
"(...) Escrevemos para aprender a falar com os outros, para testemunhar nossa viagem no labirinto. Para abrir, expandir nosso mundo quando nos sentimos sufocados, oprimidos ou abandonados. Escrevemos como os pássaros cantam, como os primitivos dançam seus rituais. Se você não respira quando escreve, não grita, não canta, então não escreva porque sua literatura será inútil. Quando não escrevo meu universo se reduz; sinto-me numa prisão. Perco minha chama, minhas cores. Escrever deve ser uma necessidade, como o mar precisa das tempestades - é a isto que eu chamo respirar".
Anais Nin

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Alguns psicológos sempre defendem a ideia de que em certas circunstância nossa mente detona gatilhos que nos conduzem a esta ou aquela escolha, ato ou opção.
Pois bem, o gatilho sobre o que tratará este post foi uma briga entre adolescentes (isso se pudermos chamar o espancamento de um único adolescente por 20 outros de briga).
Chegou ao meu conhecimento a ação de uma gang de adolescentes de um colágio contra um único adolescente, acontecida aqui mesmo em Ilhéus, no último dia 4 de março, em local público, mais espeficicamente, na Praça Castro Alves. Independentemente do que tenha motivado tamanha agressão, nada justifica a violência empregada, graves lesões corporais com hematonas, cortes e contusões, que poderiam facilmente ter levado alguém a óbito.
O que proponho discutir é o que podemos chamar de vitimização do adolescente infrator.
O que os “grandes legisladores” que participaram da elaboração do ECA não mensuraram foi até onde uma lei pode reduzir as diferenças econômicas e classistas. Tornar todos iguais através de uma canetada é bem simples. Na prática nunca funciona desse jeito. Ainda mais num país como o Brasil onde as leis que existem, quando são cumpridas, estão sempre sujeitas a interpretação que cada agente(Juízes, promotores, advogados, ministros) faz delas.Nos termos do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente, considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até 12 anos de idade incompletos, e adolescente aquele entre 12 e 18 anos de idade (art. 2°). Isso foi adotado como medida reguladora, que foi imaginada para tentar sanar as gritantes diferenças entre duas categorias distintas de crianças e adolescentes inegavelmente existentes no Brasil. Uma, a dos filhos socialmente incluídos e integrados, a que se denominava crianças e adolescentes. A outra, a dos filhos dos pobres e excluídos, genericamente denominados menores, que eram considerados crianças e adolescentes marginalizados (segunda classe). Observe bem que não era a faixa etária que determinava a diferença. Era sim, a condição econômica.

Na Mídia
Caso do índio Galdino (1997)

Caso Liana Friedenbach e Filipe Caffé (2003)

