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Literatura

O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares


Mutantes, monstros, portais do tempo, guerra, espionagem, romance. Apenas alguns ingredientes que compõem a trama de O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares.
Eleito uma das 100 mais importantes obras da literatura jovem de todo os tempos, o livro mistura ficção com fotografias impressionantes, que creditam à narrativa um sugestivo toque de mistério.

Aclamado pela crítica mundial, o livro chamou a atenção de figuras ilustres no mundo das artes e do cinema. A 20th Century Fox se encarregou de adaptar a obra literária para a telona. Com direção de Tim Burton e uma elenco fabuloso com Eva Green (no papel da Srta. Peregrine), Samuel L. Jackson, Ella Purnell, Chris O’Dowd, Allison Janney, Terence Stamp, Kim Dickens, Rupert Everett, Judi Dench e Asa Butterfiel (no papel do jovem Jacob), a franquia tem tudo para ser um grande sucesso! O filme está previsto para dezembro de 2016. 
A narrativa relata a história da vida de Jacob, um adolescente, descendente de judeus, que cresceu ouvindo histórias fantasiosas do seu avô Abe Portman sobre a sua infância em um orfanato, em uma ilha remota na costa do País de Gales. O tempo passou e o neto deixou de acreditar nas ‘bobagens’ que o velho contava. Triste por ter sido desacreditado por Jacob, Abe decide não falar mais sobre o assunto, uma decisão que mais tarde se mostrará muito complicada, chegando ao ponto de comprometer a própria vida do neto.
Com o tempo, os familiares passam a acreditar que Abe está sofrendo com delírios mentais pertinentes à alguma doença degenerativa da terceira idade, não lhe dando ouvidos, até que o dia Jacob recebe uma ligação de seu avô perguntando sobre a chave de seu armário de armas. Percebendo o desespero na voz do avô, Jacob resolve ir até ele, mas acaba encontrando o idoso, à beira da morte, com o corpo dilacerado por cortes terríveis, estirado no chão da mata. Antes de morrer, seu avô passou-lhe algumas instruções, aparentemente sem sentido, que falavam sobre buscar segurança em uma ilha, uma carta e uma ave. Enquanto segurava o avô nos braços, Jacob tem a sensação de ter visto um monstro, com tentáculos no lugar da boca. Interrogado por policiais e familiares, Jacob narra todo o acontecimento mas acaba sendo taxado de louco e encaminhado para um tratamento psiquiátrico.
Para tentar se recuperar e aceitar o fato de que tudo fora sua imaginação, Jacob decide viajar junto com seu pai para a ilha de Cairnholm e se depara com um pedaço de terra modesto e de poucos habitantes. No desespero, nosso protagonista percorre toda a ilha até se deparar com o palco das histórias que seu avô contava: as ruínas do antigo orfanato em que ele cresceu. Enquanto Jacob explora os quartos e corredores abandonados, percebe que as crianças que viveram no orfanato são muito mais do que simplesmente peculiares: elas podem ter sido perigosas e confinadas na ilha deserta por um bom motivo… E, de algum modo, por mais impossível que pareça, ainda podem estar vivas.
Daí em diante, o mundo de Jacob nunca mais será o mesmo...
Mas não se enganem. O Orfanato da Srta Peregrine não é um livro de terror mas, uma deliciosa fantasia que, em algumas passagens lembra Harry Potter e outras séries juvenis que envolvem magia e misticismo. Os pequenos toques de suspense criados pelo autor deixam a narrativa bastante envolvente, afinal, quem não gosta de uma história com personagens peculiares e viagens no tempo? Sim! A história se passa no “presente” e no dia 3 de Setembro de 1940. Com personagens cativantes e vilões bem construídos, o livro dá origem a uma das sagas mais promissoras da literatura mundial de todos os tempos. Uma leitura envolvente, instigante e fascinante.


Confira um trecho que selecionamos para vocês:

"Achei que estivesse sonhando. Queria responder, mas eu estava tão completamente congelado que parecia preso. […] Então uma lanterna surgiu viva lá em cima, e estiquei o pescoço para ver meia dúzia de garotos ajoelhados em volta das mandíbulas recortadas no chão quebrado, olhando para baixo.
De algum modo, eu os reconheci, mas não sabia de onde eles eram, como se fossem rostos de um sonho de que não nos lembramos direito. Onde será que eu os vira antes? E como eles sabiam o nome do meu avô?
Então eu entendi. As roupas deles eram estranhas mesmo para o País de Gales. Tinham rostos sérios e pálidos. Os retratos espalhados no chão ao meu redor olhavam para mim do mesmo modo que os garotos lá em cima. De repente eu compreendi.
Eu os vira nas fotografias.”



Veja o Trailer do Filme




Sobre o Autor

Ransom Riggs

Ransom Riggs, cineasta e escritor americano, nasceu em 1980, em uma fazenda no estado de Maryland, mas cresceu na Flórida. Estudou literatura Inglesa no Kenyon College e cinema na Universidade da Califórnia do Sul .
Seu trabalho em curtas-metragens para a Internet e blogs para Floss Mental arranjou-lhe um emprego como autor de The Sherlock Holmes Handbook, um pequeno livro lançado como parte da estratégia de promoção do filme Sherlock Holmes, em 2009.
Curioso e colecionador, ele reuniu uma série de fotografias antigas com a intenção de publicar um livro de imagens. Mas, por sugestão de um editor, Ransom acabou usando as fotografias como um guia a partir do qual para montou uma narrativa: O orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares.








Chá de Sumiço



No final do ano passado a editora BERTRAND BRASIL lançou o aguardadíssimo CHÁ DE SUMIÇO, da escritora Marian Keys. 
Este é o último livro que compõe a saga das cinco irmãs Walsh: Claire, Margaret, Rachel, Anna e Helen.
Como toda fã encantada por sua autora favorita, sofri absurdos até o lançamento desse livro.
O motivo? 
Este é o livro que conta a história de Helen Walsh, a irmã caçula, mal humorada, endiabrada, sarcástica, teimosa, maluca, sem educação, engraçada, bonita e despreocupada com a vida.
Ela é a preferida de muitos leitores, pois além de amalucada é dona de um senso de humor ácido e estiloso. É impossível ler qualquer livro com as Walsh e não morrer de rir com os comentários sarcásticos de Helen.
No começo da narrativa Helen não vive um bom momento: muitas dívidas, nenhuma amiga. O trabalho como detetive particular vai mal, o apartamento foi tomado por falta de pagamento. 
Sem emprego, porque a Irlanda passa por um período de recessão e não há dinheiro para gastar com detetives particulares; ela se vê obrigada a voltar para a casa dos pais, onde Mamãe e Papai Walsh, com seu humor mordaz, recebem a caçulinha da maneira que lhes é peculiar. 
No meio de toda essa crise surge Jay Parker, um ex- namorado, charmoso, super atrapalhado e cheio de dinheiro, com uma proposta de trabalho: encontrar Wayne Diffney, um músico desaparecido, componente de uma antiga boy band de sucesso, a Laddz. Precisando do dinheiro, ela se vê forçada a aceitar, o que causa uma confusão em sua cabeça ao conviver com o ex, relembrar o passado, debater os problemas da antiga relação e ainda acalmar o atual namorado Artie, um cara mais maduro, investigador, pai de três filhos e diga-se de passagem um partidão. 
Ao tentar seguir suas próprias regras, Helen é arrastada para o mundo complexo, perigoso e glamoroso do showbiz.
O que é surpreendente no livro é fato de que a heroína, tão cheia de si e dona do seu próprio nariz, sofre de depressão em grau avançado. Ela faz terapia, toma medicação controlada e ainda assim se sente impotente para lhe dar com a doença. 
Isso mesmo!
Nos deparamos com uma mulher que passou dos 30, bem mais madura, com problemas sérios e tendências suicidas super graves, que faz tratamento com psiquiatras, é dependente de remédios e mais remédios, além de Coca zero... 
É justamente abordando um assunto tão complexo e ainda muito pouco compreendido como a depressão, que Marian Keyes demonstra toda a sua habilidade em tratar temas controversos, com a mesma maestria com que abordou a violência contra a mulher em CHEIO DE CHARME, drogas em FÉRIAS, morte em TEM ALGUÉM AÍ? e o estupro em A ESTRELA MAIS BRILHANTE.
Paralela a história de Helen, surgem na narrativa os dilemas de outros personagens.
Várias histórias se entrelaçam e muitas vezes somos levados a imaginar um caminho, quando na verdade a condução nos levará a outro totalmente diferente.
Todos os personagens secundários, como os músicos da Laddz, a misteriosa e exótica Zeezah, os vizinhos da Mercy Close, os médicos e terapeutas, foram construídos com primor. O leitor consegue imaginar cada um, cada estilo.
É claro que nossa Helen consegue desvendar o caso e descobrir onde Wayne está. 
Isso não vou contar porque estraga a surpresa. 
Mas vale dar uma dica: se você souber ler nas entrelinhas, descobrirá antes do desfecho onde o músico está. Juro!
Vale também chamar a atenção do leitor para as máximas hilárias e impagáveis como:

- Mas ele andava chorando!
- Às vezes os homens choram, isso não é ilegal. (página 275)

Favores são como dinheiro vivo: Não podem ser gastos com coisas inúteis. (página 199) 

Irresistível, comovente e muito engraçado, Chá de sumiço é diferente de todos os romances do gênero, e a protagonista – corajosa, vulnerável e dona de uma língua afiadíssima – é a heroína perfeita.

