ficamos literalmente de boca aberta.

Ai, ai, ai.

Descobertas e reviravoltas são partes essenciais em qualquer trama, ainda mais na vida real.

Querem amostras?


Então vamos lá...



Cena 01

Família reunida no jantar, pais, avós, filhos, netos, bisnetos... de repente, durante a sobremesa(que diga-se de passagem era um delicioso sorvete de coco da Itália...hummmmmmm), uma neta abre a boca e solta: meu ex-namorado é gay!

Todo mundo para, olha para ela, ainda incrédulos, assimilando a notícia. Pode até parecer normal e realmente seria se o rapaz em questão não fosse o menino dos olhos de toda a família. Na verdade a surpresa maior não foi o fato dele ser gay, mas a triste constatação de que ele não se tornaria um membro real da família. É claro que depois disso ela não se casaria com ele. Aí teve grito, choro e blá-blá-blá... Foi difícil aceitar a ideia de que teriam que arranjar outro casamento para sonhar....fazer o que?


Cena 02

Uma jornalista recebe um e-mail ou melhor, um release sobre uma exposição de arte. Curiosa, vai conferir o site da exposição e ver se valia deslocar-se até lá.

Após olhar e ler tudo, qual não foi sua surpresa ao reparar no nome da assessora de imprensa: uma ex-colega de faculdade. Feliz por tê-la encontrado, a moça enviou um e-mail pessoal para ela. A partir daí trocaram mensagens sobre trabalho, faculdade e coisinhas da vida. Um dia ao abrir sua caixa de entrada, nossa personagem encontra um e-mail da ex-colega falando do marido e dos filhos. Foi necessário ler o e-mail 3 vezes para acreditar no que estava escrito. A ex-colega havia casado com o ex-marido de uma outra amiga, de outro ciclo de amizades. Foi literalmente o momento ideal para o tradicional: “Como este mundo é pequeno!”



Cena 03

Duas funcionárias de uma das filiais de uma multinacional se desentenderam. Uma delas resolveu escrever uma carta à matriz relatando detalhes da briga e difamando a colega. Mas engana-se quem pensou que ela contentou-se em simplesmente postar a carta. E olha que o correio nem estava em greve...Já imaginou ser portador de uma carta “bomba”?

Sem nenhum constrangimento, ela pediu que a outra entregasse pessoalmente a carta ao diretor geral, uma vez que a coitada iria participar de um curso na matriz.

Agora imagine a cara do diretor ao receber a carta, abri e constatar que a missiva falava mal da própria portadora!



Cena 04

Um alto membro de uma congregação religiosa organizou um retiro espiritual. Na partida da viagem ele anunciou: “Vamos todos para um lugar onde a doença não existe. Todos são saudáveis.Vamos jogar fora todos esses remédios que não servirão mais para nós! Já estamos todos curados!”

Crédulos em seu líder, todas as pessoas que tomavam medicamentos jogaram fora, pelas janelas do ônibus, caixas e caixas de remédios. Resultado: horas depois várias pessoas começaram a passar mal. E cadê o remédio?


Cena 05

Um jovem e entusiasmado atleta de fim de tarde (daqueles que vemos correndo todos os dias pela orla, cheios de monitores de frequnacia cardiaca) exercitava-se na Praia do Arpoador. Sempre atento aos movimentos ao seu redor, ele percebeu quando um homem sentado em um banco próximo levantou-se deixando a revista que estava lendo. Como era uma alma caridosa, o jovem apressou-se em pegar a revista e chamar pelo esquecido dono. Atendendo ao chamado o “esquecidinho” respondeu: “Dê uma olhadinha na revista e veja se te interessa...se não gostar deixe no banco que outro vai pegar.” Só então, nosso atleta resolveu olhar o que havia em suas mãos: um exemplar da G Magazine...que acabou retornando na velocidade da luz para o mesmo banco onde estava.

Coisas, coisas e coisas.