Em 5 de novembro de 2003, a jovem Liana Friedenbach, de dezesseis anos, e seu namorado Filipe Caffé, de dezenove, foram brutalmente assassinados por um grupo de 5 homens, enquanto acampavam em Embu-Guaçu, São Paulo. A gangue tinha como líder o único menor do grupo, Roberto Aparecido Alves Cardoso, vulgo Champinha, na época com dezesseis anos, que foi o responsável por matar Liana a facadas. A jovem também foi abusada sexualmente. Filipe Caffé teria sido morto com um tiro na nuca.
Os corpos foram encontrados cinco dias depois. O caso teve grande repercussão na mídia e detonou debates na opinião pública sobre a redução da maioridade penal.
Caso Detonautas (2006)
Em 04 de junho de 2006, o músico Rodrigo Silva Netto, o Nettinho, integrante da banda brasileira de rock Detonautas, foi assassinado após reagir a um assalto, enquanto passava com seu carro na Avenida Marechal Rondon, bairro do Rocha, Zona Norte do Rio de Janeiro. Entre os quatro assaltantes, estavam dois menores de idade, sendo um deles justamente o autor dos disparos que mataram o músico. Rafael da Silva Netto, irmão do roqueiro, foi baleado com dois tiros, mas conseguiu se recuperar. Sua avó Maria da Silva Netto, de 87 anos, também estava no carro e não foi atingida.
Caso Ana Cristina Johannpeter (2006)
Na noite de 22 de novembro de 2006, Ana Cristina Johannpeter, ex-cunhada do empresário Jorge Gerdau, um dos maiores industriais do país, morreu assassinada durante uma tentativa de assalto no bairro do Leblon, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ela foi baleada na cabeça ao parar o carro no sinal. Os dois ladrões estavam de bicicleta, sendo um deles um adolescente de 17 anos, que foi preso no dia seguinte, e confessou o crime.
Caso João Hélio Fernandes Vieites (2007)
Na noite de 7 de fevereiro de 2007, o menino João Hélio Fernandes Vieites, de apenas 6 anos, foi assassinado com requintes de crueldade por um adolescente de 16 anos, no Rio de Janeiro. A criança foi arrastada por sete quilômetros, presa do lado de fora de um carro por um cinto de segurança, por quatro bairros da Zona Norte da cidade , na seqüência de um assalto ao carro de sua mãe. O crime chocou a sociedade brasileira, reacendendo o debate, na opinião pública, sobre a redução da maioridade penal ou outras medidas alternativas para punir adolescentes infratores, como o aumento do período máximo de internação, que atualmente é de três anos.
Caso Ítalo Santana (2012)
No dia 26 de fevereiro de 2012, Ítalo Mateus Silva Santana, 12 anos, foi morto ao tentar separar o pai de uma briga de trânsito, em Santa Maria. A briga teria começado depois do tio da vítima ter parado o carro de uma forma que atrapalhava a passagem de outros veículos. O motorista de um outro carro, um Corsa sedan, incomodado com a situação, começou a buzinar. O pai da vítima chegou a pedir calma ao condutor. Nesse momento, um dos três passageiros que ocupava o Corsa, um adolescente, disparou um tiro que acertou o adolescente no abdômen, levando-o a óbito.
Diante à tamanha violência, não podemos deixar de questionar quem são estes jovens infratores e o que os leva a cometerem tais atrocidades.
Uma pesquisa da Fundação para o Bem-estar do Menor (Febem) aponta que o perfil do jovem infrator é predominantemente do sexo masculino (96 %), entre dezesseis e dezoito anos (75,8 %) e os principais motivos pelos quais foi preso foram roubo (22%) e tráfico de drogas (16%). 53% dos jovens cometeu atos graves, como homicídio, roubo, tráfico de drogas, porte de arma de fogo ou estupro. 46% cometeram atos mais leves como falsidade ideológica, pichação, ameaça ou dano. Quase a metade (46%) afirmou já ter praticado outra infracão, portanto, é reincidente. 65% dos adolescentes que praticaram atos graves, voltaram a praticar outras infracões, enquanto apenas 35% dos que praticaram atos não graves voltaram a praticar delitos.
Além disso, embora o ECA impute a responsabilidade pela proteção à criança e ao adolescente ao Estado, à sociedade e à família, estas instituições têm falhado muito em cumprirem sua obrigação legal. São frequentes os casos de crianças abandonadas, morando na rua, dependentes químicas, envolvidas em crimes ou deixadas em casa, sozinhas, por um longo período de tempo. Entramos aqui em outro universo, porém de vital importância para o entedimento macro da questão: a desestruturação da instituição familiar.