Sobre a autora
Marian Keyes




Marian Keyes é irlandesa e morou em Londres durante doze anos. Estudou na Universidade de Dublin, onde se formou em 1984. Hoje é uma das autoras de maior sucesso no Reino Unido, tendo vendido a peso de ouro os direitos de publicação de seus livros para o mundo inteiro. Chá de Sumiço é o seu décimo primeiro romance lançado no Brasil. Melancia, Férias!, Sushi, Casório?!, É Agora... Ou Nunca, Los Angeles, Cheio de Charme, Tem alguém?, Um bestseller pra chamar de meu e A estrela mais brilhante publicados pela Bertrand, atingiram um público de milhares de leitores. Suas obras já foram traduzidas para mais de vinte idiomas, sempre se destacando nas listas dos mais vendidos. Atualmente, Marian Keyes vive em Dublin com o marido.







Camel Club


Não posso me referir a este livro sem ter em mente uma palavra: surpresa.

O nome do autor não me dizia nada. Fui atraída pelo resumo, contido em sua contracapa. Mas ainda assim não me empolguei logo de cara. Pensei: Tudo bem, vou comprar. No máximo será uma coisinha água com açúcar, para relaxar meus neurônios.
Mal sabia eu, o enredo maravilhoso que tinha nas mãos.
Camel Club foi o primeiro livro que li do escritor David Baldacci. Famoso principalmente por suspenses políticos, ele já publicou mais de 20 livros, alguns inclusive já foram adaptados para o cinema, mas, infelizmente, Camel Club não está entre eles.
Mas o que seria o Camel Club?
O título do livro se refere a um grupo de pessoas, cada uma muito capacitada em áreas específicas do conhecimento, que se reúnem para discutir a situação política dos Estados Unidos da América, em busca de algum golpe ou operação que possa estar em desenvolvimento por baixo dos panos. Tudo com uma generosa pitada de várias teorias da conspiração. Esse eclético grupo, que é composto por um nerd com TOC, especialista em tecnologias da informação, um ex-agente da CIA, um ex-combatente do exército e um bibliotecário, é apresentado nesse livro e, para a alegria dos leitores que se encantaram com os personagens, irá aparecer em pelo menos quatro outros livros do mesmo autor.
A trama de Camel Club começa quando seus integrantes testemunham, acidentalmente, o assassinato de um importante agente do governo, são envolvidos em um esquema secreto sem precedentes e partem para uma investigação independente. Nesse caminho eles se deparam com uma trama que envolve a sopa de letrinhas das agências do governo (FBI, NSA, CIA, etc), terroristas árabes e até mesmo o presidente norte-americano.
O livro é muito bem escrito, ainda que o leitor talvez fique ligeiramente perdido algumas vezes com o elevado número de personagens. Mas isso não atrapalha a diversão e rapidamente pegamos o ritmo da narrativa, repleta de instigantes reviravoltas.
O ápice da história é capaz de deixar qualquer um sem fôlego, devido ao grande fluxo de acontecimentos. Sabe aquele livro em que você pensa que já decifrou tudo e de uma hora para outra toda a história muda? Pois é, este é o caso do Camel Club.
Embora a trama seja intensa e surpreendente, o leitor deve ficar bem atento à complexidade do enredo. É desta forma que o autor consegue a façanha literária de deixar o leitor preso até a última página.
De todos os personagens, o mais intrigante é Oliver Stone. Isso mesmo, um homônimo do famoso cineasta. A vida desse personagem é envolta em uma nuvem de mistérios, que só vão sendo descobertos aos poucos, no decorrer das páginas.
Vale destacar também as fantásticas composições dos cenários onde ocorrem as ações mais intensas e as brilhantes descrições sobre os bastidores da Casa Branca.


Sobre o autor


David Baldacci
David Baldacci nasceu na Virgínia, em 1960. Antes de se dedicar à carreira de escritor, atuou como advogado em Washington. Seus livros foram publicados em mais de 80 países e traduzidos para 45 idiomas. Conhecido mundialmente por seus thrillers, que já venderam mais de 110 milhões de exemplares e entraram 16 vezes consecutivas na lista de mais vendidos do The New York Times, Baldacci também já teve alguns de seus romances adaptados para o cinema. Entre suas obras estão Toda a verdade, Traição em família, Poder absoluto e Um certo verão. Ele e a esposa criaram a Wish You Well Foundation, uma organização sem fins lucrativos dedicada a apoiar projetos educacionais e literários nos Estados Unidos.







O lado bom da vida


Não, ainda não tive um encontro com o lindão Bradley Cooper, nas telas de cinema, encarnando o genial personagem central do livro O lado bom da vida

Antes de mais nada, tenho que dizer que Pat Peoples é um dos personagens masculinos mais bem elaborados que já tive a oportunidade de conhecer, não deixando nada a desejar a Alan Sherwood, do livro Um sorriso Distante (meu personagem masculino favorito).

Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá e isso se mostrará o grande segredo do livro. Ele apenas lembra que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". 

Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Seu pai se recusa a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. 
Ao sair da clínica psiquiátrica, Pat demonstra a todos que passou a encarar a vida por um aspecto meio Forrest Gump, acreditando no melhor das pessoas e se esforçando sempre por se tornar um ser humano melhor, um filho melhor e principalmente, um marido melhor.
À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. 
Tentando ajudar Pat em sua nova jornada encontramos sua mãe, uma pessoa determinada e repleta de amor pelo filho, que acredita em sua total recuperação, mesmo quando ninguém mais crê. Além dela, também temos o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel, um ávido torcedor dos Eagles.
Se Pat é o melhor personagem masculino do livro, ele encontra a parceira ideal na surpreendente Tiffany. Cunhada viúva de seu melhor amigo, ex-ninfomaníaca e fantástica coreografa, ela encontrará em Pat um novo amor, um amigo como nenhum outro, sua real metade da alma.
Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, nem todas as pessoas são honestas e nem todo seu esforço pode mudar o seu passado, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.
Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.
Um trechinho, para vocês se emocionarem:

"Em meus braços está uma mulher que me deu Uma tabela de observador do céu, uma mulher que sabe todos os meus segredos, uma mulher que sabe o quão problemática é minha mente, quantos comprimidos eu tomo, e que ainda assim permite que eu a abrace. Há algo de honesto em tudo isso, e eu não consigo imaginar nenhuma outra mulher deitada comigo no meio de um campo de futebol congelado, no meio de uma tempestade de neve, até impossivelmente esperando uma nuvens soltar-se de um nimbo-estrato.
Nikki não teria feito isso por mim, nem mesmo em seus melhores dias.
Então puxo Tiffany mais para perto, beijo o ponto rígido entre suas sobrancelhas perfeitamente bem-feitas e, depois de inspirar profundamente digo:
- Acho que também preciso de você."

Sobre o autor

Matthew Quick, nasceu em 1973. Formou-se em Escrita Criativa no Goddard College e foi professor de língua inglesa. Além de O lado Bom da Vida (2008), é autor de três romances juvenis. A sua obra recebeu já diversos prêmios – incluindo uma menção honrosa do prêmio PEN/Hemingway –, tem sido traduzida para diversas línguas, com excelentes referências nos meios de comunicação. A Weinstein Company e David O. Russell adaptaram O lado bom da vida para o cinema, com a participação de Robert de Niro, Bradley Cooper e Jennifer Lawrence. O autor vive no Massachusetts com a mulher, a escritora Alicia Bessette.








A vida das Musas

O que leva uma mulher à condição de musa inspiradora de gênios como Lewis Carrol, John Lennon, Sigmund Freud, Nietzsche, Rainer Maria Rilke, Man Ray, Salvador Dalí?
O que torna estas mulheres diferentes?
Como se constrói uma relação de interdependência entre o artista e sua musa?
Em 'A vida das musas', a escritora Francine Prose investiga as histórias de nove musas e os artistas que elas inspiraram para responder a todas essas questões e elaborar um conceito de 'musacidade'. 
Todas têm em comum relações afetivas intensas, apaixonadas, explosivas, que são exploradas por Francine em pequenas biografias de Hester Thrale, Alice Lidell, Elizabeth Siddal, Lou Andréa-Salomé, Gala Dalí, Lee Miller, Charis Weston, Suzanne Farrell e Yoko Ono.
O livro nos mostra, através de relatos diretos e indiretos, o complexo relacionamento entre o artista e sua musa, esclarecendo com grande sensibilidade e inteligência sobre as sutis origens emocionais do processo criativo. As nove mulheres escolhidas eram belas, sensuais ou dotadas de algum encanto menos convencional. Todas amaram e foram amadas por seus artistas e os inspiraram com uma intensidade de emoção estreitamente relacionada a Eros. Para esses artistas, o amor por suas musas forneceu um elemento essencial necessário à mistura de talento e técnica sem a qual não se produz arte.
Todas as musas tem seu toque diferencial. Mas como a parcialidade é fator inerente ao ser humano, devo dizer que as melhores histórias são de Gala Dalí, Lee Miller e Suzanne Farrell. 
Por que?
Vou dar só um gostinho...

A americana Lee Miller (1907-1977) era uma mulher bela e irrequieta, musa do famoso fotógrafo Man Ray. Nos anos 20, ela foi uma das primeiras modelos a aceitar fazer campanhas publicitárias de lingerie e, de maneira ainda mais ousada, de absorventes femininos.
Suzzane Farrell e George Balanchine

Já Gala Dalí fascina o leitor pelas suas misteriosas origens, seu incansável interesse por sexo e seu visionário poder de multiplicar sua fortuna através da obra de seu marido, Salvador Dalí.

A bailarina Suzzane Farrell seduz o leitor com sua narrativa direita sobre seu relacionamento com o também bailarino e coreógrafo George Balanchine. De todas as musas, ela é com toda certeza a representação mais fidedigna deste título. Você terá que ler para descobrir porquê.

O livro também traz lindas fotografias de cada musa, escolhidas com primor.
Para aqueles que pensam que é um livro meloso, recheado de romantismo e histórias de conto-de-fadas, sinto dizer que não é bem este o caminho. Há sim um toque de sentimento, porém o lado mais explorado pela autora é o entrosamento, muitas vezes simbiótico, entre musa e artista.


