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Os verdadeiros heróis ainda são massacrados

O post de hoje é um protesto.

Um desabafo de uma brasileira que apesar de tudo ainda acredita que o Brasil tem jeito.
Protesto em favor da verdadeira democracia, da verdadeira liberdade de expressão.
Vou falar de um fato que chegou ao meu conhecimento e me deixou aterrorizada. Mas antes duas perguntas:

Você seria capaz de arriscar sua vida para salvar alguém que não conhece?

Quanto vale a sua vida?

Reflitam bem e ao final do texto entenderão o porquê das perguntas.
Pois bem, todos os dias milhares de bombeiros arriscam suas vidas para salvar estranhos.
Eles entram em casas e prédios em chamas para resgatar pessoas que nunca viram.
Adentram mares revoltos para salvar afogados que lhes são totalmente desconhecidos.
Retiram de ferragens de acidentes gente que nem sabem quem são.
Tudo isso em troca de que?
De um salário mediocre!
Que me desculpem os professores e médicos, mas os profissionais que deveriam receber os melhores salários são os bombeiros. Garanto que muita gente concorda.
Mas vamos juntar mais peças ao quebra-cabeças.
Não é raro vermos reportagens na televisão que relatam a falta de merenda e material em escolas, remédios e materiais de limpeza e manutenção em hospitais, e por aí vai.
Mas alguma vez vc viu uma reportagem falando da falta de material no corpo de bombeiros? Alguma vez a mídia falou que eles muitas vezes trabalham com mangueiras furadas, viaturas que não funcionam, trajes inadequados para o combate ao fogo, instrumentos de resgate obsoletos ou que não recebem manutenção e que, muitas vezes não dispoem nem mesmo de uma luva cirurgica para protegerem-se ao entrarem em contato com o sangue das vítimas?
Com certeza não. Mas todas essas coisas são mais comuns do que imaginamos. Mas ainda assim, eles estão lá. Heróis da vida real.
Bom, vamos viajar um pouquinho no tempo e voltarmos ao ano de 2001.
Neste ano, o Corpo de Bombeiros da Bahia entrou em greve. Isso mesmo, greve!
Mas enganam-se aqueles que pensam que eles reivindicavam apenas melhores salários ou reajustes negados. A principal reivindicação eram por condições dignas de trabalho.
Como brasileira, lembro desse fato e de ter ficado imensamente envergonhada de ter que ver pessoas tão altruístas terem que tomar uma medida tão radical quanto uma paralisação para que fossem ouvidos.
Como sempre, o governo sufocou o movimento, fez as velhas promessas e acabou por aí.
Antes de prosseguir gostaria de esclarecer alguns fatos que muitas pessoas não tem conhecimento: A Bahia é o único Estado do País que não possui uma legislação própria de segurança contra incêndio. Dos 417 municípios baianos, somente Salvador e Feira de Santana possuem legislações municipais com este enfoque. A Bahia também é um dos quatro estados onde o Corpo de Bombeiros é subordinado à estrutura da Polícia Militar. Além disso, uma defasagem no efetivo, de cerca de 12 mil homens, é apontada pela Associação dos Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra). Junta-se a isso o fato que, sendo uma instituição militar, dispoem de normatização própria e Código de Processo Penal Militar.
O estigma da ditarura ainda corrói as instituições militares até hoje, umas mais, outras menos. No caso do Bombeiro, ainda mais. Explico. Após a greve, iniciou-se uma verdadeira “caça às bruxas”, prisão, exclusão, punição, humilhação de todos aqueles corajosos homens que tiveram a dignidade de mostrar a nós o que passavam em seu cotidiano. Mas a caçada foi na surdina, sem fazer muito alarde, calando a todos que tentavam se manifestar. Vez ou outra chegava até a mídia uma pontinha daquilo que ocorria dentro das paredes dos quartéis de bombeiros da Bahia, mas a repercursão era pequena.
Muitos bombeiros foram indiciados por crime militar, principalmente aqueles que foram apontados como os líderes do movimento. Respondiam aos mais exdrúxulos e estapafurdios processos até este ano. Você deve ter ficado surpreso de saber que apenas até esse ano. Graças ao presidente Lula, em 14 de janeiro deste ano, todos os bombeiros indiciados como líderes dos movimentos foram anistiados. Nada mais justo! Porém enganam-se aqueles que pensam que os pobres deixaram de ser perseguidos. Não, não, não. Continuam sofrendo assédio moral, humilhações e perseguições constantes por parte dos comandantes.
Minha profissão(sou jornalista) me permite conhecer muita gente. E penosamente, admito que conheço alguns desses bombeiros sofredores. Digo sofredores porque ao tentarem melhorar a prestação do serviço à comunidade pagam até hoje um alto preço. Dói na alma olhar nos olhos de um ser humano tamanhamente desprendido de sua própia existência e ver a mácula que este grito de liberdade deixou em seus corações.
Agora pergunto:

Se o presidente, que é a maior autoridade do país, resolveu dar um basta nisso, por que ainda continua a acontecer?

