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Ônibus 132




Não posso sempre estar contando histórias dos outros. Então hoje, o foco sou eu, estarei no alvo dos holofotes...ahahahaha
Havia ido a um evento no Hotel Glória no Rio de Janeiro. Eu e Rogério resolvemos andar até a Praia de Botafogo e lá tomamos um ônibus. Era um 132, Leblon, estava praticamente vazio, com exceção das quatro moças sentadas no fundo, tagarelando animadamente.
Assim que entramos, o ônibus seguiu, e o motorista nos perguntou:” Vocês sabem o trajeto dessa linha?”
Estranhamos a pergunta. A nossa cara de surpresa deve ter sido muito evidente porquê ele rapidamente completou: “É porque sou novo na linha e não sei o percurso.”
Pronto. E agora? Já vi motorista de táxi que não sabe o percurso. Mas motorista de ônibus é meio surreal. Bom, quando vou ao Rio sempre ando de Metrô. Ônibus é último caso. Eu realmente não estava familiarizada com este trajeto.
Imagina situação! Ensinar o trajeto ! Inacreditável !
Então respondi:”Uma parte eu acho que consigo te ensinar...”
Mas pro meu alívio, dois pontos adiante, entrou um velhinho. Depois de explicarmos a situação, ele declarou que sabia o caminho. Bem, seguimos tranqüilos. Até que...perto do Shopping Rio Sul, um homem, com o filhinho, entrou no ônibus. Não sei porquê, mas o motorista advertiu o novo passageiro sobre nosso dilema. Pronto, acabou-se a paz. O velhinho e o homem começaram uma discussão acalorada sobre a entrada ou não do ônibus na Rua Tonelero, em Copacabana. O ônibus seguia. Quando já estávamos em cima da Praça Cardeal Arco Verde, o motorista, em pânico, perguntou:”Entro ou não entro?” Como ninguém respondeu, ele seguiu. O homem, disseminador da confusão desceu no ponto seguinte e de propósito, orientou o motorista a virar à direita quatro ruas adiante. Um erro tremendo!
O velho então tomou as rédeas da situação e o ônibus seguiu. Mas nosso orientador sênior iria saltar na Praça General Osório, no começo de Ipanema. O motorista desesperou-se. Pediu todas as explicações possíveis antes que o velho saltasse.
A esta altura, para nós não fazia mais diferença o restante do trajeto, pois já estávamos na Rua onde também saltaríamos, quatro pontos adiante.
O motorista continuava inseguro. Então falei:”Vamos saltar na esquina da Rua Aníbal de Mendonça.”
O velho falou:”Pronto. Está ótimo. Depois que eles saltarem, você conta duas ruas e entra à direita, é o Jardim de Alah, que é o ponto final dessa linha.”
O motorista pareceu mais aliviado. O velho saltou, despediu-se. Tudo calmo até que...no ponto seguinte entrou uma mulher com um menino. Ao ouvir nossa conversa com a trocadora, ela logo se intrometeu:” Tá tudo errado. Este ônibus vai até o canal, no final do Leblon.”
Pronto. Um novo caos se instalou.
Todos falando ao mesmo tempo. Bem, acabou que nosso ponto chegou e nós tivemos que descer. O motorista nos deu um último olhar, completamente desamparado.
O fim da história? Não sei.
Mas nunca imaginei ensinar a um motorista o trajeto de uma linha de ônibus, no Rio de Janeiro, ah isso, nunca mesmo.
Ahh...peraí. Depois de tudo, descobri que quem realmente tinha razão era a mulher que entrou por último. Ponto pra ela.

5 comentários:

Felipe disse...

Situação meio inusitada, mas menira.
Sei lá, se acontecer comigo, nem sei.
Valeu.

Sadrinho do Leme disse...

Nunca mais pego um 132. rsrsrsrsrs

Jadila disse...

Tiiaa..essa históriia vc nunca me contou!!kkkkk
mtO engraçadO!!
bjO
te amO!!

Girl Gossip disse...

Já vi motorista de táxi que não sabe o caminho mas, de ônibus é a primeira vez. Que coisa.

George Herz disse...

Carioca tem uito pra conta, não é verdade? É cada perrengue que a gente passa. Deus me defenda. HAHAHAAHAA ;)

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