Francine Prose é romancista, crítica, ensaísta e professora de literatura e criação literária há mais de 20 anos em universidades como Harvard, Columbia e Iwoa, autora de vários livros, alguns já publicados no Brasil, entre eles Para ler como um escritor e Gula.










Mais forte que a morte


Imagine o rebuliço causado pela descoberta da tumba do profeta Jeremias. Agora adicione como ingrediente extra, um amor imortal, capaz de ultrapassar as fronteiras do tempo e espaço, da própria morte.
É disso que trata o livro Mais forte que a morte, da norte americana Zoë Klein. 
Um livro de linguagem simples, elegante, cheia de poesia
O romance é narrado em primeira pessoa por uma conceituada arqueóloga americana cristã, Page Brookstone, que passa os dias escavando em busca de achados históricos, humanos ou materiais. “Eu passei minha carreira aqui no subsolo, com os ancestrais, sem emergir para me atualizar nas manchetes do presente”, Page diz no início do romance, sem imaginar que em breve ela seria destaque na mídia de todo o mundo e pivô de polêmicas e conflitos religiosos. Para ela, sua missão é libertar espíritos e sonhos há milênios bloqueados em ossos debaixo da terra. Page está segura de que existe algo Mais forte que a morte.

“Há algo muito adorável sobre uma escavação, que beira a pura intuição. Sua origem está na autoconfiança; portanto, qualquer descoberta é inevitavelmente uma autodescoberta”, diz a arqueóloga. E é isso que ela faz. Abandona uma pesquisa de vulto num campo onde estão enterrados os corpos de milhares de crianças vítimas de sacrifícios em um culto antigo e empreende uma escavação particular na residência de um casal de árabes muçulmanos, tidos como loucos por toda a comunidade arqueológica, Ibrahim e Naima. Exceto Page, ninguém leva a sério a história que eles contam: fantasmas fazem amor em sua casa.

A opção de Page Brookstone merece crítica de colegas, ela é considerada traidora e acusada de colocar em risco a seriedade da arqueologia. “Israel inteira é, essencialmente, um tesouro arqueológico. Você anda para cima e para baixo nas tortuosas ruas de Israel e sabe que esses caminhos ondulantes estão sobre camadas e camadas de escombros de cidades, abarcando uns quarenta séculos, umas depois das outras”, afirma a personagem-narradora.

Com extrema habilidade, a autora conta a história do profeta Jeremias e sua amada Anatiya, de quase 600 anos antes de Cristo, trazidos de volta à luz pelas mãos de Page e o seu drama – ela está apaixonada por Mortichai, um judeu dividido entre o compromisso com uma viúva israelita e a arqueóloga cristã. A história ganha mais fôlego e emoção quando o pergaminho da fictícia Anatiya é traduzido por Jordanna, fiel amiga de Page, em Nova York.
Perseguida por fanáticos, foragida da polícia,afastada do seu achado ancestral e amparada por amantes da história, Page viverá fantásticas aventuras, que mesclam cenas de ação, aulas de história e romance.

Um trecho do pergaminho: “Amar um profeta é ser absolutamente rejeitada, um constante alvo de risadas e a quem qualquer um vaia. Ele sabe que tu estás te arrastando atrás dele. Tudo é revelado a ele e, embora tu sejas visível, és invisível aos olhos dele”.

Há no livro uma série de episódios paralelos e personagens curiosos – como Itai, que ama sua terra como se fosse uma mulher (“minha Israel”), o indeciso Mortichai, e os jovens livres e felizes Walid, Meirav e Dalia – Que merecem atenção especial. Todos prendem e encantam o leitor.

Zoë Klein demonstra em Mais forte que a morte que somente o amor pode unir cristãos, judeus e muçulmanos.


Sobre a autora

Formada em psicologia, rabina e líder espiritual do Templo de Isaías em Los Angeles, Zoë Klein vive em Los Angeles com o marido, o rabino Jonathan Klein, e seus três filhos.





A voz do Silêncio 



Sabe aqueles livrinhos que você olha e não dá nada por eles? 

Pois é, foi assim que olhei a primeira vez para A VOZ DO SILÊNCIO. Sem expectativa alguma. Mas confesso que foi uma impressão totalmente equivocada. 

O livro surpreendeu. 

A história encanta por sua simplicidade. 

Samara é professora e vive com o marido e o filho. Ao conhecer Nádia, a filha de sua faxineira, fica muito comovida. A menina de seis anos é surda em consequência de sua mãe ter contraído rubéola durante a gravidez. A professora quer ajudar a garota e proporcionar-lhe um tratamento adequado. Para isso, terá de enfrentar uma batalha dura, na qual vai se deparar com muitas surpresas, mas sempre de coração aberto. 

No início veio a resistência de sua própria família, seu marido Rodrigo e seu filho Gustavo foram contrários a ideia de trazer Nádia para morar com eles. Mas a doçura da menina e a persistência de Samara acabaram por vencer as barreiras da convivência cotidiana. 

Mas os problemas de Nádia não estavam só na conquista dos corações de Rodrigo e Gustavo. Sua jornada ainda estava no começo. Vários obstáculos ainda estavam por vir. Primeiro a dificuldade de encontrar tratamento, depois os entreves para achar uma escola para crianças com deficiência auditiva, o alto custo dos aparelhos... 
E quando tudo parecia estar nos eixos, o inesperado: Rosa, a mãe de Nádia, volta do nordeste e resolve levar a menina embora. 
Não se decepcione! A história não acaba aqui! 
O final é tão surpreendente quanto o resto do livro. 
A voz do silêncio é um livro inspirador. Um livro que nos mostra como podemos ajudarmos mutuamente, como devemos valorizar a vida, como aprender a conviver com as diferenças. 
A autora Giselda Laporta Nicolelis apresenta, no decorrer da narrativa, muitas informações sobre surdez, exames, tratamentos. Tudo com objetividade, clareza e um toque de consciência e responsabilidade social. 
É claro que eu não vou contar como termina a história de Nádia. 
Porém, como sempre, deixo aqui um trechinho... 

A garota se esconde como um animalzinho arisco atrás da saia da mãe. 
- Como é seu nome? – pergunta Samara 
- Ela não fala. – Rosa, a faxineira, responde com um olhar triste. 
- Como assim, não fala? 
- Ah, dona Samara, a menina nasceu surda. Tá com seis anos e nunca ouviu um som na vida. Nem a voz da própria mãe! 
- Como é o nome dela? 
- Nádia. 
- Que nome bonito! Você sabia que Nádia quer dizer “esperança”? 


Sobre a Autora

Giselda Laporta Nicolelis nasceu em São Paulo, 27 de outubro de 1938). Formou-se em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Publicou sua primeira história em 1972 e o primeiro livro em 1974. Foi então que descobriu seu verdadeiro caminho: a literatura infantil e juvenil, crianças e adolescentes. Hoje sua obra abrange mais de cem títulos, entre livros infantis e juvenis, ficção, poesia e ensaio, publicados por dezenas de editoras, com centenas de edições, e milhões de exemplares vendidos. Exerceu também o jornalismo, em publicação dirigida ao público infantil e juvenil, e trabalhou como coordenadora editorial, em duas coleções juvenis. Sócia-fundadora do Centro de Estudos de Literatura Infantil e Juvenil, cujo acervo se encontra atualmente na Universidade de São Paulo, da União Brasileira de Escritores, do Sindicato de Escritores do Estado de São Paulo e da Clearing House for Women Authors of America. 
Entre suas obras podemos destacar: 

· A esperança de Bob 
· As Portas do Destino 
· A menina que queria ser bruxa 
· A toca do Edu e a copa 
· O segredo da múmia inca 
· Da cor do azeviche 
· O milagre de cada dia 
· Onde mora o arco-íris






Não é da sua conta

Mitch Greiff é contador das celebridades mais badaladas de Nova York. Homem de hábitos esquisitos, tem pavor de novos programas de computador e de quartos de hotel. Além disso, está de saco cheio da sua vida ao lado de Patricia, uma mulher elegante, moderna e bonita. Com dois filhos de caráteres duvidosos, ele não se sente feliz ao lado de sua família. Um homem certinho demais, careta demais, infeliz demais. 
Mas quando Mitch pensava que o fundo do poço era o que restava, ele se envolve com Erica King, uma nerd careca e desleixada ao extremo com sua aparência.
Até aqui o livro conduz o leitor por uma historinha água com açúcar. Mas só até aqui. A reviravolta começa quando o insuspeito contador desaparece com 100 milhões de dólares da conta de seus clientes. E o mistério fica no ar: 
  • Onde está Mitch? 
  • Por que roubou os clientes? 
  • Como foi capaz de fazer isso tão engenhosamente?

No começo, suspeita-se de que a estranha esposa de Mitch saiba de alguma coisa. Mas a pobre Patricia vivia em uma bolha encantada: levava uma vidinha fútil, regada a compras, festas beneficentes, academia e amantes. Do sumiço do marido ela nada sabia.
Apesar de todo o alvoroço sobre a pessoa de Mitch, a personagem chave nesse enredo é a apagadinha Erica. No decorrer da narrativa o leitor entenderá como ela convenceu Mitch a deixar sua antiga vida e como isso o meterá em confusões de toda sorte. Erica tem várias identidades falsas e as utiliza para levar a vida de uma forma sui generes. É justamente isso que fará com que Mitch, que não é nada perspicaz, se dê muitíssimo mal.
Obra aclamada pelas revistas femininas norte-americanas Elle e Cosmopolitan,  Não é da sua conta é um livro com uma grande carga emocional, apesar de tentar parecer ser um romance com toques de comédia. Ele trata de temas como solidão a dois, complexo de inferioridade, dramas da infância, mazelas da vida adulta, ambição e falta de valores com clareza e simplicidade. Seus personagens são imbuídos de uma veracidade transparente. São retratados com todos os erros e acertos da vida real.
Ah, agora você quer saber como acaba a história de Mitch?
Não conto! Perde a graça saber antes de ler!