Onde estão os comites de direitos humanos que não vem em socorro deste que são o socorro de toda a população?


Agora vou revelar o que me motivou a redigir este texto.

Relatarei uma história, de um desses bombeiros. Por medida de segurança, o chamaremos de Y.
Y é um dos bombeiros mais altruístas e competentes que já tive a oportunidade de conhecer. Admirado pelos colegas por sua honestidade e bravura, ele foi um dos primeiros a tentar expor ao público em geral as mazelas do cotidiano da profissão. Ele participou da greve, sim. Foi indiciado e passou anos respondendo ao processo militar. Nesse meio tempo, formou-se sargento. Porém como respondia ao processo não pode ser promovido. Passou anos desempenhando uma função que se encontrava até fora dos quadros normais da instituição: cabo, e recebendo como tal, embora fosse diplomado em sargento. Até hoje recebe seus proventos como sendo Cabo. Y foi perseguido por Tenentes, Capitães, Majores, Tenentes-coronéis, Coronéis e pasmem, até pelos próprios colegas Sargentos. Dono de uma personalidade forte e de uma consciência inabalável dos seus direitos, nunca se deixou abater pelas mais vis estratégias de humilhação e perseguição que sofreu e ainda sofre. É tido em seu batalhão como a erva daninha da corporção, ao invés de ser visto como o libertador, a única gota de sanidade e pureza d'alma de todo um pelotão.
Até hoje ele sofre e se continuarmos calados ele vai continuar a sofrer. Sofrer por não ter a quem recorrer, sofrer por ter tido a coragem de dizer a verdade, sofrer por todos os dias ter que defender sua honra para continuar a nos salvar.
Se você conhece algum advogado especializado na área militar ou alguém que queira ajudar Y por favor entre em contato conosco através de nosso e-mail: ideiasdebarbara@hotmail.com
Passem essa mensagem adiante!
Façamos nosso papel de brasileiros, de cidadãos!



"O que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesmo." Clarice Lispector







p.s. As imagens que acompanham este texto são meramente ilustrativas.

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Se sua vida fosse um filme, qual seria?

Uma pergunta que parece fácil mas, na verdade é bem complicada.

Se você é do tipo dramático que pensa ou acha que a vida só te traz desabores, sofre que nem uma condenada, mas vê saídas e coisas boas em tudo, então com certeza o primeiro filme que passou por sua cabeça foi Forrest Gump. Desde que assiti à odisséia da vida de Forrest, me lembro da frase; “A vida é como uma caixa de chocolates: você nunca sabe o que vai encontrar lá dentro.” e apesar de ter adotado esta máxima como lema, minha vida não é Forrest Gump, nem um pouquinho.

Bom, agora se vc é do tipo sonhadora, que anda nas nuvens e não encherga a maldade ao redor, talvez o seu filme seja Legalmente Loira. Quando vi Reese Whitherspoon atuando no primeiro filme, pensei logo na máxima popularmente explorada da Loira Burra. Mas o contexto e o enredo mostram que o filme é mais do que uma crítica a um estereotipo, ele passa ideia de que sonhar vale a pena. Bom, concluí isso, mas não sou loira.

Agora, se vc é do tipo vamos curtir, e que o mundo se acabe(mas desde que você esteja com seus amigos), seu filme com toda certeza é Se beber não case. Só de pensar nele já dou risada sozinha. Loucura, loucura, loucura. Uma atrapalhada atrás da outra, mas sempre tento em vista o mesmo horizonte: a amizade, ou melhor, o valor da amizade.

Se seu caso é o mesmo da Baby Cascuda de Garota Fantástica, talvez seja a hora de rever suas crenças familares, reorganizar seus planos, repensar suas prioridades, tentando entender até que ponto são realmente suas.

E se você é uma Scarlet, cuidado, seu tiro pode sair pela culatra, e o vento realmente o levar. Afinal, mesmo não tento uma nomenclatura tão velha quanto a guerra civil norte-americana, a Lei de Gerson sempre existiu. O que mudou de lá para cá foram apenas as técnicas empregadas para sempre se dar bem. Rett Butler que o diga.

Mas se você é daquele tipo que vive e acredita em um grande amor, sua vida é o verdadeiro Diário de uma paixão. Então não fique parada esperando que o seu Noah faça tudo. Arregasse as mangas e mãos à obra, afinal amor é uma construção, feito a quatro mãos, de preferência dadas, até debaixo dos lençóis.

Seu caso é de carência e decepção amorosa? Então para você vale a lição de (500) dias com ela. Mas veja bem, não é que você tenha que ser como o carinha do filme. A grande cartada é conseguir alcançar o entendimento, a compreensão do sentimento, do equilibrio emocional.

Revirar o passado é o seu forte? Na, na, ni, na, não. Stop! Se sua vida é Em algum lugar do passado, vamos mudar este filme. Afinal que vive de passado é museu. E como disse o fantástico William Shakespeare:"Lamentar uma dor passada no presente, é criar outra dor e sofrer novamente.” Vamos por um ponto final nisso!