O acelerado processo de urbanização, que acompanhou a industrialização e o crescimento econômico, aliado à revolução da comunicação, trouxe consigo a mudança dos valores e a redefinição do lugar da mulher nos alicerces da moral social e familiar. As pessoas aumentaram seu nível geral de informação por um sem-número de descobertas no campo das ciências humanas e a vida que antes era simplesmente uma questão dedever a ser cumprido, transformou-se na frenética busca da felicidade. Tudo fomentado pelo imperialismo capitalista.
Os pais passaram a questionar suas atitudes diante do filhos, compreendidos agora como seres em formação e em desenvolvimento, esforçando-se para suprir-lhes as necessidades. Inseguros, passam a temer assumir posições que possam deixar o filho traumatizado ou frustrado, acabando, não raras vezes, tiranizados por ele. No desejo de satisfazer-lhe as vontades, cada vez mais amplas nesse tonel sem fundo em que se transformou a sociedade de consumo, os pais modernos culminaram por meter os pés pelas mãos ao ceder ao chamado psicologismo, transformando sua ansiedade e sua culpa em atitudes permissivas que visam unicamente a satisfação do filho que geraram. É a famosa dificuldade de dizer NÃO.
Observa-se que a família foi deixando de ser o núcleo poderoso de formação de caráter e de expansão da vida afetiva. A saída da mulher em busca do mercado de trabalho, na maioria das vezes como alternativa de sobrevivência da própria família; o desencontro dos horários de trabalho, impossibilitando a reunião à mesa das refeições; as novelas de televisão e outros programas impedindo o diálogo entre pais e filhos; o lazer dos jovens contrastando com as formas de entretenimento dos adultos, que igualmente procuram seguir o rítmo frenético da vida mundana, muitas vezes se esquecendo de suas responsabilidades para com a prole; as divergências profundas entre pais e filhos adolescentes, fruto do distanciamento das gerações; os conflitos conjugais e o incremento do número de separações e divórcios, tudo isso e muito mais, provoca traumas, introspecção e revolta dos filhos.
Hoje é comum encontrarmos pais que não conseguem estabelecer um relacionamento familiar adequado, não sendo capazes de transmitir valores essenciais aos filhos. Assim sendo, não é de surpreender quando ouvimos histórias de pais e mães que levam seus filhos até a delegacia para serem repreendidos por policiais, numa demonstração de falta de controle e incapacidade de estabelecer limites.
Pode até ser que redução da mioridade penal resolvesse o problema da marginalização infanto-juvenil.
Porém, antes de pensarmos em medidas de combate e redução da violência infanto-juvenil, devemos antes refletir sobre como trazer aos dias atuais o antigo viés que unia a família: a consciência de que cada membro deve cumprir seu papel e suas responsabilidades no grupo.

Desta forma, talvez fosse mais dificil nos depararmos com cenas brutais como o espancamento sofrido pelo jovem, descrito no inicio deste texto.
Considero a família e não o indivíduo como o verdadeiro elemento social (arriscando-me a ser julgado como espírito retrógrado).
Honoré de Balzac
Sempre fui fascinada por tudo que envolve preparo de comida, desde a escolha dos ingredientes, combinação de temperos, apresentação dos pratos, articulação entre refeições e bebidas.

Quase sempre há comida envolvida nos momentos mais felizes de nossas vidas. Talvez não nos momentos dignos de fogos de artificio como uma proposta de casamento ou o nascimento de um bebê, mas as ocasiões tranquilas, como quando somos crianças e trazemos para casa um lindo boletim, um jantar em família após uma dia de trabalho, um café da manhã turbinado para enfrentar o novo dia, por exemplo...
A comida coloca em ação não só nossos sentidos mais elementares como tato, olfato e o paladar. Ela desperta sensações, emoções, lembranças...
Pare e pense: em quase todas as suas memórias felizes existe ou não algo relacionado também a comida?
Está aí uma coisa que aposto que você nunca percebeu. Mas agora que te falei, nunca mais deixará de notar.
É o bolo de aniversário de 15 anos. O jantar de casamento. O almoço de negócios bem sucedido. Os lanches em fast foods durante as férias. Os docinhos nos aniversários infantis. O prato estrangeiro com sabor esquisito que um amigo te obrigou a provar. Tudo marcado, guardado em nossas lembranças.

