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Rock you like a hurricane*

Flashes, contratos milionários, escândalos... Vida de Celebridade.

Hoje é mais do que comum nos depararmos com uma celebridade instantânea, dessas fabricadas em série por programas como o Big Brother.
É tão chocante considerarmos tais personagens “famosos”, que chega até ser grotesco.
Afinal, é muito diferente falar em Fernanda Montenegro e Kleber Ban-Ban.
Ops...alto lá!
Antes que taxem o post de preconceituoso esclareço: o intuito aqui é falar sobre o que leva uma pessoa a ser famosa. O que ela fez para isso, são outros 500.
Esclarecido, vamos adiante.
A ideia original do conceito de fama perpassa por algo atrelado ao desempenho de atividades que requeiram talento e habilidade. Mas isso já é passado.
O capitalismo descobriu como “inventar” famosos e lucrar absurdamente com isso. O resultado são péssimos cantores, maus atores, reles escritores e por aí vai...
Engolimos verdadeiros mastodontes (sapos são pequenos) como se nos deliciassemos com iguarias finas.
Nada contra quem seja adepto fervoroso do Culto à Cultura de Massa. Mas não dá para deixar passar em branco a maneira como ela embota a nossa capacidade de julgamento.
Pare e pense:
Como são as letras de músicas hoje?
Hum...deixo a resposta ao seu critério...afinal, não é tão difícil ter uma opinião a respeito de algo tipo:

“Se vê um trio elétrico
Elas seguem logo atrás
E na bobeira samba
batendo caminhão de gás
Não tá na Internet, nem na televisão
Deve tá no pagode ralando a tcheca no chão
Deve tá no pagode ralando a tcheca no chão”



Não bastasse o cerceamento do julgamento, ainda tem a vilania do sistema. Isso mesmo, vilania. Ele é um verdadeiro vilão, dos mais cruéis e sem caráter, pois ao mesmo tempo em que oferece o “céu” à futura celebridade, não revela o preço que a fama pode ter.
Muita gente não acreditou nessa “maldade” e acabou na cova. É, o caminho é difícil, a ascensão pode ser extratosférica, mas o fim é sempre uma certeza. Elvis Presley, Marylin Monroe, Michael Jackson. Famosos que ocultavam, por trás de suas carismáticas figuras, os tormentos e mazelas da vida célebre.
A fama cega, seduz. Ela enreda o seu escolhido, sugando-lhe todas as forças, exigindo enormes sacrifícios. E mesmo assim, ainda posa de complacente e valiosa. Nunca revela de cara que percalços aguardam os desavisados. Mas cobra a conta como se o houvesse feito.
Elvis Presley nasceu em 1935 nos EUA. Era filho de um casal pobre, da classe operária. Acabou tornando-se o Rei do Rock e, por tabela, viciado em remédios. Especula-se até hoje, que sua morte tenha sido causada por uma overdose de medicamentos.
Marylin Monroe fazia milhões de fãs sonharem ardorosamente com suas formas femininas. Era garota propaganda de produtos mundialmente famosos como o perfume Chanel nº 5. Mas por detrás disso, sofria de intenso desequilíbrio emocional, além de ser dependente de álcool e drogas.
Entre vários casamentos e relacionamentos afetivos da diva, um destaca-se por sua total discrepância: seu casamento com o dramaturgo Arthur Miller. Esta união foi vista muitas vezes como a simbiose entre o intelecto e o sex-appeal puro, a real comunhão entre o corpo (Marylin) e a mente (Arthur). No entanto, sob a fachada desse glamuroso casal, escondiam-se conflitos profundos da alma: a eterna busca de Marylin pela figura paterna e segurança, e os instintos protecionistas e luxuriantes de Arthur. O casamento acabou sendo a união conveniente de duas personalidades cintilantes de sua época, que aparentemente tinham tudo, menos felicidade. O retrato desse idílio pode ser conferido no livro “Marylin Monroe e Arthur Miller: Sexo e Arte”, da escritora alemã Christa Maerker, Editora Gryphus. Mas o que um casamento imperfeito tem haver com a fama? Tudo. Ela corrompe o caráter, mina os valores, fragmenta a alma, escraviza. Não é exagero dizer que muitos famosos são zumbis de si mesmos. Que o digam Kurt Cobain, Michael Hutchence (INSX), Jimi Hendrix, Janis Joplin, Janes Dean, Anne Nicole Smith, Hearth Ledger…
Mas até hoje ninguém conseguiu superar Michael Jackson. De garoto pobre de Gary, Indiana a Rei do Pop foi um longo trajeto.
Tão longo que as mudanças sofridas por ele não ficaram restritas apenas ao seu íntimo, extrapolaram o limite da aparência. Tornaram Michael um mutante, uma criatura andrógena e reclusa em sua própria “Terra do Nunca”.
Ah... e ainda tem aqueles fãs entusiastas que além de tornaram-se covers de seus ídolos, desejam tão ardorosamente ser o próprio que até fazem cirurgia plástica.
Isso sem falar daqueles que alimentam “Teorias da Conspiração”, como a da falsa morte de Jim Morrison (The Doors). Imaginem que propagam a ideia de que o astro ainda vive, baseando-se na seguinte “constatação”: o cantor media 1,83m e seu caixão tinham apenas 1,75m. Agora pasmem: não só Jim estaria vivo, como vivendo nas Ilhas Seychelles, no meio do Oceano Índico. Há quem acredite que Elvis e Michael Jackson seguiram por este mesmo caminho. Vai saber, né?
Voltando às nossas divagações sobre os “motivos” ou “precedentes” para a fama, cabe uma pergunta (meio tipo 3 em 1):
O que realmente faz uma pessoa se tornar idolatrada: O que ela faz em vida ou como ela é lembrada depois da morte?
Observem que pode até parecer a mesma coisa. A mesma dúvida. Mas não é.
Tudo tem um amplo significado, interpretação.
E as respostas para estas indagações são subjetivas, pois se basearão em nossas próprias crenças, nossos próprios pontos de vista.
De qualquer forma, vocês, como eu, hão de concordar que as reveladoras e chocantes palavras de Marylin Monroe, desmistificam a imagem romântica da fama:

“Hollywood é um lugar onde pagam milhares de dólares por um beijo, mas apenas 50 centavos por sua alma.”

*O título desde post é o nome de uma canção gravada pela Banda alemã Scorpions. Ela trás como refrão principal os seguintes versos:
“Here I am
Rock you like a hurricane”
Traduzindo: “Estou aqui
Para te balançar como um furacão.”
A música faz parte do álbum “Love at First Sting”, e chegou a figurar entre as 10 melhores / mais tocadas em todo mundo, em 1984, segundo a Revista Billboard. Sua letra fala sobre badalação, luxuria, desejo. Tudo haver com o “furacão” da Fama.

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Selos de Outubro

Idéias de Barbara recebe novos Selos.

Então, antes de mais nada, vamos aos agradecimentos:
À CarOl do Pequenas Ideias pelos Selo Cartão Vermelho e pelo Selo O teu Blog é um Amor.
À Vivian do A Língua Nervosa pelo Selo Esse Blog é Show.
As flores vão correndo para ambas. Bjs.



Selo Cartão Vermelho


Esse selo se chama cartão vermelho.
“Cada um deve fazer uma listinha com 10 escolhidos para dar o cartão vermelho. Pode ser uma pessoa, uma atitude, enfim, tudo aquilo que, de alguma forma, nos incomoda - se quiser e precisar, dê uma justificativa breve. Após fazer isso, passe a bola para mais cinco blogueiros e vamos ver no que dá…”

Quem indico:

Blog do Barzinho
Filosofia e Vida
Poesia Sonhada
Sinapse Moderna
Amor e Ódio

Quem ou o quê recebe cartão vermelho:

1- A corrupção.
2- O mercantilismo em que se transformou a Educação no Brasil.
3- Falta de compromisso profissional.
4- Gente que se diz “intelectual” e não sabe nem se posicionar num debate.
5- Internet Explore
6- Banco que não respeita a Lei dos 15 minutos.
7- Maltrato e exploração de animais
8- Má distribuição de renda.
9- Falta de Responsabilidade Social.
10- Windows Vista

Selo Esse Blog é Show

A regrinha é:

Citar 10 palavras que definam seu blog!
Repassar para 5 blogs que tb sejam show!

O que define o Idéias de Bárbara: informativo, cativante, engraçado, contemporâneo, eclético, charmoso, viciante, alegre, ativista, fashion.

Ufa!!! Isso não foi mole!!

Para quem repasso:
A Dona do Mundo
Ana Gabi
As 7 pedras do Amor
Antalya
E-Glam


Selo O teu Blog é um amor
Esse a gente repassa para os blogs que vc considere um amor.
Então lá vai:
Dika.com
Cenas da minha Memória
Meus Poemas Favoritos
Porto das Crônicas
Pé de Meias
Livros pura Diversão