Se você ainda nem sabe quem é, ou pensa que sabe, sua vida está para O mundo imaginário do Dr. Parnassus. Então, mesmo que você não tenha um lindo guia como Heath Ledge, Johnny Depp ou Jude Law, enverede-se pelos caminhos da sua alma, percorrendo as estradas do seu coração e perceba como suas escolhas podem mudar o rumo da sua vida.

Ah, já vi tudo. Você é uma daquelas executivas totalmente workaholic. Diane Keaton perde para você? Então talvez tenha chegado a hora de receber também um Presente de Grego. Ah, só não vale contratar uma babá full time e continuar sua louca jornada.

Porém, se na realidade sua vida financeira está meio atrapalhada, te fazendo até ter Os delirios de consumo de Becky Bloom, com certeza está na hora de prender a consumista que existe em você. Becky pode até te ajudar. Como? Bom, talvez você não consiga ser uma jornalista financeira mas com certeza pode controlar seus gastos, sem ter que inventar estratégias estapafurdias para isso.

Ai, ai, ai. Nada de ser meio tapadinha como a Gisele. Acorda menina! Esse negócio de Encantada, é só para a Disney. Abre o olho! Se o amor da sua vida está na sua cara, jogue a maçã no lixo e corra para o abraço. Ficar esperando um Eduard? Na, na, ni, na, NÃO!

Cansada de ser sempre a boazinha da parada? Calma, calma. Não se desespere. Afinal, ter Um dia de fúria e dar uma de Michael Douglas atirando em todo mundo não é a melhor opção. Mesmo que alguém pareça merecer ser abatido a tiros! (especialmente maridos e namorados infiéis , chefes malas, piriguetes, caloteiros, vendedores de telmarketing inoportunos, políticos corruptos...)

Você é considerada ovelha negra quando na verdade é apenas uma pessoa que se coloca abertamente contra as convenções sociais, contra o sistema? Então sua vida é completamente Chocolate. É realmente muito complicado, em qualquer época, agir como a Vianne Rocher do filme. Mas se for este o seu caso, parabéns pela coragem e determinação, por querer continuar a ser uma pessoa correta em meio de muitas corrompidas, que posam de santinhas. Como disse Vianne:

"Não podemos medir nossa bondade pelo que não fazemos.
Pelo que negamos, o que resistimos e a quem excluímos.
Acho que nossa bondade é medida por aquilo que aceitamos, pelo que criamos, e por quem incluímos."

Depois dessa lista, você com certeza deve ter se encontrado. Afinal, a ficção imita a vida. Ou será o contrário?

Você é quem sabe...


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Uma ditadora chamada Barbie




Seios fartos, cintura fina, silhueta delgada, estatura alta. Eu poderia estar falando de qualquer Gisele Bündchen. Mas a nossa ditadora tem apenas 29,2 cm de altura.
Quando criou a Barbie em 1959, Ruth Handler, não poderia ter imaginado como um simples brinquedo poderia servir de padrão de beleza para milhões de pessoas.
Vendida pela primeira vez, em Nova York, a boneca, com um corpo de formas perfeitas, se tornou um sucesso imediato, vendendo mais de um bilhão de exemplares, em mais de 150 países, segundo a agência de notícias Associated Press.
A cada segundo, duas bonecas Barbie são vendidas em algum lugar do mundo.
Bom, se você até aqui pensou que eu escreveria uma biografia da Barbie, se enganou redondamente.
Este post é sobre um assunto um tanto quanto mais abrangente: a moda.
Cesar Millan

Já escrevi muitos posts sobre beleza, mas este terá uma conotação diferenciada. O que é pretendido, é elucidar porque milhões de pessoas espelham-se em ícones da beleza.
Os argumentos mais elementares são os estéticos. 

O visual sempre nos atraí. 
O belo seduz. 
Talvez porque ao nascermos, nos deparamos com tal diversidade de coisas que, só através de uma seleção conceitual nos tornamos capazes de nos centrar em “alguns” aspectos da vida. 
Como disse Cesar Millan: 


“Somos primeiro audição, depois visão, para em seguida ser olfato. Ao contrário dos cães que são primeiro olfato, depois audição e em seguida visão.”

Todos os dias somos expostos a milhares de estímulos visuais. A visão é o principal sentido explorado em qualquer peça publicitária. Não a toa, pois foi socialmente convencionada como o mais importante deles.
Sempre me intrigou a mágica por trás da construção dos referenciais de beleza.
Leigamente falando, minha ideia original era que alguém lançava uma moda por ser admirado. 



Por exemplo, digamos que em algum período remoto da nossa história, todos usavam capacetes com penas vermelhas porque um valente guerreiro usava. Então a ideia seria mostrar que ao usar o capacete, um homem comum poderia ser nobre, corajoso ou audacioso, como o próprio guerreiro. Mas toda essa concepção é bem elementar.