Olha um trechinho do livro...

Flynn foi direto ao assunto:
- Na sexta-feira do fim de semana antes do Dia do Trabalho, entre 11 e 15 horas, 57 transferência eletrônicas isoladas tiveram início a partir de diversos laptops. Entre essas transferências, 48 envolviam contas de clientes da Freidman, Greiff e Slavin, seis envolviam contas de funcionários ou sócios da Freidman, Greiff e Slavin, e três envolviam contas de colegas profissionais da Freidman, Greiff e Slavin.
- É preciso ressaltar que nós três fomos seriamente afetados – disse Glenn Friedman, ofendido, apontando para Marty Slavin, o outro sócio, e Jack Landau, o advogado. – E Marty e eu também fomos atingidos de maneira coletiva, no que diz respeito à sociedade.
- Naquele dia – prosseguiu Flynn -, foi transferido o total de US$ 96.564.217,78 para diversas contas no estrangeiro, em vários países.
(...) – Por que foi mesmo que a gente fez isso? Perguntou Mitch. – Refresque a minha memória. (...) 
- Certo. – Ele assentiu com a cabeça, as mãos no colo, olhando para fora.
- Você queria fugir. – Erica tirou a tampinha do pote da salada de repolho. - Você estava cansado de tudo que aconteceu na sua vida e infeliz com todas as pessoas da sua vida, desde a sua esposa e os seus filhos até o seu sócio.



Sobre a autora

Valerie Block nasceu e cresceu em Nova York. Ela tem mestrado em escrita criativa pela Escola de Artes da Universidade de Columbia (EUA). Ela mora perto de Nova York com o marido, o escritor Alexis Romay. Em sua lista de romances estão:
  • WAS IT SOMETHING I SAID? (SoHo Press, 1998)
  • NONE OF YOUR BUSINESS (Ballantine Books, 2003) – Não é da sua conta
  • DON'T MAKE A SCENE (Ballantine Books, 2007)





Tudo que ela sempre quis

Aeroporto, sala de espera e nada para fazer. Foi assim que acabei encontrando com Tudo que ela sempre quis em um livraria no Santos Dumont. Seria mentira dizer que já não havia lido um breve resumo do livro em algum lugar que agora me escapa à memória. Mas o fato é que a narrativa da autora Barbara Freethy é totalmente envolvente. Uma trama sem recursos sofisticados ou cenários faraônicos. Um enredo com pessoas simples, que poderíamos encontrar em qualquer esquina da vida.

Tudo que ela sempre quis conta a história de 4 amigas e como suas vidas mudaram depois da trágica morte de uma delas, Emily.
Ela era uma menina encantadora, que acabava de iniciar a sua jornada de descoberta do mundo. Havia entrado na universidade e vislumbrava um imenso horizonte de possibilidades a sua frente. Emily era a melhor amiga de muita gente, ou assim eles pensavam — até anos mais tarde, quando seus segredos levam todos a uma perigosa busca pela verdade sobre quem ela realmente fora... e por que morrera...
Dez anos atrás, em uma festa louca, a linda e estonteante Emily caminhava para sua morte, deixando seus três melhores amigos e suas "irmãs" — Natalie, Laura e Madison — devastados. Nenhum deles esquecera aquela noite — ou o papel que cada um teve na morte de Emily, a culpa que os persegue e a perda que ainda sofrem. Todos procuraram seguir com suas vidas, afastando-se uns dos outros, deixando de fazer contato, cortando todos os laços da antiga amizade.
Mas o passado não perdoa e na primeira oportunidade arromba a porta que todos julgavam estar fechada: a morte de Emily.
Cabe a um misterioso escritor o papel de “cavaleiro do apocalipse”. Através da publicação inicialmente despretensiosa, a obra do nosso ilustre desconhecido entra na lista dos livros mais vendidos.
Mas o que teria no livro?
Um relato muito similar à história dos amigos de Emily!
Ao tomarem conhecimento do livro, todos são arrancados de suas vidinhas idílicas e arrastados de volta ao passado, buscando desesperadamente entender questões como:
  • Quem é autor do livro?
  • Como ele sabe detalhes íntimos de suas vidas?
  • E por que ele está acusando um deles de assassinato?
Quando eles começam a desvendar a verdade sobre a amiga em comum, irão redescobrir um amor que ela perdeu há muito tempo e se deparar com segredos que vão mudar suas vidas para sempre...
Tudo que ela sempre quis é um romance com um generoso toque de suspense.
Uma trama que prende nossa atenção, nos levando a cada página a um lugar diferente, a uma nova possibilidade.
Vale ler e descobrir os segredos dos personagens!
Não vou contar nenhum!
Mas aqui vai um trechinho do livro só pra dar um gostinho a vocês.

“- Que porra é essa? As Quatro Fantásticas, sede de clube, estudante caindo da cobertura, Ellie Parks? – Parava a cada segmento de frase. – O que isso tem a ver com Emily? – Ele olhou para ele como se ela fosse dar a resposta, como se de algum modo fosse responsável. Como ela não lhe respondeu de pronto, ele esfregou o livro na cara dela. – O que isso tem a ver com a minha irmã?
- Parece que tem a ver sim.
- Não entendo.
- Nem eu. Acabei de começar o livro que é sobre quatro colegas de universidade que se apelidaram de as Quatro Fantásticas. O nomes das personagens são diferentes, mas começam com as mesmas letras que nós. O livro sugere que o personagem principal, Ellie – ela disse propositalmente o nome do personagem -, não caiu acidentalmente da cobertura da sede do clube. Em vez disso, o autor acredita que ela foi... – respirou fundo, ainda incerta se deveria ou não dizer.

- Que ela foi o quê?
- Assassinada. – A palavra saiu-lhe da boca como um tiro."


Agora só falta vocês lerem o livro e postarem aqui seus comentários!

Sobre a autora
Barbara Freethy é autora best-seller de 30 romances. Em 2011, ela começou a publicar, por conta própria, seus livros e vendeu 1.5 milhões de livros. Nove de seus livros apareceram na lista de best-sellers do USA Today por 41 semanas e muitos deles apareceram, também, na lista do The New York Times. Tudo o que sempre quis é um de seus best-sellers.


A escolha de Sofia
Publicado em 1979, com 3 milhões de exemplares vendidos inicialmente nos Estados Unidos, 47 semanas na lista dos best-sellers do The New York Times, A escolha de Sofia é um clássico da literatura moderna, rico em detalhes e surpresas, uma trama abaladora.
A personagem título é Sofia Zawistowka, uma polonesa sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. Curiosamente, ela não é judia, nem cigana. Por que então estava em um campo de concentração? Este é um dos segredos a serem revelados no decorrer da narrativa.

Após o fim da segunda guerra, Sofia muda-se para os Estados Unidos. No turbilhão de Nova York, sua carência e solidão a une neuroticamente e apaixonadamente a Nathan Landau, um homem lindo, envolvente, misterioso, cruel e desequilibrado. Algum tempo depois, Sofia conhece Stingo, um jovem idealista, ingênuo e aspirante a escritor. Os dois desenvolvem uma amizade cheia de cumplicidade, envolta em confidências e segredos. Através das conversas entre os amigos e das perspectivas de Stingo e Sofia, vamos descobrindo o intrincado e cruel passado da moça. Que segredos essa mulher subvertida pelo destino esconde?
A expressão "escolha de Sofia" é muito conhecida e indica quando se deve optar entre duas alternativas igualmente insuportáveis. Sendo sabedor disso, o leitor passa capítulo após capítulo até descobrir qual foi a tal escolha. Somente no final do livro temos conhecimento de seu conteúdo. Eu não vou contar...Todos os personagens do enredo se tornam extremamente reais devido à abundância de detalhes, das descrições de suas reflexões, fantasias e emoções. Descobrir aos poucos a trágica história de Sofia, transforma a leitura em uma espécie de thriller psicológico, que nos instiga a ler, ler e ler em busca de respostas.
Ao final fica ainda uma pergunta: Como é possível um ser humano passar por tantos traumas e ainda assim ter forças para se levantar a cada dia?
Ao fechar o livro, eu ainda podia sentir o sofrimento e a perseverança de Sofia.
Considerado um dos melhores e mais polêmicos romances do século XX, "A escolha de Sofia" é um livro para ser saboreado aos poucos, dando um tempo de reflexão após cada passagem. Seu sucesso levou-o às telas do cinema, tendo a atriz Meryl Streep como Sofia. Este papel rendeu à atriz o segundo Oscar de sua carreira. Vale também conferir a atuação de Kevin Kline no papel de Nathan Landau.
Confira os trechos:
“- Lembro-me de suas palavras exatas – contou-me Sofia – Ele disse: “Vocês estão entrando num campo de concentração, não num sanatório, e só há um meio de sair por aqui – pela chaminé” E disse mais: “Quem não gostar, pode tentar se enforcar nos arames farpados. Se houver judeus neste grupo, fiquem sabendo que não têm o direito de viver mais de duas semanas.” Depois ele perguntou: “ Há alguma freira aqui? Da mesma forma que os padres, as freiras só tem um mês de vida. Os demais têm três meses.”
“Sentados, sob aquela luz pálida, acho que eu e Sofia sentíamos que os nossos nervos estavam a ponto de rebentar, devido ao lento acúmulo de tanta coisa insuportável. Uma espécie de pânico me invadiu, eu me nega a ouvir falar mais sobre Auschwitz, nem uma única palavra que fosse. No entanto, um resto do impulso a que me referi permanecia ainda em Sofia (embora fosse evidente que também ela não aguentava mais) e ela teve que me contar como se despedira do Comandante de Auschwitz.”
Sobre o Autor

William Styron nasceu em 1925, na Virgínia. Já quase no final da Segunda Guerra Mundial, Styron alistou-se nos Marines, mas a rendição do Japão fez com que nem sequer chegasse a sair de São Francisco. Depois de se formar em 1947, foi trabalhar como editor em Nova Iorque. O seu primeiro romance, publicado em 1951, trouxe-lhe a aceitação da crítica e o primeiro de muitos prémios literários.
Em 1967, a publicação deste As Confissões de Nat Turner fez com que fosse alvo de violentas críticas por parte de intelectuais negros e acusado de racismo, o que não o impediu de receber o prémio Pulitzer de Ficção no ano seguinte. Mais tarde viria a escrever A Escolha de Sofia, vencedor do National Book Award em 1980.
Morreu em 2006, vítima de pneumonia.