Pensamentos, ideias e fatos.

E a vida nos levando em milhões de direções a cada momento.

Você pensa que está tranquilo.

Respira aliviada até receber uma notificação da prefeitura cobrando o seu IPTU de 1981!!! Que obviamente está pago a 20 anos!

Quando não é isso recebe uma ligação do banco dizendo que para vender seu apartamento é necessário um atestado médico seu!!!
Ou que tal: Você pega um táxi no Rio de Janeiro para fazer a entrega de uma doação de 50 cobertores num asilo. Um ato nobre, de responsabilidade social. Mas o motorista se atrapalhou com com as obras do PAC e pronto: acabamos parando no Complexo do Alemão. Aliás sou meio mestra nisso. Já pequei um ônibus errado e fui parar num ponto final na Rocinha!

É são pequenas coisinhas, diferentes, hilárias, inusitadas...mas que acabam por nocautear e deitar por terra a repetitiva exibição da vida, do cotidiano. São pequenas jóias num oceno de águas plácidas.

Como dizia Mário Quintana:

" O cotidiano é o incógnito do mistério."

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Apocalipse News

Já faz um tempinho que o filme 2012 trouxe para as telonas mais uma versão sobre o fim do mundo. Na trama, devido a bombardeamentos de erupções solares, o núcleo da Terra começa a aquecer a um ritmo sem precedentes, provocando o deslocamento da crosta terrestre. Isso resulta em vários tipos de cenários apocalípticos, que vão desde a Califórnia caindo no Oceano Pacífico, a erupção de um mega vulcão em Yellowstone (nos EUA), grandes terremotos e vários megatsunamis ao longo costa, mergulhando o mundo em caos.

Mas se o fim do mundo acontecesse mesmo, você imagina como ele seria noticiado?

The New York Times

O mundo vai acabar

O Globo

Governo anuncia o fim do mundo

Jornal do Brasil

Fim do mundo espalha terror na zona sul

O Dia

Fim do mundo prejudica servidores

Extra

Blitz na Lagoa garante lei seca durante apocalipse

Folha de São Paulo (ao lado de um imenso infográfico)

Saiba como vai ser o fim do mundo

O Estado de São Paulo

CUT e PT envolvidos no fim do mundo

Zero Hora

Rio Grande vai acabar

A Tarde

INSS não pagará benefícios durante apocalipse

A Notícia

Psicopata mata mãe, degola pai, estupra a irmã e fuzila o irmão ao saber que o mundo vai acabar

Lance!

Líder do campeonato goleia lanterna antes do fim do mundo.

Tribuna de Alagoas

Delegado afirma que fim do mundo é crime meramente passional. Não há culpados!

Estado de Minas

Será que o mundo acaba mesmo?

Jornal do Commércio

Juros finalmente caem com o fim do mundo

Correio Braziliense

Governo vota constitucionalidade do fim do mundo ainda esta semana

Veja

EXCLUSIVO: ENTREVISTA COM DEUS

Por que o apocalipse demorou tanto

Especialista indicam como encarar o fim do mundo

Isto é

Retrospectiva: 35 dias antes do fim do mundo.

Nova

O melhor sexo do fim do mundo

Marie Claire

Louis Vuitton mostra sua devastadora coleção “Apocalipse Now”

People

Angelina Jolie e Brad Pitt adotam mais 17 filhos antes do fim do mundo

Atrevida

Teste: Seu namoro vai acabar antes do fim do mundo?

Capricho

Tudo sobre a nova Turnê de Justin Bieber: “End of the world”

Playboy

Nova loira do BBB: um apocalipse de sensualidade

Showbizz

Entrevista com Deus: “Estarei no Brasil este ano e detonarei alguns shows.”

Info

100 dicas de como aproveitar o Windows The End!

GNT

Confira figurinos marcantes para estar bem vestida no fim do mundo

João Bidu

Fim do mundo será regido por Sagitário

Viva!