Na idade média, os muito ricos vestiam seda e enfeitavam suas roupas com peles valiosas. A maioria das pessoas vestiam roupas de lã e linho. Já as pessoas mais humildes vestiam-se com roupas feitas de pele de cabra carneiro ou lobo. A roupa era objeto de segregação e demonstração de poder.
A grande "sacação" foi de quem percebeu que poderia manipular isso visando objetivos bem específicos. 
Surgi então o reino da moda, onde quem deseja ser súdito tem que seguir religiosamente uma alucinada cartilha.
O resultado disso?
Hoje as saias são de cintura alta, amanhã você pode jogar todas elas na gaveta de roupas velhas, pois não servem mais, foram substituídas pelas saias midi.
Gisele Bündchen
Se a cor do momento for roxo, você vai a um evento e conta nos dedos as beldades que não estiverem vestidas de roxo.
São verdadeiros exércitos realizando o que poderíamos chamar de “Ordem Unida” da moda. 
Então torna-se natural que uma adolescente, em plena ebulição hormonal, queira ser a próxima Gisele. 
Não deveria.
Mas diante da massificação de esteriótipos, fica extremamente complicado ir contra os padrões estabelecidos.
Há algum tempo, assisti ao Miss Universo (Eu tinha que falar disso!). 
Incrédula, vi dezenas de moças belíssimas serem desclassificadas por um juri composto por atores, esportistas, músicos e até ilusionista! (Nada contra Criss Angel). Sem desmerecer a composição da mesa, questiono as qualificações de tais pessoas para escolherem a mais bela dentre as 82 candidatas. Não vi um mísero editor de moda dentre tão seleto grupo. Esse é um detalhe importante, que não deveria passar despercebido aos olhos mais atentos. Essa ausência é a maior evidência para a verdadeira resposta à questão: A Miss Universo dita ou inspira algum padrão de beleza no mundo da moda?
Não. Não. Não.
Bobagem....
Sabe por quê?
Miss Universo

Porque os valores foram subvertidos. 
Antes as misses eram o padrão supremo de beleza, ícones de uma pureza casta. Mas como moda e castidade nunca foram boas parceiras, as misses foram perdendo seu brilho. 
Hoje nada mais são do que uma cópia das top models renomadas da atualidade, não medindo esforços, nem cirurgias plásticas, botox ou bioplastia para isso.
Então não preciso dizer que quem realmente dita padrões de beleza são os mega empresários do setor, a indústria cinematográfica,  o capitalismo.
O mesmo capitalismo que vulgariza cada vez mais a imagem feminina, desconstruindo a verdadeira essência de ser mulher.
Voltando a nossa Barbie.
Que ícone representaria melhor a massificação alienante da beleza do que a boneca mais vendida no mundo?
O brinquedo que esconde por trás de um simpático sorriso a ilusão de que para ser bela, é preciso estar na moda.
Falando em Barbie, não resisti à tentação de compartilhar com vocês uma piada sobre ela:

O sujeito lembra-se que é aniversário de sua filha e que ainda
não havia comprado seu presente. 
Ele vai até uma loja de brinquedos, entra e pergunta a vendedora:

- Quanto custa a Barbie que está na vitrine ?
De uma forma educada a vendedora responde: 
- Qual Barbie? Pois temos: 
Barbie vai a academia por R$ 19,95 
Barbie joga volley por R$ 19,95 
Barbie vai as compras por R$ 19,95 
Barbie vai a praia por R$ 19,95 
Barbie vai dançar por R$ 19,95 
Barbie advogada divorciada por R$ 265,95. 
O cara, assombrado, pergunta: 
- Por que a Barbie advogada divorciada custa R$ 265,95, enquanto as outras custam apenas R$ 19,95? 
A vendedora responde:
- Senhor, a Barbie ADVOGADA DIVORCIADA vem com: 
O carro do Ken, a casa do Ken, a Lancha do Ken, o trailler do Ken, os moveis do Ken, o celular do Ken...


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Quando os ditados tem razão...