E então há aqueles momentos não tão felizes. E é aí que a chamada Confort Food(comida que conforta, que evidencia memórias e lembranças) é necessária. Quando eu era menina e ficava gripada, mesmo enfiada na cama, podia sentir o aroma do chocolate quente que vinha da cozinha da minha bisavó. Depois disso, para sempre, o aroma de chocolate passou a ser para mim o aroma do amor.
A Confort Food também é importante quando você se senta com suas amigas para colocar a conversa em dia. É impossível fazer isso sem comida, você há de convir. A comida pode ser um conforto por causa das associações que fazemos entre o que comemos e as pessoas ao nosso redor, ou por causa das emoções que os sabores e cheiros evocam. Temperada com nostalgia, aromatizada com amor, o sabor da verdadeira Confort Food é como receber um abraço de alguém especial.
Historicamente falando, a comida sempre foi motivo para arregimentar o ser humano em atividades grupais. Compartilhar alimentos e bebidas tem um fascínio ritualístico.
Nesse ritual, o papel do elemento fogo é de fundamental importância.

Para matar a nossa curiosidade aí vai...
No início, todos os doces produzidos em assadeiras eram considerados bolos e estes tinham que ser redondos, pois, como seu próprio nome diz - bolo vem de bola.
Redondo desde os tempos do Império Romano, com o passar dos anos o formato foi se moldando conforme as necessidades da decoração.
Como surgiu o bolo?
Sabe-se que, em Nápoles, na Itália, no ano de 1478, um bolo foi servido em um banquete.
Acredita-se que o primeiro bolo de andares tenha sido o da italiana Catarina de Médici, quando se casou com Henrique II, Rei da França, no século XVI.
Na Inglaterra, durante o reinado da Rainha Vitória, os bolos chegavam a pesar 100 quilos com altura acima de dois metros. Na verdade, em todos os momentos da história, o bolo era considerado como uma demonstração de prosperidade e riqueza. Por isso eram tão altos!
O primeiro bolo de farinha a se adaptar no Brasil foi o pão-de-ló, de origem portuguesa. Rapidamente, tornou-se bastante popular e até hoje, é um dos preferidos para bolos recheados.