O chá que seca 23 quilos antes do fim do mundo

Globo News

Estados Unidos não concordam com o papel da Palestina no fim do mundo

Brasil Urgente

Plantão Brasil Urgente: seqüestradores levam padre para garantir entrada no paraíso

Mais Você

Aprenda a fazer sobremesas devastadoras

Fantástico

Exclusivo: Zeca Camargo e Renata Ceribelli no fim do mundo


O que faltou?

Fim do mundo: 2000, 2002, 2006, 2008 e 2011. Estive em todos.

Que venha 2012...

Será que esse vai ser open bar?

Vai ser abadá ou camisa?

Ivete ou Cláudia Leite?

Veremos...

Até lá!!

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Independence Gaga


Lady Gaga, uniformes, instrumentos musicais. Poderia estar falando de um show de música pop ou do clip Alejandro. Mas não. Para o meu espanto tudo isso fez parte das comemorações do 7 de setembro.
Foi realmente surpreendente assistir ao desfile cívico ao som de uma fanfarra que tocava alternadamente Paparazzi e Bad Romance. De primeira não reconheci mas as notas avivaram minha memória e em segundos eu ria sozinha.
Audácia juntar duas coisas discrepantes?
Não será possível homenagear a pátria com um estilo moderno?
Os versos:

We are the crowd (Nós somos o público)
We're cuh-coming out (Nós estamos chegando)”

Não seriam apropriados para o momento?

Sempre ouço pessoas, que se dizem mais velhas, criticando as novas gerações. Acusando-as de alienados, desinteressados, egocêntricos.

Mas talvez os jovens de hoje não sejam bem isso. Vivemos em um mundo dominado pela velocidade, pela fluidez da informação, pela necessidade de ultrapassar limites.
O conceito de inteligência foi alterado, desvinculado do sentido do mero acumulo de saberes, do conhecimento. Hoje perpassa muito mais por como aproveitar habilidades natas e adquiridas, do que simplesmente somar e aglutinar informações.
Voltando ao 7 de setembro.
Lá estava um grupo de jovens que foi capaz de levar à multidão, uma forma de protesto irreverente e divertido.
Afinal, só quem desconhecia as músicas de Gaga seria incapaz de questionar a escolha do repertório.
E agora a “cereja” do topo do bolo. Seguindo a banda, vinham cerca de 300 crianças, com idades variando entre 02 e 10 anos. A geração do futuro. Os questionadores de amanhã.
Assisti, neste 7 de setembro, a uma verdadeira independência.
Agora as pessoas assistem aos desfiles para identificar elementos de seu cotidiano, músicas que tocam no dial de seus rádios.
E para aqueles que se declararam chocados pela ousadia da fanfarra, aqui vai mais um versinho de Gaga:

I want your horror (Eu quero o seu pavor)”


Bom, eu fico com este último:

Got my flash on it's true (Tenho o meu flash, é verdade)"

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E assim surge o Amor...