Um Dia
A primeira coisa que pensei ao ler Um Dia foi:
É um livro tão simples que acabou por tornar-se especial. Isso mesmo! Talvez essa seja a grande mágica do autor inglês David Nicholls.
Tudo começa na década de 80, mais precisamente no ano de 1988. Após estudarem juntos por alguns anos, mas andarem com turmas diferentes, Emma Morley e Dexter Mayhew se aproximam numa festa depois da formatura. Então o que eram apenas dois conhecidos começa a se tornar um misto de amizade e amor reprimido. Os dois vão parar na casa de Emma, ou melhor, na cama dela. Ali, durante a madrugada de 15 de julho, conversam sobre seus sonhos e planos para o futuro. Os diálogos iniciais são repletos de sentimentalismo e ideais platônicos, impregnados com a pureza dos que ainda não sofreram com os grandes reverses da vida.
Trecho do Livro:
Emma tirou o cigarro dos lábios dele.
- Eu posso imaginar como você vai ser aos quarenta anos — falou, um tom de malícia na voz. Sei muito bem o que vai acontecer.
Dexter sorriu sem abrir os olhos.
- Então, diga.
- Tudo bem… — Ela se mexeu na cama, o edredom preso nas axilas. Você vai estar num carro esporte com a capota arriada em Kensington ou Chelsea, num desses lugares, e o mais incrível nesse carro é o fato de ser silencioso, porque todos os carros vão ser silenciosos em… sei lá quando… 2006?
Ele apertou os olhos, fazendo a conta.
- 2004…
- E o carro está na King’s Road a dez centímetros do chão, sua barriguinha está espremida embaixo do volante de couro como uma almofadinha e você está com aquelas luvas sem dedos, já com cabelo rareando e sem queixo. Você é um homem grandão num carro pequeno, com um bronzeado de peru assado…

Porém apesar o teor idílico, a relação parece fadada apenas aquele inicio. Pelos próximos 20 anos, a narrativa mostra como está a vida dos dois jovens, sempre na mesma data, no dia 15 de julho. Neste ponto começa a mágica do livro. Apesar das logas passagens de tempo, é possível ao leitor acompanhar o rumo da vida das personagens como se fosse um narrativa corrida. Mérito do autor, pois tal ferramenta pode transformar um livro em um estorvo sem pé nem cabeça.




Segundo a tradição inglesa, o clima do dia 15 de julho, o dia de São Swithin, se repete por 40 dias. No segundo capítulo do livro, a data é 1989. Um ano depois da intensa noite de amor, Emma está trabalhando numa pequena companhia de teatro. Já Dexter faz a linha playboy e está fazendo uma série de viagens, sem compromisso com nada nem ninguém. Os dois já não falam do romance que tiveram e se tratam como amigos. As características emocionais dos personagens centrais são bastante marcadas. Mesmo sendo bonita, Emma é insegura, aceitando um namorado apenas por ele estar interessado nela. Já Dexter não assume nenhum tipo de responsabilidade, sai com muitas mulheres ao mesmo tempo e age como um bacana rico e superficial na maior parte do tempo.
O jeito de jovem adulto dos protagonistas pode não agradar a todos, mas é difícil não se reconhecer nas falsas impressões e expectativas que eles têm, além de manter a torcida para que eles fiquem juntos. Trocando em miúdos, os personagem assumem posturas tão conflitantes na vida, que poderiam ser qualquer pessoa que nós conhecemos. Não são o estereótipo do “Bom Moço”e da “Donzela Indefesa”. São humanos, cometendo erros, arriscando-se em relacionamentos neuróticos ou fadados ao fracasso. Com o decorrer dos capítulos e da idade, é interessante ver o que o amadurecimento faz com a vida da dupla. E mais uma vez o autor conduzir de maneira delicada e sensível esta transição de fases da vida. Os temas oportunidades perdidas, amor perdido, ideais perdidos, arrependimentos, e acima de tudo, a importância da amizade fazem sentido para todos. A ficção acaba então por assumir ares de realidade.
Vale apena também observar as referências culturais(bandas de rock, programas de TV, livros, filmes) citadas no livro. Tais elementos servem magnificamente como âncoras para a ambientação de toda a história.
Dentre todos os momentos inesquecíveis dessa narrativa, vou chamar atenção do leitor para apenas alguns: o capítulo sobre a Índia (especialmente o destino inusitado da carta de Dexter para Emma), as passagens da vida de Dexter como celebridade e a viagem que o casal faz junto (este trecho traz uma carga sexual muito bem elaborada, fazendo com que o leitor sinta-se em uma situação tensa como uma corda de violino esticada ao extremo).
Se Emma e Dexter terminam juntos, dando vazão ao amor reprimido por 20 anos, eu não vou contar. Tudo que posso adiantar é que o final é totalmente possível de acontecer, com qualquer um de nós.
Publicado na Inglaterra, o livro ganhou status de fenômeno mundial. Já foram vendidos mais de 1,35 milhão de exemplares da obra, sendo 700 mil apenas no Reino Unido. Nos Estados Unidos, apenas no mês de lançamento, 275 mil cópias deixaram as prateleiras. O sucesso fez o título entrar para a lista de best sellers do New York Times e Sunday Times, além de conquistar editoras interessadas em 37 países, incluindo o Brasil. Lançado aqui pela editora Intrínseca, o livro saiu com uma tiragem de 25 mil exemplares. Vendeu tudo. Na sequência, mais 25 mil exemplares foram impressos e, agora, a editora está imprimindo mais 30 mil exemplares. A boa resposta já faz com que a obra apareça entre os 12 livros mais vendidos do País.

Sobre o autor
Um Dia é o terceiro livro de David Nicholls. Além de escritor, Nicholls já assinou roteiros para a televisão e cinema (box abaixo), incluindo a adaptação de Simpático, peça de Sam Shepard, para a telona.





Querido John: O que Você Faria com uma Carta que Mudasse Tudo?
Dear John

Querido John narra a história de um jovem soldado americano, John, que se apaixona por Savannah uma estudante conservadora. Quando Savannah Lynn Curtis entra em sua vida, John Tyree sabe que está pronto para começar de novo. Ele, um jovem rebelde, se alista no exército logo após terminar a escola, sem saber o que faria de sua vida. Então, durante sua licença, ele conhece Savannah, a garota de seus sonhos. A atração mútua cresce rapidamente e logo transforma-se em um tipo de amor que faz com que Savannah jure esperá-lo concluir seus deveres militares.
Com a mesma maestria de sempre, Nicholas Sparks nos mostra um intrincado calidoscópio do amor, com direito a magia, sofrimento e até mesmo um melhor amigo eternamente apaixonado.
Os personagens do livro são poucos, pois a trama segue em 80% do livro a narrativa sobre os personagens principais: John e Savannah. Mas isso não é nenhum pecado.
A construção de John, principal personagem do livro, é primorosa. Filho de um pai solteiro (isso mesmo, PAI), ele não tem nenhuma lembrança de sua mãe pois, ela o abandonou ainda muito pequeno. Seu pai, introspectivo e tímido, nunca falou sobre a mãe, com raríssimas exceções. John cresce num lar diferente, sem referência da figura materna, mas cercado das pequenas atenções do pai. E por falar no pai, vale prestar atenção neste personagem. O sr.Tyree, poderia passar despercebido não fosse o fato do autor aproveitá-lo para abordar um assunto bastante delicado: a síndrome de Asperger, uma espécie de transtorno autista que não comporta nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. Click aqui para saber mais sobre esse assunto.
Com delicadeza e suavidade, Sparks introduz pequenas “peças” indicativas do que caracterizariam um individuo portador desta síndrome. Algo importantíssimo tirar esclarecer as pessoas sobre este pouco falado transtorno humano.
A personagem feminina, Savannah, é essencialmente sonhadora e crédula na humanidade. Sua inocência e ingenuidade são fundamentais para o despertar da paixão em John. Filha única de um casamento modelo, ela não espera da vida nada menos do que vê em sua família. Para ela todos são dignos de uma chance. Colado nela, o sempre simpático “melhor amigo” Tim nos parece um homem bom demais para existir, perfeito ao extremo, sem malícia, sem segundas intenções. Ledo engano. O bonzinho fica espreitando anos a fio, a espera de uma chance e quando a oportunidade surge, ele a agarra com unhas e dentes.
John – Savannah – Tim este é o triângulo amoroso do livro. Mas não se engane, se nas primeiras páginas você pensar que o pobre Tim não tem a menor chance, reveja as entrelinhas e aguarde a reviravolta. Para ele o ditado “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.” é o que vale, e como vale!
No caso dele a “furada” veio com o 11 de setembro. Ninguém pôde prever que os atentados de 11 de Setembro pudessem mudar o mundo. E como muitos homens e mulheres corajosos, John deveria escolher entre seu amor por Savannah e seu país. Bom, se eu já disse que Tim teve a chance de se dar bem, você já deve ter imaginado que no frenesi do combate ao terrorismo, nosso querido John se realistou para mais uns anos de serviço militar, prolongando ainda mais a espera de Savannah.
Depois de muitos entreves, nosso protagonista finalmente retorna para Carolina do Norte, ciente de que a batalha pelo amor de sua vida poderia está perdida para sempre. Nem sob tortura vou contar o restinho da história. Você vai ter que ler para saber!
Apenas posso dizer que John descobre como o amor pode nos transformar de uma forma que jamais poderíamos imaginar.

