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Priscila no Brasil

Paradas Gays.
Há muito quero escrever sobre este tema, mas ao mesmo tempo evito.

É um tema polêmico e um tanto quanto delicado. Nos dias de hoje, basta qualquer palavrinha errada para sermos logo taxados de “Homofóbicos”.
Não quero, de maneira nenhuma, desmerecer ninguém por sua orientação sexual. Com quem nos relacionamos é algo pessoal, íntimo de cada um. O livre arbítrio está aí para isso mesmo.
O que quero debater é sobre a real necessidade das Paradas Gays. Como evento festivo, são, sem sombra de dúvida, muito alegres e contagiantes. Mas, ao olhar de fora , sempre me questionei sobre sua real funcionalidade.
Distribuir camisinhas, cartilhas e panfletos. Orientar, informar, educar, prevenir, realizar exames rápidos. Com certeza nobres objetivos.
Mas será mesmo necessário realizar um outro carnaval para fazer isso?

Bom, não sei se sabem, mas o Governo Brasileiro é o principal patrocinador das Paradas Gays. Existem verbas específicas para isso. Para se ter idéia, apenas a Parada Gay de São Paulo Edição 2008 recebeu R$ 920 mil reais dos cofres públicos do município e da federação, além de receber incentivos financeiros de estatais como a Caixa Econômica Federal e a Petrobrás.
Além disso, o número de paradas gays está aumentando a cada ano no Brasil tendo ultrapassado a marca das 100 em 2006. Hoje, nós somos o país com o maior número de paradas gays do mundo!
Agora pergunto: Se falta dinheiro para tantas coisas como escolas, remédios, policiamento, hospitais, habitação, saneamento básico, de que maneira podemos gastar milhões e milhões de reais com uma festa ?
Isso não faz sentido!

Concordo que os gays sofrem preconceito e discriminação. As paradas vieram com o intuito de exacerbar o orgulho gay, defendendo os direitos de uma minoria, até então reprimida, e colocada à margem da sociedade.
Conseguiram. Mas agora chegou a hora de acontecerem, única e exclusivamente, com o patrocínio da iniciativa privada.

Foi muito justo o governo dar o primeiro impulso para que esses movimentos acontecessem mas, chega de empregar recursos públicos nisso.
A verba pública que é oriunda do pagamento de impostos do trabalhador deve ser destinada para o bem comum, como a construção de escolas, de unidades de saúde e saneamento básico, tudo mais que atinja a coletividade, o maior número de pessoas possíveis. Em momento algum, independentemente de seu credo ou orientação sexual, devemos esquecer disso.


  • Quantas escolas se fariam ou reformariam com o dinheiro destinado às paradas gays?
  • Quantos hospitais e postos de saúde?
  • Quantas crianças poderíamos alimentar?
  • Quantas casas populares poderíamos erguer?
  • Quantas redes de saneamento básico poderíamos ampliar?
  • Quantos medicamentos e vacinas poderiam ser disponibilizados às pessoas de baixa renda?

Ser gay não é, nem nunca será prerrogativa para ser menos capaz.
Mas ser analfabeto ou subnutrido, sim!

Então o que vale mais:
O trio elétrico tocando “I Will Survive” ou a criança que passa fome no Nordeste?
Falta colocarmos os pesos e as medidas.
Até que ponto é justa a atual equação:

Liberdade Sexual + Direitos Iguais = Financiamento Público?

Fica a indagação!




"Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir."

George Orwell - Escritor

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©2007 '' Por Elke di Barros