Dia dos Namorados. Já passou, eu sei.
Mas você sabe como surgiu a ideia de dedicar um dia especial aos que se amam?Pois bem, eu também estava curiosa para
descobrir.Existem diferentes versões sobre a origem do dia dos namorados.Um das muitas versões remota aos tempos aureos do Império Romano, mais espeficicamente a um festival popular: a Lupercália. De acordo com a tradição, os romanos invocavam o deus Lupercus para manter distantes os lobos que vagavam próximos às casas. Como tinham seus pedidos atendidos, eles ofereciam um festival em honra a Lupercus, no dia 15 de fevereiro. Ah, mas o que tem isso haver com os namorados? Nesse festival, era costume colocar os nomes das meninas romanas escritos em pedaços de papel, que eram colocados em frascos. Cada rapaz escolhia o seu papel e a menina escolhida deveria ser sua namorada por todo aquele ano.
Já na Europa e nos Estados Unidos, a história é outra. Lá é tradição comemorar a data no dia 14 de fevereiro, Valentine’s Day, em homenagem ao Padre Valentine. Em 270 a.C., o bispo romano Valentino desafiou o imperador Claudius II que proibia que se realizasse o matrimônio e continuou a promover casamentos. Para Claudius, um novo marido significava um soldado a menos. Preso, enquanto esperava sua execução, o bispo Valentine se apaixonou pela filha cega de seu carcereiro, Asterius. E, com um milagre, recuperou sua visão. Para se despedir, Valentine escreveu uma carta de amor para ela. Foi assim que surgiu a expressão em inglês "From your Valentine". Mesmo tido como santo pelo suposto milagre, ele foi executado em 14 de fevereiro. Triste, muito triste...
Entre os judeus, o Dia dos Namorados, é comemorado desde tempos bíblicos, no 15º dia do mês hebreu de Av, sendo celebrado como o Feriado do Amor e do Afeto. Em Israel, tornou-se o feriado das flores, porque neste dia é costume dar flores de presente a quem se ama. Nos tempos bíblicos, o Feriado do Amor era celebrado com tochas e fogueiras. Hoje em dia, em Israel, é costume enviar flores a quem se ama ou para os parentes mais íntimos.No Brasil, a origem da data tem um toque adicional de capitalismo. Alguns a atribuem a uma promoção pioneira da loja Clipper, realizada em São Paulo em 1948. Outros dizem que o Dia dos Namorados foi introduzido no Brasil, em 1950, pelo publicitário João Dória, que criou um slogan de apelo comercial que dizia "não é só com beijos que se prova o amor". A intenção de Dória era criar o equivalente brasileiro ao Valentine's Day - o Dia dos Namorados realizado nos Estados Unidos. É provável que o dia 12 de junho tenha sido a data escolhida porque representa uma época em que o comércio de presentes está baixa. A idéia funcionou tão bem para os comerciantes, que desde aquela época, o Brasil inteiro comemora anualmente a data. Outra versão reverencia a véspera do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro.
Bom, agora que esclarecemos o “mistério”, vamos ao resto...

Agora imaginem a cena: Uma quadra de esportes, numa escola primária, cheia de crianças, às 7 da manhã. No cantinho um menino de 8 anos, parado, com um presente na mão. Ele agaurda as filas de crianças passarem por ele, pois está esperando alguém especial: sua amada. O momento da entrega é bem rápido. Eles se encontram, se cruzam, trocam olhares e poucas palavras. A fila continua andando e o encontro tem que ser breve. E assim o presente trocou de mãos. Uma graçinha.
Mas essa história não começou nesta cena.Voltando no Tempo...
Três dias antes, o menino da nossa história pergunta para a mãe:- Mãe, o que menina gosta de ganhar de presente?
- Menina? Menina gosta de perfume, bombom, maquiagem, flor... responde a mãe.- E bolsa? - pergunta o menino.
- Bolsa também é legal. - afirma a mãe.- Então é isso que eu quero dar de presente para Melissa.
- É aniversário dela? - pergunta a mãe.- Não – responde simplesmente o menino.
E nesse espaço após o Não, a mãe entendeu para que e o porquê do presente: Dia dos Namorados.Imagino que para qualquer ser humano é dificil a descoberta do estar apaixonado. Dificil porque deixamos de ser nossa prioridade. Tornarmos o outro o centro do nosso universo.
E ali, naquele momento, a mãe pode ver que seu pequeno menino já começava esta jornada do sentimento. Não que ela quisesse queimar etapas ou incentivar sentimentos precoces. Mas naquele momento o mais importante era ajudá-lo a plantar a semente da confiança em si próprio, da cumplicidade entre mães e filhos.E sem pestanejar a mãe perguntou:
- De que cor tem que ser a bolsa?O rosto do filho se iluminou com o mais lindo sorriso, emendado por um longo abraço.
- Pode ser vermelha ou rosa. - falou finalmente o menino.E que cores poderiam melhor representar esse que é o mais lindo dos sentimentos?

p.s. Dedico ao meu amado imortal Sérgio Rogério, este post, como um singela homenagem para o tudo que representa em minha vida. Te amo SR!!!!