É justamente por isso que considero os cozinheiros (as) os primeiros cientistas, os primeiros pesquisadores. Falta-lhes apenas o devido reconhecimento.
Então, se você conhece um verdadeiro cozinheiro(a) não fique calado. Elogios são fundamentais no "tempero" de novas receitas!
“O prazer da comida é o único que, desfrutado com moderação, não acaba por cansar. “
* Advogado, político e um dos mais famosos gastrónomos franceses de todos os tempos.
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Traição é um tema complicado. O ponto crucial é o fato da maioria das pessoas não entender o porquê da traição, em especial num relacionamento afetivo.
A pergunta mais freqüente e que sem sombra de dúvida todo traído já se fez é: “Por que estar em um relacionamento se tem necessidade de trair?”
O perfil da pessoa que trai não é definido por um único padrão de comportamento e isso agrava ainda mais qualquer tomada de decisão ou posicionamento.
Perfis
Existem as pessoas que traem uma vez, se sentem culpadas, com a consciência pesada e nunca mais cometem o mesmo erro.
Outras traem e vão continuar traindo até serem descobertos.
Têm também aqueles que fazem da traição um estilo de vida, afinal como já dizia o ditado: “Cesteiro que faz um cesto, faz um cento”.
Ah, ainda existem homens que justificam sua traição através de necessidades hormonais. Isso mesmo. Existem aqueles que dizem que por terem extrema necessidade de sexo e as parceiras não serem tão hiper ativas quanto eles, acabam por buscar sexo fora do relacionamento.
Para saber como lidar com um(a) parceiro(a) que trai é importante, antes de qualquer coisa, saber em qual perfil ele(a) se encaixa.
Se for do tipo que vai repetir esse comportamento sempre, então você precisará refletir o quanto a palavra “me desculpe” dele(a) é confiável e até que ponto você está realmente disposto(a) a acreditar nesse arrependimento.
A primeira pergunta a ser feita é: “Você conhece bem o(a) seu(sua) parceiro(a)?” Só com uma resposta afirmativa é que você será capaz de assumir que foi um erro e que não acontecerá novamente. Para isso considere a sinceridade da pessoa quando pedir reconciliação pois é importante que admita o erro antes que você a perdoe. Você não pode ir até ele(a); espere que ele(a) venha até você. Mesmo sabendo que ele(a) não fará de novo, você deve fazer a segunda pergunta que é: “Você conseguirá viver sabendo da traição?” Ninguém espera que você consiga esquecer, mas sim que você seja capaz de perdoar. Caso contrário, seu
relacionamento vai se tornar em um ciclo baseado em desconfiança, ciúmes, vingança e raiva, um verdadeiro caos. Ninguém merece isso (ou pelo menos, a maioria das pessoas não merece!). A parte mais difícil será demonstrar que você realmente perdôo seu parceiro. A partir do perdão e da escolha da continuidade do relacionamento, saiba que sua relação parecerá voltar ao que foi antes de toda essa confusão. Porém ambos necessitam estar dispostos a tentar e empenharem-se de corpo e alma para isso.
Você precisa ter garantia e certeza que as condições que causaram ou permitiram a traição estão erradicadas do seu relacionamento. Por exemplo, a pessoa com a qual seu(sua) parceiro(a) te traiu deverá estar fora do cenário, ou seja, sem amizades, encontros, qualquer tipo de contato.
Muitos se perguntam qual foi o fator detonador de um ato como a traição e aqui levantamos outro ponto fundamental: Entender, de maneira profunda, o que causou a traição. Pode ter começado em sites pornôs, em blocos de carnaval, em bares dançantes, com conversas muito íntimas com alguém específico ou pela falta da sua presença quando seu(sua) parceiro(a) mais precisava (esta última aqui é a mais ardilosa e perigosa.) Não importa o motivo, mas a raiz deve ser descoberta, discutida e trabalhada.
O melhor cenário para uma reconciliação é a situação na que quem traiu confessa o erro sem ter sido descoberto ou ao menos indagado. Nesse caso, seu(sua) parceiro(a) se sentiu culpado(a) depois do ato e quer sua confiança de volta, prefere te contar a deixar que você descubra. Na maioria dos casos pode ter ocorrido porque ele(a) está completamente frustrado(a) com sua vida, ou no caso dos homens de 40 ou mais, passando por uma crise de meia-idade onde necessitam reafirmar sua masculinidade. É fácil acreditar que a pessoa que traiu, traiu ela mesma antes de qualquer outra pessoa porque ela perdeu a habilidade de aproveitar um relacionamento. No entanto, muitos(as) traidores arruínam vidas por causa da sua fraqueza. Sempre alguém mais paga pelos erros da pessoa que traiu. O pior cenário envolve uma pessoa que trai por motivos egoístas. Apesar de justificar seus atos com desvios psicológicos, traidores habituais vão destruir emocionalmente a vida de muitas pessoas. Eles vão arrasar famílias ao partirem para outras relações antes de terminar a atual. Deixando atrás de si um rastro de parceiros(as) emocionalmente traumatizados e filhos psicologicamente desamparados. Essas pessoas se tornam pesadelos. Todos deveriam ter a capacidade de reconhecer e tomar cuidado extra ao esbarrar com alguém assim. Infelizmente, elas tendem a ser extremamente afetivas e mostrar decepção quando descobertas. Sem surpresas, essas são as pessoas mais difíceis de abandonar.
Falar de traição não é algo bom. Todos conhecemos alguém que sofreu muito por passar por situações como estas aqui descritas. Porém, de todas as palavras-chaves para lidar com tão delicada circunstância, temos que ressaltar uma: Auto-estima. Quem se ama, em primeiro lugar, saberá exatamente como agir em um caos como este. Não sou psicóloga e nem distribuo conselhos. Apenas tento através de minhas palavras, ajudar um pouco quem sofre com esta mazela.
Aproveito para agradecer a todos e todas que estão enviando sugestões de temas. Continuem mandndo que o Ideias tem prazer em atendê-los!!
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Essa coisa de significado das palavras pode ser muito engraçada.
Aliá – Fêmea do elefante.
tureza híbrida, criada a partir dos batuques dos escravos bantos trazidos ao Brasil de Angola e de ritmos portugueses.
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Já pensou em ter que comprar um espelho em que ninguém tenha se admirado? Parece loucura mais em 2011 eu tive essa incumbência. Para quem? Bom, uma coisa dessas só pode ser para uma pessoa muito especial... minha avó. Pronto, falei! Agora você deve estar se perguntando por que ela queria um espelho assim... Bom essa parte eu não conto. Deixo em suspense...

