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Do Fundo do Baú




Uma Relíquia retirada, literalmente, do fundo do baú.
Um texto escrito a quatro mãos, em agosto de 1996 por mim, Carla Ghermandi, Fabiana Costa e Adriana Nácul.
Pode até parecer pequeno, mas com certeza muito significativo. Espelha momentos muito importantes de nossas vidas.
Aí vai....

“Devo não nego, porém não pago quando puder. A data está marcada, o dinheiro não existe, só a dívida me atormenta. E aí como conseguir o dinheiro? Na verdade não sei. E ainda tem o plano de saúde que come metade do salário do meu marido todo mês. Onde está a justiça, ou melhor, o aumento salarial? A minha impressão é que se perdeu no tempo, no espaço, no universo.
Além disso, a saudade que arrebenta o meu peito, a vontade de estar junto e ultrapassar os limites de tudo que é bom. È muito bom amar e quando se é correspondido é melhor ainda. Sou uma pessoa só de sentimentos e às vezes sofro por isso mas sei que meu destino é ser feliz.
Destino é palavra forte, mas tem um lado perigoso. Deixar por conta dele é acomodar-se. Não acreditar nele é mexer com coisas para lá do verdadeiro e do falso...coisas, assim, “divinas”. Bom é viver todos os dias, minuto a minuto. Fazer bem e não querer atingir o limite da perfeição, pois, se ela existisse não existiria a tal da madrugada! Angustiante...
A angústia é um sentimento que demonstra o quanto dependemos de decisões alheias. É a espera que aquela pessoa nos dê aquela resposta X, positiva, solucionando tudo que nos aperta o coração, acabando com o vazio no peito. É triste muitas vezes termos a falsa impressão de que nossa felicidade depende de outra pessoa.”

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©2007 '' Por Elke di Barros