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Eu e Anais



"Quando ele está sentado ali, sinto que posso ver sua mente como posso ver seu corpo, e ela é cheia de labirintos, fértil e suscetível. Fico carregada de adoração por tudo que sua cabeça contém e pelos impulsos que sopram em rajadas."

Anais Nin em Henry & June


Um dia Anais Nin surgiu em minha vida.
Sei exatamente como. Sou fã da série de Tv “The OC” e, ao assistir a 4ª Temporada, comecei a reparar em como o nome da escritora aparecia sempre citado pela personagem Taylor.
Fiquei curiosa e resolvi ler Anais. Encantei-me. Seus textos são tão reais que sentimos seus dilemas e sofrimentos como se fossem os nossos.
Primeiro veio “Henry e June”. Uma busca de identidade cheia de percalços e fantasias. Uma intrincada teia de emoções.
Depois foi a vez de “Pequenos Pássaros”, que através de suas curtas narrativas, mostrava os mais recontidos desejos da alma humana.
Então cheguei ao “Delta de Vênus”. Realmente algo diferente. Imagino como deve ter sido complicado naquela época escrever e publicar algo desse tipo. Uma coisa muito audaz, afinal sexo sempre foi um tabu social.
È uma pena que apenas uma pequena parte de sua obra tenha sido traduzida para o português.
Lembro-me de que ao comprar o primeiro livro, senti-me incomodada com o fato de estar escrito na capa: “Histórias Eróticas”. Achei pejorativo. Algo que não combinou com o teor do conteúdo. Isso porquê é muito comum associar erotismo com coisas de baixo nível.
Os livros de Anais não falam somente de sexo e fantasias. Eles trazem dilemas psicológicos aprofundados. Exteriorizam uma gama infinita de possibilidades cotidianas. Coisas as quais não paramos para mensurar ou questionar.
Portanto, ao ter em mãos um livro de Anais Nin, não o julgue pela capa. Deixe a mente fluir em suas linhas. Tente pensar como ela pensava, naqueles tempos. Assim terá uma surpresa.
Talvez, nas palavras de Anais, você encontre mais verdade do que no maior best seller de auto-ajuda que você já leu.

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©2007 '' Por Elke di Barros