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59 Votos


Política, uma coisa muito controversa. Uns gostam outros detestam. E ainda tem aqueles que nem ligam.
Francamente, não costumo me envolver muito com este assunto. Mas como as eleições estão aí, o tema fica meio à baila.
Falar sobre processo eleitoral desdobra-se sobre vários aspectos. Poderia tecer mil comentários, abordar várias facetas. Mas hoje vou discorrer sobre algo que até então não havia refletido muito: o resultado das eleições para vereador.
Fala sério, você alguma vez já se deparou com a listagem final que contém esses resultados? Eu já, mais de uma vez. Mas foi somente agora que atentei: além dos mais votados, há uma infinidade de candidatos que recebem pequena quantidade de votos, às vezes menos que 100.
Vendo os eleitos, com mais de 2 mil votos, pergunto quantos de seus eleitores realmente sabiam em quem votavam. Quantos conhecem o candidato ou seus projetos para a cidade. Quantos votaram por acreditar nas ideologias defendidas por seus eleitos. 
Sinceramente não sei estimar quantos. 
Tive a chance de entrevistar eleitores e questioná-los sobre as razões que são determinantes na escolha do candidato. Ouvi algumas respostas inimagináveis: 
  • Gente que vota só em quem está em primeiro lugar nas pesquisas porque o candidato será vencedor; 
  • Quem só vota em rico; 
  • Gente que vota naquele que distribui peixe na Semana Santa e frango no Natal; 
  • Quem trocou o voto por saco de cimento ou telhas de eternit;
  • Gente que nem sabia em quem votar e pegou um "santinho" qualquer na porta do local de votação;
  • Quem sempre vota no mesmo candidato;
  • E ainda há quem só vote em “Doutor”.

É justamente aqui que retomo a questão dos candidatos menos votados.
Quem vota nesses candidatos geralmente tem motivos muito palpáveis: conhecem bem o candidato, já conversaram sobre projetos e planos de trabalho. São eleitores mais próximos, que realmente acreditam em seus escolhidos.
Todos deveriam ser assim.
Democracia é para todos.
A política deveria aproximar o povo e os governantes, estabelecer uma relação co-participativa que direcionasse os interesses coletivos rumo à concretização próspera e igualitária de uma cidade melhor, um país melhor.
Vamos pensar melhor. 
Nos esforçarmos para criar uma nova consciência coletiva de responsabilidade social.
Sim, saber escolher nossos representantes é o primeiro passo para a estruturação de um futuro realmente democrático e livre de desigualdades.
Pare e pense: será que você realmente conhece o vereador em quem votou? 
Ou será que está esperando o peixe e o frango?

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©2007 '' Por Elke di Barros