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Ela e Ele


Sentada olhando a tela, me dou conta de que a falta de inspiração é um tormento para qualquer escritor. Nunca escrevo por obrigação, e sim por amor às letras. Amor de verdade, daqueles de total dependência. E foi justamente esta última palavra, DEPENDÊNCIA, que cutucou algo no fundo do meu ser. Não posso me furtar à pergunta: Por que algumas pessoas encontram suas verdadeiras almas gêmeas enquanto outras acabam fadadas a existências solitárias?

Humm, acho que esta simples pergunta envolve muito mais filosofia do que se supõem. Mas o que seria da vida se não fosse nossa capacidade de pensar e analisar? Então, vamos que vamos e vejamos onde acabamos.

Destrinchemos este emaranhado aos poucos.

Primeiro, deve-se perguntar o que faz com que duas pessoas se envolvam. Sexo, dinheiro, interesses e inteligência sempre estarão na listas de motivos principais. Vamos dizer que sejam o pontapé inicial. Mas e depois? Isso mesmo, você já pensou...

Ok, vamos dizer que resolvemos a primeira parte (mesmo que ainda esteja tudo meio no ar).

Vamos para a segunda: Por que continuamos num relacionamento? Isso, deve ser questionado principalmente por quem vive relacionamentos nocivos.

E por falar nisso, vocês sabiam que agora se discuti também por Facebook?

Isso mesmo! Marido e Mulher, namorados, colocam suas mazelas expostas em redes sociais, sem ao menos ter a gentileza de poupar os demais mortais da exposição desnecessária de suas vidas conjugais. Coisa que uma simples mensagem fechada já solucionaria. Ahh e tem mais. Os amigos ainda comentam!! On Line!! É a fofoca em tempo real!

Agora abrimos uma lacuna enorme chamada Relacionamentos Nocivos.

E o que será que estamos realmente chamando de nocivo?

Resumindo a resposta, é uma montanha russa de sentimentos que, na maioria das vezes, não trazem boas recordações. Isso quando também não deixam marcas profundas no corpo e na alma. Pessoas que vivem em relacionamentos desse tipo acabam por interagir numa simbiose negativa e cíclica, que percorre sempre os mesmos caminhos, dando sempre em lugar algum.

Muitas vezes buscam-se explicações sobre o porquê de relacionamentos que dão certo em detrimento de outros. Não existe a chave ou um manual para a relação perfeita. Mesmo porque não existe ninguém perfeito. Mas já é de grande ajuda entender o que o outro busca na parceria afetiva.

Certa vez, indagaram a Freud que pergunta ele não conseguiria responder. Prontamente, ele disse: “O que querem as mulheres?”

Com toda a certeza, ele não sabia porque nos olhava apenas com olhos de homem, com prioridades de homem, com a voluntariedade do homem. Julgando-nos como homem. Um grande engano.

Somos mesmo diferentes.

A mulher anseia por um telefonema inesperado no meio da tarde, nem que seja para um simples “oi”. Um presente ou pequeno mimo sem motivo ou ocasião especial. Um ombro para chorar, para reclamar da TPM ou do filho que não obedece. Vez ou outra uma esticada num night club, música suave, um jantarzinho romântico ou um cineminha com pipoca. Mulheres de verdade, corajosas e amorosas querem mais tempo com o homem amado, para conhecê-lo melhor, para compreendê-lo, para poder amá-lo cada vez mais. A mulher que negar ansiar por isto é uma grande mentirosa.

Os homens, mesmo os mais polidos e educados, pensam sempre no sexo com premissa. Não adianta mentir. Isso já vem da própria natureza deles. Vem nos seus genes.(se é que isso é possível.). Para eles vale a máxima: “A primeira impressão é a que fica.” Especialmente quando se trata de aparência, físico. As outras coisas vem bem depois...