O Autor fala sobre Querido John:

"Querido John foi inspirado em Casablanca, uma das melhores histórias de amor de todos os tempos. É uma atualização, uma versão moderna com, naturalmente, seus próprios elementos
."
Traduzido do site Collider


Nicholas Sparks é único autor contemporâneo a emplacar, por mais de um ano, um romance na lista dos mais vendidos. Seus romances estiverem 8 vezes no primeiro lugar da lista do New York Times. Seis de seus livros já se tornaram filmes, transformando-o em um dos autores com o maior número de adaptações para o cinema.

Outros Livros:


  • O caderno de Noah
  • A última música
  • Uma carta de amor
  • O milagre
  • Noites de Tormenta
  • A walk to remember
  • The lucky one






Dolores Reinventada

She's Come Undone
(1992)

Descrevendo a vida de personagens essencialmente comuns, Wally Lamb* vai tecendo uma trama repleta de sentimentos e emoções. Fruto de um trabalho de oito anos, o livro mergulha no âmago da família, da sociedade, do próprio ser humano.
A personagem tema, Dolores Price, é uma típica criança americana, vivendo em uma família desestruturada e sem amor. Ainda na infância, passa por maus bocados quando seus pais se separam. Angustiada, ela ainda tem que atrelar à perda da figura paterna, a imposição de uma nova forma de vida, ao lado da mãe e de uma avó da qual não gosta nem um pouquinho.
Como se não bastasse tudo isso, a metamorfose da adolescência se apresenta de uma forma violenta e intrincada, recheada de conflitos próprios de sua idade e outros para os quais a jovens não está preparada. E quando tudo parecia não poder piorar, ainda lhe acontece o pior dos reveses: um estupro.
Fechada em seu próprio casulo de dor e mágoas, ela chega aos 17 anos e aos 129 quilos. Um reflexo direto da sua autodestruição. Ë justamente neste período que encontramos várias críticas veladas feitas pelo autor, sobre a influência da TV, a ilusão do sonho americano, o divórcio, as relações de fachada, o preconceito contra idosos, mulheres separadas, pobres e negros.
Durante toda sua vida, a personagem título engoliu segredos sujos e alimentou culpas, numa bad trip só aliviada por seus nobres sentimentos.
Dolores havia chegado ao fundo do poço, numa situação totalmente sem esperança. Mas o caminho não é só feito de pedras.
Neste romance a capacidade de superação humana é testada ao extremo.
A sucessão vertiginosa de acontecimentos acaba por criar em Dolores um desejo latente de mudança, de encontrar um rumo em seu vida vazia.
Fugindo do precipício, ela emerge em busca de seu destino, assim como as baleias que tanto admira emergem em busca de ar.
Dolores nos prova que nunca é tarde para acordar, nunca é tarde para lutar.
Sem sombra de dúvida, Dolores Reinventada é um livro impregnado de coragem e obstinação.
Uma surpreendente viagem em busca do auto-conhecimento.
Não é a toa já ter vendido mais de 3 milhões de exemplares apenas nos Estados Unidos.

O Autor fala sobre Dolores:

“Quando eu estava escrevendo Dolores, preocupava-me com ela como se fosse minha filha problemática. Uma filha muito bonita e incontrolável. Eu nunca me senti comandando a história dela. Ela nos puxava através dessa estratégia. De vez em quando, eu me preocupava com isso a ponto de não tentar escrever as situações que imaginava. Lembro-me de que uma delas foi quando Dolores é estuprada por um vizinho.”
Traduzido do site Word Riot

*Wally Lamb tem 59 anos, foi diretor do Centro de Redação da Norwich Free Academy e atualmente é professor do Departamento de Inglês da Universidade de Connecticut.

Outros livros:

  • I know this much is true -1998
  • Couldn't Keep it to Myself: Testimonies from Our Imprisoned Sisters (2002)
  • I'll Fly Away: Further Testimonies from the Women of York Prison (2007)
  • The Hour I First Believed (2008)
  • Wishin and Hopin: A Christmas Story" (2009)






Aventurados desaventurados

O sobrenome não poderia ser mais sugestivo Baudelaire. Mas engana-se quem pensa que estou falando do grande poeta francês. O dilema aqui é tamanho família. Estou falando dos órfãos Baudelaire. E ao contrário do que pode parecer, eles não são filhos desconhecidos do famoso escritor. Violet, Klaus e Sunny são três irmãos que ficam órfãos após perderem seus pais em um misterioso incêndio. Bom, é assim que começam as confusões da série de livros Desventuras em Série, do autor americano Daniel Handler.
O enredo dos 13 volumes que compõem a série, tem inicio após o trágico incidente que deixa os três irmãos desamparados. Mas não tão desamparados assim. Os pequenos Baudelaire herdaram uma fortuna, mas não podem tocá-la até que Violet, a mais velha dos três, atinja a maioridade. Até lá os três serão obrigados a conviver com os mais diversos tipos de tutores. E justamente por isso, passarão por apertos inacreditáveis: trabalhar numa serraria, passar o inverno tomando sopas geladas, morar num barracão repleto de caranguejos...e por aí vai.
Tudo isso é café pequeno ante a implacável perseguição que sofrem. Isso mesmo, o dinheiro da herança desperta a ambição do maléfico e inescrupuloso Conde Olaf, um ator cafona, ex-rico, em decadência total, e pior: único parente consanguíneo das crianças.
Para enfrentar todos estes percalços só com muita imaginação. E isso com certeza não falta. Cada criança tem habilidades especiais. Violet é capaz de arquitetar os planos mais mirabolantes, para sair das situações mais apertadas. Klaus memoriza todas as informações que lê em livros. E Sunny, bom, ela é um caso realmente interessante: pode morder qualquer coisa!! Isso mesmo, qualquer coisa, do ferro à madeira, do titânio à pedras.
Para tornar ainda mais interessante essa história, há um narrador chamado Lemony Snicket, que se auto proclama autor da narrativa, e logo entendemos que ele não de um alter ego do próprio Daniel Handler. Um artifício que garante um encantador jogo de cena. Logo no começo ele avisa que quem gosta de história felizes não deve ler sobre o Baudelaire. Impossível é seguir este conselho.
A coleção Desventuras em Série é um exemplo do que pode haver de melhor na literatura infanto-juvenil: livros divertidos que estimulam a leitura de outros livros.
Se no mundo imaginário dos órfãos Baudelaire nem tudo são flores, na vida rela também não é diferente. Lançado na mesma época em que um certo bruxinho já se encontrava no topo dos best-seller internacionais, a coleção teve seu brilho ofuscado pela varinha de Harry Potter. Ainda assim conseguiu vender milhões de exemplares em todo o mundo.
Com muita perspicácia e espirito esportivo, Handler exalta o papel da inteligência dos irmãos em sua sobrevivência, e cuida também de expandir o vocabulário de seus leitores. Utiliza palavras difíceis, explica seus significados, e depois as reutiliza nos mais diversos contextos. Fã de citações e trocadilhos, ele não deixa passar despercebida suas alfinetadas e predileções. A mais óbvia delas, o sobrenome dos órfãos, é uma referência mais que direta a Charles Baudelaire. Todos os livros trazem dedicatórias a uma certa Beatrice – como a musa do poeta italiano Dante Alighieri. O banqueiro que cuida da fortuna das crianças é o senhor Poe, um tributo ao escritor americano Edgar Allan Poe. Mais a frente, quando Snicket, o narrador, explica o poder da hipnose dizendo que na Londres dos anos 20, uma pessoa semi-analfabeta se tornou grande escritora ao ouvir a palavra “Bloomsbury”- uma farpa diretamente endereçada ao grupo Bloomsbury, cujo o membro mais ilustre era a escritora Virginia Wolf, e não por acaso, também é o nome da editora que publica as aventuras de Harry Potter.
Com uma mistura mais que diversificada de ingredientes, Desventuras em série chamou a atenção de Hollywood e, em 2004, transformou-se em filme. Isso mesmo! Os três primeiros volumes foram contados em um só filme. Além disso, o filme traz a brilhante atuação de nada mais, nada menos do que Jim Carrey no papel do Conde Olaf, Meryl Streep, como a tia Josephine e Jude Law como Lemony Snicket. E se me permitem mais uma ironia, o ator Timothy Spall (interpreta o de Rabicho, na saga de Harry Potter) faz o papel do banqueiro, sr. Poe. Vale apena conferir.
Se ficou curioso (a) aqui vai um trechinho de um dos livros...

“Se vocês se interessam por histórias com final feliz, é melhor ler algum outro livro. (…) Momentos felizes não são o que mais encontramos na vida dos três jovens Baudelaire, cuja história está aqui contada. Violet, Klaus e Sunny Baudelaire eram crianças inteligentes, encantadoras e desembaraçadas, com feições bonitas, mas com uma falta de sorte fora do comum, que atraía toda espécie de infortúnio, sofrimento e desespero. Lamento dizer isso a vocês, mas o enredo é assim. Fazer o quê?”
Trecho de Mau Começo – Primeiro volume da série.