Sempre ouvimos aqueles tradicionais ditados populares, coisas impregnadas de uma sabedoria própria. Muita gente com toda certeza já empregou em alguma ocasião “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.” e por aí vai...
Eu não poderia ser diferente.
Então vamos lá.
O que vou relatar aqui poderia ter sido inspiração pra a música “Mais uma vez” do Legião Urbana, em especial para o verso que diz: “Quem acredita sempre alcança.” Ou, simplesmente um fiel retrato do velho ditado; “O que tiver que ser será...”
Vamos aos fatos.
Quando eu tinha 14 anos, uma amiga namorava um rapaz. A família dela era contra o namoro, perseguia a relação e acabou fazendo com que o namoro acabasse. Eu dava uma força aos dois. Ajudava como podia.
O rapaz, que também era meu amigo, nunca esqueceu esse amor. Foram conversas intermináveis sobre eles, sofrimento de ambos os lados.
O tempo passou e com ele a vida foi levando cada um de nós em direções diferentes.
Eles continuaram suas vidas separados. Mudaram de cidade, fizeram faculdade, casaram, tiveram filhos, se divorciaram, perderam familiares próximos.
Por muito tempo não tive notícias de ambos.
Eu também mudei, me formei, casei, constitui família, retornei a minha cidade.
Ao retornar, esporadicamente encontrava essa amiga.
Os anos passaram e chegamos a julho de 2010.
Estava de férias, mas ainda assim resolvo acessar a Internet para verificar meu e-mail, orkut, facebook...
Qual não foi minha surpresa ao encontrar uma solicitação de amizade em meu orkut, vinda desse amigo sumido?
Entramos em contato. Soube que estava morando em Salvador, com duas filhas adolescentes e uma irmã. Uma surpresa realmente repleta de alegria.
Verdadeiro milagre proporcionado pela tecnologia da comunicação. São por motivos como estes que não saio nunca do Orkut ou do Facebook!
Bom, a coisa continua.
Agora é agosto de 2010. Orkut de novo.
Dessa vez encontro em minhas atualizações recentes uma foto da amiga em questão.
Postei um comentário elogiando a foto. Ela estava on line, me enviou quase que automaticamente um scrap.
A mensagem dizia: “Bárbara, vc não vai acreditar.... me reencontrei com X, lembra?”
Bom, a princípio pensei que ela tinha encontrado com ele via orkut, como eu. Mas sei lá, alguma coisa no jeito como ela escreveu me deixou com a pulga a trás da orelha e eu não me segurei, tive que perguntar como.
E aí veio a resposta: “Ao vivo e a cores. Estamos revivendo o passado! Às vezes penso que nem é verdade!”
Fiquei pasma!!! Tive que ir para o MSN saber o resto.
E agora leitores e leitoras o que vou contar não deixa nada a desejar aos livros de Nicholas Sparks e similares.
Eles se encontraram virtualmente, trocaram endereços e passaram ao plano real.
Ela mudou de profissão e de cidade. Ele foi até lá. Se reencontraram e estão vivendo o amor da adolescência.
Agora pasmem: 20 anos depois!
Maravilhada, eu lia as mensagens que eu e ela trocávamos no MSN.
Preparados para mais?
Eles vão CASAR!!
E eu vou ser Madrinha!!!
Não imagino frases melhores para descrever essa história do que as colocadas no começo desse post.



“A distância faz ao amor aquilo que o vento faz ao fogo: apaga o pequeno, inflama o grande.”

Roger Bussy-Rabutin, escritor francês.



Dedico este texto, of course, ao casal de amigos, inspiração para todos que acreditam no Amor!!

Bjs especiais pra vcs!!

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Os irritantes diálogos vazios e o meio ambiente