E esse “depois”, ainda depende de muitos fatores. Pois como já disseram uma vez:




“A grande maioria das pessoas nunca cresce, apenas fica mais alta.”






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Todo dia poderia ser ano novo


É verdade! Todo dia poderia ser Ano Novo.

Todos os dias poderiamos ao levantar imaginar que a vida será diferente em poucas horas. Que as esperanças serão renovadas, os planos idealizados e colocados em prática, os sonhos serão possíveis.

Todos os dias poderíamos começar de novo, com a alma lavada e a mente cheia e energia.

Mas, infelizmente, nos acostumamos à ideia de que isso só compete ao dia 31 de dezembro. Como se apenas a virada de ano pudesse dispor dos elementos necessários para impulsionar nossas vidas em novas direções. Ainda em tempo, faço a ressalva de que a virada realmente pode mudar muita coisa se você for o sortudo(a) que acertou as 6 dezenas da Mega Sena acumulada!

Voltando à realidade.

Já faz mais de ano que tive um encontro bem interessante. Eu passeava por Ipanema quando fui a bordada por um grupo de meninas, alegres e esfuseantes, que me pergutaram o que eu queria ganhar de Natal. Assim, de supetão. Mas apesar da pergunta ter sido feita no susto, a respostas veio num flash: Nada.

Isso mesmo! Respondi que não queria ganhar nada. Pode paracer estranhíssimo alguém não querer ganhar nada, pois no mundo capitalista que nos acostumamos a viver, o consumo é sempre regado e cultivado com muito carinho. Mas naquela fração de segundo percebi que tinha tudo que precisava em minha vida: famíla, filhos, marido, cachorro, roupas, mil sapatos e livros, casa, emprego, saúde, alegrias...

O que mais um ser humano poderia querer?

Nem preciso dizer que elas ficaram chocadas. Contaram que eu tinha sido a única pessoa a responder daquela forma. E se elas ficaram chocadas, eu não fiquei diferente. Parei e pensei:

Por que todo mundo sempre precisa de alguma coisa?

O que realmente falta na vida das pessoas?

Bens materiais, riqueza, saúde, felicidade?

A conclusão que cheguei foi que não é nada disso.

Na maioria das vezes buscamos suprir nossas reais faltas, carências e necessidades, com coisas que no fundo, no fundo, nunca completarão as lacunas.

O que nos falta é viver com plenitude, de coração aberto, com espontaneidade de sentimentos.

Muitos passam a vida toda com amores não declarados, sentimentos escondidos, mágoas cultivadas, desentendimentos não esclarecidos.

Como ser feliz assim?

Como podemos amar e não declarar?

Como podemos crucificar ao invés de conversar e perdoar?

Como deixamos, aparentemente, para trás coisas fundamentais para a marcha futura?

Podem até paracer BESTEIRINHAS. Porém, há de chegar o dia em que o lixo escondido debaixo do tapete será volumoso demais para ser ignorado.

Por isso, abra os olhos. Não apenas no sentido figurado. Abra os seus verdadeiros olhos, os da alma. Permita-se conhecer seu próprio eu, sua verdadeira identidade. Tire os óculos de Clark Kent e cruze as nuvens como um verdadeiro super herói.



Afinal, como dizia a escritora americana Ramona L. Anderson:


"As pessoas gastam uma vida inteira buscando pela felicidade; procurando pela paz. Elas perseguem sonhos vãos, vícios, religiões, e até mesmo outras pessoas, na esperança de preencherem o vazio que as atormenta. A ironia é que o único lugar onde elas precisavam procurar era sempre dentro de si mesmas"





p.s. dedico este post as maravilhosas Theodora, Betina, Bettina e Mira, as quatro fadinhas que abriram meus olhos para minhas reais razões de viver. Um beijo enorme para todas.


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©2007 '' Por Elke di Barros