Os Treze Livros:

  • Mau Começo
  • A Sala dos Répteis
  • O Lago das Sanguessugas
  • Serraria Baixo-Astral
  • Inferno do Colégio Interno
  • O Elevador Ersatz
  • A Cidade Sinistra dos Corvos
  • O Hospital Hostil
  • O Espetáculo Carnívoro
  • O Escorregador de Gelo
  • A Gruta Gorgônea
  • O Penúltimo Perigo
  • O Fim





Sidney Sheldon: Um Dinossauro da Literatura Mundial

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Quando me dispus a escrever sobre esse dinossauro da literatura estrangeira, não sabia se falava primeiro da pessoa Sidney Sheldon ou das obras.
Mas vamos contextualizar melhor.
Em primeiro lugar, esclareço que Sidney não foi apenas escritor. Ele também foi roteirista e muito bem sucedido, mesmo tendo sido duramente alvejado pelos críticos literários e cinematográficos.
No ramo da literatura, Sidney Sheldon já vendeu mais de 300 milhões de livros em todo o mundo. É o único escritor que recebeu quatro dos mais cobiçados prêmios da indústria cultural americana: o Oscar (Cinema), o Emmy (TV), o Tony (Teatro) e o Edgar (Literatura) de suspense. É atualmente o autor mais traduzido em todo o planeta, cujos romances foram vendidos em 51 línguas e distribuídos em 180 países.
Isso não é por acaso. Seus livros misturam ingredientes explosivos: drama, suspense, sedução, riqueza, glamour. Em suas páginas, viajamos em um outro universo, ansiosos pelas próximas revelações, pelas próximas viradas. E com ele sempre existem viradas. Elas são um show à parte. Sabe aquele momento em que você para e pensa: “Poxa, o personagem tá ferrado!”? Pois é, com Sidney Sheldon as adversidades não duram muito tempo. Que o diga Tracy Whitney, personagem principal do Se houver amanhã, um livro envolvente que narra as desventuras e aventuras de uma mulher que de uma hora para outra tem sua vida destruída por um golpe do destino, e acaba tornando-se uma ladra internacional muito bem-sucedida. O livro foi tão badalado que acabou tornando-se uma mini-série, de três capítulos, exibida no Brasil, pela Rede Globo em 1986. A série contava com um belo elenco. A protagonista Tracy era vivida por Madolyn Smith, figurinha fácil nos filmes Supercine, daquela época. O casting masculino de vítimas e investigadores atrás da moça era fantástico: Tom Berenger, David Keith, Liam Neeson e Jeffrey Jones (o eterno diretor da escola do Ferris Bueller, em Curtindo a Vida Adoidado).
Sidney Sheldon nasceu em Chicago, em 1917, era filho de um judeu alemão e uma judia russa. Em 1937, ele começou sua carreira em Hollywood como um simples revisor de roteiros e, acabou por colaborar em inúmeros filmes de segunda linha. Não acreditava muito no seu talento e foi justamente por isso que preferiu trabalhar no cinema do quê na literatura. A grande ironia do destino é que acabou por ser bem sucedido em ambas as áreas. Ele foi o criador de seriados de sucesso como Jeannie é um gênio e Casal 20.
Foi apenas em 1969, Sidney Sheldon lançou seu primeiro romance, A Outra Face (título original: The Naked Face), um thriller emocionante que conta a história de um psicanalista que tenta desvendar uma série de assassinatos. São muitos suspeitos, mas o grande tchan da história é quando o analista passa a desconfiar que ele próprio esteja cometendo os crimes em momentos de insanidade temporária. Não vou contar mais nada para não estragar a história.
Para quem gosta de histórias mais longas, vale conferir O outro lado da meia noite e Lembranças da meia noite (este segundo sendo a continuação do primeiro). Neste dois volumes conhecemos a história de um intrincado triângulo amoroso composto por um aviador americano, uma atriz francesa e uma simples e ingênua moça americana. Ambientada durante a segunda guerra mundial, a história é recheadas de reviravoltas, mistérios e traições.
Mesmo não sendo um escritor elogiado pelos críticos, Sheldon se orgulhava da autenticidade das suas obras. Ele era tão eclético que nem mesmo as ações terroristas de grupos separatistas, como o basco ETA, escaparam de seus romances. Este é o fio condutor de Areias do Tempo, um livro que narra os conflitos entre nacionalistas bascos e o governo espanhol dos anos pós-Franco, apimentado pelo romance proibido entre uma freira e um líder separatista.
E se você é do tipo que gosta de narrativas intrincadas sobre a história de várias gerações de uma mesma família, não pode deixar de ler O Reverso da Medalha. Esta é uma história cativante que tem como personagem principal a forte e determinada Kate Blackwell, uma mulher de fibra e forte personalidade que conduz com pulso firme o império fundado por seus ancestrais nos campos de diamantes da África do Sul.
Já em A Herdeira, a personagem principal é a frágil e gentil Elizabeth, uma jovem que herda, após a morte de seu pai, uma grande empresa. Na luta para descobrir quem está sabotando sua empresa e provar sua capacidade de administrar, ela tenta fugir do misterioso assassino que tenta exterminá-la. O livro é tão bom que em 1979 acabou tornando-se filme, Bloodline, sendo protagonizado por ninguém mais ninguém menos do que Audrey Hepburn, a eterna bonequinha de luxo.
Poderíamos ficar aqui falando horas sobre Sheldon, mas é imprescindível lembrar que ele foi um dos escritores mais produtivos da literatura americana contemporânea, tendo escrito 24 livros, na grande maioria Best Sellers.
Este ícone da literatura universal morreu em Los Angeles, aos 89 anos, devido a complicações causadas por uma pneumonia, em janeiro de 2007.
Quem imagina que seu legado tenha morrido com ele, está muito enganado. Seguindo os passos do pai, Mary Sheldon surge como uma promissora herdeira. Em seu romance Pandora. Mary tece uma trama memorável sobre a perda da inocência, em uma Hollywood onde os sonhos se realizam – e desmoronam – num piscar de olhos. Um livro encantador e cheio de paixão.
Deixo aqui uma listinha das obras de Sidney Sheldon para você conferir.
  • 1969 A Outra Face
  • 1974 O Outro Lado da Meia-Noite
  • 1976 Um estranho no espelho
  • 1977 A Herdeira
  • 1980 A Ira dos Anjos
  • 1982 O Reverso da Medalha
  • 1986 Se houver Amanhã
  • 1987 Um Capricho dos Deuses
  • 1988 As Areias do Tempo
  • 1990 Lembranças da Meia-Noite
  • 1991 Juízo Final
  • 1992 Escrito nas Estrelas
  • 1994 Nada Dura para Sempre
  • 1994 Corrida pela Herança
  • 1995 O Ditador
  • 1995 Manhã, Tarde e Noite
  • 1995 Os Doze Mandamentos
  • 1995 O Fantasma da Meia-Noite
  • 1997 O Plano Perfeito
  • 1998 Conte-me seus sonhos
  • 2000 O Céus está Caindo
  • 2001 O Estrangulador
  • 2004 Quem tem Medo do Escuro?
  • 2006 O Outro Lado de Mim











Diversão garantida com Marian Keyes

Marian Keyes é a autora dos bestsellers internacionais: Melancia, Casório, Férias, É agora ou nunca, Los Angeles, Sushi, e seu mais recente lançamento em língua portuguesa, Um bestseller pra chamar de meu. Seus livros, publicados em mais de 35 países, tocam leitores de todo o mundo, e já venderam milhões de exemplares.

Suas heroínas são irresistíveis e suas histórias, hilariantes. Mas o estilo divertido e simples de narrativa não a impediu de tocar em assuntos sérios - seus personagens são mulheres reais que travam batalhas universais, tanto no amor, como na vida. Portanto, se você ainda não encontrou Claire, de Melancia, Lucy, de Casório, Rachel, de Férias, a turma de É agora ou nunca, Maggie de Los Angeles, está perdendo um precioso tempo e muitas gargalhadas.
Se você ainda não leu, veja aqui as sinopses e escolha o seu:

Melancia
Com 29 anos, uma filha recém-nascida nos braços e um marido que acabou de confessar um caso de mais de seis meses com a vizinha também casada, Claire se resume a um coração partido, um corpo inteiramente redondo, aparentando uma melancia, e os efeitos colaterais da gravidez. Não tendo nada melhor em vista, Claire volta a morar com sua excêntrica família: duas irmãs, uma delas obcecada pelo oculto, e a outra, uma demolidora de corações; uma mãe viciada em novelas e com fobia de cozinha; e um pai à beira de um ataque de nervos. Depois de muitos dias em depressão, bebedeira e choro, Claire decide avaliar os prós e contras de um casamento de três anos. E começa a se sentir melhor. Aliás, bem melhor. É justamente nesse momento que James, seu ex-marido, reaparece, tentando convencê-la a assumir a culpa por tê-lo jogado nos braços de outra mulher... Claire irá recebê-lo, mas lhe reservará uma bela surpresa. Se eu contar perde a graça...

Férias
Férias trata-se de uma autobiografia da famosa autora irlandesa Marian Keyes. A história é narrada por Rachel, uma mulher viciada em cocaína e álcool que acaba de perder o namorado e infelizmente quase perde a vida por causa do consumo de drogas. Depois de quase morrer de uma overdose de antidepressivos, toma uma decisão séria e resolve abandonar a glamourosa cidade de Nova Iorque e volta para a casa de sua família na Irlanda do Sul. Chegando lá, interna-se numa clínica a fim de se livrar de uma vez por todas de seu vício e, aos poucos, tenta reconquistar o namorado e reconstruir a vida. Com muito bom humor, a narradora Rachel caçoa de seus próprios problemas, percebe que chegou ao fundo do poço, junta forças para tomar uma decisão e consegue dar a volta por cima. Por fim, Rachel recobra sua auto-estima e encontra a redenção pessoal justamente como ocorreu com Marian Keyes. Detalhe: Rachel é uma das irmãs de Claire (personagem principal de Melancia).