Antes que me chamem de capitalista, reacionária ou mercenária, vamos deixar bem claro que o ponto aqui não é defender este ou aquele lado. O ponto é sim mostrar como as pessoas manipuladoras, são ao mesmo tempo mascaradas e transparentes.
Então vamos lá.
Não sei se você leitor já ouviu falar sobre a construção de um novo porto na cidade de Ilhéus, Bahia. Pois bem, o novo porto, que recebeu o nome de Porto Sul, servirá para escoar a produção de minério extraído pela empresa Bahia Mineração.
Projeto elaborado, EIA – RIMA concluído e apresentado, e nem um tijolo foi colocado.
Além da burocracia e dos cuidados que cercam uma obra deste porte, existem ainda outros entraves.
O principal diz respeito a uma corrente de “ambientalistas” contrária à construção.
Bom, bom, bom.
Era aqui que eu queria chegar.
Sempre assisto debates, compareço a reuniões e audiências em que tais oponentes se manifestam. E sempre acabo profundamente irritada quando escuto os argumentos explicitados por eles quando se posicionam contra o Porto Sul.
E vamos agora por os pingos nos Is.
Por que são contra o Porto Sul?
Porque vai degradar o meio ambiente, destruir a mata atlântica, violentar a APA, extinguir animais...
Tudo isso é verdade.
Antes de continuarmos quero esclarecer umas coisinhas sobre Ilhéus.
Ilhéus tornou-se mundialmente conhecida por ser a maior produtora de cacau, o verdadeiro El Dourado do “fruto de ouro”. Em 1920, Ilhéus fervilhava de pessoas, de dinheiro, de luxo e riqueza. Havia cabarés, clubes noturnos, cassinos. A cidade era movimentada e é esta época narrada por Jorge Amado em seus romances. Uma época de muito dinheiro e de muito luxo. O grande fluxo financeiro originado pela produção e exportação de cacau deu origem a peculiaridades no desenvolvimento da Região da Costa do Cacau, região geoestratégica da Bahia. A cidade chegou a ser a maior arrecadadora de ICMS do estado da Bahia.
Graças à monocultura do cacau, a região esbanjou riqueza por muitas décadas.
Porém, no final dos anos 80, os agricultores do setor, que já enfrentavam a queda dos preços internacionais do cacau, se depararam com um novo inimigo: a praga da vassoura-de-bruxa. Causada por um fungo, esta praga arrasou boa parte das plantações locais - concentradas no sul do estado, incluindo aí a cidade de Ilhéus. A praga tirou do Brasil o título de maior produtor de cacau do mundo. O país figura atualmente entre a quarta e a quinta posição. A crise foi tão séria que a produção do estado, que se aproximou das 400 mil toneladas em meados dos anos 80, caiu para cerca de 123 mil toneladas entre 1999 e 2000. Na safra de 2005/2006, a produção foi de aproximadamente 172 mil toneladas. Desemprego, pobreza, êxodo rural, favelização, aumento da violência. Isso era só o começo.
Foram décadas assistindo à vassoura-de-bruxa contagiar as lavouras, ao ritmo do sobe e desce das cotações internacionais. Famílias empobreceram e produtores se desesperaram com o rápido avanço da doença. Uma verdadeira catástrofe!
Agora vamos lá.
Quem divulga o Projeto Porto Sul, tenta transmitir a noção de quantos empregos serão gerados, de como pode proporcionar crescimento econômico à cidade, região e estado. Coisas que fazem brilhar os olhos de quem passa fome e engrossa a fila dos desempregados.
Em contrapartida, como os tais “ambientalistas” (depois explico estas aspas) pretendem mostrar alternativas para o desenvolvimento econômico?
Resposta:
-Turismo
-Pesca
-Artesanato
Agora vem cá, depois de mais de 20 anos da crise do cacau, o que foi que o turismo fez por Ilhéus?
N-A-D-A
Sabe por quê?
Porque o turismo é sazonal, só restrito ao verão e às férias.
Como uma cidade pode viver disso?
Ah, temos um maravilhoso Centro de Convenções, verdade!
Mas que realiza mais eventos evangélicos do que outra coisa. Nada contra os evangélicos, mas sim contra a falta de diversidade de eventos.
Ah temos um Teatro Municipal histórico, lindo, verdade!
Mas apenas artistas locais e regionais se apresentam. Uma vez ou outra é que tem algo diferente. Outra vez esclareço: nada contra os artistas locais e sim contra a falta de apoio e patrocínio às iniciativas artísticas em nossa região.
Ah, mas tem a Casa de Jorge Amado, o Vesúvio e o Bataclan, verdade!
Mas em duas horas se vê tudo isso, nos mínimos detalhes.
Bom, então tem as praias. Ilhéus tem praias maravilhosas.
Mas você sabia que o Brasil tem mais de 9 mil km de litoral?
Então não vejo tanta vantagem nisso.
E o que o turista faz à noite? Essa é a verdadeira pergunta que não quer calar.
Ou ele vai dormir ou resta apenas umas poucas pizzarias, sorveterias, um Bob´s, um cinema ou 1 casa noturna: Mar Aberto.
Eu sinceramente fico penalizada com a falta de opção de atividade noturna, principalmente para a juventude. Sem poder escolher muito, acabam restritos ao trio Cinema-Praçinha-Mar Aberto.
Além disso, tem outros fatores. O maior deles é justamente o emprego.
Muitos hoteleiros, donos de restaurantes e cabanas de praia, contratam gente só na temporada. Acabou o verão, acabou o emprego!
Depois disso tudo, não sei como o turismo pode ser uma alternativa viável, capaz de sustentar economicamente uma cidade com mais de 200 mil habitantes.
Agora tem a pesca.
Lá os pescadores são organizados em colônias, já até elegeram vereador.
Existem investimentos federais e estaduais no setor, mas isso também não isenta esse tipo de atividade econômica de possíveis impactos ambientais, em especial a pesca predatória.
Ah, ainda tem o artesanato. Nem vou falar muito disso, pois qualquer pessoa sabe que nesta área quem ganha é o atravessador. O produtor sempre é explorado ao extremo.
Tudo esclarecido fica a questão: Então como o ilheense sobrevive?
Sobrevive de teimoso. De trabalhador e batalhador que é.
O caminho não é preservar o meio ambiente e matar as criançinhas de fome.
Gente, acorda, existe uma coisa chamada S-U-S-T-E-N-T-A-B-I-L-I-D-A-D-E.
Sim, preservar e utilizar.
Você acha que um agricultor que vivia do cacau e agora não tem nada, vai preservar a mata?
Claro que não!
O cacau preservou a mata porque é um tipo de planta que precisava de sombra para se desenvolver.
Sim, ele, o agricultor, avançou sobre a mata para manter sua família.
É aí que são derrubados os Jequitibás centenários, os restinhos de madeira nobre e de Mata Atlântica.
Sim, porque entre a nobreza da madeira e a barriga vazia, o estômago é quem ronca mais alto.
A história e o bioma se transformam em feijão com arroz.
Ah, mas tem o IBAMA fiscalizando.
O IBAMA coitado é outro que precisa de investimento. Falta material, falta veículo e principalmente, falta gente!
Será que ninguém lá em Brasília olha pelo pobre IBAMA?
Súplicas à parte, voltemos ao nosso colóquio.
E agora o crucial: As aspas!
Falei que ia explicar e vou.
Tenho muito respeito por quem defende a natureza, mas quem defende e vive essa defesa.
Explico.
Se eu defendo a natureza, eu:
• Reciclo meu lixo;
• Me preocupo com a emissão de gás carbônico do meu automóvel;
• Uso lâmpadas econômicas;
• Imprimo os documentos usando os dois lados do papel, sempre utilizando papel reciclado;
• Prefiro ir a pé ou de bicicleta em todos os percursos possíveis;
• Cultivo plantas;
• Tomo menos leite e como menos carne vermelha (sim porque o rebanho bovino também é responsável por uma expressiva emissão de gases que provocam o efeito estufa);
• Uso absorventes internos (eles são feitos de algodão, portanto se degradam com maior facilidade, ao contrário dos antigos Modess);
• Não como nenhum tipo de animal silvestre (Tatu, Paca, Tartaruga...);
• Uso sacola retornáveis (Eco Bags) em supermercados, feiras...
• Não jogo lixo na rua, praia ou rios;
• Não jogo óleo de cozinha pelo ralo da pia;
• Ensino as crianças a importância de tudo isso, fazendo com que estas atitudes se integrem em suas vidas, como algo rotineiro e simples.
E assim, ao invés de deixarmos um mundo melhor para os nossos filhos, deixaremos filhos melhores para o mundo.
Pratico tudo isso que escrevi e ainda assim estou longe de me considerar ambientalista.
Então ficam as duas últimas perguntas desse texto:

Será que todas as pessoas que se auto-intitulam defensoras do meio ambiente fazem realmente coisas desse tipo?

Ou será que por trás do rótulo ambientalista se escondem vis interesses puramente capitalistas?



"O mundo tornou-se perigoso, porque os homens aprenderam a dominar a natureza antes de dominarem a si mesmos."

Albert Schweitzer - teólogo, músico, filósofo e médico alsaciano



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Brasil dos Paradigmas

Outro dia, ao entrar na net, deparei-me com a seguinte notícia: Hacker brasileiro invade sistema de banco e investimentos. Leia Mais.
Fiquei super empolgada.
Calma, calma, eu explico.
O meu primeiro pensamento, juro por Deus, foi que o Brasil está realmente acompanhando a revolução tecnológica.
E tenho que confessar: mesmo sendo um ato criminoso, tive orgulho do nosso hackerzinho.
Afinal, já estava mais do que na hora de termos nossos próprios piratas de Silicon Valley.
Admitamos que a pessoa tem que ser muito inteligente, isso sem falar em audaciosa, para conseguir uma façanha dessas.
Capacidade intelectual à parte, deixo bem claro que não apoio o estelionato, nem qualquer outro tipo de crime.
O fato é que nós brasileiros precisamos, urgentemente, fazer uma revisão em nosso nacionalismo.
O amor à pátria não pode ser visto apenas como um acessório momentaneamente exibido por conta da moda "Copa do Mundo".
Não deixamos de ser brasileiros um segundo sequer de nossas vidas. Até mesmo aqueles que se naturalizam em outra nação, como o jogador Cacau da Seleção Alemã, não poderão nunca mudar o fato de terem nascido em nosso solo abençoado.
Temos de valorizar nossos tesouros:
  • Mata Atlântica
  • Amazônia
  • Pelé
  • Feijoada
  • Caipirinha
  • Samba
  • Axé
  • Fernando de Noronha
  • Ipanema
  • Guga
  • Ronaldos
  • Santos Dumont
  • Ary Barroso
  • Lamartine Babo
  • Moqueca de Peixe
  • Porto de Galinhas
  • Pelourinho
  • Chapada Diamantina
  • Olinda
  • Foz do Iguaçu...
Porém, muito além desses existem aqueles que não podemos tocar, mas que acabam por tocar profundamente nossos corações. São esses que fazem com que sintamos saudades quando longe da pátria:

  • Solidariedade
  • Otimismo
  • Simpatia
  • Humanismo
  • Resiliência
Não existe um outro povo, em nenhum outro lugar deste planeta, que seja como nós.
Somos aqueles capazes de unirmos forças, socorrer vítimas de enchentes, deslizamentos, incêndios, catástrofes. Tudo sem perder a capacidade de nos admirarmos ante nossos colossos naturais.
Defendemos pessoas, lugares, situações, como se tudo fosse inerente ao nosso próprio ser.
E ao final do dia sentimo-nos completos e aliviados por termos fechado o círculo.
Somos uma nação que:
  • Tem 192 milhões de habitantes.
  • Produziu 147 milhões de toneladas de grãos em 2010.
  • Exportou 54 milhões de doláres em produtos, apenas entre janeiro e abril de 2010.