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Afinal sonhar ainda é de graça, ou quase...
Mas vamos falar de seriados, uma das mais, se não a maior invenção, agora pasmem, dos FRANCESES. Peguei vocês!! Tenho certeza que imaginavam que foram os americanos os criadores. Mas não, não e não.

Mas qual a principal magia que os seriados exercem sobre seus expectadores?
Você acredita ter as qualidades ou os defeitos do seu personagem preferido. É apaixonada pelo gatão que aparece só de bermuda em todos os episódios. Ou, na pior das hipóteses odeia tanto um personagem que o mataria com as próprias mãos.
Se você é um voraz telespectador de seriados, acompanhando seus personagens preferidos com a fidelidade de um Pastor Alemão, então com toda certeza já conhece Gossip Girl, uma das séries mais queridas e populares do momento(diga-se de passagem de “um momento” que já dura cinco temporadas).
A série, é sobre um grupo de jovens, que frequentam escolas de elite (Constance Billard e St. Jude’s), no bairro Upper East Side em Manhattan, Nova York. Repleta de cenários fantásticos e figurinos de alta costura, Gossip Girl associa sofisticação a um enredo cheio de reviravoltas, altos e baixos, mistérios e surpresas. Seus personagens e suas histórias de vida deixam os fãs de cabelo em pé. Ah e eu não poderia deixar de falar da própria Gossip Girl, uma personagem misteriosa que posta em seu blog homônimo tudo que acontece com os personagens. Um misto de notícia instantânea e fofoca em alta proporção.
O melhor é que apesar de serem riquinhos, no fundo são iguais a quaisquer mortais. Todos os dias nos deparamos com alguma Serena, Blair, Nate ou Chuck por aí.
Quer saber com qual deles você se parece?

É a garota dos sonhos de qualquer rapaz. Linda, loira, de olhos azuis e corpo exuberante, mexe com os desejos de vários dos personagens da série, e, com toda certeza, dos homens da vida real também. Do tipo “arrasa quarteirões”. Apesar disso, não confia nesses atributos e se menospreza. O verdadeiro modelo de garota que todas gostariam de ser. Desperta a inveja das meninas, até mesmo das amigas. Mas por não se dar o devido valor e ter uma auto estima que mais parece uma montanha russa, acaba por se envolver em várias “roubadas”. Poderia descobrir seu grande potencial se refletisse mais sobre seus sentimentos e procurasse compreender melhor suas reações.
Irmão caçula da exuberante Serena, ele é o típico adolescente em conflito interno. Inicia a trama internado em uma clínica de reabilitação para jovens. Mas engamam-se aqueles que pensam que isto tem haver com drogas, pois o pequeno Van der Woodsen não é viciado em nada. Seus problemas tem raízes profundas, relacionadas à desestrutura familiar e a vida conturbada que lhe é proporcionada por sua mãe, Lilly. Revela-se homossexual, levando aos telespectadores uma visão complexa e envolvente sobre como pode ser dificil a afirmação sexual na juventude. Meigo, estudioso e sempre disposto a ajudar os outros, ele encontrará na amizade com Jenny Humphrey, carinhos, compreenção e uma rivalidade latente e explosiva.
Blair Waldorf
A Bonequinha. A garota se inspira, realmente, na atriz Audrey Hapburn no dia a dia, principalmente no filme Breakfast Tiffany’s(em português, Bonequinha de Luxo). Clássica e estilosa. Super inteligente e determinada, Blair usa seus pontos fortes para conseguir o que quer, mesmo que tenha de usar artimanhas ardilosas e expedientes duvidosos para conquistar seus objetivos. É uma romântica em potencial, apesar de seus relacionamentos não serem muito bem resolvidos. É amiga de Serena, mas guarda suas ressalvas quanto a essa amizade, pois se sente ameaçada pela exuberância da loira. É uma eterna sonhadora, em busca do príncipe encantado, mas nessa busca não se faz de rogada e se tiver que virar bruxa pra conseguir o que quer...então que assim seja. Apesar de toda esta inteligência para armações e conchavos é no fundo medrosa e insegura, buscando nos relacionamentos suprir algumas carências de sua infância, principalmente em relação aos pais.
Chuck Bass