Sushi
A vida da editora de revistas, Lisa Edwards mudou quando ela descobriu que seu novo emprego não passa de uma ordem de deportação, camuflada em transferência para a Irlanda, onde trabalharia no lançamento da revista Garota. Ela queria recusar esta tarefa. Só não desistiu devido a presença de seu novo colírio, isto é, chefe, Jack Devine, um sujeito desgrenhado e fechadão. Para ela, foi motivo mais do que suficiente para aceitar o desafio, (embora não estivesse com muita vontade de enfrentá-lo). Já Ashling Kennedy, a editora assistente da revista Garota, também não está com uma vida nada boa. É a Rainha da Ansiedade. Além disso, ela sente que não é de hoje que algo não está cem por cento na sua vida. A pessoa que ela mais inveja no mundo é sua amiga de longa data, Clodagh - e tem bons motivos para isso. Conhecida como "Princesa", a vida de Clodagh sempre foi um mar de rosas de tão boa. Ao lado de seu belo marido e dois filhinhos encantadores, ela vive um conto de fadas doméstico em seu castelo. Mas então, por que será que nos últimos tempos anda sentindo vontade - e não pela primeira vez - de beijar um sapo? "Sushi" é um livro sobre a busca da felicidade. E ensina que, quando você deixa as coisas ferverem sob a superfície por tempo demais, cedo ou tarde elas acabam transbordando.

Casório?!
Lucy Sullivan vai se casar. Essa moça de 26 anos, que divide o apartamento com as amigas, não tem dúvidas de que, dentro de poucos meses, estará entrando na igreja durante uma linda cerimônia. Só falta um pequeno detalhe: o noivo! Mas Lucy, que nem ao menos tem um namorado e nunca foi muito bem-sucedida no amor, confia piamente nas previsões de sua cartomante e iniciará uma busca incessante (e hilariante) por um bom partido: ele só precisa ser bonito, inteligente e não lembrar em nada o seu pai. Muitas confusões a vista e um amor onde menos se espera...

É agora... ou nunca!
Tara, Katherine e Fintan são amigos inseparáveis. Nascidos no interior da Irlanda, partiram juntos para Londres e se deram muito bem profissionalmente, pelo menos. Pois, nas grandes cidades, o mercado amoroso está saturadíssimo! E os corações dos três, todos na faixa dos trinta e poucos anos, podem não agüentar: o de Tara já se partiu, o de Katherine está prestes a congelar e o de Fintan pode até parar de bater. É chegada então a hora de gritar por mudanças... ou calar-se para sempre! Em É Agora... ou Nunca, o destino entrará em cena sem pedir licença, mudando as vidas dos três amigos de forma totalmente inesperada... e muito divertida! Tara namora Thomas há dois anos, mas o relacionamento é, digamos assim, morno... frio... gelado, mesmo: o sexo do casal é como Papai Noel, que não existe, mas, se você tiver muita fé, aparece, todo coberto de neve, uma vez por ano. Thomas, ainda por cima, é um pé-rapado que vive comprando presentes ridículos para a namorada - como cremes para as mãos e bolsas de água quente... em promoção. Para piorar, ele ainda tem a coragem de dizer que Tara está gorda - só porque seu manequim pulou de 42 para 50! Já Katherine é uma mulher independente e equilibrada, que sempre atraiu os olhares masculinos. Mas sua primeira decepção amorosa ocorreu aos 19 anos, abrindo feridas jamais cicatrizadas. Hoje, ela prefere se relacionar com vitrines de lojas de roupas ou com o controle remoto de sua televisão. Nem Joe Roth, o colega de trabalho bonitão que se ofereceu para ajudá-la a trocar de canal, parece interessá-la. E Fintan, que nunca escondeu sua homossexualidade, encontrou o equilíbrio na amizade da dupla. Mas esse círculo, antes perfeito, fica a ponto de se quebrar quando ele revela sofrer de uma séria doença. Assim, as duas prometem fazer tudo o que o amigo pedir e o mundo fica de pernas para o ar! Graças às suas exigências malucas, Fintan assiste de camarote às mudanças - para melhor, claro - nas vidas de Tara e Katherine.

Los Angeles
Maggie sempre foi uma anjinha, a cria mais certinha da complicada (e engraçadíssima) família Walsh (ela é irmã de Claire e Rachel, respectivamente personagens principais dos romances Melancia e Férias)... mas se cansou de andar na linha e mandou todas as regras que a prendiam a um dia-a-dia em sal (e muito menos açúcar) pras cucuias - a começar pelo casamento (que, para a bem da verdade, nunca havia realmente engrenado) e o trabalho bitolante numa firma de advocacia. Ao largar essa vida em preto e branco no passado, Maggie decide se mandar para o lugar onde a realidade promete ser em Technicolor: Hollywood, claro! Terra do glamour, da liberdade, da beleza (até as palmeiras das calçadas são magras), da luxúria e, obviamente, da diversão! Em Los Angeles, o sexto romance de Marian Keyes, acompanhamos Maggie Walsh em sua busca por um sentido na vida em meio às calçadas estreladas de Hollywood, os subúrbios sofisticados de L.A., o bronzeado deslumbrante que só se consegue nas praias da Califórnia, vários martínis, alguns picolés, algumas decepções... e muitas risadas, claro!

Um bestseller pra chamar de meu

Já em Um bestseller pra chamar de meu (mais recente lançamento em português), a autora nos apresenta três novas mulheres.
As personagens são tão verossímeis que a autora faz questão de esclarecer, em seu site, que não a confundam, por exemplo, com Jojo Harvey, a batalhadora agente literária de Um bestseller... "Não me confundam com a Jojo. Eu não tenho nada em comum com ela, a não ser o desejo de crescer. Então,eu tive que pesquisar seu background, suas atitudes, suas escolhas", adverte Marian.
Jojo é a personagem focada, com olhos bem atentos às nuvens para não errar o plano de vôo, mas como nada é perfeito... ela acaba se apaixonando por um dos seus chefes; justamente o casado. Lily Wright ainda está colhendo os frutos de seu romance de estréia. Contudo, seu segundo livro parece que se nega a sair de sua cabeça, e o prazo de entrega... vai para o espaço. Acontece que Lily ouviu os conselhos do "amor da sua vida" e gastou quase todo dinheiro na compra de uma casa. E agora?
Para completar o elenco principal, Gemma Hogan. Organizadora de eventos, era a melhor amiga de Lily, até se apaixonar pelo amor da sua vida, que coincidentemente (ou não) é o mesmo do de sua melhor amiga. Gemma cuida da mãe recém-abandonada pelo marido e leva uma vida social sem grandes emoções. Gemma e Jojo acabam trabalhando juntas. E aí começam as confusões...
Talvez este seja o livro mais curioso de Marina Keyes depois de Melancia, pois reúne ingredientes infalíveis para quem curte o mundo dos livros e é apaixonado por boas histórias da vida contemporânea. Repleto de diálogos rápidos e diretos, que tornam o estilo Marian Keyes envolvente, este romance divertido e reconfortante prova que há sempre três lados para cada história ... especialmente no mundo da edição!

Em Under the Duvet (que ainda não foi publicado em português), ficamos conhecendo a vida "real" de Marian, em uma coletânea de ensaios pessoais que narram decisões, falam sobre maternidade e todas as calamidades envolvidas em ser uma mulher mais experiente no novo milênio.

Também em Further under the duvet (que ainda não foi publicado em português) Marilyn Keyes abre o coração e coloca no papel suas reflexões sobre sua própria vida, repetindo a fórmula utilizada em Under the duvet. É um livro de leitura fácil, ideal para quando você só tem tempo para uma leitura rápida, muitos capítulos tem apenas 3 ou 4 páginas. Keyes tem uma maneira muito bem-humorada e cativante de falar sobre sua própria vida. Ela consegue contar suas próprias aventuras e desventuras de uma maneira que torna a realidade tão divertida quanto a ficção.

Anybody out there (que ainda não foi publicado em português), é uma nova adição à série em curso sobre as cinco irmãs Walsh. A bola da vez é Anna Walsh, uma publicitária de Manhattan que se recupera de uma grave perda. O livro é engraçado e rápido, mas também consegue ser sério e comovente. A história começa com Anna se recuperando de um acidente não especificado na casa de seus pais. Ela volta para Nova York para reestabelecer-se fisicamente e emocionalmente. Um enredo em que encontramos flashbacks e cenas atuais, habilmente entrelaçados. Um livro que prova como os amigos e a família são importantes na luta por uma nova vida.

The Charming Man (que ainda não foi publicado em português). Todo mundo se lembra de onde estava no dia em que soube que Paddy de Courcy ia se casar. Mas para quatro mulheres, em particular, a grande notícia sobre o político carismático é especialmente memorável ... A estilista Lola tem todos os motivos para estar interessada no casamento de Paddy, pois embora ela seja sua namorada, ela definitivamente não é a noiva em questão. Desolada, ela foge da cidade para uma casa junto ao mar. Mas Lola segura essa barra? ... Não se a jornalista Grace tiver alguma coisa a ver com isso. Ela quer a história sobre o noivado de Courcy e acha que Lola é a chave. A irmã de Grace, Marnie, pode ser capaz de ajudar, mas ela está ocupada demais, envolvida com sua vida perfeita - o marido perfeito, filhos perfeitos, casa perfeita. E o que dizer da futura senhora de Courcy ? Alicia já esperou muito tempo por isso e está determinada a ser a mulher do político perfeito. Mas ela conhece o real Paddy de Courcy? Quatro mulheres bem diferentes. Um homem terrivelmente encantador. E um segredo que liga todos eles ...

Para quem quer um livro descontraído, criativo, divertido e que dê asas à imaginação, os livros de Marian Keyes são a melhor opção. Já li todos e ainda não me decidi qual é o melhor. Você mergulha nas tramas, participa das angústias das protagonistas e chega ao ponto de, ao comentar mentalmente as atitudes dos personagens, ser literalmente punida de seus próprios pensamentos ao ler o parágrafo seguinte. A autora consegue arrancar de você aquilo que ela e você realmente pensam.

Quem quiser saber um pouco mais vale a pena acessar o site da autora:

www.mariankeyes.com



2 comentários:

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