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Fashion, Eu?


"A moda, afinal, não passa de uma epidemia induzida."
George Bernard Shaw

Bom. Bom. Bom. Teminha mais polêmico esse: MODA.
Estar na moda é a principal preocupação de muita gente. Digo muita gente porquê há muito tempo moda já deixou de ser coisa só de mulher. Homem também tem que estar “in”.
A sociedade moderna impele cada vez mais o individuo à massificação seriada. Transformar tudo num único padrão é um paradigma moderno com raízes bem profundas que, remetem, talvez, à antiguidade clássica, à organização sistematizada dos Exércitos Romanos.
Hoje somos todos repetição de outras épocas.
Mas deixando de lado este aspecto, ainda há outro mais relevante.
Vestir sempre foi uma opção pessoal. Sua indumentária reflete seu lado personalístico. A roupa também é um código, uma mensagem. Basta saber interpretar.
Não tenho profundos conhecimentos sobre história da
moda, mas pretendo “levantar uma lebre”: por que hoje a moda (alta costura) transformou a mulher em algo tão andrógeno, à margem do feio?
Assisto filmes clássicos e vejo atrizes como Rita Hayworth, Audrey Hepburn, Marilyn Monroe, Bette Davis, Elizabeth Taylor vestidas em modelos Chanel, Dior...que favorecem a elegância e leveza do lado feminino, tornando a mulher uma fêmea, em essência e corpo. Não expõem seios ou bundas, não misturam cores estranhas, não utilizam matéria prima esdrúxula. Apenas evidenciam a mulher.
Isso é moda.
Isso é um paradigma passível de reprodução. Não a modelo esquálida, entupida de maquiagem pesada, envergando um vestido que mais parece ter saído de uma máquina de picotar papel.
Observando isso, passei a me questionar quando algo visívelmente tão belo deixou de ser padrão para tornar-se caricatura. Mas, foi uma observação de minha avó que me acendeu a luz no fim do túnel. Segundo a filosofia dela, que também fiz minha, a moda mudou quando deixou de ser feita “de mulher para mulher”.
Quando os homens entraram no mercado da moda, a mulher passou a ter outro tipo de imagem. Raros foram os estilistas que atrelaram seu trabalho àquele padrão anterior. Na busca por um novo modelo, perderam de vista as formas classicamente femininas, transformando as mulheres em qualquer outra coisa, menos no que podemos chamar de “MULHER”.
Deus do Céu, quem teria coragem de sair na rua ou ir trabalhar vestida numa roupa que mais se parece com a cúpula de um abajour ou um trevo de 4 folhas? Um horror!
Estar na moda não é tornar-se cego, aceitando o mal gosto e tendências duvidosas como um pressuposto para que seja aceito em determinado grupo social.
Estar na moda é, antes de tudo, estar bem consigo, definir sua personalidade, expor seus pontos de vista e crenças.
Quem realmente “está na moda” nunca será “Maria vai com as outras”.
E você, está na moda ou com as “outras”?

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©2007 '' Por Elke di Barros