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Consultório Sentimental

Vivo lendo por aí relatos de mulheres que narram suas desilusões amorosas. Rompem e reatam relacionamentos, não encontram o verdadeiro amor. Tristes histórias alinhavadas por muitos pontos em comum.
Talvez a ponta do novelo seja a idéia errada do que vem a ser uma relação verdadeira, sólida. Toda relação é uma parceria, uma forma de complementar o outro, ao mesmo tempo em que somos completos. Quando nos anulamos em função dos desejos e vontades do outro, deixa de ser parceria, passando a ser subserviência, dominação, escravidão.
Desenvolve-se assim uma simbiose doentia, onde dominado e dominador julgam necessitar um do outro, desempenhando exatamente estes papéis. Com o passar do tempo, ressentimentos e mágoas começam a acumularem-se embaixo do tapete, até que um dia o “monte” se torna grande demais para ser ignorado. E é justamente nesse ponto que o casal resolve discutir a relação. O que acaba sempre se demonstrando ser um péssimo negócio.
Vejam bem, o ruim não é discutir.
O ruim é nos tornarmos um poço de sentimentos negativos.
Discutir é sempre saudável.
O caminho mais correto é não deixar as pequenas coisinhas tornarem-se monstros que nos espreitam de dentro do guarda-roupa.
Cada problema, plano, vontade ou desejo deve ser esclarecido, explicado e debatido, no exato momento em que surge. Temos que falar sim, o que pensamos, sentimos e por quê.
Deixar dúvidas ou abrir concessões as quais não vemos com bons olhos, pode acabar nos transformando em um tipo de "Scrat"...
Agindo assim, não seremos capazes de viver nada além do que uma solidão a dois.
Conheço muitas relações assim. Casamentos e namoros que se arrastam durante anos, escondendo-se em aparências, usando máscaras e desculpas das mais artificiais possíveis.
Como ser feliz assim?
Realmente não sei responder.
Minha experiência de vida e observação do mundo me faz acreditar no que vivo: uma relação baseada em recíproca lealdade. Por favor, não limitem-se a interpretar lealdade apenas como fidelidade. Ela têm sim este significado, porém não apenas este. Ser leal é antes de tudo ser verdadeiro, sincero, transparente. Ser leal é não construir castelos em frágeis alicerces de falsidade e mentiras. Ser leal é apoiar incondicionalmente o parceiro, pois o nosso apoio é baseado exatamente naquilo que semeamos juntos. Ser leal é ter em mente como honrar os sentimentos do outro. Enfim, ser leal tem milhões de significados. Mas só ama realmente quem é leal. Não pode haver amor onde há hipocrisia, falsidade e subjulgamento.
É aqui que se devem estabelecer as barreiras do que é fugaz daquilo que é constante.
Como toda certeza você que está lendo este post conhece um ou mais casais que vivem a chamada relação elástico: cheia de vai e vens, rompem e reatam como num passe de mágica.
Numa relação assim, um dos lados é sempre aquele mais facilmente manipulado. Aquele que aceita e “perdoa” os erros, as falhas, os deslizes. Na maioria das vezes este lado somos nós, mulheres. Talvez porque, mesmo negando, ainda temos muito enraizada em nosso intimo, a fábula do homem ideal, do príncipe encantado. Que o digam filmes como: A nova Cinderela, Orgulho e Preconceito, e pó aí vai...
Paralelamente a isto, ainda existem outros motivos: o medo de fracassar, o orgulho, a opinião alheia, questões financeiras...
Ir e voltar para o mesmo parceiro pode até ser uma ideia acalentada por muitas, reconfortante em muitos aspectos. Mas até que ponto? Até que ponto aceitar esta situação sem sentir-se inferior, frágil, fraca, ou como muitas se sentem: transa fácil.
Talvez a melhor metáfora para isso seja a do pesadelo.
Uma relação assim é como ter um mau sonho, acordar, sentir o alivio doloroso de ter saído da situação. E, por vontade própria, adormecer e voltar para o antigo pesadelo.
Outras mulheres contam enfrentar diversos problemas, coisas demais para resolver. Acabam por colocar a culpa nos parceiros, filhos, familiares. Indicam um agente causador para cada desastre e, acomodam-se na reconfortante posição de vítima. Uma enorme ilusão.
É óbvio que não somos a Mulher Maravilha, mas culpar o outro nunca será resposta para nada. A primeira medida para solucionarmos essa “teia” de percalços é admitirmos até que ponto somos nós mesmas que originamos ou alimentamos estas situações. Fazendo apenas uma breve reflexão, você verá que neste cartório, ninguém é inocente. É imprescindível que não se tape o sol com a peneira. Pois, por mais que se tente, nunca seremos capazes de enganarmos a nós mesmas.
Se você viu aqui neste breve arremate de idéias, a figura daquilo que te impede de ser feliz, arregace as mangas, e comece a mudar sua vida. A felicidade está ao alcance de todos. Parta pra cima e acredite:
“Realmente o mais difícil é começar!”

Fica aqui mais um conselho, desta vez, nas palavras do escritor, jornalista e cineasta Arnaldo Jabor:
“Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.”

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©2007 '' Por Elke di Barros