Poderia ser o vilão da turma, aquele que todos odeiam, invejam ou apenas suportam. Mas que ninguém tem coragem de desafiar. Bilionário, herdeiro de uma das maiores fortunas do mundo, é um Don Juan do século XXI. Ele mente, é controlador, manipulador e sempre tem uma estratégia para chantagear alguém e conseguir o que quer. Totalmente sem limites. Mesmo assim, é o queridinho dos fãs da série! Tem sempre uma frase de efeito para as mais diversas situações e um pensamento bem rápido. Tem um relacionamento mal resolvido com Blair, algo que no fundo, no fundo tem como resposta o fato de ambos serem bem parecidos. Aparentando uma segurança fora do comum, Chuck “se acha”. Pensa que o mundo deve girar ao seu redor. Impulsivo, imprevisível porém extremamente leal aos seus amigos, ele nunca deixa transparecer suas reais fraquezas.
Nate Archibald

Irmã de Dan Humprey, ela é a “It Girl” do seriado. Seu sonho é ser popular, famosa. A linda mocinha de 14 anos, começa o seriado de forma bem modesta, sujeitando-se a ser lacaia de Blair. No começo ela não tem muito ideia do seu valor e acaba por desqualificar e desvalorizar seus verdadeiros talentos, supervalorizando o que os outros são ou têm. Mas enganam-se aqueles que pensam que esta posição agradará para sempre a pequena “J”. Manipuladora, engenhosamente inteligente, ela coloca em prática desde cedo seu plano de ascensão social. E nessa escalada saia da frente quem estiver em seu caminho, seja pai, mãe, irmão, amigos...Jenny passa por cima de todos como um rolo compressor, deixando um rastro de destruição e exalando inocência. Sendo um meteoro como este, o que poderia estar faltando a nossa It Girl? Talvez uma revisão nos seus valores pessoais e uma profunda reflexão sobre as consequências de suas atitudes tanto para si quanto para os que a cercam.

Vanessa Abrams
É a moça fora dos padrões. Cineasta, filha de pais artistas hippies, irmã de uma musicista lésbica. No passado, teve uma relação mal definida com Dan, algo que mesclou uma amizade profunda à uma falta de intimidade física. Tem um estilo próprios, usa roupas diferentes e penteados desleixados. Rebelde, ela sente prazer em ser diferente, pois adora chamar atenção por não se enquadrar, e não querer se enquadrar, nos padrões da sociedade conservadora e elitista. No fundo, no fundo tem uma enorme necessidade de auto-afirmação, o que acaba por levá-la a correr riscos desnecessários. Do que Vanessa precisa se conscientizar? A moça precisa acreditar que ser importante e ter a atenção não necessariamente implica em criar situações bizarras ou constrangedoras. Além é claro, de se lembrar o quanto é altamente chato ficar tirando onda de “salvadora da pátria” ou de mocinha não alienada politicamente.
Bom, até aqui vocês conheceram os personagens principais. Mas o seriado é tão bom que até os personagens secundários dão show. Que o digam Georgina Sparks, Carter Baizen, Agnes Andrews, Bree Buckley e Damien Dalgaard.
Agora um conselho: Se você nunca assistiu, tadinho(a)...
Mas nem tudo está perdido!
Visite um site ou blog sobre Gossip Girl e se atualize.
O Ideias indica o Gossip Girl Forever pois lá você encontra todos os episódios para download free. Um presentão!

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