    Ganhamos:

    5 Copas do Mundo (até agora)

    04 Mundiais de Volley, sendo 3 masculinos e 1 feminino.

    08 Campeonatos Mundiais de Fórmula 1

    08 Mundiais de Iatismo (classe Laser)

Isso sem falar que, segundo pesquisa realizada pela consultoria inglesa PricewaterhouseCoopers, divulgada em janeiro deste ano, o Brasil vai ser a quinta maior economia mundial em 2025. De acordo com este estudo, o Brasil ultrapassaria o Reino Unido e a França em 2013 e a Alemanha em 2025. A China deve ocupar a primeira posição, seguida pelos Estados Unidos, Índia e Japão. O relatório leva em consideração o ritmo de crescimento e a valorização média das moedas de cada país para traçar perspectivas de médio e longo prazos.

Então, vamos fazer o Brasil real.
O Brasil descrito nestes versos do nosso hino:

"(...)Verás que um filho teu não foge à luta,

Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada,
Brasil!"
Vamos nos tornar o que compôs Ary Barroso, em sua famosa Aquarela do Brasil:

"(...) Brasil!

Terra boa e gostosa

Da morena sestrosa

De olhar indiferente

Brasil, samba que dá

Para o mundo se admirar

O Brasil, do meu amor

Terra de Nosso Senhor..."

Esse é o meu, o seu, o nosso Brasil!!!!


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Sobre pessoas, cargos e poder

Vivemos em uma sociedade que se vangloria de cultuar status, poder e riqueza. Como consequência, não raro, encontramos exemplares inescrupulosos, cafajestes e trambiqueiros.

Ora, no constante jogo pelo poder, a ciranda oscila fazendo o "barco" adernar para a direção que mais lhe convém.
É impossível falar em tudo isso sem contar pelo menos uma parábola.
uma certa instituição pública era gerida por um chefe à beira da aposentadoria. Como ele dispunha de influência e certo poder, o utilizou pra manter-se no cargo por mais tempo que deveria. Durante sua administração imperavam os desmandos, o abuso de poder, o assédio moral, a corrupção de valores e a exploração de subalternos.
Este chefe era verdadeiramente odiado por quase todos seus subordinados, salvo pelos puxa-sacos.

" (...) E o cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais."

Mas como o tempo e a idade avançam sem dó nem piedade, a hora do chefe "pendurar as chuteiras" chegou.
A aposentadoria bateu, ou melhor, arrombou sua porta.
Tendo em vista o tipo de patrão que foi, não acabou sendo surpresa o total desprezo no momento da despedida. Nem mesmo os puxa-sacos demonstraram qualquer sentimento.
Com a saída do tirano abriu-se o campo para a entrada de um novo chefe. Nada mais justo do que o 2º homem na linha de promoção assumisse o cargo.
Este novo chefe era o supra sumo da esperança por dias melhores, por mais dignidade, mais humanidade. Porém, ao assumir o controle administrativo, as esperanças foram deitadas pela janela. Em pouco mais do que 10 dias, este lobo em pele de cordeiro, acabou por conseguir ser mais odiado do que o ex-chefe.
Bom, aqui acabo a parábola e começo os meus questionamentos.
Em primeiro lugar, atormenta-me a ideia de que alguém muda de caráter, se é que se pode dizer que tenha algum, ao ascender profissionalmente. Mudar de caráter ao mudar de cargo é no mínimo uma grande farsa. Isso mesmo, farsa. Escondeu-se sob uma máscara de pseudo-bondade e ética, para usufruir de pessoas e situações em prol de si.
Quantas pessoas você conhece que agem ou agiram assim?
Eu garanto que no mínimo uma dessas já passou por sua vida.
Triste, muito triste.
O pior é alcançarmos entendimento suficiente para reconhecermos tais pessoas antes mesmo que elas tenham a chance de se metamorfosearem. Digo pior porque enxergamos além, e este é um dom nem sempre feliz.
Mas e aí? Depois da transformação o que fazemos?
Muitas vezes encontramos-nos em circunstâncias que impedem um posicionamento mais justo, digno, correto.
Um vez li em algum lugar uma frase mais ou menos assim:

"Quer conhecer uma pessoa? Dê poder a ela."

De imediato discordei da frase. O X da questão não é ter poder ou não, e sim ter caráter ou não.
Ao invés dessa prefiro outra frase:

" Ninguém conhece ninguém na necessidade."

Geralmente, existe gente que quando precisa de algo não mede esforços, favores, elogios, presentes e etc para chegar lá.
Quando atingem seus objetivos, esquecem-se de quem os ajudou ou auxiliou, em uma fração de segundo.
E para esta etapa tem os versos da música VOU FESTEJAR, de Beth Carvalho:

"Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão"

Aliás, melhores palavras impossíveis.
Mas voltando a nossa problemática: o que fazer ao encontrarmos um tipinho assim?
Para isso respondo com um pequeno, porém profundo ditado da sabedoria popular:

"O mal por si só se destrói."

Ou vocês pensam que o novo chefe da parábola continuará impune por muito tempo?



" A liderança é uma poderosa combinação de estratégia e caráter. Mas se tiver de passar sem um, que seja a estratégia."
Norman Schwarzkopf - General do Exército Americano

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